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Elizabeth, Caitlin e Amber são as filhas da fortuna. As três filhas de William Melville não poderiam ser mais diferentes. Elizabeth é a lutadora, a que leva tudo a frente para atingir os seus objectivos. Bastante determinada nada a deixa mais feliz que a aprovação do pai. Mas ele raramente repara nela. Caitlin é a filha bastarda que William trás para casa quando a mãe dela morre. Não gosta da família e sente que o seu lugar não é ali. Amber é a mais nova e a mais mimada. Habituada a ter tudo o que quer com recurso a birras e chantagem emocional.

 

Quando comecei a ler este livro lembrei-me muito da trilogia o Sonho da Nora Roberts pelo facto de se tratar de uma família com fortuna e de como três raparigas cresceram como irmãs. Embora as histórias não pudessem ser mais diferentes, creio que as Filhas da Fortuna é muito mais realista. Elizabeth é, claramente, uma grande cabra. Não é que não simpatizasse com ela ás vezes, mas a maneira como ela tinha ciúmes de Caitlin (devido a atenção que o pai lhe dava) e fez de tudo para que se sentisse mal quando ela se juntou a família fez com que lhe metesse esse rótulo. Mas ela também tem coisas boas, e no fundo ela gosta das irmãs e tenta protege-las à sua maneira. A reviravolta que ela sofre e o tombo que tem de dar para "acordar para a vida" também ajuda a melhorar esta personagem, apesar de ser verdade que era injusto quando ela deu tudo pela empresa e o pai não reconhecer o trabalho. Caitlin é a sonhadora que fica com os sonhos despedaçados. Mas isso não a faz desistir de alcançar os seus objectivos e sobretudo sem qualquer ajuda do dinheiro ou da influencia do pai. Foi sem dúvida a personagem que mais gostei. A Amber é bastante irritante. Habituada a ter tudo o que quer ela é claramente o protótipo da realidade dos miúdos ricos mimados de hoje. Sempre a fazer asneira e sempre com o pai a tapar tudo por trás. A queda dela é assombrosa. A recuperação, para mim, rápida e falsa de mais. Mas também foi a personagem a quem a autora deu menos relevância.

 

No todo é um livro interessante, com uma história que prende e que me cativou. O final foi o previsível e talvez até certo ponto demasiado brusco (está tudo mal e de repente está tudo bem). Mas isso não estragou a dinâmica do livro.

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publicado às 15:04

 

Já tive várias vezes livros da Lesley Pearse nas mãos e muitas vezes naquela de comprou ou não compro. O preço deles e as sinopses que não me cativavam assim tanto como isso fizeram com que ficassem sempre para trás. Um dia surgiu a oportunidade de conhecer o Nunca Me Esqueças, o que é talvez considerado o melhor livro dela.

 

Mary é uma jovem que sempre foi mais um rapaz do que uma rapariga. Já adulta resolve sair de casa dos pais e ir para a cidade tentar a sorte. As coisas não correm como ela esperava e acaba por se envolver com duas assaltantes o que fará com que acabe presa por roubar um chapéu. A pena, na Inglaterra do séc. XIX para este tipo de crimes era a forca, mas Mary acaba por ser "salva" e ser desterrada para a Austrália, que na altura não passava de uma zona pouco conhecida e abandonada do resto do mundo. O que ela passa até chegar lá e o ela que passa lá é no mínimo chocante, revoltante, angustiante (e não me lembro de mais sinónimos)... e muito muito forte. Chorei baba e ranho a ler este livro e isso já não lia um livro com esse efeito em mim à muito muito tempo. E o mais assustador é que é baseado numa história verídica, o que torna tudo tão mais pesado. O mais impressionante de tudo é que ela em quase todo o livro não perde a faceta de lutadora, mesmo quando lida com a fome, a doença, o sofrimento no dia a dia. As condições desumanas que eram dadas aos desterrados são chocantes e se a maioria deles não morria na viagem, morria de fome quando lá chegava. E ainda mais interessante é o facto de a história se passar grande parte no local onde hoje é Sidney, o que nos dá que pensar que estranha forma de surgimento teve uma das mais conhecidas capitais mundiais da actualidade.

