Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Amores proibidos

29.11.16

Amores Proibidos

Este foi o primeiro livro que li de Jill Mansen. Se vou repetir a experiência? Ainda não sei. O livro não foi mau, mas o inicio parecia interessante e levantou-me muito as expectativas, que foram defraudadas.

 

O livro tem várias histórias: supostamente Jessie e Toby são os protagonistas, mas existem tantas outras personagens e histórias que se não fosse a contracapa não diria que o eram. Jessie e Toby tiveram uma relação à muito tempo, da qual resultou um filho, Oliver que não conhece o pai. Entretanto Toby tornou-se um actor famoso, casou com uma bela mulher e seguiu a sua vida, até ao dia em que se tornou vizinho de Jessie. Para além disso quando a vê parece disposto a largar a mulher perfeita por ela. Há também outras histórias como a de Lily que tem três filhos, uma sogra dos infernos e um marido não muito dedicado que passa muito tempo no Dubai; três solteirões que partilham uma casa, Doug, Drew e o Jamie, em que um é muito bem sucedido com as mulheres (médico e bonito) e os outros nem por isso; a vizinha misteriosa da sogra da Lily; o casal perfeito de quem a Lily é ama da filha... Quase que parece que a Lily é mais protagonista da história que a Jessie: eu pelo menos gostei mais dela.

 

Problemas do livro: clichés. Se a história prometia a partir de um momento tudo ficou crystal clear e era fácil prever muitos acontecimentos: a esposa perfeita que afinal tem muitos amantes e mesmo com o filho desaparecido só quer sexo com o amante; os irmãos que estão apaixonados e afinal não são irmãos; o marido infiel; o adolescente que foge de casa. Isso estragou um bocado o livro para mim, apesar de haver algumas coisas que me surpreenderam no fim: os irmãos não ficam juntos e qual o segredo da Bernadette, a vizinha da sogra da Lily. E honestamente estava a borrifar-me para a história principal, a relação entre a Jessie o Toby foi fraquinha e foi indiferente para mim se ficavam juntos ou não. 

 

Positivo: alguns momentos de humor, a história da Lily, do Drew e da Bernadette. A ligação entre todas as histórias, personagens e pontos de vista não estavam confusa e foi fácil perceber quem era quem.

 

Head Over Heels. Jill Mansell Head Over Heels

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:09

Sweet Ophelia

21.11.16

  

Acerca da inocência e da sua perda... Go up, up away

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:12

A Viela da Duquesa

O nome do livro é referente a um bairro pobre de Nápoles onde cresce umas das protagonistas da história e onde se passa parte da ação, não sendo de todo um lugar central da história. Josepha e Teresa são duas mulheres jovens no inicio do séc. XX. Uma rica, dona de um castelo acaba por casar com um homem e ficar viúva cedo. Outra pobre, que sofre alguns desgostos muito nova e cedo aprende o preço da vida. As histórias delas vão-se cruzar diversas vezes ao longo da história, com amores e desamores, pobreza e luxo, duas guerras mundiais e muitas mudanças, na realidade muito semelhante à vida real. Este livro trás também um retrato político e económico de uma Itália consumida pela primeira guerra mundial, que embarca no fascismo e acaba destruída no fim da segunda guerra mundial.

 

Eu gosto de história portanto foi logo um ponto a favor do livro. Josepha e Teresa são muito parecidas e diferentes: não posso dizer que me identifiquei mais com uma do que com outra, porque cada uma a sua maneira era uma mulher forte, independente e lutadora. Claro que devido ao extrato social, Teresa acabou por ter uma vida mais dura. E não estava a espera de um felizes para sempre, mas de um final real, porque a história é toda muito real, e é o que isto nos trás, o inicio e o fim de um ciclo. A narrativa é envolvente sem ser demasiado maçadora com discursos políticos ou na descrição de ideais, explicando-os de forma rápida, clara e concisa, mais por gestos do que por palavras como era viver por exemplo numa ditadura fascista, com ideais bonitos na teoria, mas que na prática traziam repressão e penas de morte.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:00

A Arte Perdida de Guardar Segredos

Na capa deste livro dizia que os fãs de Jane Austen iriam adorar. Eu já li algumas obras de Jane Austen e apesar de não ser fã, gostei dos livros dela no geral. Apesar disso, não percebi a semelhança entre umas obras e outras e na realidade penso que gostei mais dos livros de Jane Austen do que deste aqui, pois provocou-se demasiados sentimento ambíguos.

 

Penélope é uma jovem inglesa dos anos 50. Filha de uma mãe de uma beleza lendária e tendo como casa um mausoléu que está em grave estado de decadência devido às dificuldades financeiras da sua família, Penélope acaba por ser uma filha da geração que quebra os laços com as velhas tradições inglesas. Numa viagem inesperada conhece Charlotte de quem fica amiga e através dela a sua excêntrica família: a tia Clare que viajou por meio mundo e está a escrever as suas memórias e o seu filho Henry.

