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Aqui temos uma história que sinto que me faltou maturidade para a apreciar. Não sou mãe e penso que na perspectiva de uma mãe este seria um livro completamente diferente. Mas para mim foi mais uma história passada ao longe de um amor demasiado perfeito que acabou em tragédia.

 

Kate tem uma relação com Matt, em que ela sente que são perfeitos um para o outro. Mas um dia Matt desaparece, deixando apenas o diário de uma mulher chamada Suzane para o seu filho Nicholas. E com esta história Kate vai ficar a perceber quem é realmente Matt e como Suzane e Nicholas fizeram parte da sua vida.

 

Não senti empatia com qualquer das personagens, apesar de a história estar bem escrita senti falta daquela faísca que nos faz rir e chorar com tudo o que lhe acontece. A relação de Matt e Suzane é no meu ponto de vista, demasiado perfeita e isso torna-a irreal para mim. Se bem que seja normal num diário para um filho não relatar as discussões e os problemas do casal, esta perfeição torna a história demasiado insonsa e sem despertar a curiosidade (apesar de haver sempre a questão de saber o que aconteceu a Nicholas e Suzane). Talvez numa outra fase da minha vida esta história faça mais sentido.

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publicado às 19:18

 

É uma vitória, gostei realmente de um livro da Nora Roberts. Mas eu sempre tive um frasquinho por histórias de celebridades com segredos, portanto, era muito provável que gostasse deste. Além de que a história é mais centrada nas circunstâncias do que na história de amor dos protagonistas (e apenas na fase final do livro isto se inverte um bocadinho). 

 

A história começa quando Olívia tem 4 anos e é filha do casal sensação de Hollywood. Até que o pai, que tem problemas com drogas, mata a mãe e passa 20 anos na prisão, sendo Olívia a única testemunha. Na tentativa de a proteger do escândalo, Olívia vai viver com os avós, que têm uma pousada dentro de um parque natural. Olívia cresce a saber pouco ou nada sobre os pais e com uma enorme paixão pela natureza, até que um dia encontra um baú que lhe vai reavivar a memória e velhos fantasmas. Noah é o filho do polícia que investigou o caso dos país de Olívia e sempre teve um fascínio pela verdade por detrás do caso e pela própria Olívia. Ao longo do livro vamos acompanhando os contornos do escândalo e como estas duas personagens crescem à sombra dele.

 

Realmente o grande ponto forte do livro é o homicídio e tudo o que rodeia, em que começamos a história com o homicídio e depois se vai invertendo, na medida em que vamos conhecendo como os pais de Olívia se apaixonaram e como uma relação perfeita se tornou numa relação macabra, e o impacto que esta história teve na vida de tanta gente. Olívia e Noah são protagonistas cativantes e o final é previsível e nada de especial, mas todo o resto do livro vale a pena.

 

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publicado às 12:27

A promessa

20.03.15

Este livro é a continuação da história de Belle, do qual já tinha falado neste post. Vai ter muitos spoilers, portanto leitura não aconselhada a que não leu nenhum dos dois e está a pensar ler. 

 

A história começa alguns (poucos) anos depois do primeiro livro, e vemos Belle casada com Jimmy e com todos os seus sonhos tornados realidade. Fiquei de muito pé atrás quando no final do primeiro livro ela decidiu casar com o Jimmy. Porque percebi que ela gostava era do Etienne e o Jimmy seria um plano de backup. E claro que a autora iria arranjar uma maneira de a) ou matar o Jimmy ou b) de o tornar mau. E ele não merecia. Ele era uma personagem com quem tive grande empatia que não merecia o que lhe aconteceu e muito menos o que a Belle lhe fez quando ele estava em combate (mesmo percebendo que ela estava carente e tinha sofrido um grande abalo, o que ela fez foi errado e desiludiu-me imenso enquanto personagem devido a isto).

 

Mas voltando a história: a guerra rebenta e vai mudar a vida de todos para sempre. Os livros da primeira guerra mundial sempre me marcaram muito porque Portugal esteve lá (apesar de no livro não haver qualquer referência a esse facto) e as condições e a brutalidade da guerra são desumanas (afinal foi a partir desta guerra que surgiu o stress pós traumático em soldados). O final era previsível, era o final que devia de ter sido no primeiro livro. A maior marca deste livro foi a desilusão que a Belle foi para mim. A história dela não deixou de ser a de uma lutadora e de uma sobrevivente, mas parece quase passar incólume pelas tragédias que a vitimam. Se no primeiro livro cativava, aqui há alguma inconsistência: como é que uma mulher que passou pelo o que ela passou revela tão pouco trauma em relação ao passado?

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publicado às 21:48

A luz do fogo

14.03.15

 

Este livro deve de ter surgido no auge do twilight em que surgiram imensos livros com estes cenário: fuga, escola secundária, um dos protagonistas é diferente (vampiro, lobisomem, anjo, um mix, e neste caso um dragão (draki, visto que consegue assumir a aparência humana) e o outro protagonista é humano, mas de algum modo inimigo, ou neste caso caçador de dragões. O que quero dizer com isto é que a história não é propriamente original.

