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Emma

25.02.14

 

Jane Austen é indiscutivelmente mais conhecida pelo seu livro Orgulho e Preconceito, que quase todos conhecem, nem que seja pelo filme (como é o meu caso) e que até já tem uma versão com zumbis (devia de ser proibido criarem estas estranhas histórias baseadas em clássicos). Mas a escritora editou outros livros, entre eles Persuasão, Mansfield Park, Razão e Sensibilidade e Emma, que é o livro de hoje. Emma foi também o primeiro livro que li da autora. De salientar que quando lemos um clássico que foi escrito numa época diferente da nossa, a leitura pode não ser a mais fácil.

 

Emma é uma jovem abastada que vive numa comunidade rural onde todos gostam dela. É culta, simpática, bem parecida e muito casamenteira, tanto que não parece ter noção do efeito que tem nos homens. Na sua qualidade de casamenteira, ela tenta ajudar a sua amiga Harriet a atrair Mr. Elton, e monta os mais diversos esquemas para os juntar. O resultado acaba por ser imprevisível e após muitas peripécias Harriet acaba por se confessar apaixonada por Mr. Knightley, o amigo mais próximo de Emma. Isto leva Emma a perceber que ela própria está atraída por Mr. Knightley.

 

É um típico romance de época com uma heroína cheia de boas intenções, mas a quem os planos acabam por correr mal. Pode ser considerado como um critica às mulheres ricas que nada mais têm que fazer do que falar da vida das outras e tentar manipula-las. Uma leitura leve, para quem gosta do universo de Jane Austen. Não tem o charme de outros livros da autora, mas é um bom passatempo. Como a maioria dos grandes clássicos, este livro também já foi adaptado para o cinema, num filme com o mesmo nome do livro e protagonizado por Gwyneth Paltrow.

 

  

 

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publicado às 22:19

 

José Rodrigues dos Santos já é conhecido pelos portugueses pelos seus romances sobre personalidades, bem como pelos seus romances em estilo de Dan Brown. O Homem de Constantinopla foi o segundo livro que li deste autor luso, e retrata, de maneira ficcional, a história de Calouste Gulbenkian, que no livro conhecemos como Kaloust Sarkisian e do seu filho. A história divide-se em dois livros, sendo que a continuação, Um Milionário em Lisboa, nos mostra os fatos seguintes a este livro.

 

A história começa com a infância de Kaloust, no Império Otomano, onde era filho de um casal arménio abastado. Acompanhámo-lo no seu dia a dia, o seu primeiro negócio, a sua relação com o pai, um homem rígido, a educação em França e Inglaterra e claro, como ele se foi tornando a pouco e pouco um homem rico e bem sucedido. Para mim, o ponto mais interessante foi conhecer-mos alguns pontos do dia a dia dos cristãos neste império, onde eram vitimas de perseguição pelos turcos e uma cultura tão diferente da nossa.

 

Para quem aprecia o género, e para quem gosta de conhecer novas culturas, é um livro interessante e bem escrito. Confesso que não é bem a minha onda, apesar de ser uma grande fã de história, e de notar alguns eventos que marcaram o inicio do século XX serem referidos neste livro, senti que me faltou empatia com o personagem principal, que a medida que vai crescendo, se torna como o próprio pai.

 

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publicado às 19:27

 

Há uns anos decidi adquirir alguns romances considerados clássicos, sendo a sua maioria do século XIX. Na altura, e ainda hoje, adquiri as versões editadas pela Book It, que, salvo erro, faz parte do Grupo Sonae, dai só encontrar-mos estes livros nas livrarias Book It ou no Continente ou na Worten. A minha última aquisição desta série (onde já se encontram livros com Jane Eyre, Bel-Ami, O Monte dos Vendavais, Emma, ...), foi a Feira das Vaidades de William Thackeray. A sinopse pouco nos diz, apenas que é um clássico da literatura, uma critica à sociedade inglesa do inicio do século XIX, e que a ascensão e queda da Becky Sharp conquistou os leitores.

 

Uma coisa comum neste livros considerados clássicos é que por vezes a escrita não é a mais agradável, pois afinal, a maneira de escrever e a descrição das situações estava a adaptada a um outro século. Estes livros têm uma tendência de ser demasiado descritivos e de explicar árvores genealógica de maneira demasiado confusa, em que acabamos por sem querer ler páginas na diagonal. Por isso vamo-nos cingir ao enredo e não a escrita. 

