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Ligeiramente Escandalosa (Bedwyn Saga, #3)

Quando comecei a ler este livro percebi que já tinha lido o outro lado da história: a história que parte o coração de Freiya, a jovem destemida que não gosta de jogar pelas regras. E para fugir ao felizes para sempre do seu amor, decide refugiar-se em Bath, mas depressa fica entediada. Até que aparece Joshua Moore, um marquês com um passado complicado, mas com a reputação de bom vivant. Uma relação que começa com ódio e entendimento mutuo acaba por resultar num falso noivado que vai ficar fora do controlo dos dois.

 

A relação acaba por ser divertida, contem discussões épicas e entendimentos interessantes. A história por detrás de Joshua também foi um bom fio condutor. Um par interessante, sem ser aborrecido, com personagens que não são bidimensionais, com vilões inteligentes mas que não são inatingíveis. A escrita é interessante, apesar de não ser surpreendente é boa o suficiente para ligar todos os pontos. Entre este e o outro livro que li desta série (da Morgan a irmã da Freiya) acho que gostei mais deste, porque com uma protagonista imprevisível como a Freiya, tudo pode acontecer.

 

Tenho a dizer que as duas prequelas desta série, acabam por ser melhores do que estes dois livros que já li (um é o livro que mencionei no inicio).

 

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publicado às 21:05

A cor da paixão

03.11.17

A Cor da Paixão

Acho que quase podia pegar numa opinião de um dos outros livros da Sveva que li durante este ano e fazer "copiar" e "colar". Os livros dela são bons, têm alma, mulheres sofridas e vividas com as quais é fácil sentir empatia. Uma mostra da cultura italiana, com palcos tensos como guerras, ditaduras ou revoltas, que acabam por afetar a heroína, mas que no fim se vai encontrar a ela própria.

 

Desta vez a protagonista é Liliana, uma menina que cresceu pobre, mas que com determinação e esforço tirou uma licenciatura em advocacia e se tornou uma mulher importante em Itália. Filha de um homem amante das lutas dos operários, as greves e as desigualdades laborais são uma constante no livro, quer pela parte das que enfrenta, quer pela sua própria luta por se afirmar numa sociedade que ainda vê as mulheres como donas de casa.

 

Acaba por ser um livro tão bom como os outros todos que li da autora, que se devoram a si mesmos, mas sem nunca se destacar, porque afinal todas as histórias parecem semelhantes entre si. E não tenho muito mais a dizer sem ser redundante.

 

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publicado às 20:29

Peripécias do Coração (Bridgertons, #2)

Confesso que esta foi uma segunda leitura (ou mais para uma terceira) visto que fiz a leitura deste livro, ainda em inglês, à muitos anos. Por isso não há o fator novidade, mas como não deixa de ser um livro da Julia Quinn e da minha família preferida, vale sempre a pena recordar.

 

Este é o segundo livro dos Bridgertons, o do Anthony, o irmão mais velho e o que foi mais afetado pela morte do pai (ao ponto de acreditar que vai ter o mesmo destino). Assim decide que quer casar com uma mulher bonita, mas por quem não corra o risco de se apaixonar. A escolha recai sobre Edwina, a bela da temporada, mas os planos de Anthony complicam-se quando para conquistar a moça vai ter de também conquistar a sua irritante irmã mais velha, Kate.

 

Para a maioria dos fãs da série este é um dos preferidos. Apesar de gostar, a Kate e o Anthony não são o meu casal preferido da série, ficariam por um honroso quarto ou quinto lugar, apesar de gostar da história deles e de me divertir muito com as suas discussões, senti sempre que faltava qualquer coisa, talvez por o livro ser muito previsível e com menos suspense e reviravoltas dramáticas que os que gosto mais. Este livro acaba por ter algumas cenas clássicas da série que por vezes são mencionadas noutros livros, como o jogo em que os Bridgertons se transformam de uma familia amigável em terriveis bestas com muito mau perder ou alguns episódios do Newton (o cão da Kate).

 

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publicado às 20:26

O Segredo da Minha Irmã (Riley MacPherson, #1)

Diane Chamberlain foi uma autora que me surpreendeu quando li este livro dela. Tinha mistério, drama e relações humanas e foi escrito de uma forma que me prendeu até a última página, portanto estava muito entusiasmada quando outro livro dela veio para às minhas mãos.