 

Jacinda é uma draki, que até dentro dos da sua espécie é especial pois é uma cuspidora de fogo (e já não havia um há muito muito tempo). Ela vive num clã de drakis, escondidos do mundo onde é tratada como especial. Mas um dia Jacinda quebra as regras e quase que é apanhada por caçadores de dragões. A partir dai a mãe dela decide fugir do clã e Jacinda e a irmã gémea acabam numa cidade normal onde têm de passar por pessoas normais até que o draki interior de Jacinda desapareça e ela fique uma humana normal. Mas Jacinda não quer isso, e além disso nessa cidade também mora Will, o caçador que lhe salvou a vida e a única coisa que parece "ressuscitar" o seu draki. 

 

A história tem uma escrita fluida, não é maçadora, mas também não se destaca. Nada do que acontece é muito surpreendente e na realidade não senti grande química com qualquer das personagens. Mas não foi mau, dai a dar-lhe 3 estrelas. Sei que tem continuação, mas só a lerei se por acaso a encontrar nalguma promoção, não é uma história que faça assim muita questão de prosseguir. Fica uma menção de honra para a capa que é bastante gira e bem conseguida.

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publicado às 20:02

Sonhos Proibidos

09.03.15

Sonhos Proibidos é claramente um livro de Lesley Pearse: temos uma protagonista que descobre uma verdade avassaladora da sua vida e pouco depois acontece uma coisa má que a leva para bem longe de tudo e todos, dá volta a meio mundo, passa por New York e New Orleans e consegue dar a volta e regressar a casa e claro realizar o sonho da sua vida. Protagonista masculino quase ausente, pouco relevante ou meio indefinido. A moça passa, literalmente, as passas do Algarve e envolve-se com algum homem numa situação desesperada em que passa de uma situação muito má para uma pouco menos má.

 

Belle é uma moça que aos 15 anos descobre que cresceu num bordel (como ela ainda não sabia é coisa que desconheço) no mesmo dia em que é testemunha de um crime. Pouco tempo depois é raptada e vendida para um bordel em França, e mais tarde viaja até à América, onde se torna uma cortesã e decide abraçar o que a vida lhe deu e tentar dar a volta por cima, embora haja grandes entraves à sua liberdade e ao desejo de voltar para aqueles que ama.

 

Belle é uma protagonista cativante com a qual é fácil ter empatia. Apesar da sua inocência, cedo percebe que a melhor maneira de sobreviver é jogar o jogo daqueles que a prendem. O livro não tem muitos momentos felizes, apenas ao principio e quase que só no fim, pois a viagem de Belle é cheia de sofrimento, tristeza e solidão. Além da história de Belle vamos acompanhando a luta daqueles que a procuram e laços vão-se ligando para mais tarde possibilitar um final feliz. Confesso que devia de ter escrito esta review antes de ter começado a ler o segundo livro desta série (que tem três), pois este está-me a causar sentimento muito ambíguo e claramente a afectar a perspectiva que tinha deste livro quando terminei de o ler. Mas nada tira o mérito de que Lesley Pearse é uma escritora fantástica e com uma grande imaginação.

 

 

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publicado às 20:14

 

Já li vários livros do Nicholas Sparks e apesar de gostar bastante dalguns dos seus livros têm a característica de a) morrer muitas vezes um protagonista e b) fazerem me chorar que nem uma madalena arrependida. Este, ao contrários dos outros é auto biográfico e li uma coisa sobre ele que é verdade: apenas quem conhece minimamente alguns dos livros do autor vai sentir mais empatia pelo livro, porque ele conta em algumas partes as histórias reais por detrás dos seus maiores bestsellers.

 

Nesta história existem duas narrativas paralelas: uma na actualidade em que acompanhamos o planeamento e a viagem pelo mundo de Nicholas e Micah, o seu irmão e uma segunda em que Nicholas nos conta a história da sua família deste que eram pequenos até cerca de um ano ou dois antes da viagem. Além de nos serem apresentados sítios interessantíssimos como a Ilha de Páscoa ou o Taj Mahal, a história da família de Sparks é real e mostra que apesar de todo o dinheiro que se tem, podem-se perder as coisas mais valiosas da vida. 

 

A narrativa é fluida, mas a partir de uma certa altura tornasse mais interessante o passado do que o presente e as lições filosóficas que há nas conversas entre os dois irmãos. Penso que sobretudo se trata de uma homenagem de Sparks à irmã, aos pais e a infância, que apesar de ser pobre financeiramente foi rica em muitas experiências. E sobretudo é muito interessante conhecer em que histórias e personagens ele se baseou para escrever os livros como As palavras que nunca te direi ou Um momento inesquecível.

 

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publicado às 21:14

 

Este livro faz parte de uma série, conhecida como Rothwell da qual tenho os outros três livros e dos quais gostei bastante. Já tinha tentado ler este livro numa outra vez e desisti. Voltei a dar-lhe uma nova oportunidade.

 

Phaedra é uma mulher diferente das outras do seu tempo, foi criada por uma feminista independente e sempre teve bem assente que nunca casaria. Elliot é o irmão erudito de Lord Easterbrook, um misterioso personagem. Os seus caminhos cruzam-se quando cumprindo os últimos desejos de seu pai, Phaedra quer publicar um livro deste que revela diversos escândalos da sociedade londrina, e num dos quais está incluído o pai de Elliot. 

 

A história não é muito interessante nem considerei Phaedra ou Elliot interessantes (já nos outros livros em que eram referidos não me tinham cativado). Tive de fazer um grande esforço para que a segunda tentativa chegasse ao fim, mas não o recomendo, quase que me pergunto como este livro faz parte da mesma série que os outros três que são definitivamente superiores.

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publicado às 20:55



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