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Eu adoro literatura fantástica e quando em português tento sempre comprar, porque acho que devemos de defender o que é nosso para que haja cada vez mais autores a apostar neste género. Para mim Sandra Carvalho foi um óbvio caso de sucesso, embora a sua literatura fantástica seja considerada mais soft. Também já li os dois livros de Órbias, de Fábio Ventura, que também gostei, mas com a qual tive uma relação de amor/ódio (começar um livro a dizer que o anterior foi todo mentira deixou-me num estado muito estranho, embora de louvar a criatividade que esta obra tem). A uns tempos decidi apostar em Pedro Ventura (serão primos?) e o mundo fantástico deste O Regresso dos Deuses.

 

Basicamente é nos apresentado um mundo dividido em Sete Reinos (não me perguntem bem quais porque não sei explicar) e a acção passa-se no reino dos dhorians, que é governado por um tirano, Mugar-Abe. Calédra, a protagonista, é uma rainha aurabrana que foi deixada "em coma" durante várias décadas e acorda num tempo que já não é o seu. O objectivo? Salvar o mundo de Mugar-Abe e de uma raça superior (equivalente a Deuses), os Holkan que querem escravizar a raça humana.

 

A base da história é interessante e se tivesse sido desenvolvida de outra maneira, poderia ter sido bastante envolvente. Mas encontrei dois grandes entraves a esta leitura: primeiro a escrita é confusa, não no sentido de não ser explicita, mas de haver mudanças bruscas de cenas e poucas descrições. Num momento está a acontecer uma luta e num seguinte estamos noutro ponto qualquer sem um transição coesa. Isso dificulta muito a leitura, porque estava constantemente a perder-me. Segundo: as descrições das personagens, das raças e até dos próprios nomes é muito confusa. Fazia falta um mapa para explicar como funcionam os sete reinos e qual são, quais as diversas raças e as suas características (eu não conseguia perceber o que distinguia as raças umas das outras, e muito menos porque algumas eram diferentes dos humanos, devia de ser possivelmente por terem dons). Os nomes das personagens, principalmente do passado são todos muito parecidos (não sei quantas personagens têm os nomes começados por Gar, mas são umas quantas). Em outros livros de fantástico à normalmente um compêndio com uma explicação breve de algumas personagens e povos e isso ajuda tanto. Por fim, a descrição física das personagens também é estranha. Sobre a Calédra pouco ou nada sei a não sei que era bela, jeitosa e uma excelente guerreira. Não me perguntem a cor do cabelo, dos olhos, da pele ... porque não consegui perceber. E como com ela, aconteceu com todos os outros. Não consegui visualizar as personagens na minha cabeça porque não tinha com o quê. Calédra não foi uma protagonista que me prendesse. Como se diria em gestão, ela não era uma lider, ou não aparentava características disso, na prática só era seguida porque era uma guerreira excepcional e tinha poderes fantásticos como a cura. A sua personalidade era, no mínimo, estranha e extremamente volúvel.

 

No fim já só estava ansiosa para que acabasse. O final foi um pouco aberto, calculo para que se o autor quisesse que houvesse uma continuação. Tive muita pena mesmo de não ter gostado deste livro.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

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publicado às 20:50

Pelo menos a minha previsão realizou-se e estes dois livros foram melhores que o primeiro. Embora tenha mantido algumas opiniões sobre esta saga. 

 

Em Marés Altas conhecemos a história de Ethan e Grace que se conhecem e amam desde pequenos mas têm medo de assumir os seus sentimentos. Esta relação tem a parte fofinha de eles estarem apaixonados um pelo outro mas haver aquele receio de "será que me ama? não quero perder a amizade dele/dela..." o que torna a história de amor mais interessante do que a de Anna e Cam (livro anterior). E a empatia com estes dois personagens foi muito mais forte, principalmente com Grace que é uma lutadora. Uma mais valia deste livro continua a ser a interacção entre os irmãos adoptivos e os laços familiares, que acaba por ser mais interessante que o próprio casal protagonista e a sua relação (aliás senti isso nos livros todos incluído no que estou a ler agora, o último). Um grande senão foi a velocidade com que esta gente já pensava em casamento (sério que mal saiam a um mês e já ela estava doida porque ele não a pedia em casamento, isto vindo de uma pessoa que passa metade do livro a dizer que nunca mais se voltaria a casar). O que foi um bocado desconexo. Bem como a reconciliação com o pai dela. Tudo muito repentino, como se fosse atirado ali para o meio da história. Mas no total é talvez o que gostei mais.