 

Riley é uma moça que se vê quase só no mundo com o falecimento do pai, pois fica apenas com o irmão Danny que sofre de stress pós traumático causado pela guerra e se afasta constantemente dela. Sentindo falta da família que perdeu, Riley tem de tratar da herança do pai e decide voltar às origens para se desfazer dos bens. Mas à medida que vai remexendo no passado Riley acaba por descobrir que pode ser adotada e que a irmã que sempre pensou que se tinha suicidado por uma depressão esteve envolvida num homicídio.

 

Eu confesso que é muito fácil ser empatia com a Riley, sou muito ligada à minha família e para mim foi fácil imaginar como seria se fosse,a pouco e pouco, ficando sozinha e com muitas questões. à medida que remexe nas coisas dos pais, Riley descobre que uma parte da sua vida foi uma mentira, e embora para mim fosse óbvio o que aconteceu à Lisa e todo o drama à sua volta, a história não deixa de estar escrita de forma intrigante e sedutora, com personagens que por vezes são vilões outras vezes aliados. Recomendo a quem gosta de um bom drama familiar.

 

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publicado às 22:54

Onde o desejo se esconde (D.C. Detectives, #2)

A protagonista da história é Grace, uma escritora famosa de policiais, que quando vai visitar a irmã que passa por dificuldades e trabalha para uma empresa que fornece sexo por telefone, se vê envolvida numa série de assassinatos que envolvem as funcionárias desta empresa.

 

Uma fórmula da Nora Roberts que comigo resulta é sem dúvida meter algum mistério pelo meio e quase que relegar o romance para segundo plano: os livros que começam assim são quase sempre os meus preferidos desta autora. E este livro tem os ingredientes certos: uma profissão que desperta a curiosidade do leitor, um assassino maníaco e com uma visão bastante perturbadora da realidade e um casal interessante, embora o romance à volta de tudo o resto acabe por ser o menos intenso. Confesso que a primeira vitima me surpreendeu, pois a sinopse não dava a entender quem seria e fiquei triste, pois já tinha começado a sentir empatia pela personagem que poderia por si só ter um romance sozinha com uma bela história por contar: acho que me identifiquei com a parte controlada e maniaca da perfeição da personagem, também sofro desse pau de dois bicos.

 

O assassino é louco, mas acaba por retratar alguns temas interessantes: a obsessão pelo poder e a certeza que as vezes os pais têm de porque os filhos têm boas notas podem passar o tempo todo fechados no quarto porque não se passa nada de estranho com eles. Como é difícil conseguir perceber, nos sonhos e expectativas que temos para os filhos, que alguma coisa está errado e como tentamos justificar tudo. As vitimas são ricas e diversas e cada uma tem os seus motivos para trabalhar neste ramo e isso acaba por também ser uma perspetiva diferente.

 

Gostei, foi diferente, uma história nova em que se viu uma realidade diferente.

 

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publicado às 14:53

Rainha vermelha

12.08.17

A Rainha Vermelha (A Rainha Vermelha, #1)

Numa sociedade em que a cor do sangue vale tudo, neste livro é nos apresentado a história de um mundo onde vivem vermelhos e prateados. Os vermelhos são os escravos enquanto que os prateados que têm poderes especiais são os seus carrascos. Mare é uma ladra vermelha que cresceu numa família pobre e que sabe que quando fizer 18 anos irá para a guerra. Mas uma volta do destino faz com que algo aconteça: Mare é vermelha, mas tem poderes de prateados e num acidente, acaba por revelar isso ao mundo. As consequências: para abafar o escândalo, fazem-na passar por prateada e fica noiva de um príncipe.

 

Confesso que toda a coisa de ficar noiva de um príncipe porque é uma ameaça, mas querem usá-la para apaziguar os vermelhos é uma coisa que não me assiste muito bem. Deve de ser um estratégia muito à frente, pois diria que com a personalidade daquela família real transformavam na num robô que controlavam a mente ou matavam na para não ser uma ameaça.Tirando isso, este é um mundo utópico com injustiças e grandes diferenças sociais que Mare acaba por contar muito bem dos dois lados da moeda. Ela é ingénua e como ela própria diz quase no final do livro, tudo aquilo estava destinado a tragédia. 

 

No mundo prateado os dois aliados improváveis de Mare acabam por ser os príncipes: Cal, aquele pelo qual se sente realmente atraída, mas que é uma máquina assassina prateada e Maven, o seu noivo, que partilha as mesmas crenças que ela e acaba por ser o seu melhor amigo. Houve uma altura do livro que para mim não fazia sentido ela ficar com nenhum.

 

A reviravolta que acontece no livro não me surpreendeu de todo: estava à espera de algo parecido desde o primeiro instante. O mau da fita era demasiado perfeito e eu desconfio sempre de pessoas demasiado perfeitas e custa-me acreditar como Mare acreditou que o amor lhe valeria a revolução, é demasiado ingénuo da parte dela.