 

Rebecca Sharp é uma jovem órfã, que vive numa escola de senhoritas por favor, onde ninguém gosta dela, e onde tem apenas uma única amiga, Amelia, a queridinha de toda a escola. Um dia, a dona da escola arranja-lhe um contrato como preceptora, e ela e Amelia abandonam a escola, onde passam duas semanas em casa da segunda, que vem de uma família abastada. Becky é pobre e tem de fazer pela vida, e tenta inicialmente conquistar o irmão de Amelia, Jos, que apenas pensa na sua barriga. Conhecemos também nesta altura duas outras personagens que vão ser importantes: George Osborne, o prometido de Amelia e William Dobbin, amigo e companheiro no exército do primeiro. Por fim, sem conseguir conquistar Jos, Rebecca parte para casa de Sir Pitt Crawley.

 

A partir daqui a história entra numa segunda parte, onde Amelia e Becky revelam o seu carácter, são postas a prova e onde acompanharemos os próximos 10 anos das suas vidas. Becky, a protagonista é uma interesseira que não olha a meios para atingir os fins. Acaba por construir a sua boa sorte com telhados de vidro e estes depressa se partem. Amelia peca por ser demasiado bondosa, demasiado chorona, demasiado boa pessoa. O fim das personagens é o previsível, embora penso que depois de todas as mentiras que contou, Becky merecia um fim mais dramático, mas toda a história está bem constituída e as reviravoltas acabam por prender o interesse.

 

É claro que não podemos deixar de parte toda a grande sátira que este livro é, que nos mostra uma sociedade apenas baseada em aparências e em que o dinheiro é rei. Ao longo do romance vemos muitas personagens modificarem-se para agradar a possuidores de grandes fortunas e como toda a sociedade vira costas e recebe bem, dependendo da ausência ou presença de dinheiro, status e sobretudo, falsas aparências.

 

Curioso saber que este livro, como muitos dos clássicos da literatura foi adaptado para o cinema em 2004, com o nome de Vanity Fair. Ainda mais interessante é o leque de atores que nele participa, onde saliento Reese Witherspoon como Becky, Jonathan Rhys Meyers como George Osborne e Robert Patinson como Rawdy Crawley. Ah e que o filme tem um final mais feliz para Becky do que o livro (acho que só por isto não o vou ver).

 

 

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publicado às 18:51

Ontem ouvi a frase que dá titulo a este post e confesso que me marcou. A infertilidade é um assunto cada vez mais comum na nossa sociedade. Os números não param de aumentar e num pais em que a taxa de natalidade é cada vez mais baixa, é assustador perceber que casais que têm mais que condições para dar um vida digna a uma ou mais crianças, não o conseguem. E isto rouba-lhes um bocado da alma.

 

Os mais óptimas irão sempre dizer a estes casais, "não desesperam, podem sempre adoptar". E é claro que caso o consigam, sei que muitos deles vão amar essas crianças do fundo do coração. Mas a verdade é que um filho biológico é sempre um filho biológico. Como explicar os sentimentos de uma mulher que sempre sonhou ser mãe, sentir a vida a crescer dentro dela e no fim poder dizer que o filho tem os olhos do pai ou o nariz da mãe. Aqueles nove meses criam um laço muito especial que dificilmente se encontra noutras relações afectivas.

 

Felizmente, muitos dos casais acabam por conseguir engravidar, ao fim de muitos tratamentos e dinheiro perdido. Outros conseguem adoptar. Mas a verdade é que durante todo o processo é quase como se perdessem um pouco deles. O sistema público de saúde em Portugal ainda está muito atrasado. São precisos meses e meses de espera por uma simples consulta de infertilidade. Quando se parte para a inseminação, o casal apenas dispõe de três tentativas, e mesmo essas tentativas só podem ser realizadas até uma certa idade. Conclusão: se forem um casal novo, à uma tendência dos médicos dizerem "ah, ainda são novos, continuem a tentar, não precisam de tratamentos", se tiverem mais de quarenta, já não podem realizar muitos dos tratamentos que existem nos hospitais públicos. E depois há os hospitais privados, em que os tempos de espera são bem mais reduzidos, mas o custo de uma inseminação podem variar entre os 3500/5000€. E as inseminações raramente funcionam à primeira. Para não falar dos médicos do público que dizem coisas do género: "Vá para a clínica x ou y, que no público não se vai desenrascar". É óbvio que o médico em questão é dono/colaborador da clínica x ou y.

 

E por fim, quando um casal está junto à alguns anos e as crianças não aparecem, quando a família, os amigos e os conhecidos perguntam continuamente "então e crianças?" e eles respondem simplesmente com um sorriso amarelo. Só quem passa por algo semelhante consegue perceber como eles se sentem naquele momento.

 

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publicado às 22:13

 

Feliz Dia de São Valentim. Ide aumentar a taxa de natalidade ;)

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publicado às 20:49

 

Ora como hoje é dia dos namorados, cá fica uma sugestão romântica. Promessas de Amor é um romance histórico, de uma autora que ainda não é das mais conhecidas no nosso pais, Sherry Thomas. Sherry tem uma maneira muito especial de escrever este género de romances, pois para além da história de amor, inclui muitas vezes uma segunda história paralela e algum mistério paralelo à história para resolver. 