 

Em Porto de Abrigo conhecemos a história de Philip e Sybil, o mais cosmopolita dos irmãos e uma escritora/psicóloga famosa. A relação deles não é nada de especial, mas acaba por ter muito drama à mistura porque é neste livro que se resolvem muitas questões que ficaram em aberto nos outros dois. De onde veio Gloria DeLauter e quem é a sua família? Qual a relação entre Ray e Seth? E como é que eles se vão ver livres da chantagem emocional de Gloria. Isto tudo porque Sybil tem um grande segredo que está relacionado com tudo isto. Dai o livro ter sido interessante, porque se não fosse essa parte da história teria sido mais uma história de pãozinho sem sal. 

 

Falta apenas ler um livro, o Azul da Baia que é a história de Seth e Dru, mas esse fica para outro dia. Mais uma vez a minha opinião sobre a escritora mantêm-se e espero que depois desta saga conseguir fazer uma pausa dela. Tenho sérias saudades de ler um livro que me prenda e me deixe a suspirar por mais

 

Classificação de ambos: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg (pela história paralela e não pelas relações dos protagonistas em si)

 

Update (05/01/2014): 

 

Decidi juntar a este post a minha opinião de o Azul da Baia por achar que o livro não merece um post apenas para ele. Neste livro é contada a história de Seth (o miúdo adoptado pelos Quinn) e Dru (uma socialité que decide ser florista). Passa-se também cerca de 18 anos após os acontecimentos de o Porto de Abrigo e são nos apresentados os protagonistas dos outros livros mais maduros e com filhos. Há também aquele assunto da mãe do Seth que ainda anda enrolado (e que ao fim de 4 livros já cheira tão mal que já enjoa, já inventavam outro vilão...). Gostei deste Seth mais maduro, MAS detestei a história no geral. A relação entre ele a Dru não me cativou (provocou em mim o mesmo sentimento que a relação do Cam e da Anna no primeiro livro) a história que anda a volta muito menos. A única personagem interessante foi a Aubrey (a filha da Grace que é uma bebé muito fofa nos outros livros) e que virou uma maria rapaz sexy. Mais uma vez, como aconteceu em outros livros é dado bastante protagonismo à Anna e ao Cam (não sei porque atrás dos protagonistas são sempre os que aparecem mais) e isso também não ajudou. E uma menção honrosa para o fantasma deste livro ser a Stella e não o Ray, foi diferente e até gostei de a conhecer.

 

Pronto, uma leitura que não recomendo. Ou leiam a série na diagonal ou apenas os dois livros do meio que são os mais interessantes. Sem dúvida que o melhor da série foi o Marés Altas.

 

 Classificação Azul da Baia: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

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publicado às 22:03

Levado pelo mar

12.12.14

Ai Nora que não nos entendemos. Tenho mais uma colecção tua para ler e confesso que isto começou mal. Levado pelo Mar faz parte da série Chesapeak em que conta a história de quatro irmãos adoptivos, um para cada livro. No primeiro o protagonista é Cameron que era um delinquente e foi adoptado pelos Quinn tal como Ethan e Philip. Os três cresceram juntos e devem tudo ao casal que um dia acreditou neles quando mais ninguém o fez. Com a morte do pai dos três em circunstâncias misteriosas os três irmãos voltam a unir-se para cuidar de Seth, o miúdo que o pai tinha adoptado e tentam criar um lar normal para a criança enquanto se vêm a meios com a investigação da morte do pai e a legalização do processo de adopção de Seth. Cameron costumava em participar em todo o género de competições de barcos e teve de abandonar um vida de viagens e sucesso para tomar conta de Seth. Apesar de ao inicio se sentir revoltado, acaba por encontrar o seu caminho, principalmente quando se apaixonada por Anna, a assistente social responsável pelo caso de Seth.

 

Ora bem, eu gostei muito da parte da história em que mostra a interacção entre os irmãos, o facto de passarem a vida a discutir, mas a sua maneira conseguem criar um lar para Seth e quebrar a carapaça em que ele está envolvido. Também gostei do Cameron, muito daquele género "cão que ladra mas não morde e é sexy" e também gostei da Anna. MAS, detestei a maneira como a relação deles se desenvolveu. Detesto relações óbvias em que se vêm três vezes e estão admitir que querem ir para a cama. A sedução, demasiado óbvia e sem charme. Ah, mas no fim acaba em casamento. Confesso que a partir da certa altura comecei a ler as partes só deles na diagonal, focando-me muito mais no resto da história. Portanto, querida Nora, ainda não foi desta que me convenceste. Vou ler os outros, porque tenho esperança que aconteça como na trilogia o sonho e o primeiro seja mesmo o piorzinho.

