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Refém do amor

27.07.16

Refém do Amor

Este livro trás-nos uma negociadora da policia e um moço que ganhou a lotaria e vive de vários negócios que adquiriu com o prémio. Conhecem-se quando ela, Phoebe Macnamara impede o suicidio de um ex-funcionário dele e envolvem-se (saem algumas vezes, ele dá-se muito bem com a família dela, ajuda-a em situações complicadas e lá para meio do livro dormem juntos). A parte realmente interessante do livro é a profissão da Phoebe, nomeadamente as situações de sequestro em que ela actua, o machismo que algumas mulheres são sujeitas quando seguem e têm sucesso em profissões maioritariamente masculinas e claro, o seu perseguidor (apesar de ser fácil de prever o porquê de ele persegui-la o quem não era óbvio e não era uma personagem que estivesse mesmo perto dela como muitas vezes acontece em linhas semelhantes. A agorafobia da mãe de Phoebe e o motivo porque sofre desta doença também trás uma linha de história interessante e não muito comum. E o resto é história, tudo acaba bem e Phoebe e Duncan vivem felizes para sempre. Um livro interessante para ler numa tarde de Verão enquanto se está a preguiçar numa rede.

 

High Noon High Noon High Noon

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publicado às 21:04

A Rapariga Que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo (Millennium, #2)

Depois de o primeiro livro desta série me ter surpreendido (apesar de ser obscuro) fiquei curiosa por saber o que iria acontecera seguir a Lisbeth e Mikael, depois de no fim do primeiro livro Lisbeth decidir afastar-se do seu novo amigo por ciúmes.

 

Pela primeira vez na vida Lisbeth Salander esta não tem de se preocupar com dinheiro e resolve aproveitar ao máximo. Enquanto isso Mikael e a Millenium fazem novos amigos que estão dispostos a revelar várias personalidades que estão envolvidas no tráfico de mulheres. Mas estes acabam assassinados e Lisbeth torna-se a principal suspeita. Vitima de perseguição feroz Lisbeth desaparece e a única pessoa que parece acreditar que não é ela a assassina é Mikael.

 

O ritmo inicial da história é calmo, com Lisbeth a desfrutar a sua fortuna e Mikael a envolver-se cada vez mais numa noticia bombástica. Com o assassinato o ritmo torna-se um pouco mais rápido ao mesmo tempo que vão surgindo novas pistas sobre as pessoas do passado de Lisbeth que lhe querem muito mal. Depois, o ritmo acalma, e entra em loop, a policia com poucas pistas e o jogo do gato e do rato. Parece que só Lisbeth e Mikael parecem na verdade descobrir alguma coisa sobre as verdadeiras razões do crime. E por fim o final, com revelações, reviravoltas e experiências de morte.

 

Neste livro Mikael e Lisbeth quase não se cruzam (ao contrário do anterior que passam grande parte dele juntos). Mikael continua com as suas amantes e obcecado por um assunto. Lisbeth continua desconfiada e cautelosa. Mas fora os dois entram em destaque uma variedade de personagens: os policias que perseguem Lisbeth, o dono da agência de investigação onde trabalhava Lisbeth bem como alguns funcionários. Todas estas personagens dispersaram um pouco a acção e os nomes em sueco por vezes fazia com que não fosse fácil lidar com tanta personagem diferente. Penso que este foi o principal ponto para não gostar tanto desta história, demasiados pontos de vista diferentes. Mesmo assim o final é bombástico e deixa tudo em aberto para o livro (final?) da trilogia original, o que acabou por me deixar muito curiosa e com vontade de ler o próximo, apesar de esta rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo não ser tão bom como os homens que odeiam as mulheres.

 

The Girl Who Played with Fire (Millennium, #2) La ragazza che giocava con il fuoco  The Girl Who Played With Fire (Millennium, #2)

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publicado às 21:03

A Torre de Espinhos (Blackthorn & Grim, #2)

Eu costumo gostar imenso dos livros da Juliet Marillier, mas confesso que esta trilogia de Blackthorn e Grim não me tem caido tão bem como outros livros. Se no primeiro livro ouve aquele inicio invulgar e sobretudo o desembrulhar de quem eles eram e a sua história que ajudou muito a prender o interesse, neste livro faltou ali aquela coisa que me prendesse. Li e li com interesse, mas não tive aquela fome que a autora que costuma causar de ler uma página atrás de outra até descobrir o final.

