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Perdoa-me

27.10.15

 

Normalmente gosto mais de um livro da Lesley Pearse que se passe nos dias de hoje (mais ou menos) do que um romance histórico porque são normalmente menos trágicos (e a senhora tem um dom para livros trágicos), mas este Perdoa-me foi sem dúvida uma tragédia toda ele só.

 

Eva vive numa família abastada e aparentemente feliz, até que um dia encontra a mãe morta na banheira depois de se suicidar. Após este e outros eventos que mudam a vida de Eva para sempre, ela fica com o estúdio da mãe em Londres, onde descobre os diários de uma mulher que afinal não é nada como ela conhecia. Ao investigar mais e mais o passado da mãe, Eva vai abrir uma caixa de Pandora que irá afectar a ela e a todos os que a rodeiam.

 

A história é muito semelhante ao Procuro-te. Uma jovem que perde a mãe, descobre que afinal as suas origens não são o que parecem, tem irmãos com quem se acabam por dar mal porque são mimados, ... o que faz com que muitas vezes tivesse a sensação de deja vu ao ler este livro. Outro ponto é que a Eva se vai tornando um pouco irritante ao longo da história (e pelo que ela passa até se percebe, mas como é tragédia atrás de tragédia e atrás de tragédia até à última página e ela mudava muito de ideias de repente, aquilo ficou cansativo). E também não entendia a necessidade dela contar a história toda da vida dela a cada nova pessoa que conhecia, mais valia por no jornal. O Phil, apesar de ser uma personagem super querida, acaba por ser "bom demais para ser verdade" - o homem não tem defeitos.Por fim o final foi completamente sem sal... o qual não posso comentar mais senão é spoiler.

 

Ou seja, a história era interessante o suficiente para ler até ao fim (principalmente até se descobrir todo o passado da mãe dela), mas acaba por se perder sobre si mesma no meio de tanta tragédia.

Ás vezes sinto pena dos jovens dos dias de hoje. a arte de fazer a corte e namorar parece ter desaparecido. Nos filmes e na televisão uma rapariga conhece um rapaz e saltam logo para a cama. Parece que é o que toda a gente espera. Mas onde está o romance nisso?

 

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publicado às 20:20

A conquistadora

19.10.15

 

Teresa Medeiros não é uma escritora que conheça bem. Li um livro dela há algum tempo, mas lembro-me de não ter achado nada de especial (tanto que já nem me lembro da história). Não costumo ler romances históricos de cordel de um período tão antigo (highlanders e coisas do género) porque não costumo gostar. Mas este aqui cativou-me pela capa (já disse que sou capa influenciável?) e pelo o facto de parecer ter uma protagonista que é fogo. Mas não é bem assim.

 

Conn das Cem Batalhas (que é baseado num figura história real da Irlanda) uniu os clãs e tornou-se o rei supremo e dirige o Fianna, um conjunto de guerreiros excepcionais regidos por um código de honra. Uma alma do outro mundo anda a matar os seus guerreiros um a um e Conn decide ser ele próprio a vingar-se de criatura. O que acaba por encontrar é Gelina e a sua espada chamada vingança, uma guerreira à sua altura e dona de um feitio tão incendiário como o dele.

 

O que não se diz na sinopse é que Gelina no inicio da história é praticamente uma criança, apesar de ser um guerreiro excepcional e que acaba por desabrochar numa bela mulher. Ela e Conn passam mais tempo do livro a discutir e a provocar-se mutuamente, mas isso acaba por ser o que dá piada a história (e as constantes reviravoltas também). É claramente um livro que chamaria de "pipocas para o cérebro" - li esta expressão algures noutro blog, não me lembro qual - não é uma história muito consistente históricamente, mas como está sempre a acontecer alguma coisa não se perde o interesse. A relação deles acaba por se tornar muito igual a si mesma e a um certo ponto repetimos três ou quatro vezes o ciclo de não vivo sem ti, Gelina é acusada de algo ou eles discutem, ele fica furioso, ela foge/é presa/é castigada. A falta de confiança de Conn nela é percebida pelo inicio da história, mas isso torna a relação fraca, pois há mínima coisa ele duvida logo dela e eles não falam um com o outro, nunca resolvem os mal entendidos. É claro que tentei perceber o tempo histórico da narrativa para justificar certas atitudes dele, o que atenuou um pouco, pois se fosse num romance contemporâneo, Conn teria sido um protagonista que teria acabado por odiar pelo seu machismo e cabeça dura. Por fim, a partir do casamento a história entra num estado que me fez pensar "isto foi longe demais", mais valia mesmo a história ter ficado por ali. Uma palavra a uma personagem secundária, Nimbus, que foi para mim a mais interessante do livro. A classificação acaba por ser pelo Nimbus (mais valia mesmo que ela tivesse ficado com ele, tinha sido mais feliz) e por partes da história até ali.

