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O título deste livro é um grande engano. Sim, o anel mencionado é dos Bórgia efectivamente, mas toda e qualquer relação com a história desta infame família do renascimento parece quase terminar por ai (excepto por um capitulo inicial e algumas menções à origem do anel). Se estão à espera de um livro com um escândalo barbudo cometido pela Lucretia Borgia, este não é o vosso livro, embora o pouco que esta família é mencionada seja claro, pelo seu lado mais escandaloso. Basicamente é um livro sobre uma família tão polémica que não fala quase nada sobre isso (que desperdicio!).

Pedragon é um novo inspector (não na idade, mas na localização da esquadra da policia) que tem em mão como primeiro caso um conjunto de homicídios relacionados um um cadáver que tinha consigo um anel que se pensa ter pertencido a Lucretia Borgia e que é mais do que um simples anel e que está ligado a uma conspiração para matar a rainha de Inglaterra, há 500 anos.

 

Ora bem, temos um conjunto de homicídios com um misterioso veneno, um inspector que não é muito querido pela comunicação social nem pelos colegas (e se me perguntarem o nome dos colegas apenas me lembro do Turner... eram tantos e não sei porque eu trocava o nome deles todos bem como as suas funções - ou o livro era muito confuso ou eu estava muito desligada a lê-lo). A história não é muito cativante mas acho que perde muito por o título e a sinopse prometerem uma coisa e acabar por sair outra completamente diferente, o que torna por tornar a leitura desmotivante, não pela história em si, mas por expectativas quebradas. Os homicídios em si também tem falta de qualquer coisa para prender mais e as personagens são muito pouco desenvolvidas, com alguns clichés à mistura (como por exemplo os alvos finais do assassino).

 

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publicado às 19:47

 

Esta é a história de uma princesa de um pais do médio oriente que vive a vida de uma socialité (na America) mas que na realidade está obcecada em vingar-de do pai por ter destruído a vida da mãe dela, roubando o colar mais precioso do tesouro real, o Sol e a Lua. Mas há alguém que anda atrás dela e que parece estar em vias de descobrir todos os seus segredos.

 

O livro começou bem, na parte da infância de Adrianne, da vida na corte de um rei desta região, no modo como as mulheres são tratadas nesta cultura e sobretudo de como era a vida de uma americana nesta realidade (neste caso da mãe de Adrianne). Na segunda fase do livro a história deixa de ser interessante e passa a ser mais um livro de Nora Roberts (e que me lembrou imenso este aqui). A relação entre a Adrianne e o Philip é fofinha, nada de muito  transcendente, o pai dela é bastante detestável e revoltante, mas uma coisa que este livro podia ter explorado melhor  é que não é a cultura que faz o homem, mas o homem a cultura, ou seja, fugir um pouco à ideia deixada de que todos os homens daquela cultura tratam mal as mulheres (a autora ainda tentou mostrar um pouco disto com o irmão da Adrianne, mas acho que mesmo assim foi pouco).

 

O fim é um bocado estranho, pois acho que tirou grande parte do sentido de toda a vingança. Afinal, depois de tanto trabalho ela troca um dos seus desejos mais antigos assim do pé para a mão.

 A nota é pela parte cultural e pelo primeiro terço do livro.

 

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publicado às 20:51

 

Na base eu descreveria este livro da seguinte forma: como morrer de tédio no meio de tanta conversa sobre café. 

 

Robert Wallis é um libertino mimado que só pensa em gastar dinheiro e sexo. Como o dinheiro se acaba e o seu pai não lhe dá mais, acaba por aceitar fazer um guia para classificar o café de forma universal com a ajuda da filha do mercador para quem trabalha (com quem, pasmem-se, se envolve). Convencido que tem a vida feita se casar com ela, acaba por levar um pontapé do destino, indo então para África para produzir o melhor café que já provou.

 

Robert é em cerca de 70% do livro uma personagem detestável. Não gostei dele, da atitude dele, da ingenuidade dele, de nada dele (excepto no fim, que então parece finalmente ser mais aceitável). A Emily é esperta mas ao mesmo tempo por vezes tonta. Toda aquela conversa sobre café deu-me sono. Li metade do livro na diagonal para ver se acabava mais depressa, mas por fim o livro redimiu-se nos último capítulos, com as sufragistas feministas, um Robert mais decente e algumas teorias sobre a manipulação de mercados e a produção de café.

 

Recomendo a quem goste de café e descrições de aromas e texturas de café. Ou para quem goste de homens parvos.

 

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publicado às 19:54

 

As férias da Páscoa foram um óptimo "motor" para despachar alguns livros da minha lista de espera. Apesar de nunca ter lido nenhum livro de Jojo Moyes até então, tinha aqui dois em lista de espera, este e o Retrato de Familia. Não andava com muita coragem de lhes pegar, pareciam-me aquele géneros de romances que até tinham uma sinopse interessante mas que me iam desiludir (como já aconteceu tantas vezes).

 

A história tem duas linhas: primeiro é nos apresentada Sophie, esposa de um soldado francês da Primeira Guerra Mundial que gere um café (que já foi hotel) numa cidade francesa ocupada pelo exército alemão e que desperta a atenção do Kommander alemão responsável daquela zona através de um quadro dela própria que foi pintado pelo marido. Lá para meio do livro surge a linha de Liv, que se passa nos dias de hoje e é a actual proprietária do retrato de Sophie, retrato este que se vai ver envolvido em alguma polémica. A partir de um certo ponto a história das duas vai-se intercalar e misturar, sendo que sabemos algumas coisas pela narrativa da Sophie e outras pelo que Liv descobre sobre a mulher por detrás do retrato.

 

Eu gostei muito muito muito da história da Sophie, mostrou uma perspectiva da Primeira Guerra Mundial que para mim não era muito conhecida: como era a vida nas cidades francesas ocupadas, onde apenas havia idosos, mulheres e crianças, quase a morrer a fome e que tiveram de dar quase tudo o que tinham aos invasores. Vários temas interessantes são mostrados: o desprezo dos franceses pelos seus conterrâneos que pareciam ajudar os alemães (e que nem sempre era assim) ou até por aqueles que eram forçados a recebê-los e ganhavam alguma coisa com isso; o ambiente de opressão e medo, as pequenas vitórias de quem era oprimido e por fim a preocupação pelos familiares que se encontravam na frente de guerra, bem como a realidade dos campos de prisioneiros. Quando a história da Liv entrou estava à espera que a história dela fosse sem sabor depois de uma narrativa tão intensa por parte da Sophie (como já me aconteceu noutras obras com uma estrutura similar) mas tal acabou por não acontecer, apesar de a história da Liv não ser tão interessante, tem o seu próprio motor, nomeadamente na superação da perda de alguém importante ou na rapidez com que a opinião pública é influenciada pelos media, levando as pessoas a acreditar que lutam por uma causa justa, mas que na verdade é apenas movida por interesses financeiros. Acho que também ajudou o facto de a Liv e o Paul descobrirem algumas coisas sobre a Sophie e por onde passou o retrato desde que deixou Sophie até chegar às mãos de Liv.

 

Quanto ao desfecho de ambas as histórias, o de Liv foi previsível, o de Sophie conseguiu surpreender-me, porque tal como Liliane eu acreditava que a Sophie estava a ser muito ingénua. Gostei deste livro, mas só quando ler o outro livro da autora vou conseguir saber se encontrei uma nova escritora para manter debaixo de olho.

 

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publicado às 20:43



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