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Os Bebés de Auschwitz

Esta é a história real de três mulheres que passaram por campos de concentração e fábricas nazis grávidas e conseguiram sobreviver ao holocausto em conjunto com os seus filhos recém nascidos. É a história de um povo que tentaram erradicar e de pessoas que tinham uma vida normal (e até rica) até que alguém achou que por causa de uma religião não eram mais humanos.

 

A primeira coisa que tenho para dizer é que é um livro muito intenso. Apesar de eu conhecer bem a temática em questão, ter visto documentários e filmes e ter lido milhares de páginas sobre o assunto, este livro conseguiu surpreender-me e marcar-me. Na maioria não contou nada que eu não soubesse já, mas há uma grande diferença entre obter informação de uma perspetiva documental e obter informação com uma relação emocional. Apesar de em certas partes o livro ser confuso (deixo de saber quem era a Anka, a Priska ou a Rachel e qual tinha passado por isto e aquilo) a história é deverás tocante e é impossível ficar indiferente.

 

Para nós que crescemos numa sociedade livre e com acesso é tudo, é impensável um pais europeu como a Alemanha ter sido capaz de tamanha atrocidade, mas o ódio é uma coisa poderosa. Ao longo dos séculos, os judeus foram perseguidos várias vezes: conhecidos como um povo inteligente e com bom olho para o comércio, em muitas sociedades eram donos de empresas ou pessoas ricas. Provavelmente esta seria muitas vezes a causa da perseguição, pois alguns consideravam que os judeus não pertenciam ao seu pais e que lhes estavam a retirar a riqueza. Mesmo no pós guerra, as atitudes anti-semitas continuaram presentes.

 

Mas voltado ao livro... é interessante ver a passagem de uma vida normal, ao gueto, aos campos de concentração e ver os últimos momentos da guerra para aqueles que tanto sofreram, bem como cada uma delas e os filhos lidaram com o seu passado. Acho bonito os filhos terem-se encontrado e decidido contar a história. É difícil falar mais sobre o livro sem contar a história toda, mas é inevitável não pensar o que eu teria feito naquele lugar: provavelmente tinha desistido. Também não consigo julgar quem sabia de tudo aquilo, o povo, que no seu coração era contra, mas que tinham medo de represálias: quem fizesse algo contra acabaria também nos campos de concentração, embora isso não tenha demovido uns quantos de ajudar sobre risco. Apenas condeno os guardas e as mentes por detrás daquela "solução final" macabra.

 

Recomendo a todos, porque mesmo quem não gosta de história deve conhecer este bocadinho tão trágico. As pessoas não podem deixar que o holocausto seja esquecido, para não corrermos o risco de repetirmos os erros do passado.

 

(Sem classificação, não consigo classificar obras biográficas, acho irrealista estar a dar uma nota à vida de uma pessoa.)

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publicado às 20:27


2 comentários

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De Anónimo a 10.01.2018 às 11:38

Tudo começou quando vi a reportagem que passou na televisão sobre este livro. Pouco depois estava a comprá-lo, a lê-lo e a comover-me!
Comecei a ler sobre este tema aos 16 anos. Hoje tenho 57 e continuo a indagar-me como foi possível?
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De Anna a 12.01.2018 às 20:31

É verdade! Quanto mais sei sobre o assunto, mais perplexa fico com a capacidade do homem de destruir! Obrigado pelo comentário.

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