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A história prometia: como pode estar a história do último imperador de Roma (ocidental) e a lenda do Rei Artur relacionadas? E confesso que a relação não foi da maneira que estava a espera e me surpreendeu. Mas infelizmente houve muitas coisas que para mim falharam neste livro.

 

Rómulo é um jovem de 13 anos que o pai colocou no trono de Roma. Mas a sua vida enquanto imperador é curta: cedo Odoacre, chefe de um exército de bárbaros mata os seus pais e o torna prisioneiro. Mas um grupo de homens corajosos (e uma mulher) fará de tudo para o libertar.

 

A história ao inicio tem um bom ritmo, com muitos acontecimentos: a derradeira batalha da Nova Invicta (uma legião secreta criada pelo pai de Rómulo), a derrota e o encarceramento de Rómulo e do seu tutor, Ambrosine, um velho bretão que é mais do que parece. Noutra parte da história seguimos a história de Aurélio, valoroso soldado romano, que se guia pelos velhos valores e que em conjunto com Livia e mais tarde outros elementos, tentará resgatar Rómulo. A parte até as tentativas de libertação de Rómulo é interessante, mas a partir dai a história parece entrar em círculos, num ritmo que parece estar sempre a repetir-se (fuga, caçada, fuga, caçada, ...). E o interesse só volta no derradeiro final quando tudo se encaixa. Também senti falta de densidade das personagens e das suas relações: percebia que eram todos muito companheiros e leais, mas pelo que me era narrado sentia-me que me faltava o porquê. Talvez a narrativa fosse demasiado simples na parte dos afetos (e quando falo disto não me refiro só a amor, mas principalmente ao conceito de amizade e família). No fim, poderia ter sido uma grande história se tivesse sido escrita de outra maneira.

 Resultado de imagem para last legion

Este livro deu um filme. Tenho curiosidade de o ver para ver se tem a densidade que senti falta no livro.

 

The Last Legion Het laatste legioen

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publicado às 20:01

Vozes de Chernobyl

Quanta tinta já se gastou pelo mundo fora a contar a história de Chernobyl e da sua infame central nuclear que explodiu e que se tornou no inicio do fim da União Soviética. Das causas serem uma manobra de teste mal planeada e que correu mal. De a URSS ter construido as suas centrais nucleares à pressa e sem qualidade. De ter mandado milhares de pessoas desprotegidas e desinformadas para combater o incêndio e construir o sarcófago. E de ter mandado evacuar uma zona em redor, sendo o símbolo maior dessa terra de ninguém a cidade de Pripryat que ficou como um museu dos anos 80 e de como a floresta toma como seu o que o homem abandonou. Isto é o que se conhece desta tragédia mas este livro trás uma perspetivava diferente sobre tudo isto: trás as histórias e os monólogos de quem viveu o desastre e ainda vive as suas consequências, daqueles que ajudaram a combater o desastre, das mulheres que perderam os maridos para as doenças de Chernobyl, de quem prefere viver numa zona infetada do que num pais em guerra, daqueles que se sentem culpados por não terem feito mais. São histórias vividas em que é possível sentirmos que estamos a viver tudo aquilo com aquelas pessoas, de como era a mentalidade patriótica e heroica que lhes era instruída desde que nasciam. De crianças que brincam à apanhada em que uma delas é a radiação e tenta apanhar as outras. De laranjas cor de rosa, assassínio de animais em massa, pilhagem e de como as zonas infetadas continuaram a produzir e a exportar produtos para toda a URSS. Sobre pessoas que foram vitimas de racismo por serem chernobilianos. E é sobretudo sobre a Bielorússia, aquele pais que faz fronteira com a Ucrânia, que foi tão afetado pelo desastre como o país a que pertence Chernobyl (os ventos levaram a nuvem radioativa para lá), mas que parece ter ficado esquecido. Tocou-me muito este livro, faz pensar em muita coisa: de como a vida é efémera, de como o homem brinca muita vez de Deus, de como as convenções de poder e política são mais importantes do que o bem estar do seu povo. Um bom livro para quem quer compreender a vertente humana do desastre e sobretudo as lições que se devem tirar de tudo isto e que vai muito mais além dos documentários e outros livros que existem sobre o assunto. Mas o homem é demasiado rápido a esquecer e já se sabe: só acontece aos outros.

