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Filha do pecado

31.08.16

Filha do Pecado

É sempre difícil e até injusto escrever uma opinião de um livro autobiográfico. Afinal trata-se da vida (maioritariamente) sofrida de uma pessoa e estar a dizer que podia estar melhor escrito ou ter um ritmo mais coerente é simplesmente estranho.

 

Leila Aziz cresceu como abandonada no Sudão. Passou por diversas instituições, desde orfanatos até a aldeias de crianças (onde várias crianças vivem numa casa com uma "mãe", numa aldeia constituída por várias destas casas). Conheceu a falta de carinho, a fome e o preconceito. Em adulta, depois de tentar ser "normal" optou por dedicar a sua vida à causa dos abandonados e contar a sua história ao mundo.

 

A história acaba por ter duas partes: uma num tom mais infantil que retrata a infância da Leila e a parte em que Leila cresce e tem as perceções do preconceito e de como é ser abandonada e ser mulher num pais como o Sudão (contraste de culturas grande com a sociedade ocidental, onde ainda é o homem que tem o poder de decidir o destino de uma mulher). Acho que ás vezes é importante ler este tipo de livros para conhecer outras realidades culturais e sobretudo histórias de mulheres que lutam por um mundo melhor.

 

Daughter of Dust: Growing up an Outcast in the Desert of Sudan Nežni dodir sunca

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publicado às 11:37

A herdeira

29.08.16

 A herdeira (A seleção, #4)

Eu comecei este livro pronta para odiar a Eadlyn, pois era uma generalidade nas opiniões que era bem irritante, egoísta e centrada nela própria. E ela é tudo isso e muito mais. 

 

Vinte anos depois dos acontecimentos dos três primeiros livros desta série (A seleção, A elite e A escolha) temos acompanhado o processo de Seleção (um príncipe, 35 candidatas e uma espécie de reallity show distópico com castas que dividem a população e revolução) que juntou America e Maxon, é a vez de a filha deles, Eadlyn passar pela sua própria seleção como forma de distrair as atenções de rebeliões que estão a acontecer em Illea (parece que afinal as pessoas também não são felizes sem o sistema de castas a catalogálas). E se a America me deixava nos livros anteriores em nervos por ser tão indecisa, Eadlyn consegue ser mil vezes pior. Ela diz uma tonelada de vezes no livro "Eu sou Eadlyn Shreve, a mulher mais poderosa do mundo". Acho que só isto resume bem a personalidade dela: ela trata mal os participantes da seleção, passa demasiado tempo preocupada com ela e tem atitudes detestáveis (a maneira como trata a criada ou a forma como faz uma espécie de ultimato ao irmão gémeo...). Quanto aos concorrentes até mais de metade do livro confundem-se todos. Destaca-se Kile que cresceu no palácio com ela e com quem tem uma relação de amor/ódio (algo como amigos como benefícios, mas com benefícios e pouco amigos); o Henri que não fala inglês e tem um tradutor (o Erik) mas que é simplesmente adorável e o próprio Erik que apesar de não fazer parte da seleção parece estar a chegar a algum lado. Eadlyn ainda não mostra quem vai ser o seu escolhido e honestamente durante quase todo o livro não desejei nenhum deles, mas agora estou a torcer pelo Erik (a relação menos óbvia).

 

Foi interessante rever o Maxon e a America embora as personalidades pareçam bem diferentes dos livros originais, talvez seja a idade e o peso da coroa. Vamos ser sinceros, a história em si não é fenomenal, mas estes livros têm qualquer coisa que me fazem ler de forma compulsiva, mesmo maioritariamente detestando a protagonista, quero sempre saber como acaba. E claro que o final deixou uma porta aberta e a esperança que talvez a Eadlyn consiga crescer e mudar.

 

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publicado às 11:46

Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #5)

Este é o quarto livro de uma série que apesar de não ter nenhuma opinião aqui publicada já li alguns livros (e adorei a maioria deles). Por isso digamos que a fasquia estava muito alta. 

 

Eloise é uma das irmãs Brigdertons (ao longo da série cada um dos 8 irmãos vive a sua história num livro, sendo pontuados normalmente por paixões intensas e momentos cómicos entre a família), que tem 28 anos e já é considerada uma solteirona. Meio em desespero por ter visto casar a sua melhor amiga (que ela achava que ia ser solteirona com ela para sempre) acaba por aceitar o convite para conhecer SIr Philip, viúvo de uma prima dela com quem troca correspondência à um ano, e ponderar a sua proposta de casamento. As coisas acabam por não correr bem como Eloise estava à espera, pois Sir Philip só está afinal à procura de uma mulher para lhe criar os filhos (ele próprio diz que qualquer uma serve).

