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Best of 2015

28.12.15

Como é comum fazer balanços nesta altura do ano decidi este ano fazer o mesmo e deixar aqui um resumo dos melhores livros que li este ano.

 

1. A luz das runas - Joanne Harris

 

Eu adoro mitologia, tanto seja a romana, grega ou nórdica, mas não estava à espera de gostar tanto deste, visto que se trata de um segundo volume e o primeiro tinha sido ok. Os deuses nórdicos são uma comédia em algumas partes (aka a rainha dos porcos). Dizem por ai que talvez saia um novo livro deste universo, espero muito que sim!

 

 

 

2. Procuro-te - Lesley Pearse

Por esta altura posso dizer que já li muitos livros da Lesley Pearse (e quase todos este ano!) e apesar de no geral gostar mas não adorar os livros dela, este Procuro-te marcou-me profundamente. A senhora tem uma mão para dramas, mas a história da Ellen e da Josie marcou-me profundamente. A constante procura do ser humano por aceitação é muito bem retratada (e no que isso pode transformar uma pessoa).

 

 

 

Ao fazer o resumo fique surpreendida por só ter atribuído 5 estrelas a dois livros, é um valor bastante baixo, por isso resolvi deixar algumas menções honrosas a outros livros que também gostei, mas não me deixaram sem fôlego:

 

- Triologia Ruby Red de Kirsten Gier: Esta surpreendeu-me e já existia em português à pelo menos três anos. Para quem gosta de uma história fofa com viagens no tempo à mistura, uma protagonista querida e trapalhona e um moço de nos põe os cabelos em pé, vai adorar!

- Philippa Gregory: Tive relutância em ler livros desta autora por ter a reputação de fantasiar demasiado a história e distorcer alguns factos históricos, mas a verdade é que a partir do primeiro livro mudei logo de ideias. Ela romantiza um pouco as histórias, mas é essa romantização que nos faz ter mais empatia com as personagens o que não acontece tão facilmente em livros mais factuais.

 - Juliet Marillier: Este ano só chegou a Portugal O Lago dos Sonhos. Um livro bom (é da Julliet, nada de novo a acrescentar) que deu para matar as saudades e me fez ficar ansiosa por mais.

- Marissa Meyer: O retelling da história da Cinderela no futuro e em versão cyborg era algo que eu não estava à espera de gostar tanto. Ando a ganhar coragem para ler os próximos (financeira, ainda são recentes e a preços mais puxados).

 

 

 E aqui está. Até para o ano e boas leituras :)

 

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publicado às 20:53

 

Quase que me atrevo a dizer que nunca um título de um livro foi tão óbvio em relação à sua narrativa. É mesmo a história de uma mulher que depois de levar mais um tampa do actual "amor da sua vida" se resolve vingar deste e de todos os homens que no passado lhe partiram o coração ao mesmo tempo que conduz uma rubrica de conselheira sentimental (e a quem se deve elogiar pelas ideias malucas que consegue ter tanto para as suas vinganças, como com as vinganças que sugere ás suas leitoras).

 

Suzie é uma personagem que me irritou profundamente, tanto por algumas vinganças (a sério? vingar-se da pessoa com quem teve um romance de verão, quando tinha 16 anos, ou seja à exactamente 20 anos atrás) como pela sua ingenuidade (basta um dos homens do seu passado contar duas ou três mentiras e ela fica logo todo derretida e quase a imaginar como serão os filhos deles). Uma situação que ela usou na história que me perturbou foi quando mencionou que porque já tinha 36 anos não tinha tempo a perder em namoros longos e podia saltar logo para a cama no primeiro encontro (em vez de no terceiro ou quarto). Eu não tenho nada contra ela ter sexo no primeiro encontro, mas sim com os motivos que ela usa como justificações: porque se considera uma solteirona (em que se não o fizer não a vão querer) e porque tem de arranjar um homem à força (como ser solteira fosse um bicho de sete cabeças). Portanto uma delicia de personagem como podem ver. O que valeu neste livro foi a personagem masculina, Drew, que nos primeiros capítulos pensei que se tratava do melhor amigo gay da protagonista como é muito comum em outros romances semelhantes, mas que afinal está numa relação por conformidade e acaba por viver ali um dilema sobre continuar com a actual companheira ou lutar por uma nova paixão que surge na vida dele. 