 

Não acho que a capa ou nome do livro tenham grande coisa a ver com a história e provavelmente nunca voltarei a reler este livro. É demasiado forte. Mas aconselho-o vivamente.

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publicado às 14:13

 

 

Bem, para começar posso dizer que goste mais deste livro do que dos outros dois. Primeiro a Laura é a pessoa fofa e querida que sempre achei que era nos outros livros (que apesar de ter passado as passas do Algarve, não desiste de tentar recompor a sua vida, uma verdadeira super mulher). A filha dela Kayla também é muito engraçada, a Ali, a outra filha, uma típica pré adolescente revoltada. E depois temos o Michael (quem resiste a um bad boy que afinal tem coração de ouro?). E tem a grande vantagem de não ser hoteleiro (yey!) como os protagonistas masculinos dos outros livros. A história flui bem, mas nao é daqueles livros em que vou ter uma coisinha má se parar de ler. É soft, é fofinho e bom para relaxar. Nora Roberts continua a não ser uma das minhas autoras preferidas, mas não se safa mal. No dia em que um romance dela take my breath away talvez mude de ideias.

 

 

 

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publicado às 13:55

 

Eu tenho uma espécie de relação de amor/ódio com Nora Roberts. Já li livros muito bons dela, mas também já li livros muito maus. Portanto hesito sempre um pouco que me propõem ler um livro dela, ou até na altura de comprar um. Quando se começam a ter muitos anos de leituras como é o meu caso, o gosto fica mais exigente e já não nos contentamos com qualquer história. Com a Nora, em algumas histórias, sinto como se fossem sempre iguais, não a história mas a lógica por de trás. Mas vamos falar destes dois livros que fazem parte de um trilogia (que me foi emprestada) e dos quais tenho opiniões divergentes.

 

Em Um Sonho de Amor são apresentadas as três protagonistas da trilogia: Margo, Kate e Laura, três meninas que apesar de não serem irmãs de sangue, cresceram como tal na casa Templeton, rodeadas de amor, carinho e uma infância perfeita. Margo, a protagonista do primeiro livro, sempre foi a que queria algo mais, neste caso, fama, dinheiro e viajar (o que basicamente muita gente por ai quer). Assim, aos 18 anos foge de casa e vai realizar o seu sonho. Dez anos mais tarde, é uma modelo famosa e reconhecida, mas que raramente revisita a casa Templeton e o seu passado. E é feliz, até que ao dia em que se vê envolvida num escândalo de tráfico de droga, em que perde tudo: o seu dinheiro, a sua reputação e o seu trabalho como modelo. Devastada, regressa à casa Templeton para recolher os cacos da sua vida e onde volta a reencontrar Josh, o irmão de Laura por quem sempre teve uma paixão.

 

A Margo irritava-me. Mas gostava dela. Passado um bocado irritava-me outra vez. Eu gostava da sua maneira exuberante, da maneira como cativava toda a gente e da forma como lutava por aquilo que queria. Perturbava-me o egoísmo dela, a maneira como ela desprezou a casa Templeton enquanto teve tudo o que queria. É claro que a personagem muda muito ao longo da história, mas não consegui me ligar com ela devido a esta dualidade de personagens. O protagonista masculino, Josh, era muito parecido com a Margo, sobretudo no feitio (e que santa paciência se tinha de ter de vez em quando com eles). Não me cativou de todo, apesar de ser o típico cavaleiro andante que salvou a vida de Margo sem ela saber, não gostei dele. Não sei porque, mas não gostei. Não queria um Josh para mim (e uma verdadeira leitora de romances cor de rosa quer sempre os protagonistas masculinos para ela quando valem a pena). Já deu para perceber que para mim este foi um livro com um grande NÂO para a Nora.

