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Casado Até Segunda (The Weekday Brides, #2)

Carter é um canditado a governador com aparência de Hollywood, que se vê em maus lençóis e decide que ser um homem de família pode ser aquilo que limpará a sua imagem. E quem melhor que Eliza, uma gerente de uma empresa de casamentos arranjados?

 

Quando comecei  a ler este livro pensei a impressão inicial não foi boa. Estava mesmo a ver o cliché da moça que não sabe muito bem lidar com exposição publica ser a mulher trapalhona de um candidato a governador. E casamentos por conveniência costumam ser interessantes, adoro aquela forma ligeiramente awkward que o casal se aproxima, mas este aqui cheirava-me mal: Eliza, apesar de parecer adorável, não me cativava e Carter era mais um protagonista cliché. Até que o passado da Eliza aparece e eu pensei: uh lá lá, alguma coisa interessante vai mesmo acontecer aqui! E pronto, o passado da Eliza é interessante, sinistro e vai tentar apanha-la tudo porque a sua cara de repente fica espetada em tudo quando é lado por causa da relação com o Carter. Não passei a gostar mais de nenhum deles por causa do passado dela, mas como foi a única coisa interessante e não previsível em todo o livro, tinha de o salientar. A forma como no final tudo se resolve tão "rápido" e o grande ponto central em que o passado apanha mesmo Eliza nem sequer é causado pelo seu perseguidor (que acaba por ser arrumado a um canto com uma facilidade espantosa tendo em conta a grande ameaça que era) deixou um sabor meio agridoce. 

 

Tendo em conta isto tudo não lhe consigo dar grande nota: romance cliché e sem sal com uma protagonista que tem espasmos de personalidade (hoje tenho medo do mundo, amanhã sou a mulher mais corajosa do mundo) e um protagonista tão perfeitinho que me deixou ligeiramente enjoada. Bem... no geral não tencionava ler mais nada desta série, mas fiquei ligeiramente curiosa com o próximo livro em que os protagonistas são uma lady Inglesa super-protegida e o seu guarda costas (a história deles começou a desenrolar-se neste livro e foi ligeiramente mais interessante que a história principal).

 

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publicado às 03:18

 

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publicado às 22:08

O Segredo da Minha Irmã (Riley MacPherson, #1)

Diane Chamberlain foi uma autora que me surpreendeu quando li este livro dela. Tinha mistério, drama e relações humanas e foi escrito de uma forma que me prendeu até a última página, portanto estava muito entusiasmada quando outro livro dela veio para às minhas mãos.

 

Riley é uma moça que se vê quase só no mundo com o falecimento do pai, pois fica apenas com o irmão Danny que sofre de stress pós traumático causado pela guerra e se afasta constantemente dela. Sentindo falta da família que perdeu, Riley tem de tratar da herança do pai e decide voltar às origens para se desfazer dos bens. Mas à medida que vai remexendo no passado Riley acaba por descobrir que pode ser adotada e que a irmã que sempre pensou que se tinha suicidado por uma depressão esteve envolvida num homicídio.

 

Eu confesso que é muito fácil ser empatia com a Riley, sou muito ligada à minha família e para mim foi fácil imaginar como seria se fosse,a pouco e pouco, ficando sozinha e com muitas questões. à medida que remexe nas coisas dos pais, Riley descobre que uma parte da sua vida foi uma mentira, e embora para mim fosse óbvio o que aconteceu à Lisa e todo o drama à sua volta, a história não deixa de estar escrita de forma intrigante e sedutora, com personagens que por vezes são vilões outras vezes aliados. Recomendo a quem gosta de um bom drama familiar.

 

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publicado às 22:54

Uma Deusa Para o Rei

Como boa portuguesa que sou, a imagem que tenho do rei Filipe II de Espanha (I de Portugal) é do "rei mau" que fez de Portugal território espanhol. Portanto estava curiosa com este aqui, de conhecer um pouco mais sobre este rei e a sua amante mais famosa, Isabel de Osório.

 

A história acompanha em grande parte a vida de Filipe como príncipe herdeiro e numa segunda parte mais pequena o inicio do seu reinado (apanhando três dos seus quatro casamentos) e no inicio conhecemos o jovem Filipe, já numa relação com Isabel (penso que teria sido mais interessante se tivesse sido dada uma perspetiva de como tudo começou) na altura em que conhece a sua primeira mulher, pela qual sente grande aversão. A relação destes dois é retratada a meu ver, de forma demasiado idílica, e as personagens (principalmente Isabel) acabam por ser de apenas uma dimensão e não existem para além desta relação. Penso que isto acontece porque a autora quis cingir-se muito aos factos históricos e pouco à ficção e segundo percebi, há poucos factos sobre esta relação que quase pareceu ser "apagada" dos registos da época, portanto não há assim muito sumo, nem maneira fácil de sentir empatia por qualquer um dos protagonistas. Um ponto positivo para os momentos históricos e para a relação de Filipe com a rainha Maria I de Inglaterra, uma personagem histórica complicada e a qual sempre me tinha despertado o interesse pela vida madrasta que teve e como essa falta de carinho a transformou numa esposa obcecada.

 

No fim este livro acaba por ser dúbio, porque não é suficientemente factual para agradar aos apreciadores da história espanhola nem suficientemente romântico para agradar aos outros.

 

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publicado às 00:17

 

Qualquer Coisa de Bom

Esta é a história de Lula, uma porteira de um prédio que de um dia para o outro recebe uma herança de Alessandra, uma moradora do mesmo prédio com quem Lula tinha uma amizade, mas nada tão intimo que justificasse a generosidade em prol da sua própria família que não fica muito feliz. 

