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Este é daquele género de livros que provoca no leitor um sentimento de revolta e impotência, pois passei metade do livro com aquela sensação de que querer entrar dentro da história e abraçar a Tori, dizer-lhe que estava tudo bem e que ela não era a culpada de tudo o que lhe estava a acontecer. 

 

A história é contada de duas perspectivas: se por um lado vemos uma Tori adulta que está a lidar com os últimos dias da sua mãe, noutro vemos a Antonietta, uma criança que foi alvo de abusos por parte do pai durante 8 anos. Se no inicio conhecemos uma Tori que se sentia amada e protegida enquanto o pai trabalhava longe, vamos assistindo ao longo do livro a perda da inocência de Tori, com os abusos físicos e psicológicos do pai e o silêncio da mãe que soube de tudo pela própria filha e nunca fez nada, ficando sempre do lado do marido até ao fim.

 

Costuma-se dizer que há pessoas que têm filhos e não mereciam ter e outras que não os conseguem ter dariam excelentes pais. Os pais de Tori são claramente o exemplo de quem não devia de ter filhos. Ele por ser o monstro que é (mete uma confusão desgraçada como alguém consegue ter prazer em violar uma criança, quanto mais quando é a própria filha) e a mãe por conseguir viver até ao fim ao lado do homem que ainda vê como aquele por quem se apaixonou, mas que viola a própria filha (mesmo após a implosão do caso ela no fim continua a idolatra-lo). Tori, que no fundo só queria sentir-se amada acaba por sofrer com os tormentos do pai, a indiferença da mãe e a repreensão pública da família e de todos da zona vive que a discriminam porque afinal ela esteve oito anos sem dizer nada, é mais culpada que o pai. Estas histórias dão raiva e pronto. No fim, a mãe de Tori vai sempre escolher o pai e o pai vai sempre escolher os seus vícios. 

Ne le dis pas à maman (Littérature & Documents) (French Edition)

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publicado às 20:08




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