 

Nesta história conhecemos Elissande é uma moça que vive prisioneira de um tio malvado que maltrata psicologicamente tanto a ela, como a tia, uma senhora acamada e alheada da realidade. Lorde Vere é um agente de governo, mas que se mascara de imbecil, para que ninguém desconfie dele (as conversas que ele tem quando está nesta personagem são bastante divertidas) e que está a investigar o tio de Elissande. O desespero de Elissande irá juntá-los e criar uma relação que pode ajudar a curar as feridas de ambos.

 

Para mim, os primeiros capitulos são o melhor do livro, pois o alter ego de Lorde Vere é muito interessante. É raro neste género de romances ser dado tanta relevancia à inteligencia de um homem, como se eles só fossem ou musculos ou romanticos. A história de Elissande é triste e o desespero irá faze-la tomar decisoes que quase a destruiram. E o resto é clichê. Há também uma história paralela, a de Freddie (personagem que também faz parte de um outro livro da autora, Um Amor Quase Perfeito) e Angelica. Esta segunda história não me cativou minimamente. 

 

E pronto, leiam porque tem humor, romance e mistério. Já é mais do que muitos livros que andam por ai.

 

 

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publicado às 20:22

     

 

Felizmente eu não conheci os livros de José Saramago pelo Memorial do Convento. Digo felizmente, porque se tal tivesse acontecido, a minha imagem do escritor seria algo do género "mas aquele livro é horrível, porque raio ele ganhou um Nobel?".

 

Mas vamos ás As Intermitências da Morte. Li este livro quando era uma adolescente, foi-me emprestado. Ao inicio, como quase toda a gente, estranhei a escrita diferente do autor, mas após algumas páginas habituei-me e tal já não fazia diferença. Confesso que adorei a história. Todos nós pensamos que um mundo sem morte poderia ser um mundo melhor. Não haveria a dor da separação de quem nos é mais querido, que nos deixa marcas para a vida. Nesta obra, José Saramago mostra de forma cativante como a morte é importante e essencial, ao centrar a narrativa num pais, onde, de um momento para o outro, as pessoas deixam de morrer. O cenário, como é de esperar, é de caos, pois as pessoas não ficam com a juventude eterna nem nada que se lhe pareça. Ficam ali, naquele estado, a definhar, a encher hospitais, a ser uma carga nos familiares. Aliado a isto tudo, vêm uma série de desgraças que nos mostram, de forma simples e concisa, que a morte é necessária e faz parte da própria vida.

 

Uns anos mais tarde, devido aos estudos, fui obrigada a ler o Memorial do Convento. Como a primeira experiencia tinha corrido bem, as expectativas eram altas. Mas foi, até hoje, um dos livros mais chatos e enfadonhos que li. Na altura, não tinha muito dinheiro, portanto não lia muitos livros, alguns alugados na biblioteca, outros emprestados. O Memorial do Convento foi a minha primeira desilusão literária a sério. Já tive inúmeras depois, mas este ficou com um "carinho" especial. Lembro-me do esforço que fiz para o ler todo, de tentar avançar nas páginas usando uns esquemas para completar que a professora nos tinha dado. Lá consegui, mas jurei para nunca mais. Qual Blimunda, qual quê...

 

Não voltei a ler José Saramago depois disto. Embora já pensei em comprar o Ensaio Sobre a Cegueira, que me parece ser numa temática semelhante ao primeiro livro aqui falado. Talvez um dia.

 

PS: Uma vez assisti a uma conferência onde estava a Pilar Del Rio, a esposa do falecido escritor. Até tinha uma imagem dela interessante, até esse dia. Julgando sem a conhecer, claro, mas pareceu-me uma pouco com síndrome de superioridade e confesso que antipatizei fortemente com a senhora.

 

Memorial do Covento

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Intermitências da Morte

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publicado às 21:22

Eu agradeço sinceramente que o jogo do Benfica - Sporting tenha sido adiado. Pelo menos os jornalistas arranjaram novo tema de noticias que não seja as praxes. Mas voltando ao Estádio da Luz. Qualquer adepto de futebol venera o seu estádio e repudia o dos restantes clubes. Como o Benfica é o clube que tem mais adeptos, logo é também aquele que tem um impacto mais forte em comentários a defender a sua catedral (como eles chamam) e a chamar trinta por uma linha aos estádios dos adversários (no caso do meu Sporting - não se tinha notado ainda não é (ironia on) - sobretudo pelos azulejos e o relvado (coitado do revaldo). Não que os Sportinguistas e Portistas não tenham exactamente a mesma atitude.