 

Como estão constantemente a acontecer novidades o livro não custa a ler e a história consegue manter o interesse, mas sem dúvida que ganharia mais se a protagonista não fosse tão ... nem sei bem explicar, tão tudo aquilo que já mencionei.

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publicado às 18:56

...

23.12.15

 O que vou estar a fazer amanhã. Feliz Natal 

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publicado às 20:44

 

Quase que me atrevo a dizer que alguns livros de Nora Roberts são bons em quase tudo menos no romance dos protagonistas (não é que a senhora não seja uma boa romancista, acho que está mais que provado que é, mas apenas que as partes amorosas dos livros dela são todas iguais). O que quero eu dizer com isto? Bem, que este livro tem uma história interessante, que prende, que nos faz ter medo como a Elizabeth e que a parte menos boa dele é mesmo o romance entre os protagonistas.

 

Elizabeth é uma menina muito inteligente que vive na sombra de uma mãe controladora. Uma noite resolve revoltar-se e fazer tudo o que as meninas de 16 anos fazem. Mas as coisas correm mal e a vida de Elizabeth irá mudar para sempre. Uns quantos anos depois encontramos Abigail, uma mulher bonita, mas muito reservada e obcecada com segurança que desperta a atenção de Brooks, o chefe de policia de uma pacata cidade. Os dois acabam por se envolver e o passado do Abigail acaba por voltar para a atormentar.

 

Os primeiro capítulos do livro são muito intensos e a história da Elizabeth bastante forte e é muito fácil sentir uma ligação com a personagem. A Abigail acaba por ser uma personagem diferente por ser tão reservada mas ao mesmo tempo original, pois por vezes parece um robot na maneira como encara a vida e na forma como debita factos (e claro devido à sua memória fotográfica). O Brooks é o típico cavaleiro andante fofinho, nada de muito novo, mas daquele género que todas as mulheres gostavam de ter. A relação deles os dois apesar de ternurenta acaba por ser a parte menos interessante do livro, porque tudo o resto é muito intenso. Acho que tenho de experimentar um livro de J.D. Robb, o pseudónimo da Nora para uma série de livros mais obscuros.

 

Na conclusão, talvez dos livros desta autora que mais gostei. 

 

  Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

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publicado às 20:42

 

O reinado de D. José I foi um período que sempre fascinou a maioria dos interessados em história: afinal foi recheado de tragédias, desde o trágico terramoto de 1755 que marcou a cidade de Lisboa para sempre até ao processo dos Távoras, onde uma das mais importantes famílias do reino foi literalmente "apagada" de Portugal. E é no meio disto tudo que se passa a história de D. Teresa de Távora, parte da família que teve um fim trágico, mas também a mais famosa amante do rei D. José  I.

 

A história é contada na primeira pessoa por D. Teresa de Távora. Como a própria autora indica, parte da história é fantasiada (nomeadamente ao nível de personalidades e conversas) visto que a história não deixou muita informação sobre a amante do rei, para além desse facto e da família de que fazia parte. A D. Teresa do livro tem uma personalidade exuberante e livre de preconceitos, contando a história numa perspectiva em que ela olha para trás para a sua vida e já sabe qual a tragédia que vai acontecer a seguir. Apesar de cativante (afinal com uma história destas, ela tinha de ser uma mulher de personalidade vincada) faltou qualquer coisa para sentir uma verdadeira empatia com ela. Quanto ao rumo da história é aquele que aconteceu na realidade, portanto ai não podia haver grandes surpresas.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

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publicado às 15:46

 

Eu gosto de mundos fantásticos, embora o mundo das fadas não seja a minha praia, depois de há uns anos ter lido a série The Iron Fey da Jullie Kagawa (que infelizmente não existe traduzida em português) e ter adorado (excepto o 4º livro), costumo encarar os livros relacionados como potencialmente interessantes.

