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O Jogo da Verdade

Roberta é uma mulher que cresceu com a família do pai e com uma mãe ausente mais ocupada com as causas feministas do que com a filha. Em adulta tenta ter tudo o que lhe faltou na infância, mas a sua demanda pelo casamento perfeito parece estar condenada ao fracasso e sente que deve fazer uma mudança drástica na sua vida. O percurso da decisão que ela vai tomar leva o leitor a conhecer a história desta mulher, mas também da sua mãe, Malvina, uma mulher que era demasiado livre para se sentir feliz no casamento.

 

Eu gostei da Roberta, reconheci-lhe o dilema de uma mulher que queria uma família perfeita e saiu-lhe uma família imperfeita com um marido que não tem tempo nem para ela nem para os filhos. Mas na viagem desta mulher para se encontrar ficamos a conhecer a sua vida, a sua relação com o pai, a avó e as tias mas sobretudo o que levou a apaixonar-se pelo marido, Oscar, e como chegaram àquela situação. Confesso que ao inicio antipatizei com Oscar, mas depois de conhecer melhor a história dele, comecei a percebe-lo e pareceu-me bastante real a forma como alguns homens se deixam levar pelo comodismo e pelo sorriso de uma mulher bonita e interesseira (neste caso a ex-mulher). A mãe da Roberta, Malvina, provocou em mim sentimentos ambíguos: se por um lado lhe admirei a capacidade de se encontrar a si mesma e de não precisar de mais ninguém além dela própria, por outro foi fácil perceber que esta atitude provocou muitas mágoas à sua volta e isso é visível no facto de estar afastada do crescimento da filha e de alguns corações que partiu pelo caminho (uns merecidos, outros nem por isso). No fundo ela passou a vida toda afastada das pessoas de quem se importava porque a sua liberdade era o mais importante e no fim algumas delas partiram e fica o sentimento de culpa. Gostei do final, fez sentido.

 

Um livro interessante, sobre mulheres italianas lutadoras, no espirito a que autora já nos habituou.

Jocul adevarului

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publicado às 21:27

A desconhecida

23.06.17

A Desconhecida

Esta é a história de Alex, um moço rico que quer encontrar uma mulher "à moda antiga" pois esteve casado com uma mulher que colocava a carreira acima da sua relação e agora quer o oposto. Um dia, encontra Raphaella e tal e qual um stalker, fica embeiçado por ela e nunca mais a tira da cabeça. Mas Raphaela tem vários segredos e é casada.

 

A história não é má, abrange temas interessantes como os laços familiares, uma vida demasiado protegida, a escolha entre a obrigação (pelo marido doente) ou o amor (pelo amante), o isolamento, a doença... Mas ao mesmo tempo, Alex é demasiado irreal e a forma como se apaixona demasiado depressa retrata isso mesmo. Raphaella acaba por ser demasiado insegura devido à vida protegida e a sua indecisão acaba por ser massacrante. Por fim um ponto estranho neste livro: as mulheres que lutam por uma carreira são todas vistas como caprichosas e egoístas e as mulheres que não fazem mais nada a não ser passear e fazer compras são as "boas", isto para não falar da forma como as mulheres, neste caso espanholas, são vistas como flores de estufa que têm de andar em bandos e superprotegidas, mostrando um contraste com as norte americanas que têm uma carreira... Não sei se justifique este cenário por ser um livro com mais de trinta anos, mas mesmo assim...

 A Perfect Stranger 

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publicado às 15:15

Prazer ardente

09.06.17

Prazer Ardente (Wallflowers, #4)

Eu e este livro temos uma história digna de um filme. O nosso primeiro encontro não correu bem, a Daisy era aborrecida, o Michael não me interessava e larguei-o num dos capítulos iniciais. O segundo encontro não foi mais promissor e fez-me declarar que definitivamente apesar das manas Bowman serem divertidas e espirituosas nos outros livros, os delas eram os que menos me interessavam da serie. Mas ao terceiro encontro o clique aconteceu. E ao contrário do que seria de esperar não foi difícil e foi uma leitura agradável...aliás, até gostei mais deste do que do segundo livro da série, o da Lilian Bowman.

 

Daisy Bowman é a última do grupo de quatro solteironas que se juntaram com o intuito de arranjarem maridos que ainda está efetivamente solteira. Sonhadora e devoradora de livros, vive num mundo à parte, o que muito desagrada o pai, um rico magnata de sabonetes, que decide que Daisy tem um prazo para encontrar um marido ou terá de casar com Michael, o pupilo do pai, que a jovem detesta por achar que é igual ao pai dela. 

