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A conquistadora

19.10.15

 

Teresa Medeiros não é uma escritora que conheça bem. Li um livro dela há algum tempo, mas lembro-me de não ter achado nada de especial (tanto que já nem me lembro da história). Não costumo ler romances históricos de cordel de um período tão antigo (highlanders e coisas do género) porque não costumo gostar. Mas este aqui cativou-me pela capa (já disse que sou capa influenciável?) e pelo o facto de parecer ter uma protagonista que é fogo. Mas não é bem assim.

 

Conn das Cem Batalhas (que é baseado num figura história real da Irlanda) uniu os clãs e tornou-se o rei supremo e dirige o Fianna, um conjunto de guerreiros excepcionais regidos por um código de honra. Uma alma do outro mundo anda a matar os seus guerreiros um a um e Conn decide ser ele próprio a vingar-se de criatura. O que acaba por encontrar é Gelina e a sua espada chamada vingança, uma guerreira à sua altura e dona de um feitio tão incendiário como o dele.

 

O que não se diz na sinopse é que Gelina no inicio da história é praticamente uma criança, apesar de ser um guerreiro excepcional e que acaba por desabrochar numa bela mulher. Ela e Conn passam mais tempo do livro a discutir e a provocar-se mutuamente, mas isso acaba por ser o que dá piada a história (e as constantes reviravoltas também). É claramente um livro que chamaria de "pipocas para o cérebro" - li esta expressão algures noutro blog, não me lembro qual - não é uma história muito consistente históricamente, mas como está sempre a acontecer alguma coisa não se perde o interesse. A relação deles acaba por se tornar muito igual a si mesma e a um certo ponto repetimos três ou quatro vezes o ciclo de não vivo sem ti, Gelina é acusada de algo ou eles discutem, ele fica furioso, ela foge/é presa/é castigada. A falta de confiança de Conn nela é percebida pelo inicio da história, mas isso torna a relação fraca, pois há mínima coisa ele duvida logo dela e eles não falam um com o outro, nunca resolvem os mal entendidos. É claro que tentei perceber o tempo histórico da narrativa para justificar certas atitudes dele, o que atenuou um pouco, pois se fosse num romance contemporâneo, Conn teria sido um protagonista que teria acabado por odiar pelo seu machismo e cabeça dura. Por fim, a partir do casamento a história entra num estado que me fez pensar "isto foi longe demais", mais valia mesmo a história ter ficado por ali. Uma palavra a uma personagem secundária, Nimbus, que foi para mim a mais interessante do livro. A classificação acaba por ser pelo Nimbus (mais valia mesmo que ela tivesse ficado com ele, tinha sido mais feliz) e por partes da história até ali.

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publicado às 19:50




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