 

Gostei da Penélope, a sério que gostei, é uma moça que sabe ser séria e divertida, responsável e apaixonada. Não gostei da fascinação dela pela perfeita Charlotte: Charlotte é muito mais bonita que eu, tem mais estilo, tudo lhe fica bem, sabe como estar em todas as situações, todos os homens olham para ela. Fiquei enjoada. E ainda mais enjoada quando conheci o Henry: o moço que tem um olho de cada cor, é mágico e não sabe o que quer da vida. Pede a Penélope que o ajude a fazer ciumes a uma ex namorada rica que está noiva de outro. E à conta disso vivem algumas aventuras. Eu até achava o Henry interessante como parte do bolo, mas quando percebi que a Penélope e ele iam ficar juntos, fiquei triste. Ele é tão pãozinho sem sal para ela e na realidade durante a história toda nunca senti que ele gostasse realmente dela, foi o namoro mais estranho!

 

A história teve no fim algumas surpresas tão óbvias que irritaram: com que fica a mãe da Penélope e qual a relação entre ela e a tia Clare. Ah e que afinal o Henry não é um cabeça no ar e estava verdadeiramente preocupado com a mãe. Mas no geral a história foi um pouco sofrível, um ritmo lento, faltava ali alguma chama, alguma coisa que me prendesse realmente. Leu-se bem, mas não tinha alma.

 

The Lost Art of Keeping Secrets L'amour comme par hasard

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:47

Duas Irmãs, Um Duque (Fairy Tales, #3)

O titulo deste livro é quase desagradável, porque acaba por não ser bem verdade. Há mesmo duas irmãs, mas há pelo menos dois duques e na realidade há um duque em que nenhuma delas está interessada e outro que realmente só alvo do interesse de uma. E porque parece o nome de um filme pornográfico que inclui um menage a trois. Mas isso é porque possivelmente tenho uma imaginação muito ativa.

 

Georgiana e Olivia são irmãs gémeas e foram criadas para serem futuras esposas de duques, mesmo que isto tenha deixado a sua família com poucas posses. Isto porque Olivia é, desde que nasceu, noiva de Rupert, um duque, que é mais novo que ela e tem uma maneira peculiar de ver o mundo. Mas Olivia não tem, apesar da educação, perfil de duquesa: é demasiado desastrada, fala de mais e tem demasiado sentido de humor. Georgiana, pelo contrário tem o perfil de uma duquesa, mas não tem dote. Mas um dia uma proposta inesperada surge e Georgiana tem hipótese de se tornar noiva de um duque, Tarquin, um duque bem carrancudo, que vê em Georgiana a noiva perfeita, mas a quem Olivia deixa completamente doido.

 

A história é deliciosa até cerca de dois terços da obra. Olivia tem um sentido de humor delicioso e adoro as conversas entra ela e todas as outras personagens. Georgiana acaba também por ser uma personagem querida e que se revela bem mais do que parece. Tarquin é um dos vários cavalheiros tipo deste género de romance: o carrancudo com um passado difícil que acaba por amolecer com a heroína trapalhona. E claro não podia não mencionar a mãe de Tarquin que escreveu um manual de comportamento de uma duquesa em que a educação das gémeas foi baseada e que tem um feitio muito especial.

 

SPOILER

Quanto Tarquin e Olivia se entendem, a dois terços do livro, a história perde o interesse. Não gostei da parte da narrativa que se passa em França e muito menos o fim do Rupert (claramente feito para dar a saída mais limpa à reputação dos protagonistas, afinal ele ainda era o noivo de Olivia quando ela já estava com Tarquin). Isto porque Rupert com o seu feitio especial e maneira de ver um mundo acabou por se tornar uma personagem querida e merecia outro fim.

The Duke Is Mine (Fairy Tales, #3) Der Duke in meinem Bett

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:49

Maldito Karma

02.11.16

Maldito Karma

Eu gosto de acreditar no conceito de karma: que a vida nos devolve aquilo que lhe damos. E embora na realidade a vida não seja bem assim, é bom ás vezes sentir que uma boa ação é retribuída. Quando é uma má ação, a história já não tem tanta piada.

 

Kim Lange é bastante bem sucedida profissionalmente: é uma apresentadora de sucesso da televisão alemã. Mas para chegar a esse posto ela pisou umas quantas pessoas, humilhou outras quantas e afastou-se da filha e do marido, acabando mesmo por trair este último. Mas a vida (ou morte) de Kim muda tudo e ela é atingida por um urinol de uma estação russa e reencarna numa formiga porque acumulou demasiado mau karma durante a vida e agora tem de se redimir.

 

A melhor maneira de descrever este livro é como sendo uma lufada de ar fresco: irónico e com sentido de humor, as aventuras de Kim enquanto vários animais fizeram-me rir, muito mesmo. E embora ela ás vezes fosse irritante, pareceu-me uma personagem bastante real e com uma mudança verdadeira. E sem esquecer o seu companheiro de aventuras, o boémio Casanova (sim, aquele do séc XVIII, que era um grande sedutor). O fim é previsível, mas satisfatório e confesso que fiquei com um fraquinho por pela versão de que após a morte cada pessoa é julgada pela religião em que acreditou em vida, sendo que os ateus são julgados por Buda (e a imagem de Jesus, Buda e Odin a tomar café que se formou com esta descrição). Esta realidade faria para mim todo o sentido.

Maldito karma

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:39



Disclaimer

Todas as imagens de livros publicadas são retiradas do site das editoras ou dos próprios autores. A imagem de fundo pode ser encontrada aqui.

Classificação

Nem consegui terminar
Não gostei
Ok
Bom
Amei

Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D


subscrever feeds


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.