 

Apesar de ter gostado bastante da personagem da Eloise, aquela maneira dela de falar de mais e de ser exigente, Sir Philip deixou-me "em águas de bacalhau". Se por um lado a história da primeira mulher e a dificuldade dele em ser um bom pai que acaba por falhar quando se tenta esforçar de mais, me causaram alguns sentimentos, por outro a faceta de "só quero uma mulher que me aqueça a cama e me crie os filhos para eu me poder dedicar à estufa sem preocupações", bem como a mudança que ocorre na história em que num momento ele não percebe nada de mulheres e no outro é o homem mais romântico do mundo fez com que sentisse pouca empatia com ele (e alguma pena da Eloise). Não são o casal com mais química do mundo, mas acabam por se complementar de uma forma correta. Mas no fim o momento alto do livro é quando os quatro irmãos Bridgertons tentam ir salvar a honra da irmã: o Anthony e o Benedict armados em maus, o Colin sempre com fome e com saudades da Penelope e o Gregory a tentar armar-se em homem. Adorável, estava com saudades deles, visto que à medida que os livros vão avançado parecem diminuir estes momentos entre irmãos, tão característicos desta série e que sem dúvida a tornam diferente.

 

Apesar de tudo é um bom livro, melhor que a maioria do género e que vale a pena ser lido por quem aprecia claro. Há muito que aprendi que não vale a pena andar a ler livros porque os outros dizem que devo ler, mas sim aqueles que realmente me interessam.

 

To Sir Phillip, With Love (Bridgertons, #5) To Sir Phillip, With Love (Bridgertons, #5) Para Sir Phillip, com amor (Os Bridgertons, #5)

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publicado às 11:35

Luzes do norte

22.08.16

Luzes do Norte

O inicio começou bem. Um jovem policia marcado pela perda decide aceitar o cargo de comandante da policia numa remota cidade do Alaska. Os motivos que o levam para lá e o choque de culturas acabam por ser uma boa alavanca para o romance. Mas depois entra aquela situação estranha: ele conhece Charlene e Meg (mãe  e filha, dão-se mal) e as duas acabam por disputar a atenção dele durante uma parte do livro... ora bem, digamos que esta situação foi o inicio do fim do livro. Entretanto Nate e Meg dormem juntos lá pela página 90, há umas picardarias entre mãe e filha, aparece um cadáver congelado (e entra a parte do mistério, para o qual sinceramente, me estava a borrifar!). Meg, a protagonista não me inspirou qualquer sentimento - o que acho que é o pior que pode acontecer a uma personagem, afinal se a amamos ou odiamos, é porque foi bem construida. O livro peca também pelo tamanho: cerca de quatrocentas páginas com demasiadas descrições e um ritmo muuuuito lento: eu costumo gostar de romances lentos no sentido da relação entre os protagonistas, mas aqui é tudo lento e com descrições a mais.

 

Northern Lights Severna svetlost Flammande Skyar

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publicado às 11:38

O Adeus às Armas

Este é um livro de um escritor conceituado sobre a primeira guerra mundial e sobre as desventuras de um condutor de ambulâncias em Itália.

 

Estava curiosa em ler uma obra de Ernest Hemingway. É um escritor premiado, com grande reputação e eu estava à espera de muito. Sei que este não é o livro mais conceituado dele, mas mesmo assim, continuo a não me entender com alguns escritores de culto. E se por exemplo com José Saramago apesar de amar uns livros e odiar outros, mesmo nos que odeio consigo dizer que está ali uma obra que apesar de não me ter cativado está bem escrita, eu não achei (e atenção que não sou nenhuma especialista em literatura, apenas uma pessoa que já leu muito e de muito género diferente) que este livro tivesse uma escrita fenomenal ou uma escrita que eu estaria à espera de alguém tão conceituado. Achei os diálogos, no geral, pobres, principalmente entre Henry e Catherine. As descrições da guerra eram ainda o que me pareceu melhor e no geral o que ainda fez com que aguentasse a leitura algum tempo. Mas após Henry ser afastado do cenário de guerra acabei por perder qualquer interesse na história e acabei por desistir (e não é muito comum eu desistir de uma leitura a meio, por mais mau que seja é para mim uma afronta pessoal deixar um livro a meio, qualquer coisa como um código de honra). Por fim, detestei a forma como as mulheres foram retratadas, sendo neste caso Catherine uma personagem que deixou muito a desejar: meio oca, sempre a dizer a mesma coisa. Faltava-lhe densidade e garra, não sei se na realidade conheço alguma mulher que seja assim tão vazia.