 

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

 

 

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publicado às 21:41

 

Ora eu e a Leslie Pearce outra vez. E 800 páginas pela frente. Confesso que o tamanho me assustou, acho que nunca tinha lido um livro tão grande. Desta vez, a protagonista é Matilda, uma jovem inglesa que cresceu num dos bairros mais pobres de Londres, mas com um golpe de sorte (e bom coração) acaba por arranjar um emprego como ama da pequena Tabitha que é filha de um reverendo, Giles e de Lily. Em conjunto com eles parte para os Estados Unidos onde vamos acompanhar a sua vida, a sua luta e a sua caminhada para o sucesso.

Uma coisa que me agradou neste livro é que não é tão dramático como o outro que li da mesma autora (Nunca me esqueças) e gostei do livro ai nas primeiras 500 páginas. A vida de Matilda é tanto recheada de dramas como de bons momentos e isso pareceu-me bastante realista. Mas, para mim, este livro teve dois grandes pecados: é tão previsível que dói (a sério que desde o primeiro encontro que ela teve com o Giles e Lily que eu soube que ela se ia envolver com ele, e que a Lily ou ia morrer ou se iam odiar de morte e o mesmo com o James); e que a partir de uma certa altura morrem personagens de 20 em 20 páginas o que é bastante frustrante (o livro acompanha várias fases da vida dela com saltos temporais. Para o fim os saltos temporais praticamente só existem para mostrar que morre alguma personagem importante para ela.). Moral da história: comecei a gostar do livro e acabei a detestá-lo. Para mim se o livro tem sido mais pequeno e não tem seguido mesmo a vida toda da Matilda teria sido mais feliz e menos cansativo. Nas ultimas páginas já lia na diagonal porque estava cansada da história. É claro que vou continuar a dar hipótese a esta autora, porque até gosto das histórias dela e a escrita é fluida e encadeada. Mas tal como aconteceu com o outro livro que li dela, não tenciono de todo, relê-lo.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

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publicado às 21:21

 

 

É quase impossível não ter ouvido falar do Se eu ficar, de Gayle Forman, visto que até já teve adaptação cinematográfica (a qual ainda não vi). A história de uma jovem que perde toda a sua família num acidente de carro e fica em coma fisicamente enquanto o seu espírito se encontra num limbo a decidir se vale a pena viver sem as pessoas mais importantes da sua vida. E enquanto está neste estado Mia leva-nos a conhecer o seu passado, o seu amor pelo violoncelo e a sua relação com Adam, um rockeiro que nada tem a ver com ela, mas que ao mesmo tempo tudo entre eles é tão certo.

 

É um livro tocante, que nos faz chorar e rir ao mesmo tempo. A vida de Mia foi muito bem vivida e cheia de bons momentos e a dor imensa que sente ao ver que os seus pais e o seu pequeno irmão partiram é demasiado forte para querer continuar a viver. Mas depois há Adam, Kim e os avós, que lutam por ela e que querem que ela fique. É interessante como este livro aborda de uma forma especial um dos maiores medos humanos e em especial a forma como apresente o limbo que nos encontramos quando estamos em coma (de forma ficcional). A escrita é simples e é muito fácil de sentir empatia por Mia, acabando por repassar a sua angustia para o leitor e sobretudo a fazer-nos pensar "o que faria eu no lugar dela?".

 

É claro que com o final meio ambíguo do Se eu ficar tinha também de ler a continuação, Espera por mim, que se passa três anos após o fim do primeiro livro. Este é escrito na perspectiva de Adam que actualmente é um rockeiro famoso mas à beira da auto destruição e o preço que ele pagou para cumprir a promessa que fez a Mia no livro anterior. Não é tão forte como o seu antecessor, mas dá uma perspectiva diferente também do primeiro livro pelos flashbacks de Adam. Neste livro Adam e Mia reencontram-se em Nova Iorque, e tem apenas uma noite para esclarecer todos os mal entendidos entre eles e entender o verdadeiro motivo porque se separaram. É uma espécie de catarse do livro anterior e sobretudo mostra como hoje os protagonistas lidam com as consequências do acidente. É talvez um livro menos intenso e mais romanceado sobretudo porque ambos estão a alcançar sucesso na música e como tudo o que lhes aconteceu se tornou na sua musa, dando-lhe um ar mais hollywoodesco e menos forte, mas para mim enquanto leitora era necessário dar um final à história deles.

 

Dois livro pequeninos mas que recomendo vivamente a toda a gente de todas as idades.

 

Classificação Se eu ficar: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

 Classificação Espera por mim: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

 

 

 

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publicado às 17:43



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