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Maligna

28.02.17

Maligna

O primeiro livro de um autor peca normalmente por falta de maturidade, tendo por base uma ideia interessante mas que acaba por não ser bem executada por falta de experiência e porque este ainda não encontrou o seu estilo. Maligna foi o primeiro livro de Joanne Harris e apenas foi reeditado recentemente por pressão dos fãs da autora. Mas depois de o ter lido (em parte, não consegui terminar) consigo perceber a hesitação da mesma em publicá-lo de novo, pois achei muito pouco em comum entre este livro e os dois livros dela que me cativaram de A Crónica das Runas.

 

Alice é uma mulher que não se sente muito realizada e quando conhece a nova namorada do seu ex namorado, Joe, que é etérea e perfeita, o ciume ataca. Mas as coisas evoluem e Ginny, a namorada, começa a ter dupla personalidade e amigos estranhos e Alice decide segui-la. Acaba por dar de caras com o diário de Daniel, passado nos anos 40, que conta a história de Robert e Rosemary. 

 

Sabe bem ler uma história de vampiros em que os vampiros são realmente maus e não se apaixonam por um humano. Se o livro estivesse escrito de uma maneira menos confusa (as alternâncias entre o passado e o presente são pouco claras e entretanto já não sabia onde estava) a história podia ser interessante. De outro modo falta densidade ás personagens e alguma coerência. Confesso que desisti a pouco mais de meio, não estava a encontrar absolutamente nada que me prendesse. Apenas dei uma espreitadela nas páginas finais e o final não foi mais claro que o resto da história. Não recomendo de todo, leiam antes as obras mais recentes desta autora, essas sim valem a pena.

The Evil Seed Maligna

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publicado às 20:58

O Ano Em Que Nos Amámos Perigosamente (The Secrets of Hadley Green, #1)

Conhecem aquele livros que nem são carne nem peixe, que se leem relativamente bem, mas estão ansiosos por acabar porque na prática estão a borrifar-se para o que acontece a seguir ou como acaba? E daqueles que no último capitulo do livro que nunca mais acaba acontece algo que deixa a desejar ler o próximo livro, apesar deste nem sequer te ter cativado e teres passado quase toda a leitura a pensar que não lerias mais nada desta autora/série? 

 

Keira Hannigan decide roubar a identidade da sua prima Lily, a condessa de Ashwood porque gosta de uma boa aventura e acaba por se envolver numa situação complicada. E enquanto aguarda (ansiosamente) que a prima volte, alguém descobre a sua fraude, sendo ele Declan O'Conner, um velho conhecido. E enquanto Declan decide se a ajuda ou a desmascara, os dois acabam por se envolver, ao mesmo tempo que tentam resolver o mistério das joias desaparecidas de Ashwood. Até que surge mais alguém que sabe do segredo de Keira e decide usar isso contra ela.

 

A sinopse até parecia interessante, mas na verdade as personagens estragaram tudo. Keira é mimada, egoísta e age muito sem pensar. Metade das atitudes dela irritavam-me profundamente. Declan não me aqueceu nem arrefeceu. A única coisa realmente interessante que aconteceu foi a investigação à volta das joias e a parte da história que inclui a Lily e outra personagem. Ambas ficaram sem resolução neste livro (dai o meu interesse no próximo livro).

The Year of Living Scandalously (The Secrets of Hadley Green, #1) Gioielli e misteri (I segreti di Hadley Green, #1)

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publicado às 20:09

A hora mágica

10.02.17

A Hora Mágica

Temos aqui vários temas fortes: uma criança abandonada/raptada, uma pedopsiquiatra que apenas tinha a sua carreira e quando fica sem esta fica sem nada, a pressão da comunicação social, a luta dos pais que têm filhos desaparecidos. Embora o romance não seja tão cru como estava à espera pela sinopse não deixa de afetar quem o lê: é muito difícil fica indiferente a uma criança que se comporta como um animal e está fechada sobre si própria como consequência. E na verdade o grande catalisador é o que deixou a criança naquele estado e claro, quem é ela.