 

 Apesar da sinopse nos indicar para um história de uns herdeiros irados contra a porteira por ela ficar com parte da sua herança, a história pouco se centra nisso. Na verdade é mais a história de Lula, uma cozinheira de mão cheia que já teve uma dose de desgostos na vida apesar da tenra idade. Acompanhamos esta jovem na descoberta do amor e do seu passado, incluindo também a história da vida de Alessandra e o porquê de lhe ter deixado a herança.

 

É uma história gira, bem escrita, cheia de lições de moral, ao bom estilo italiano da Sveva, que é em tudo e nada semelhante aos outros livros da autora, o que é bom, mas ao mesmo tempo fiquei a pensar: onde eu já vi isto.

 

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publicado às 04:23

Onde o desejo se esconde (D.C. Detectives, #2)

A protagonista da história é Grace, uma escritora famosa de policiais, que quando vai visitar a irmã que passa por dificuldades e trabalha para uma empresa que fornece sexo por telefone, se vê envolvida numa série de assassinatos que envolvem as funcionárias desta empresa.

 

Uma fórmula da Nora Roberts que comigo resulta é sem dúvida meter algum mistério pelo meio e quase que relegar o romance para segundo plano: os livros que começam assim são quase sempre os meus preferidos desta autora. E este livro tem os ingredientes certos: uma profissão que desperta a curiosidade do leitor, um assassino maníaco e com uma visão bastante perturbadora da realidade e um casal interessante, embora o romance à volta de tudo o resto acabe por ser o menos intenso. Confesso que a primeira vitima me surpreendeu, pois a sinopse não dava a entender quem seria e fiquei triste, pois já tinha começado a sentir empatia pela personagem que poderia por si só ter um romance sozinha com uma bela história por contar: acho que me identifiquei com a parte controlada e maniaca da perfeição da personagem, também sofro desse pau de dois bicos.

 

O assassino é louco, mas acaba por retratar alguns temas interessantes: a obsessão pelo poder e a certeza que as vezes os pais têm de porque os filhos têm boas notas podem passar o tempo todo fechados no quarto porque não se passa nada de estranho com eles. Como é difícil conseguir perceber, nos sonhos e expectativas que temos para os filhos, que alguma coisa está errado e como tentamos justificar tudo. As vitimas são ricas e diversas e cada uma tem os seus motivos para trabalhar neste ramo e isso acaba por também ser uma perspetiva diferente.

 

Gostei, foi diferente, uma história nova em que se viu uma realidade diferente.

 

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publicado às 14:53

Desaparecido

04.09.17

Desaparecido

Li uma vez numa opinião sobre um livro de Danielle Steel que esta autora tinha bons enredos, mas a forma de escrever era muito básica. Tenho de concordar, principalmente nos últimos livros que li dela (mais antigos) senti muito isso: a escrita não era magistral mas havia um mistério que me fazia ler até ao fim. Não posso dizer o mesmo de alguns livros mais recentes, que correram sempre pior.

 

Marielle é atualmente a mulher de Malcom, um homem de negócios respeitável, mas vive assombrada por um passado traumatizante, sendo a luz da sua vida o seu filho Teddy. Mas um dia Teddy é raptado e o principal suspeito é alguém do passado de Marielle.

 

Marielle tem uma história difícil e gostei como a história do passado e do presente se entrelaçam de maneira a criar um ambiente em que quase tudo faz sentido. Quando à personalidade de Marielle e à maneira como encara a vida fiquei com algumas reticências: os traumas ninguém lhos tira, mas acho que devia ter tentado ser mais lutadora com as adversidades da sua vida. Quanto aos homens da vida de Marielle, não gostei de Malcom nem de Charles, qual deles o pior... mas gostei do final. Quanto ao raptor para mim foi bastante óbvio desde cedo quem era o culpado, mas confesso que adorei o momento em que tudo é revelado e gostava de saber mais sobre as consequências para as pessoas envolvidas. Para mim a grande falha do livro acaba por ser mesmo a maneira como está escrito, a linguagem é pouco apelativa e algumas partes são monótonas.

 

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publicado às 06:42

Na noite

01.09.17

Na Noite (Ryland Brother, #4)

Segundo dizem, este é o quarto livro de uma série sobre os irmãos Ryland, mas em Portugal foi o primeiro a ser publicado e penso que até nem foi publicado mais nenhum. Mais um daqueles episódios para juntar às partidas que as editoras fazem aos leitores: desde séries que começam ao contrário a séries literárias que não terminam e por ai fora.

 

Voltando ao livro, a sinopse prometia que Wyn, um moço com a fachada de um bon vivant que na realidade foi um ladrão muito conhecido, tinha que roubar uma tiara de Moira, uma viscondessa viúva pelo qual se estava a apaixonar.

 

Ao contrário do que a sinopse sugere, Wyn não conhece Moira por causa do assalto, mas já a conhecia antes e já se estava a apaixonar antes. Moira é uma personagem monótona: uma virgem que viveu um casamento de fachada, para fugir das garras da mãe e que não tem muita paixão. A única coisa surpreendente em Moira é o seu melhor amigo ser o amante do falecido marido, uma situação inédita neste tipo de romances e que acho que foi muito bem explorada e sem dúvida uma das partes mais interessantes do livro. Wyn passa metade do livro com dilemas sobre o assalto, o que torna a ação do livro lenta, lenta, lentinha, e bem que digo que o livro só ficou qualquer coisa interessante após a Moira descobrir realmente a verdade e as coisas se começarem a desenrolar. Mesmo assim isto não chegou para "salvar" a leitura, pois senti que fui defraudada: uma sinopse que prometia tanto deu num livro que não deu nada de especial e com muitos clichés.

 

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publicado às 05:58



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