 

Apesar de demorar a chegar lá, acabei por gostar e identificar com a Daisy: devoradora de livros sonhadora (check!). E o Michael acabou por se revelar fofinho. As outras moças aparecem iguais a elas próprias e a Lilian fez-me rir durante o seu próprio parto, o que é no mínimo, inusitado. E o Michael e a Daisy no final deixaram-me emocionados, se o livro fosse todo como a parte final, levava quatro estrelas, mas assim fica pelas três (para combinar com a frase, à terceira é de vez!). De salientar que este livro esta numa posição ingrata, afinal, veio depois do melhor livro da série (suspiro!).

Scandal in Spring (Wallflowers, #4) Scandal in Spring (Wallflowers, #4)

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publicado às 21:45

Symphony

09.06.17

 

Gosto da letra, da música e ainda fiquei a gostar mais das duas primeiras depois de ver este videoclipe. Definitivamente os Clean Bandit vieram trazer uma rajada de ar fresco ao mundo da música com estes temas que misturam clássico com música eletrónica e mensagens relevantes.

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publicado às 20:12

 Um Rumor Muito Inconveniente (Whispers of Scandal, #2)

Temos aqui um livro diferente: ao contrário da habitual história dos livros da regência, moços solteiros que se apaixonam e casam, aqui temos dois casais já maduros: Ben e Alicia, um casal já casado ainda a descobrir que se amam (e que também entram no primeiro livro desta série - este é o segundo) e Angelina e Christopher, um casal de amantes que quer casar, mas sobre os quais paira uma "maldição": Angelina já foi casada duas vezes e ambos os maridos morreram da mesma maneira, sendo ela a principal suspeita de tais mortes. Dito isto, tinha tudo para correr bem: dois romances diferentes, um mistério por resolver que os une. Mas correu mal, eu pelo menos não gostei.

 

Para além do grande mistério sobre quem quis prejudicar Angelina (com um vilão que parece já vir do primeiro livro da série) a grande sensação que o livro dá é que apanhaste uma história a meio. Talvez se tivesse lido o primeiro livro esta sensação não fosse tão forte e talvez não seja para se ler sozinho. Fora isto, como os romances já estão maduros: Angelina e Christopher já têm os seus sentimentos bem claros e Ben e Alicia também parecem estar a entender-se com os seus, a sensação que dá é que a relação de ambos é para mim estranha, porque já está tudo muito definido e delineado. Ou seja, normalmente conhecemos também as personagens como individuais e aqui não, só as conhecemos como casal e isso acabou por me retirar empatia. E nem o mistério salvou o livro para mim, apesar de ter sido o único motivo de não ter largado o livro a meio. Mesmo assim no fim não fica tudo resolvido, o vilão continua a solta, provavelmente para prosseguir com a investigação do Ben e da Alicia num terceiro livro e de mais uma dama cuja a reputação foi dilacerada por este vilão. Mas por mim a história fica mesmo por aqui.

A Most Improper Rumor (Whispers of Scandal, #2) Stunden der Versuchung

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publicado às 21:05

Inocência Perdida

Cenário: uma cidadezinha pacata no fim do mundo, chamada Innocence, onde começam a aparecer jovens mulheres mortas e mutiladas. Numa cidade onde toda a gente se conhece parece impensável haver alguém capaz de cometer tal crime, mas as suspeitas acabam por cair sobre Tucker, o playboy rico da cidade que é a única pessoa que tem uma ligação com as três vitimas. No meio disto tudo está também Caroline, uma violinista com um esgotamento, que se está a apaixonar por Tucker.

 

Como o livro não é completamente centrado nos protagonistas a história acaba por ser fluida e interessante porque tem vários focos: Dwayne e Josie os irmãos de Tucker, um que tem um problema com a bebida e outro que tem um problema com homens; partes das histórias das vitimas e como acabaram naquela situação; um pai rancoroso que usa um homicídio do presente para se vingar de amarguras do passado; e todos os outros personagens que aparecem de uma forma ou outra. Todas estas histórias juntas acabam por transmitir um senso de união que existe em terras mais pequenas e dá ao leitor também a sensação que conhece todas aquelas personagens e que faz parte de Innocence.

 

Quanto aos protagonistas, gostei minimamente de Tucker, de ele ser muito mais que um playboy (apesar de ser cliché) mas a personagem tinha alguma densidade. Quanto à Caroline, não simpatizei tanto com ela, apesar da história do esgotamento e tudo à volta da relação dela com a mãe ser interessante. Um grande senão, a forma como ela recupera do esgotamento é um bocado rápida de mais. O assassino surpreendeu-me, embora depois de saber quem era percebi a sensação de que a personagem não batia bem desde o principio.

 

Por fim, diz que deu um filme, e o que tenho a dizer é que a atriz que fez de Caroline não tem nada a ver com a forma como a imaginei e é descrita no livro - cabelos curtos e olhos grandes verdes.

 

 Carnal Innocence

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publicado às 22:22



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