 

O giro da história é que possivelmente o Estádio da Luz nunca deu grandes problemas, já teve alguns jogos importantes (quiçá mais que os restantes) e este ano até vai receber uma final da Champions League. E logo no dia de jogo, num dia de um tempo horrível, a estrutura sofre alguns danos, enquanto os estádios rivais ficam inteiros. É irónico só isso, não desejo mal nenhum ao estádio.

 

E pronto, diz por ai que eu devia estar a ver o jogo, mas depois das emoções fortes do ultimo derby (que jogo!) hoje deixe-me estar sossegada, não vale a pena estar a sofrer do coração. E diz que o Sporting está a perder.

 

PS: Quanto as praxes  acho que apenas a RTP prestou um bom serviço jornalístico, pois foi a mais imparcial e mostrou os dois lados da história, embora desconfio que isto não para enquanto - a) não se descobrir mesmo se aconteceu algo; b) o sobrevivente entre em depressão/suicidesse/algo do género. Embora eu acho que nunca se vai descobrir nada, mas pronto, that's me, que até gostei das praxes, mas sei que há praxes abusivas, embora nunca as tenha sofrido na pele.

 

PS1: Já fico feliz se o Sporting for a Liga Europa.

 

PS2: Esta a ser um ano negro para o Benfica. Em Janeiro perderam o seu ícone, em Fevereiro perdem a lã. O que virá a seguir?

 

 

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publicado às 21:04

 

Julia Quinn é uma das minhas escritoras de romances históricos preferidas, a par com Madeline Hunter. Confesso que adoro aquele cliché de os homens serem uns cavalheiros e conhecer todas aquelas regras e como eles gostavam de as infringir, mas também não gosto do comum de homem libertino, mulher ingénua, sexo e mais sexo. Gosto de romance, do ambiente envolvente, da conquista e claro de descrições históricas interessantes, sem deixar de fora uma pitada de humor. E a série Bridgeton, desta mesma autora, é sem dúvida a minha preferida. Infelizmente, existem poucos livros dela em português e para ter acesso a eles tem de ser mesmo em inglês, como foi o caso. Trata-se de o segundo livro de uma série, ás vezes acontece, saltar assim livros, mas uma narrativa não depende da outra, embora estejam interligadas, quase como duas versões da mesma história.

 

Amelia esta prometida ao Duque de Wyndham desde os seis meses de idade. Está habituada a isso e preparada para um casamento sem amor, mas o duque não parece reparar nela e não marca a data do casamento. Até que um dia Amelia decide começar a ser ela mesma com o duque em vez de seguir as regras que uma dama deve de cumprir e que a sua mãe tanto presa. A partir dai, Thomas, o dito duque, repara nela e os dois começam a desenvolver uma amizade e algo mais. Mas quando ele se prepara para marcar finalmente o casamento, algo acontece, que mete em causa o seu titulo, e talvez ele não seja o Duque de Wyndham, nem Amelia seja mesmo a sua noiva.

 

É um romance leve, que apresenta um leque de personagens interessantes, nomeadamente a avó do duque que é uma megera, mas ao contrário das megeras dos romances históricos, esta não tem bom coração. Não é um romance de nos surpreender muito, mas serve como uma leitura leve de Inverno, quando estamos à fogueira, aquecedor ou enrolados numa manta. E como é tradição em muitos destes romances o protagonista tem o cabelo escuro e olhos azuis. E eu não resisto a esta combinação. {#emotions_dlg.drool}

 

 

 

 

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publicado às 23:19

Ai os blogs

04.02.14

Quantos blogs existem por ai? Milhares (ou milhões?).

 

Quantos são interessantes? Alguns.

 

Quantos são uma janela para combater a solidão/desabafar/sentir que alguém nos ouve? Eu diria 90%, para ai, sem recorrer a estatísticas.

 

Podia escrever aqui a minha vida toda, que dava um livro interessante, mas não escrevo. Já tive um blog pessoal, e embora o desabafo por vezes me limpasse a alma, noutros dias sentia que estava a oferecer uma parte de mim ao mundo, uma parte preciosa. Com estas modernices da Internet, a privacidade já não existe e a culpa é de cada um de nós, que não resistimos em partilhar as nossas mágoas, na esperança de um consolo, uma mão compreensiva, saber que alguém sente/já passou pelo mesmo. 

 

Olá, o meu nome é Anna, e criei um blog sobre livros, porque para mim eles são um escape da realidade. Podia escrever um blog sobre infertilidade, emprego, sexo ou um diário... mas escrevi sobre livros, porque nos entretantos em que os leio e em que partilho os sentimentos que eles me causaram, sou uma pessoa um pouco mais feliz, um pouco mais completa, um pouco mais realizada.

 

E o facto de me sentir assim vale ouro.

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publicado às 23:35

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