 

Neste segundo livro, Blackthorn e Grim partem em auxilio de Lady Geleis que tem um monstro preso numa torre nas suas terras que grita incessantemente, fazendo com que as pessoas fiquem doidas, os animais morram e as culturas pereçam. Backthorn é uma curandeira que esteve presa e que para sair da prisão fez um acordo com um encantado: durante sete anos responder a todos os pedidos de ajuda e não voltar ás terras daquele que a colocou na prisão e lhe destruiu a vida. Grim acaba por ser um amigo invulgar que as circunstâncias uniram a Backthorn e os dois tem aquela relação em que parecem um casal mas não são.

 

Neste livro ouve duas personagens que me irritaram profundamente: a própria Blackthorn por não ver o que está à frente do nariz dela e insistir em esconder coisas de Grim e a própria Lady Geleis, que apesar de não ter culpa da situação em que está tem algumas atitudes bastante egoístas. Grim acabou por ser a única personagem que me cativou, quer pela maneira como lidou com o seu passado quer pela sua própria personalidade: apesar de simples tem um coração enorme e simplesmente gosto muito dele. Acho que como os próprios protagonistas tive muitas saudades do tempo em que os dois estavam na sua cabana em Winterfell.

 

Tratando-se de um livro com o papel ingrato de ser o de transição entre o primeiro e o último dou-lhe um desconto, apesar de ter gostado estava à espera de mais depois do primeiro.

 

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publicado às 23:09

One Night of Scandal (The Fairleigh Sisters)

A uns tempos falei do primeiro livro de uma série sobre as irmãs Farleigh que me provocou um sentimento de amor à segunda vista (porque à primeira vista não correu bem). Como fiquei tão curiosa pela história da Carlota Anne Farleigh, outrora uma criança endiabrada mas adorável e que se tornou numa jovem adorável e com tendência para se meter em sarilhos (à coisas que não mudam com a idade). Na noite do seu baile de apresentação à sociedade Lottie não resiste a ir espreitar a casa vizinha que foi alugada ao infame marquês assassino. O problema é que o marquês a apanha em flagrante e Lottie acaba por perceber que ele não é assim tão assustador e que até beija bem. Mas os dois acabam por se ver numa situação em que a reputação de Lottie ficou danificada e acabam por casar, um casamento que nenhum dos dois quer.

 

Uma das principais criticas a este livro era sobre Hayden, pois o marquês assassino era demasiado frio e o romance demasiado lento. Como prefiro romances lentos e não daqueles que no fim do primeiro capitulo já estão na cama (ou normalmente noutro sitio muito menos confortável) honestamente gostei do Hayden, um homem atormentado por um passado complicado e que vai pouco a pouco sarando as suas feridas graças a Lottie e a Allegra. Lottie que começa como uma jovem mimada acaba por crescer sobretudo quando se depara com Allegra e a tem de a ajudar a voltar a viver, o que a tornou uma personagem com uma evolução interessante. O romance entre os dois passa rapidamente de muito quente a muito frio e os mistérios que envolvem Hayden apesar de previsíveis acabam por aliciar a leitura. Uma das minhas cenas preferidas é sem dúvida quando Lottie mostra a Allegra porque ela era considerada um diabrete em criança e Hayden entra desesperado no quarto onde estão as duas (mandando a porta abaixo) tentando perceber se aconteceu alguma coisa. Confesso que o que tornou Hayden para mim irresistível enquanto protagonista masculino foi o facto de apesar de ser desligado e frio por vezes deixar cair a máscara e mostrar que se preocupa e que Lottie é importante para ele. Por fim, a derradeira prova de amor de Lottie para com Hayden mostra que a jovem mimada que só pensava nela se tornou definitivamente numa mulher apaixonada que se preocupa mais com os outros.

 

Simplesmente adorei, adorei os protagonistas, a Allegra, rever algumas personagens do primeiro livro como o Sterling, a Laura, a Diana, o George ou a Cookie. A história é intensa, o romance é lento, mas com uns picos quentes e literalmente devorei este livro e ele não me saia da cabeça quando não o estava a ler.

One Night Of Scandal (Fairleigh Sisters, #2)

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publicado às 20:56

O Estilete Assassino

A sinopse deste livro foi-me estranhamente familiar. Espiões, dia D, os alemães quase descobrem tudo ... Parecia uma cópia do Espião Improvável do Daniel Silva, ou melhor dizendo, o outro é que parece uma cópia deste visto que este saiu primeiro. Mas neste caso posso dizer que gostei mais do não original. O estilete assassino não me encheu tanto as medidas como o outro.

 

Então temos um professor que vira responsável por apanhar espiões alemães, uma mulher que parecia ter um futuro pela frente, mas um acidente irá torná-la numa prisioneira e um espião implacável que tem nas mãos o poder de desvendar aos alemães os verdadeiros planos do Dia D e desmascarar a fachada que os aliados montaram em torno do local de desembarque na França.

