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Este é o quarto do livro de José Rodrigues dos Santos que li e apesar de não ser dos meus atores favoritos e o género de livros que escreve também não ser dos que me prendem mais, sempre consegui ler todos os livros até ao fim com um interesse moderado e sempre senti que tinha aprendido umas quantas coisas. Se há coisa boa nas obras dele é que se nota bem que há um grande e bom trabalho de investigação por detrás de cada obra, embora ás vezes peque por ter um foco maior na informação que quer transmitir, acabando por prejudicar a fluidez da história principal e penso que isso se notou ainda mais n'A chave de Salomão. 

 

Tomás Noronha (que pelos visto já teve outras seis aventuras antes desta) é um professor universitário que entretanto se tornou um consultor da Gulbenkian e que acaba por se tornar o primeiro suspeito quando um chefe da CIA é encontrado morto, sendo a única pista um papel com o nome do protagonista. Como a CIA já decidiu declará-lo culpado e fazer com que ele desapareça, Tomás acaba por decidir fazer as investigações por conta própria.

 

Ora bem primeiro que tudo eu não consegui ler o livro todo. Cheguei um bocadinho antes de meio. Porquê? Bem, a narrativa era tãaaaao lenta e do que li a maioria eram diálogos sobre teorias de fisica quântica e afins, em que basicamente a Maria Flor - que parece estar ali porque este género de história precisa sempre de uma mulher que bebe tudo o que o protagonista masculino diz - perguntava e o Tomás respondia. Mas com graaaandes explicações. Atenção: eu gostei de ficar a conhecer as teorias apresentadas, mas a forma como foram descritas com diálogos enormes acabou por fazer com que a minha atenção se perdesse completamente e sentia  que parecia que estavam sempre a dizer a mesma coisa. Quase que era um alívio quando aparecia um capitulo em que eram descritos os avanços dos inimigos do Tomás, porque ao menos ai a narrativa era mais rápida (eu nunca tive paciência para narrativas muito lentas e demasiado descritivas ou com ênfase sempre na mesma coisa). Acabei por ler também o último capitulo, como faço sempre que deixo um livro a meio (quase como na esperança que o fim me faça mudar de ideias) e sabem que mais? Percebi uns bons bocados do resto da história que se tinha passado entretanto e o grande mistério (claro que não na sua totalidade, mas de forma assim mais simplista e que efectivamente estava relacionado com as explicações do Tomás já referidas). Pontos positivos: gostei sobretudo das teorias sobre as experiências pós morte e as explicações sobre alguns estados psicológicos que são comummente associados ao espiritismo.

 

Na conclusão, acabei por dar duas estrelas apesar de não ter terminado, porque aprendi algumas coisas e o livro tem um bom conteúdo. Só é pena a narrativa principal ser tão desligada e não ter força suficiente para puxar o meu interesse para o resto da história.

 

Os outros livros que li do autor foi A Filha do Capitão, O Homem de Constantinopla e Um Milionário em Lisboa.

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publicado às 20:47




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