La Supplication Dezastrul de la Cernobil Chernobyl Prayer: A Chronicle of the Future

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publicado às 20:58

Um Dia de Cada Vez

Definitivamente Danielle Steel não faz o meu género. Depois de ter lido este livro e de ter detestado (protagonista demasiado perfeitinha e irritante) eis que este "um dia de cada vez" que promete trazer-nos a história de três mulheres (mãe e duas filhas) que vivem em Hollywood e atingiram sucesso (caso da mãe e de uma filha) e da outra filha cujo o trabalho é passear cães (é considerada inferior pelas bem sucedidas). Coco vive numa pequena casa à beira mar longe da mãe e da irmã e considera-se feliz exceto quando está com elas. Até que um dia Jane (a irmã) lhe pede que fique a tomar conta da casa dela ao mesmo tempo que recebe a visita de um inquilino: um famoso autor de Hollywood chamado Leslie. Após dois dias de muitas conversas, Leslie e Coco já dizem um ao outro que se amam e começam uma relação. Mas Coco não está preparada para lidar com os paparazzi.

 

A história é aborrecida (exceto no inicio e quando Leslie e Coco vão a Veneza - algumas partes). Leslie e Coco são perfeitos e têm uma relação perfeita, ela dá-se perfeitamente bem com a filha dele. Falam imenso, conversas aborrecidas até mais não. A história é muito repetitiva, está-se sempre a dizer a mesma coisa: Coco não estudou e é a ovelha negra da família, Florence (a mãe) não quer saber das filhas, Jane (a irmã bem sucedida) está sempre contra tudo, Leslie apesar de ser famoso é mesmo boa pessoa. E de um momento para o outro as todos passam a dar-se muito bem, família perfeita. Eu só queria que acabasse, não aguentava mais nenhuma das personagens!

One Day at a Time Cu fiecare zi

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publicado às 20:09

A Bela e o Vilão (Bridgertons, #6)

Adoro um romance lento e fofinho e confesso que não resisto a um moço que é apaixonado por ela desde que a conheceu, mas como ela é mulher do primo dele tenta disfarçar por tudo com a reputação dum bon vivant. A probabilidade de isto acontecer na realidade: muito baixa, mas sabe bem ler livros assim.

 

Michael é apaixonado por Francesca desde que a conheceu. O problema? Ela casaria dentro de algumas horas com o seu primo que é o seu melhor amigo. De modo a curar um coração partido acaba por se tornar num jovem libertino ao mesmo tempo que é se torna um bom amigo também de Francesca (embora isso lhe parta o coração). Mas as coisas mudam e Francesca fica livre, deixando Michael preso num dilema. A sinopse original do livro é muito mais gira que o meu resumo.

 

Gostei muito do Michael e da Francesca, daquele quero-te tanto mas também valorizo a amizade. O romance anda em lume brando quase todo o livro e até digo que é dado mais protagonismo a Michael que a Francesca, visto que ele tem todos aqueles antecedentes de gostar logo dela. Gostei da forma como eles encontraram a paz no seu amor e acabaram com os dilemas, gostei quando ele foge dela porque não consegue ser o amigo que ela precisa naquele momento e o reencontro deles, em que acabam por finalmente se conhecer bem. Gostei que a Francesca fosse diferente dos seus irmãos, sendo mais reservada e menos exuberante o que a acaba por torná-la bastante única. Mas é pena ter pouco protagonismo dos outros irmãos Bridgerton (com exceção de Colin, há referências aos outros e a eventos dos outros livros que ocorrem em simultâneo com este (A grande revelação e Para Sir Philip, com amor)). 