 

Julia e Ellie são duas irmãs muito distantes, mas que acabam por se unir quando Ellie encontra uma estranha criança na floresta. Julia é uma famosa pedopsiquiatra que caiu em desgraçada devido a uma tragédia que aconteceu devido a um dos seus pacientes e precisa de começar de novo. Esta criança tão estranha acaba por ser o catalisador para a cura da relação entre as irmãs e das suas próprias vidas.

 

A história tem um inicio muito focado na criança, Alice, e no que Ellie e Julia fazem para a ajudar. O processo é inicialmente muito doloroso para todas. Mas ao longo da história, a linha vai se tornando mais romanceada: entram dois interesses amorosos para cada uma das irmãs e a Alice começa a evoluir de forma mais rápida e positiva. Talvez esta parte mais romanceada torne o livro bem menos pesado, mas ao mesmo tempo isso fez-me sentir que era menos autêntico. Para além da Julia e da Alice que têm várias camadas, as outras personagens acabam por ser demasiado planas e clichés (como o médico bonitão que está refugiado na cidade pequena devido a um drama no seu passado que quer esquecer). O final foi um pouco arrumado à pressa, mas satisfatório no que toca à Alice, o resto era o previsível e o politicamente correto. As quatro estrelas acabam por ser uma nota que me deixou algumas dúvidas: apesar de não ter gostado algumas coisas do livro a verdade é que a história me prendeu e se leu bem, portanto achei que merecia mais de três.

 

Magic Hour Wohin das Herz uns trägt

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publicado às 20:33

Roma, 40 d.C.

01.02.17

Roma 40 d.C.

Gostei mesmo deste livro e passei quase todo o tempo que o li a achar que seria o meu primeiro livro de 2017 com 5 estrelas, mas como a história perde um pouco o fôlego na parte final, acabou por descer para 4 estrelas extremamente positivas!

 

Passado na Roma Antiga, no tempo do Imperador Calígula (conhecido sádico), este livro conta a história de Marco Quinto Rufo, um dos poucos homens em quem o Imperador confia e que está encarregue de o proteger de todos os que conspiram contra a sua vida, e Livia, uma jovem caída em desgraça mas dona de uma beleza estonteante. Ao vê-la Marco sente que a tem de ter e acaba por rapta-la num acesso de loucura, mas nem ele podia medir as consequências dessa sua atitude.

 

Ao inicio estava com medo de não gostar de Marco: ele é descrito como um homem duro e implacável, mesmo incluído a contextualização histórica, mas confesso que apesar do rapto, que depois se arrepende, acaba por se revelar uma personagem que me cativou, naquela onda de se amas realmente uma coisa tens de a deixar ser livre. Livia tem uma personalidade muito forte e é essa personalidade que dá muita garra a história, embora por vezes tivesse vontade de lhe dar com alguma coisa na cabeça, por ser tão teimosa e cega. A descrição histórica está interessante, nunca tinha lido um livro deste período com um romance deste género incluído, era sempre mais numa perspetiva real, mas salientou traços interessantes de Roma, como o poder absoluto do imperador, as intrigas do senado e o fascínio dos romanos por piscinas, termas, enfim, tudo o que inclua passarem muito tempo no banho.

 

Um livro interessante para quem gosta de história sem ser demasiado descritiva e para quem gosta de um romance histórico calliente com muitas lutas e soldados romanos musculados... enfim a história é muito mais que isso, mas não faz mal a ninguém ter uma imaginação fértil.

 

Roma 40 d.C. Destino d'amore (Italian Edition)

Update: mudei mesmo para cinco estrelas, qualquer livro que me faz pensar nele ao longo de uma semana depois de terminado, merece 5 estrelas.

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publicado às 19:56



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