A Farewell to Arms A Farewell to Arms Adio, arme

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publicado às 15:06

Cruel abandono

12.08.16

Cruel Abandono

A sinopse deste livro prometia.Temos a história de Kate, uma menina adotada que aos 15 anos sonha em ser modelo e descobrir quem é a mãe. E depois temos três mulheres que aos 18 anos se conheceram numa viagem para conhecer o mundo e vão voltar-se a encontrar tantos anos depois. Uma delas é a mãe de Kate. Será a Clio, a médica presa a um casamento falhado? Jocasta a bela jornalista que tem um romance com um homem que não quer assumir algo mais sério? Ou Martha, a mais ambiciosa que é atualmente uma advogada de sucesso?

 

Ao inicio a história até parece que vai correr bem. Até que Martha se envolve no mundo da política e digamos que há uma fase do livro que dá muito ênfase a isso e a situação política inglesa. E isso para mim matou o clima. Eu detesto política e ainda mais a política de outros países! A juntar a isto a história da Clio e da Jocasta começa a ficar bem previsível e é para ai no primeiro encontro entre a Clio e a Kate que eu percebi quem era a mãe e o pai da Kate, afinal, a chave usada esta muito vista em romances do género: não é a pessoa mais óbvia mas a que tem mais a perder. A única coisa que me surpreendeu em toda a história é o que acaba por acontecer à mãe da Kate pouco depois de tudo vir à tona.

 

Acaba por ser um romance mediano, do qual esperava mais. Não foi desagradável, apenas não trouxe nada e novo ao género.

 

Sheer Abandon Sheer Abandon

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publicado às 20:49

Private: Principal Suspeito (Jack Morgan, #4)

A Private é um agência de investigação elitista, cujo o dono é Jack Morgan. Neste segundo livro à mais alguns casos para investigar entre eles o homicídio de uma ex-namorada de Jack em que ele é o principal suspeito.

 

Este livro acaba por ser muito igual ao anterior: temos um Jack que roda menos de mulher em mulher devido ao homicídio da ex namorada, mas continua a pensar muito nisso;um irmão gémeo maquiavélico; alguns casos bicudos com estrelas de cinema e máfia; um ritmo rápido; e personagens sem densidade nenhuma. Confesso que olhando para a review do primeiro livro até digo que os casos que a Private investiga me cativaram mais, pois desta vez não tenho nenhum que seja preferido: no homicídio da Colleen acaba por haver a nova vertente de um Jack suspeito da policia e refém da opinião pública mas nem isso parece encher as medidas; o caso da máfia é bastante sem sal; e o caso Hollywood também é assim para o pãozinho sem sal.

 

Private #1 Suspect (Private, #2) Private: No. 1 Suspect: (Private 4)

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publicado às 12:15

Retrato de Família

Depois de ter gostado de O olhar de Sophie  decidi ler mais de Jojo Moyes (que até já teve direito a um livro adaptado ao cinema, Viver depois de ti, que já está na minha lista de futuras aquisições). 

 

Temos a história de três mulheres: Joy, a avó, que foi uma jovem inquieta que embarcou num romance à primeira vista e casou com Edward; Kate, a mãe, que sempre se sentiu à parte e não tem muita sorte ao amor; e Sabine, a neta, que inicialmente está revoltada por sair da cidade para ir morar com a avó, mas que inesperadamente acaba por se apaixonar pelos cavalos e pelas pessoas que a rodeiam.

 

Kate e Joy não se dão. Joy tem um feitio difícil e umas ideias muito fixas. Não aceita que a filha não se interesse pelas mesmas coisas que ela, como os cavalos e a caça. Mas talvez por conhecermos várias facetas de Joy, desde a jovem apaixonada à fria avó, acaba por se criar um carinho pela personagem e alguma empatia. Kate metia-me os nervos em franja: apesar de sentir empatia por ela se sentir o patinho feio da família, ao nível amoroso era um desastre enorme, e senti muitas vezes que ela se preocupava mais com namorados e em "não ficar sozinha" do que com a própria filha e até a própria família (apesar de não serem próximos ela podia demonstrar mais interesse pela doença do pai em vez de apenas se preocupar em saltar para as calças do seu novo interesse amoroso). Sabine é a surpresa: a menina mimada que acaba por a pouco e pouco se deixar conquistar pela nova realidade, pelos novos amigos e por último pelos avós. Foi-me fácil perceber como ela se sentia e como ela se começa a importar, sobretudo com o avô. É claro que Sabine tem o temperamento e os impulsos de uma adolescente, mas parece muitas vezes ter mais cabeça que a própria mãe.

 

No todo é uma boa história, principalmente se tirar-mos a irritante Kate. A reconciliação dela com a mãe é um pouco atirada ali para o meio como conclusão forçada e nem vou falar do romance derradeiro dela (é um desperdício aquela personagem acabar com a Kate argh!).

 

Sheltering Rain Sheltering Rain

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publicado às 21:16



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