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Já muitas vezes tinha olhado para este livro e ele para mim. Afinal trata-se de uma obra premiada a nivel de literatura fantástica portuguesa e foi escrita quando o autor ainda tinha uma tenra idade.

 

O livro trás a história Aewyre Thoryn, filho do grande herói de Allaryia (o local fictício da história) que desapareceu numa batalha contra o Flagelo (os maus da fita composto por muitos seres arrepiantes). Decidido a descobrir o que realmente aconteceu ao pai, Aewyre parte numa missão para Asmodeon - local da batalha onde o pai desapareceu. Pelo caminho vai encontrar vários companheiros, de diferentes especies, que se lhe vão juntar na aventura, como Lhiannah uma princesa que descende de uma espécie de mulheres guerreiras, Worick, o guarda costas de Lhiannah  que é uma espécie de troll rabugento,  Allumno, um mago que pertence à casa de Aewyre, Quenestil que pertence a uma espécie de povo da floresta que vive em harmonia com a natureza, Babaki uma espécie de cão gigante humano, Taislin, um burrik que é uma espécie de baixa e matreira e Slayra, de uma espécie semelhante do Quenestil mas do lado negro. E pelo caminho têm uma quantas aventuras e muitas batalhas.

 

O universo em si está bem construído, apesar dos nomes confusos das personagens e dos nomes das diversas espécies que existem, a maneira como a história está construída não torna difícil nem confuso discernir as diversas espécies. As personagens são interessantes e bastante diferentes umas das outras. A linha da história torna-se a certo ponto um bocado repetitiva (eles chegam a um sitio, têm uma batalha, alguém fica ferido) e as descrições das batalhas acabam por ser bastante semelhantes, o que dá a sensação de não se estar a avançar na história. Outro ponto que não gostei foi a mudança abrupta do estado psicológico das personagens que não é gradual (por exemplo quando o Aewyre está bastante deprimido num paragrafo e no outro já voltou ao que era antes). A história da Nabella também tinha o fim previsível que teve, porque afinal estava a ir contra a narrativa principal da história.

 

No fim, um livro interessante e diferente, para quem gosta de aventuras heróicas, mas que revela na sua escrita ainda alguma falta de maturidade que certamente se deve à idade do autor quando escreveu o livro e ao facto de não ser um escritor experiente. Fica no ar se vou ler o resto da saga ou não, embora tenha de dizer que as personagens e alguns mistérios levantados na narrativa me ficaram na cabeça depois de terminar o livro.

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publicado às 20:07

 

Mais um dose de romance histórico e da guerra dos primos pela mão de Philippa Gregory. Confesso que estava curiosa e ao mesmo tempo receosa com este: se nos dois anteriores a perspectiva era dos inimigos da família Rivers, este retrata a história de Jacquetta do Luxemburgo, a matriarca da família, uma jovem nobre francesa que casa com um dos homens mais importantes de Inglaterra, mas acaba por largar tudo por amor e por se tornar mãe de uma das rainha mais icónica de Inglaterra.

 

Jacquetta casa jovem com o Duque de Bedford, que a leva a conhecer o mundo da alquimia, pois crê-se que a familia de Jacquetta tem o dom da Visão devido de serem descendentes de uma deusa das águas. O seu primeiro marido morre e ela fica uma viúva jovem, rica e apaixonada pelo escudeiro do seu falecido marido, Ricardo Woodville. Acabam por casar em segredo, o que provoca uma certa perda de posição por parte de Jacquetta, embora mais tarde esta se torne uma amiga próxima de Margarida de Anjou, a nova rainha de Inglaterra.