When He Was Wicked (Bridgertons, #6) El corazón de una Bridgerton O Conde Enfeitiçado (Bridgertons, #6)

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publicado às 20:53

A papisa Joana

16.09.16

A Papisa Joana

Eu gosto de história e de romances históricos. Se juntar a tudo isto uma história que é uma lenda (não há provas suficientes da sua existência e a igreja nega que tal tenha acontecido) então temos um livro que promete ser muito interessante.

 

A história passa-se no séc. IX, uma época conturbada onde ainda não existiam definidos a maioria dos países europeus que conhecemos hoje. Joana nasce rapariga numa sociedade que vê as mulheres como seres inferiores destinadas apenas à reprodução e nada destinadas ao conhecimento. Mas esta criança filha de um pai fervorosamente religioso e obtuso tem uma facilidade de aprendizagem surpreendente e depressa percebe que se quer chegar a algum lado tem de arranjar maneira de ultrapassar as limitações do seu género e acaba por se disfarçar de rapaz. Esta escolha irá levá-la  a sítios onde nunca sonhou e tornar-se um dos papás mais polémicos da história da Igreja e que "desapareceu" dos registos: João (alguns dizem ser o VII).

 

Apesar de não conhecer bem historicamente o período em questão gostei da forma como a autora descreveu toda a sociedade e o período conturbado que se vivia na Europa, substancialmente na França e Itália que na altura ainda não eram conhecidas por esse nome. Para mim que sou uma mulher do século XXI, que tem praticamente os mesmos diretos que os homens, é estranho e até bastante revoltante certas crenças dos homens deste tempo (que por exemplo quando fosse a ressurreição de todos os homens as mulheres ressuscitariam como homens porque a mulher quanto à sua forma era impura e nunca poderia ser parte da ressurreição). Como esta, há diversas situações que puseram a minha veia de feminista em pulgas. 

 

Quanto a Joana é uma alma caridosa que não aceita as restrições que lhe são impostas e cede à sua fome de conhecimento. A sua natureza caridosa e gentil irá levá-la a Roma e dentro do circulo de poder que existe em volta do papa e da questão de quem será o seu sucessor. A história é nos apresentada não apenas do ponto de vista de Joana mas também de Gerardo, um líder de homens que Joana conhece desde jovem e de Anastácio, um homem que sempre ambicionou o papado e gosta muito de maquinações. Penso que a autora mistura muito bem factos reais com ficção e cria uma história que me cativou imenso, gostei muito da Joana, tendo existido ou não, o mundo seria um lugar melhor se existissem mais pessoas como ela.

 

No fim do livro há um esclarecimento em que autora explica o que é real e ficção e algumas provas que tem que pensa que ajudam a esclarecer que Joana talvez tenha existido.

Pope Joan La papessa

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publicado às 20:08

Mentiras cruéis

12.09.16

Mentiras Cruéis

Hollywood é aquele fascínio. Ainda mais quando nos é contada a história de uma celebridade com cinquenta anos na casa e que quer escrever as suas memórias cheias de podres sobre outras personalidades. O meu lado de cusca não resiste a isto.

 

Eve Benedict contrata Julia Summers, um biografa, para escrever as suas memórias. Sendo Eve um diva como deve ser, Julia acaba por ser ver puxada para o glamour da vida dela ao mesmo tempo que Eve lhe vai contando histórias escandalosas. Mas há muita gente interessada em silenciar Eve e depressa começam a chover ameaças de todos os lados. Ao mesmo tempo Julia envolve-se com o enteado de Eve, Paul, um escritor famoso.

 

O que para mim distingue um livro da Nora Roberts como interessante é o fato de como se desenrola toda a história que não seja a relação amorosa dos protagonistas, porque a relação amorosa nos livros de Nora Roberts é sempre muito parecida - quente e depressa. Este livro não assenta a sua atenção principal na relação da Julia e do Paul mas em Eve, no passado e presente desta estrela de Hollywood que teve quatro casamentos e conheceu um pouco de tudo. Toda a tensão acumulada que se vai juntando ao longo do livro acaba por eclodir num homicídio, onde há tantos suspeitos que não é fácil concluir quem foi o assassino (embora digamos que no final já sabia quem era o assassino, havia algo mal contado). Gostei do livro, gostei muito da Eve, uma diva mas com bom coração. Houve algumas revelações surpreendentes outras nem tanto, mas penso que a Nora Roberts escreveu aqui um livro interessante.