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publicado às 19:50

 

O segundo livro de uma trilogia passada na Irlanda da Nora Roberts. Não costumo ler dois livros dela seguidos, mas como gostei do primeiro  decidi embarcar logo no segundo. Não o devia ter feito. 

 

Neste segundo livro a protagonista é Brianna, irmã mais nova de Maggie e com um feitio completamente oposto: Briana é gelo (olha o trocadilho com o nome), apesar de ser calma, eficiente e muito caseira. É dona de uma pequena estalagem e foi aquela que sempre deu mais atenção à mãe difícil de ambas. Gray é um escritor que vem para a estalagem de Brianna em busca de inspiração para o seu novo livro e vive sobre o lema de não ter amarras, nem família, nem casa. E blá blá apaixonam-se.

 

Este livro poderia ter sido bom não fosse ser demasiado parecido com o primeiro, apesar de a personalidade dos protagonistas nada ter a ver. A linha que a história segue é que é muito semelhante e isto é recorrente no estilo da autora, dai raramente ler dois livros dela seguidos, o segundo fica muito previsível. Temos a história deles, o drama da mãe delas, algumas viagens, o "eu sei que quero ir para a cama contigo e passo a vida a dizê-lo, mas não vou já porque ainda faltam 200 páginas do livro" e o dilema final de ou fico contigo para sempre ou nunca mais olho para ti.

 

Logo pego no terceiro, o da irmã "bastarda" que ninguém conhece.

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publicado às 20:19

Herança de fogo

09.10.15

 

Quando tenho uma trilogia da Nora Roberts pela frente até me arrepio, não tenho tido muita sorte com as trilogias dela e sem dúvida que os livros que mais gostei eram quase sempre isolados. A trilogia da Herança tem uma coisa boa: passa-se na Irlanda e o primeiro livro que li da Nora (e que talvez seja dos meu preferidos dela) também se passa na Irlanda (O Coração do Mar que não tem review aqui no blog). Alias, para mim estes dois livros tiveram muito em comum: a cultura irlandesa e um par de protagonistas com características que normalmente me fazem revirar os olhos, mas que acabam por cativar e bater muito certo um com o outro.

 

Maggie Concannon é uma artista vidreira que está a começar a chamar a atenção no mundo das artes, apesar do sitio remoto onde vive e de não gostar especialmente de conviver com outras pessoas. Rogan é dono de uma rede de galerias conceituadas que quer a todo o custo um contrato de exclusividade com Maggie, mas a mulher por detrás da artista irá deixa-lo de cabelos em pé e muito atraído.

 

A história de amor não tem nada de novo, mas a história por detrás das personagens é que o torna cativante. Maggie vem de uma família um pouco disfuncional, onde os pais tiveram um casamento infeliz e isso acabou por moldar a personalidade de Maggie e de Brianna, a irmã mais nova (protagonista do segundo livro). Maggie é uma pessoa difícil teimosa e muito fechada, mas sente-se ao longo do livro como ela é fragil e como está marcada pela vida, o que acaba por tornar a personagem realista e cativante. Rogan está à altura dela em teimosia, mas como protagonista masculino acho que esteve bem (nada de muito espectacular).O que atrai no livro é também o facto de se contar outras histórias das famílias e das pessoas relacionadas com elas (principalmente a história da mãe de Maggie) e o facto de mostrar a cultura irlandesa, que sempre me cativou.

 

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publicado às 23:06



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