 

Jacquetta acaba por não ser uma protagonista tão intensa como as dos outros livros, pois ela própria toma sempre uma posição muito neutra, não a vemos odiar ninguém de morte, acabando por ser Margarida de Anjou, a famosa rainha da casa de Lencastre, que completa esta falta de intensidade emocional (é uma pena que Margarida não tenha um livro só dela, porque é interessante como uma menina doce se transforma numa das mais detestadas rainhas inglesas da altura). Ao longo do livro Jacquetta e Ricardo têm doze filhos e passam a maioria do livro afastados, é nos mostrado como o rei Henrique VI se tornou no rei adormecido e os acontecimentos que deram origem à guerra das rosas (e algumas das batalhas).

 

É um livro interessante que mostra uma perspectiva anterior ao que se passa nos outros livros e que mostra os Rivers antes de serem uma das famílias mais importantes (e odiadas) de Inglaterra. E não percebo porque raio a menina da capa tem um cabelo entre o ruivo e o castanho quando a Jacquetta era loira... mas pronto, é daquelas coisas.

 

Ordem cronológica dos livros desta série que já li até agora (apesar de para mim ser irrelevante estar a lê-los fora desta ordem:

1º A senhora dos rios

2º A rainha vermelha

3º A filha do conspirador (embora este possa ser inserido no meio de a rainha vermelha, pois acção do outro completa o que fica incompleto neste)

 

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publicado às 20:05

Pelo mundo fora

24.08.15

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Esta não é a história de Greenie, a suposta protagonista, mas a história de várias outras pessoas que existem à sua volta e de pessoas que existem à volta das pessoas que existem à volta dela. Confuso? Sim, chega a ser.

 

Greenie é uma cozinheira que tem o seu pequeno negócio, um marido e um filho. O casamento de Greenie já viu dias melhores e Alan (o marido, que é psicólogo ou psiquiatra, já não sei bem) está à beira de uma depressão e a perder clientes. E o que é que ela faz? Aceita um emprego no Novo México para ser cozinheira do governador, leva o filho e como Alan não quer ir, fica em Nova Iorque sozinho. Depois temos a história de Walter, o best friend da Greenie, dono de um restaurante de sucesso e gay, que acaba por ter um relação meio negligente e um sobrinho adolescente. Há ainda a Saga, uma rapariga que sofreu um acidente que lhe paralisou parte do corpo e teve de reaprender tudo do zero, e que adora animais. E mais uns quantos...

 

Na verdade, são tantas as histórias (e o livro ainda é grande) que cheguei a um ponto que já não me lembrava o que tinha acontecido nas outras histórias e acabava por se tornar confuso. E se no início simpatizava mais com a Greenie e menos com Alan, confesso que a Greenie acaba por ser uma grande parva (aquele final não fez sentido nenhum e só veio reforçar esta ideia). A minha personagem preferida (e história) acaba por ser a de Walter. Poderia ter sido bom, mas o livro acabou por se tornar num grande encolher de ombros.

 

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publicado às 15:39

 

Vai ser uma review curta porque não há muito para dizer. Não gostei. Nem sequer consegui acabar de ler. Não me identifiquei com o Ben nem com a Annie.

Ben é um médico que foge de uma vida agitada da cidade em busca de se reencontrar. Por acaso do destino acaba por parar numa pequena aldeia no Mayne, onde conhece uma data de personalidades, entre elas Annie pela qual se interessa especialmente. A sua relação com Annie e as pessoas daquela pacata aldeia vai evoluindo até que descobre que Annie tem cancro.

O resumo é digno de um livro de Nicholas Sparks (a prever já que alguém vai morrer). Mas pelo menos até metade do  livro (que foi até onde li) ainda só há sinais ténues da doença de Annie. Também li o último capitulo, naquela atitude de saber se ela sobrevive ou não mas o final é completamente aberto e como leitura não é muito satisfatório, fica a sensação que a história ficou inacabada). Faltou muita coisa: empatia com as personagens, uma história cativante, ...

 

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publicado às 15:34

A seleção

15.08.15

 

Trata-se de uma review de um livro que já li a uns dois anos, mas que agora que saiu em português comprei e voltei a ler (digam lá que a capa não é qualquer coisa de espantoso - aliás, digo que a capa comprou metade do sucesso deste livro). Aliás, até tenho aqui a review do terceiro livro da série, que li ainda em Inglês, há um ano.