Genuine Lies Mentiras Genuínas

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publicado às 21:55

The crown

09.09.16

The Crown (The Selection, #5)

Bem, digamos que o final da herdeira me deixou de pulga atrás na orelha e quis saber como acabava, apesar de como já disse achar o livro inferior aos três primeiros da trilogia original. 

 

Situando a história, nos três primeiros livros conhecemos a história de Maxon e America num universo distópico. No livro anterior conhecemos a filha deles que têm o seu próprio processo de seleção para encontrar um noivo. Imaginem um reallity show. Mas ela é uma personagem fria, egoísta e muito virada para ela própria, o que faz com que o povo do país dela seja um pouco contra o facto de ela ser herdeira do trono (com razão, eu também não a queria como rainha). 

 

Verdade seja dita este livro é uma seca. Eadlyn melhora um pouco a sua personalidade mas continua a ser uma personagem pouco cativante. Acontece um ou outro drama mas nada que me prendesse a atenção. O moço com quem ela fica era por quem eu estava a torcer, mas detestei a forma como o romance deles se desenvolveu, um pouco à pressa, não tiveram aquele apaixonar lento como a America e o Maxon à medida que se foram conhecendo (quando Eadlyn percebe que está apaixonada sabe muito pouco sobre ele).

 

Penso que Kiera Kass não devia de ter escrito estes dois últimos livros sobre a seleção, limitando-se apenas à trilogia original, porque estes dois livros vieram estragar a história.

 

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publicado às 20:23

Um Gato, Um Chapéu e Um Pedaço de Cordel

Não conheço bem a obra de Joanne Harris, apenas li dois livros dela: a Marca das Runas e a Luz das Runas (sendo a Luz das Runas um livro que considero favorito, mas eu tenho um fraco por mitologia). Este livro com este nome engraçado é um conjunto de vários contos escritos pela Joanne Harris, alguns relacionados com as suas outras obras, outros nem por isso. Confesso que algumas histórias não me disseram muito, penso que me faltou o conhecimento de outros livros dela, mas houve três em particular que me cativaram e me fizeram ler com muito interesse: as duas histórias de Hope e Faith e as suas aventuras no lar de idosos (que achei muito original) e a história de Cookie e de como é tentador deixarmos-nos levar pelos nossos vicios (neste caso a gula, fiquei mesmo curiosa com o final não muito esclarecedor desta história). De qualquer modo tenciono ler mais livros desta autora.

A Cat, a Hat, and a Piece of String A Cat, a Hat and a Piece of String Un gatto, un cappello, un nastro

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publicado às 19:43

O Ano Em Que Me Apaixonei por Todas

É facil dizer o que gostei neste livro: o manuscrito que o Sylvain encontra com a história dos Fournier. Tudo o resto aborreceu-me por completo (e mais uma vez em desacordo com um livro que ganhou um prémio literário).

 

Sylvain é um jovem que tem dificuldade em crescer e tornar-se adulto. Parte para Madrid atrás da ex-namorada, a Heike, por quem ainda é apaixonado. Em Madrid conhece a cidade e reencontra velhos amigos. Supostamente após aquele ano deve ficar com a sua vida resolvida, mas a única coisa que notei diferente no Sylvain que regressa a França é que leva uma namorada a reboque. 

 

Este livro para mim foi mau e o pior é que agora olhando em retrospetiva nem me lembro o suficiente dele para explicar porque foi mau. O Sylvain irrita-me, não tenho paciência nem na fição nem na realidade para rapazes que têm quase trinta anos mas que querem comportar-se como se tivessem dezoito. O resto das personagens passaram-me ao lado. Na realidade, nem sei como consegui acabar este livro.

El año en que me enamoré de todas

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publicado às 20:19



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