 

Quanto ao professor Percival Godliman não há muito a dizer. É importante na narrativa para mostrar a caça ao espião em conjunto com Bloggs que acaba por estar mais no centro da acção, mas enquanto personagem, Percival não me encheu as medidas, porque me lembrou imenso o Alfred Vicary do espião improvável. Lucy é a única mulher com um papel mais activo na história, que inicialmente parece nada ter a ver com a guerra ou espiões alemães mas que acaba por ser decisiva no desfecho da história. Se fosse no séc. XXI penso que ela teria deixado o marido ao fim de alguns meses, mas nos anos 40 e em plena guerra parecia não haver grandes alternativas. Gostei desta personagem que é humana, deixa-se enganar, mas faz de tudo para proteger quem ama e no fim para proteger o próprio país. Mas a verdadeira peça chave desta história é Henry Faber, o espião alemão, cujo o nome verdadeiro não é este, que é frio e implacável. Ironicamente o seu único deslize vai custar a guerra à Alemanha, mas foi merecido porque o bastardo parecia não ter coração.

 

Se na parte inicial a história até me prendeu, nomeadamente a perseguição inicial a Faber, a partir de certo ponto o livro parou de evoluir, Faber quase que era apanhado, mas safava-se sempre. Depois nos últimos capítulos ganhou um novo fôlego, mas já tinha perdido o interesse na história e só queria acabá-lo.

Storm Island Eye of the Needle

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publicado às 20:04

Tentação Perfeita (Wallflowers, #5)

Não vinha com perspectivas muitos grandes para este aqui, pois apesar de já ter lido quase todos os outros livros da série Wallflowers e ter gostado muito de metade deles, como se tratava da história de um Bowman (e os livros com algum Bowman como protagonista foram os que gostei menos) estava a espera que este fosse pelo mesmo caminho. Não foi.

 

Rafael Bowman é irmão de Lilian e Daisy Bowman, protagonistas de outros dois livros e membros das encalhadas, quatro jovens da Inglaterra do séc. XIX que cansadas de serem delegadas para os cantos do mercado matrimonial, resolveram juntar-se e formar uma amizade invulgar ao mesmo tempo que se ajudavam mutuamente. Como ao longo dos quatro livros da série todas tiveram os seus felizes para sempre, este livro vem mostrar um pouco mais destas quatro jovens ao mesmo tempo que nos trás a relação entre Rafael e Natalie, ele filho de um industrial americano sem sangue azul e ela de uma família aristocrata. Rafael tem os modos frontais e sem papás na língua mais típicos dos americanos que já as suas irmãs tinham mostrado nos outros livros e Natalie é uma típica rosa inglesa de não me toquem se não quebro.

 

Se querem ler o livro e ainda não leram, parem por aqui a leitura deste post para eu não vos estragar uma surpresa agradável.

 

A grande surpresa da história é que o verdadeiro interesse da história não vai ser Natalie, mas sim Hannah a sua dama de companhia. E ainda bem, apesar de bem intencionada, Natalie é um pouco egoísta e mimada, enquanto Hannah é uma sonhadora que adora contar histórias a crianças ou subir a árvores de Natal para recuperar capachinhos e não tem problemas nenhuns em dizer na cara de Rafael o que pensa dele. Aliás, a história lembrou-me um pouco o livro Amor e Enganos da Julia Quinn (que simplesmente adoro) nomeadamente da parte da paixão por uma pessoa considerada socialmente inferior (embora na prática Rafe não tivesse sangue azul, o pai queria que ele casasse com alguém importante e usou algumas artimanhas para isso). Adorei as faíscas que estes dois fizeram desde o inicio do livro, o modo como Rafe andava sempre a provocá-la daquela maneira meio irreverente ao mesmo tempo que a Hannah lhe responde sempre à letra. Depois o romance sem sal entre o Rafe e a Natalie em contraste com as faíscas que deita quando está perto da Hannah. E ainda a carta que ele lhe escreve, senhores, até fiquei com calores, fofinha, adorável e sensual. Adorei mesmo o livro e a história, que apesar de não ser nada de muito original, cativou-me, prendeu-me e não larguei o livro enquanto não o li, fazendo com que passa-se directamente para o livro favorito desta série. Não é que o melhor ficou mesmo para o fim? E sabe bem finalmente ter lido um livro novo que recebe 5 estrelas em 2016! (Pena só ser em Julho!).

A Wallflower Christmas (Wallflowers, #5) A Wallflower Christmas (Wallflowers, #5)

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publicado às 22:38



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