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Um amor imenso

26.04.15

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Eu acho que todos nós temos uma curiosidade "mórbida" pelo Titanic. É das histórias (reais) que nos mostra que a vaidade, a ganância e o mito de ser indestrutível (ou inanfundável no caso) leva muitas vezes a grandes quedas. E quanto mais alto se sobe, maior é a queda. Ao mesmo tempo, quem viu o filme ou já leu outras obras sobre o tema fica sempre com o coração apertadinho pela impotência de nada fazer e por já saber que o final daquela história vai ser trágico. No caso deste Um Amor Imenso, é mais o inicio da história que é trágico, pois o episódio do Titanic é o mote que vai dar origem a toda a acção.

 

Edwina tem a vida perfeita: uma família que adora e está noiva do homem que ama. Na viagem de regresso a casa, o destino prega uma partida a esta jovem e ela perde os pais e o noivo no trágico naufrágio do Titanic. A Edwina apenas sobra um coração partido e os quatro irmãos mais novos. Na tentativa de curar o trauma da vida dos irmãos, Edwina dedica parte da sua vida à sua educação, renunciando à sua vida social e ao amor. Mas o tempo passa e as crianças cresceram e quem sabe agora Edwina tenha uma nova oportunidade para amar.

 

Edwina é uma heroína sofrida e o equilíbrio que tenta fazer entre concertar o seu coração e cuidar dos irmãos acaba por ser precário, mas ela consegue. Ainda passa por mais uns quantos dramas, mas a vida é mesmo assim. Ao inicio a história é viciante e ai até meio do livro isso continua. Depois a história fica mais monótona. E o final (bem como a vida amorosa de Edwina) é quase resolvido às pressas no fim (e na minha opinião ela não ficou com a pessoa certa, mas mais não digo). Uma menção para Alexis que me fez passar uns quantos capítulos com vontade de lhe dar um tabefe para ela deixar de ser tão mimada e egoísta.

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publicado às 21:21

Shame on me, visto que este foi o primeiro livro da Philippa Gregory que li. E não comecei logo pelos preferidos (A Rainha Branca ou Duas Irmãs, Um Rei), fui antes conhecer Anne Neville, uma personagem de que nunca tinha ouvido falar (e imaginem que ela foi rainha de Inglaterra). Mas voltemos a questão de eu nunca ter lido Philippa Gregory. Na verdade apesar de já ter ouvido muitos elogias à sua obra, os livros dela também têm a reputação de ser um pouco fantasiosos de mais e ignorando certos factos. E visto que as obras mais conhecidas dela se passam todas no tempo dos Tudor (e eu conheço bem esse período da historia inglesa) sempre achei que ia detestar os livros dela, ou no mínimo, ficar confusa. Mas então apareceu a Guerra das Rosas (período do qual pouco conheço) e uma promoção.

 

A filha do conspirador conta essencialmente a história de Anne Neville, filha do homem mais influente de Inglaterra (para além do rei) e acompanhamos a sua vida desde que conhece a então rainha (pouco desejada por esta família) Elizabeth Woodville até ao último suspiro de Anne. Ao longo das páginas vemos o seu pai passar de homem poderoso a traidor e a queda em desgraça da sua família. Por fim, ela e a irmã Elizabeth ficam sozinhas numa corte em que são consideradas as filhas do conspirador e em que tudo têm de fazer para mostrar que rejeitam o pai e são fieis à casa de York.

 

Anne é uma narradora com quem muito me identifiquei e a quantidade de reviravoltas que a vida dela dá é impressionante (a roda da fortuna gira e volta a girar). Apesar de tudo ela acaba por não se perder a ela mesma nem as suas crenças. Apesar de ter vivido rodeada de algumas das personagens mais icónicas da época, Anne é uma personagem de que não se sabe muito (por isso este é romance muito fantasioso), embora o que se sabe da vida dela esteja lá quase tudo. A inimizade dela e da irmã com a rainha Elizabeth Woodville também é bastante notória ao longo da história e penso que vai influenciar a minha leitura da Rainha Branca (em que a protagonista é Elizabeth Woodville, e segundo sei uma das personagens mais queridas desta saga da Guerra das Rosas).

 

Coisas que não gostei do livro: a tradução dos nomes para português e o facto de haver tantas personagens com o mesmo nome (sendo este um facto que é adjacente, visto que se baseia em factos reais, logo a autora não podia mudar-lhe os nomes). Fica a nota que à uma série na BBC baseada nesta saga da Guerra das Rosas chamada The White Queen.

 

Foi bom e quero ler mais desta autora.

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publicado às 21:53

Aposta Indecente

14.04.15

Se este é um livro fantástico, com uma história de amor que faz todo o sentido? Não, nem por isso, mas não deixa de ser um livro agradável para se ler numa tarde solarenga em que nos apetece uma leitura leve e divertida. Mas que não se fique a espera de uma grande história ou até de um amor muito coerente.