 

A seleção passa-se num futuro distópico (como agora é moda) semelhante em algumas coisas a outros ja conhecidos. Houve uma grande quantidade de guerras e o que hoje é conhecido como Estado Unidos da América é neste livro conhecido como Illea, e governado por uma monarquia. O mais marcante desta sociedade é a população estar dividida em castas, que vão de 1 a 8, em que cada pessoa é limitada à sua vida profissional e pessoal pela casta em que está (exemplo, casta 5 - artistas, casta 6 - empregados servis). E depois temos a parte mais fútil da história: há um concurso em que são eleitas 36 jovens para o príncipe escolher a sua futura esposa. America Singer (casta 5) é uma das escolhidas, apesar de se inscrever apenas porque o rapaz por quem é apaixonada lhe ter pedido (em busca de um futuro melhor). Apesar de contrariada e com o coração partido, America vai participar na seleção que se acaba por revelar bem diferente daquilo que imaginava.

 

Na altura em que li o livro pela primeira vez, tenho de dizer que adorei. Apesar de por vezes me apetecer dar um grande abanão a America (que é muito indecisa e piora no segundo livro), a história é engraçada e cativante. O príncipe Maxon é um personagem masculino interessante, que não é perfeito e tanto mostra bom como mau feitio. Além disso eu adoro vestidos, dai adorar a capa e as descrições dos vestidos que há na história. Fiquei tambem feliz por esta série ser publicada em Portugal (se bem que demorou, a bastante tempo que faz sucesso além fronteiras).

 

Nesta segunda vez que li o livro (agora em Português) não teve a mesma magia, mas pelo simples facto de eu já saber o que vai acontecer a seguir e de como acaba. Posso também dizer que dos três livros este é o que é mais focado na seleção em si, nos outros (e principalmente no último) ganha mais destaque os ataques dos rebeldes e os seus motivos, os castigos para quem quebra as regras das castas e o contraste entre a vida luxuosa do palácio e o resto do pais. A America não é a minha personagem preferida (já disse que está sempre a mudar de ideias?) mas a maneira como a história é contada (está sempre a acontecer alguma coisa) e as outras personagens e as suas histórias tornam esta uma série que me cativou. E como já tive conhecimento por esse mundo online fora esta é uma história ou que se ama ou que se odeia - parece não haver meios termos aqui.

 

Segundo a página do Goodreads da autora, vai haver adaptação ao cinema da série (não sei se é de toda, só do primeiro livro ou juntam todos os livros num). Espero que na adaptação se foquem mais no problema das castas e claro que mostrem os vestidos todos!

 

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publicado às 12:00

 

Já reparei que costumo achar mais interessantes os livros da Nora Roberts que são solitários do que os que fazem parte de series. Embora não seja um livro surpreendente (afinal sabemos quem são os maus da fita desde o inicio e quais são os seus próximos passos), tem uma história agradável, algumas personagens divertidas e um casal interessante.

 

Dora nasceu numa familia de actores, mas acabou por deixar os palcos e criar o seu próprio negócio: uma loja de antiguidades. Mas um dia os que estiveram com ela num leilão começam a morrer ou a ser assaltados e Dora está na mira do assassino. Para a defender temos Jed, o seu novo inquilino, um ex policia com um passado difícil.

 

A história não trás assim nada de novo, mas Jed é um protagonista que me cativou (ai aqueles músculos!) e Dora é uma mulher que sabe o que quer e com muita garra. A família dela também é bastante interessante com personalidades bastante vincadas. Quanto ao mistério, é do conhecimento do leitor desde o inicio o porque dos homicídios e dos roubos, o que penso que acaba por estragar o suspense. Mas foi uma leitura agradável.

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publicado às 21:25



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