 

Lesley, uma adolescente com uma vida difícil, decide um dia fazer uma tatuagem. O que ela não sabe é que essa tatuagem irá mudar a vida dela muito mais do que ela queria, ligando-a ao mundo das fadas e a uns quantos jovens que lhe interessam.

 

Sim, tem um triângulo amoroso meio estranho. E é também um segundo livro da série (o que eu não sabia quando comprei) e então parece que somos atirados para o meio daquele universo sem grandes explicações. Lesley é um heroína qb, se por um lado sentia empatia pela dor dela causada devido à família dela ser uma nódoa, por outro lado, quando se metiam fadas ao barulho a coisa perdia o interesse. É que nem os moços (que são ambos fadas e um deles é um pouco psicótico) salvaram aqui o assunto. Consegui lê-lo até ao fim (e dai as duas estrelas) mas não fiquei nem fã, nem fascinada.

 

  Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

 

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publicado às 14:53

Paixão sublime

03.12.15

 

Apesar de ter um titulo na tradução em português que remete para um livro mais sensual a verdade é que esta Paixão Sublime não é propriamente um livro desse cariz (tanto que o titulo original é Devil in Winter), embora não deixe de ter uma certa dose de sexo (como acontece em quase todos os livros hoje em dia, em determinados géneros literários) há muito mais que se diga desta história, dai ser da opinião que o título português não lhe encaixa bem (parece ser feito só para vender, visto que quando saiu estavamos no auge das cinquentas sombras de grey e seus semelhantes).

 

Evangeline Jenner é uma moça já quase considerada solteirona na Inglaterra do séc. XIX. Filha do dono de um infame clube de jogo vive com a família da mãe que a trata mal e apenas quer saber da herança que ela vai receber do pai quando morrer. Para além de tudo isto, Evie é extremamente tímida e sofre de gaguez. No primeiro livro desta série (este é o terceiro) Evie juntou-se a outras três moças e denominaram-se as encalhadas, resolvidas a apostar numa amizade sincera ao mesmo tempo que tentavam encontrar maridos aceitáveis. No inicio do livro, Evie encontra-se num beco sem saída e resolve propor um casamento por conveniência ao infame visconde St. Vincent, que apesar do titulo se encontra falido.

 

E quase que me arrisco a dizer que o resto é história, não fosse este um livro de Lisa Kleypas (para mim ela e a Julia Quinn revolucionaram um género em que parecia não haver mais nada a acrescentar, criando personagens cativantes, momentos hilariantes e histórias que prendem). Evie é uma personagem doce e querida mas que acaba por revelar ter um grande força e o Sebastian é mais um típico infame que vira bom rapaz, mas que acaba por cativar qualquer leitora. A história tem umas reviravoltas interessantes e conseguiu prender a minha atenção até ao fim. Ao contrário dos outros livros da série há menos participação das encalhadas neste e por vezes sente-se falta de algumas tiradas engraçadas que elas tinham. 

 

Quando li as reviews pelo mundo fora deste livro, percebi que muitas leitoras não gostaram do Sebastian porque no segundo livro ele é o mau da fita e por um lado é compreensivel não perceberem uma mudança tão radical de caracter de um livro para o outro (dai quase aconselhar que leiam primeiro este que o segundo).

 

Concluído um óptimo livro para quem gosta do género e talvez seja o melhor desta série a par com o primeiro (já li os dois primeiros, mas estão sem opinião aqui no blog).

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publicado às 19:49



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