 

Mas vamos falar de Um sonho de vida. Para já, informo que gostei muito mais deste. A Kate e o Byron foram para mim muito mais gratificantes e adorei a maneira como a antipatia deles evoluiu para uma amizade de forma natural e espontânea e achei o Byron um fofo. Kate é a mais reservada das três, a estudiosa e trabalhadora que sempre achou que devia de devolver aos Templeton com o seu sucesso profissional tudo o que fizeram por ela, mesmo sendo um prima distante. Até que um dia começa a entrar em colapso: primeiro descobre que o pai era um ladrão, depois ela fica em risco de perder o emprego e vê-se envolvida num grande escândalo. Em farrapos, volta para a casa Templeton para recuperar. Mas em vez de lutar, Kate envolve-se nela própria. Byron em conjunto com a família dela vai entrar a pouco e pouco no coração dela e ajudá-la a lutar contra a injustiça que foi alvo.

 

Gostei mais da Kate do que da Margo talvez por ela ser mais parecida comigo: mais estudiosa, embora lutadora, que quer sucesso profissional. Quando o seu mundo desaba, ela não fica logo pronta para lutar. Primeiro precisa de "fazer o luto" por tudo o que perdeu, o que me parece uma atitude bem mais realista. Byron é uma personagem cativante que apesar de ao inicio não gostar de Kate, acaba por se enternecer por ela quando ela está no buraco. A história deles é simples e a evolução natural. E para mim este foi um grande SIM à Nora.

 

Como podem ver o terceiro livro da trilogia é que vai desempatar a minha opinião sobre a Nora. Ou não, mas pronto, dêem livros para a malta ler que é disso que se gosta.

 

Um sonho de Amor

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Um sonho de Vida

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publicado às 21:51

Vidas Trocadas

11.11.14

 

Já tinha ouvido falar de Calafrio, outro livro de Sandra Brown, bem mais conhecido que estas Vidas Trocadas, pelas boas criticas que tinha. Mas a história de duas gémeas adultas que pensam em trocar de vidas durante uma noite, como uma brincadeira de crianças, pareceu-me bastante persuasiva. Principalmente quando tudo corre mal e uma delas aparece morta. Mas qual delas será? A atrevida e espontânea Melina ou a reservada e sonhadora Gillian? Posso dizer que andamos o livro todo sem saber quem é quem. Apenas se sabe que algo está muito errado e que afinal o homicídio de Gillian não foi apenas um crime de ódio de um fanático religioso mas sim ordenado por uma seita que quer alterar a ordem mundial. Parece grandioso não? Mas a verdade é que esta história podia ser real. Afinal, não existem seitas em todo o mundo que mobilizam milhares de pessoas com interesses ocultos? E afinal qual é a relação de Christopher Hart, a última pessoa a ver Gillian com vida, mas que pensa ter estado com Melina? Será ele o enviado da seita?

 

Definitivamente é um livro que nos prende do inicio ao fim, com muito drama e suspense à mistura e que apesar de não ser o meu género de livro fiquei definitivamente fã da autora e o próximo a vir para a minha estante será definitivamente Calafrio.

 

 

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publicado às 20:46

 

Nunca tinha lido um livro de Rosalind Laker, nem sequer conhecia a autora. Na sinopse, estas Razões do Coração promete-nos apresentar Lisette uma jovem francesa que resolve fugir na véspera do seu casamento de uma vida de luxo e acaba por se envolver com Daniel e o seu espectáculo de "lanterna mágica", o antecessor do cinema moderno. Prometia-nos também dar a conhecer os bastidores de uma estrela de cinema quando o cinema ainda era uma criança.

 

O inicio da obra é interessante, quando conhecemos Lisette numa fase jovem, a morte do pai, a relação estranha com a madrasta e a vida de luxo. O seu noivado, os motivos porque fugiu e a fuga. Como ela e Daniel se conhecem e como se separam. E tudo o resto que vem adiante. Esta fase da história tem muitas reviravoltas, e definitivamente é impossível não sentir empatia com a pobre Lisette a quem apesar de nada correr bem, nunca desiste. Mas a partir de meio do livro e efectivamente quando as coisas começam a correr melhor quase que digo que a história fica insonsa e bastante previsível. E passei o resto do livro a passar páginas e a desejar o fim. Afinal a Lisette deixa de ser interessante e o Daniel torna-se distante. E todo aquele escândalo é tão forçado para tentar de algum modo ligar os dramas das estrelas de cinema de hoje em dia a Lisette que acaba por ser enfadonho.

 

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publicado às 20:35



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