 

De um lado temos Louis de Villeclaire tem uma vida faustosa cheia de todos o vícios: álcool, mulheres, noitadas e caçadas. Do outro Catherine Duvernois, um jovem viúva que perde tudo e fica à mercê dele. E ainda do outro lado temos Blanche de Belfort, uma beldade acabada de chegar de Inglaterra, mas que não é o que parece. Num resumo muito sucinto, Louis acaba apaixonado por uma e noivo de outra. Pelo meio temos outras personagens, muitos vícios, alguns episódios que fazem rir e um mistério para resolver.

 

A história, principalmente da parte dos protagonistas, não tem grande sentido. Louis e Catherine apaixonam-se estando apenas cerca de duas ou três vezes juntos (no inicio e no fim do livro) e não é um amor qualquer. É um amor de num momento durmo com metade de Paris e no outro estou loucamente apaixonado. Sem qualquer sentido. Mas tirado isso é um livro levezinho e descontraído que li num ápice. Como o amor dos protagonistas, é um livro que não se pode avaliar demasiado a sério.

 

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publicado às 20:52

Comprei o segundo livro desta série (A Luz das Runas) numa promoção, mas não queria lê-lo sem ter primeiro A Marca das Runas. Não conheço a obra de Joanne Harris, mas pelo que pesquisei estes dois livros são diferentes do seu registo habitual, e têm sido classificados muitas vezes para um público mais infantil. Não sei se concordo com esta classificação, pois apesar de não ter uma componente romântica e de ser uma história fortemente virada para um público jovem, a mitologia nórdica apresentada é bastante complexa e penso que sem prévio conhecimento desta não é um livro fácil de entender.

 

A história começa 500 anos após o Ragnarok, o fim do mundo na mitologia nórdica. Os antigos deuses como Odin e Thor à muito que desapareceram e quem governa agora é a Ordem. A magia e os sonhos são proibidos, mas Maddy Smith tem bastante de ambos. Ela nasceu com uma marca de uma runa e sabe que é uma questão de tempo até a ordem a capturar. Apenas Zarolho, o seu mentor, sacia a sua sede de conhecimento pelas antigas lendas. Através dele Maddy é enviada ao Mundo Subterrâneo para resgatar um objecto poderoso e acaba por perceber que dela depende o destino do mundo.

 

Maddy é a típica heroína incompreendida e marginalizada que encontra num forasteiro o seu único aliado. Ao longo do livro ela enfrenta diversos obstáculos e tem encontros com diversas personagens da mitologia nórdica (sendo Loki um destaque) que estavam escondidos ou adormecidos e que esta jovem corajosa irá despertar. A história tem um ritmo cativante embora não seja daqueles livros em que a história te prende e não consegues para até terminar. O final é ambíguo, certamente devido ao segundo livro. A capa é bem mais gira que a da primeira versão que houve em português (semelhante à segunda imagem em baixo). Penso que as capas das versões portuguesas são cada vez mais interessantes, as editoras perceberam que ás vezes uma boa capa vende melhor que um bom livro.

 

Gostei desta obra e gostei da mitologia nórdica da qual já tinha prévio conhecimento. Confesso que estava à espera de mais mas não senti falta de um par romântico para Maddy, porque esta história era muito além disso. 

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publicado às 16:43

Este é o livro final da trilogia de Belle, cujo outros livros já dei a opinião. Ao contrário dos anteriores, a protagonista deste livro é Mariette, a filha de Belle. Mariette foi criada em paz, com amor, carinho e sem que nada lhe faltasse na Nova Zelândia. Mas a sua personalidade irreverente fazem-na sonhar em sair da pacata Russel e conhecer o mundo. Assim, os pais enviam-na para Londres, para passar um tempo com o tio Noah e ai Mariette tem a vida que sempre quis. Mas a Segunda Guerra Mundial irá mudar drásticamente a sua vida.

 

Na primeira parte do livro Mariette irrita-me profundamente. É tão mimada, snob, egoísta que passo metade do tempo com vontade de lhe dar um par de estalos. É isso e a pontaria que tem com os homens: apaixona-se com muita facilidade mas depressa perde o encanto. Diria que é uma jovem de paixões muito fortes e intensas mas efémeras, que para mim realça o facto de ela não saber o que quer. E apesar de actualmente ser uma coisa que faça confusão, as diferenças de classes e algumas atitudes dela quando está em Londres com a família de Noah, que está bem posicionada socialmente, na altura era perfeitamente comuns. Mais uma vez como o anterior este livro tem um retrato da guerra, mas em vez de ter como palco a França, tem Londres e os seus bombardeiros. É curioso a diferença entre as duas guerras que são palpáveis nestes dois livros. No livro anterior quem estava em Inglaterra parecia quase "se esquecer" da guerra. Infelizmente Mariette cresce da pior maneira, através da perda e do sofrimento e torna-se uma personagem de que gostei bastante. A maneira como ela não se deixa deprimir e tenta seguir em frente é bastante inspiradora e penso que o final tem uma mensagem bastante forte. 

 

Concluída a trilogia da Belle, chego a conclusão que o livro que mais gostei foi o primeiro (Sonhos Proibidos) e o que menos gostei o segundo (A Promessa). Foi uma trilogia interessante, mas como Lesley Pearse já nos habituou, com bastante sofrimento e perdas de personagens queridas. Mas sempre com finais felizes nos três livros.

 

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publicado às 16:27



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