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A papisa Joana

16.09.16

A Papisa Joana

Eu gosto de história e de romances históricos. Se juntar a tudo isto uma história que é uma lenda (não há provas suficientes da sua existência e a igreja nega que tal tenha acontecido) então temos um livro que promete ser muito interessante.

 

A história passa-se no séc. IX, uma época conturbada onde ainda não existiam definidos a maioria dos países europeus que conhecemos hoje. Joana nasce rapariga numa sociedade que vê as mulheres como seres inferiores destinadas apenas à reprodução e nada destinadas ao conhecimento. Mas esta criança filha de um pai fervorosamente religioso e obtuso tem uma facilidade de aprendizagem surpreendente e depressa percebe que se quer chegar a algum lado tem de arranjar maneira de ultrapassar as limitações do seu género e acaba por se disfarçar de rapaz. Esta escolha irá levá-la  a sítios onde nunca sonhou e tornar-se um dos papás mais polémicos da história da Igreja e que "desapareceu" dos registos: João (alguns dizem ser o VII).

 

Apesar de não conhecer bem historicamente o período em questão gostei da forma como a autora descreveu toda a sociedade e o período conturbado que se vivia na Europa, substancialmente na França e Itália que na altura ainda não eram conhecidas por esse nome. Para mim que sou uma mulher do século XXI, que tem praticamente os mesmos diretos que os homens, é estranho e até bastante revoltante certas crenças dos homens deste tempo (que por exemplo quando fosse a ressurreição de todos os homens as mulheres ressuscitariam como homens porque a mulher quanto à sua forma era impura e nunca poderia ser parte da ressurreição). Como esta, há diversas situações que puseram a minha veia de feminista em pulgas. 

 

Quanto a Joana é uma alma caridosa que não aceita as restrições que lhe são impostas e cede à sua fome de conhecimento. A sua natureza caridosa e gentil irá levá-la a Roma e dentro do circulo de poder que existe em volta do papa e da questão de quem será o seu sucessor. A história é nos apresentada não apenas do ponto de vista de Joana mas também de Gerardo, um líder de homens que Joana conhece desde jovem e de Anastácio, um homem que sempre ambicionou o papado e gosta muito de maquinações. Penso que a autora mistura muito bem factos reais com ficção e cria uma história que me cativou imenso, gostei muito da Joana, tendo existido ou não, o mundo seria um lugar melhor se existissem mais pessoas como ela.

 

No fim do livro há um esclarecimento em que autora explica o que é real e ficção e algumas provas que tem que pensa que ajudam a esclarecer que Joana talvez tenha existido.

Pope Joan La papessa

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publicado às 20:08




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