 

A parte final do livro é intensa, e por ela subo a escala do livro para 3,5 estrelas, dai dar 4 em vez de 3. Tenciono ler os próximos entretanto, fiquei curiosa com o que vem a seguir e apesar de alguns pontos, gostei do livro, está bem escrito e tem uma boa história para contar. Curiosa para ver a adaptação cinematográfica que vai dar.

 

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publicado às 09:33

O Covil dos Lobos (Blackthorn & Grim, #3)

Na continuação desta história que já vem daqui e daqui, encontramos de novo Blackthro e Grim na sua quinta, à espera de novas aventuras e pedidos de ajuda. Desta vez entram também a voz de Cara, a filha do proprietário de Vale de Lobos, que gosta mais de falar com pássaros do que com pessoas, e a voz de Bardan, um homem que foi "raptado" pelos Encantados e ficou doido, mas é o único que sabe construir uma Casa da Madeira de Dentro, algo que o pai de Cara quer muito. Balckthorm cruza-se com Cara e Grim com Bardan, mas ao mesmo tempo a vingança contra Mathuin ganha novos contornos.

 

Um livro que não me surpreendeu muito, mas que atou todas as pontas soltas e deu o final desejado e óbvio. Ninguém escreve tão bem este género de histórias como a Juliet e embora a Blackthorn e o Grim não sejam as minhas personagens favoritas, gostei desta mudança no estilo dos protagonistas em relação às outras séries da autora. Apenas gostava que me tivesse conseguido surpreender mais. A história da Cara é gira, mas mais uma vez óbvia, gostava de saber mais sobre o que veio a seguir: a relação dela com aqueles dois homens e para como foi a sua adaptação à sua nova vida.

 

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publicado às 09:20

Acidente

02.08.17

Acidente

No inicio conhecemos a vida perfeita de Page: o marido perfeito, a filha linda, o filho amoroso e a sua dedicação de ser mãe e de pintar paredes para a escola dos filhos. Tudo é brilhante e maravilhoso. Até que um dia há um acidente e afinal o marido é ausente, a filha luta pela vida, o filho ressente-se e a própria Page já não sabe quem é nem o que sente.

 

O inicio é irritante, estive quase para larga o livro ao fim de umas páginas lidas, lá está, era tudo perfeito. Até que uma mentira de Allyson se acaba por transformar num acidente em que morre um jovem, a própria Allyson fica entre a vida e morte e a melhor amiga Chloe fica fisicamente afetada. E ai o livro torna-se real: fala da dor de uma mãe, da ausência de um pai mais preocupado com a amante, da tristeza de um filho que vê o seu mundo ruir. Há momentos críticos, momentos em que se perde a esperança, mas também há bons momentos. Acho que acaba por ser um livro bom por falar de temas importantes: o alcoolismo, os danos colaterais de um ato irresponsável, o fim de um casamento e a luta pela vida. Acabei por gostar bastante do livro.

 

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publicado às 21:28

O grito do corvo

31.07.17

O Grito do Corvo (Crónicas da Terra e do Mar, #3)

Na continuação das Crónicas da Terra e do Mar, depois da tempestade, o Rouxinol fica em maus lençóis ao mesmo tempo que se descobre como Corvo reage à mentira de Leonor. Mas o eterno inimigo de Leonor, Tomás Rebelo, está mais próximo dela do que ela pensa.

 

Fiquei com sentimentos ambíguos em relação a este livro, que honestamente acho que ficou atrás do anterior. E penso que não se justificava a existência deste livro, bastava por mais três ou quatro capítulos no anterior. Embora consigo perceber o porquê desta opção: eu própria me queixei, no fim da última saga da autora, que gostava de ter visto mais do felizes para sempre do Lysander e da Kelda, portanto, neste livro, ai a meio, as grandes questões não românticas estão resolvidas. A partir dai, temos apenas a adaptação de Leonor à nova família e a teimosia de Corvo. Mas lá se entendem e têm o merecido felizes para sempre durante alguns capítulos. Desvantagem: como todas as questões centrais são resolvidas cedo, e apesar de ter gostado de conhecer mais da relação deles, não houve aquela chama que me costuma fazer devorar os livros desta autora, porque os grandes mistérios estavam quase todos resolvidos. 

 

Tirando tudo isto, gostei das personagens surpresa que aparecem quase no fim e sobretudo do final, que fez uma ligação com a história real da descoberta das ilhas das Flores e do Corvo e penso que foi muito original e bem conseguido. Claro que no fim fiquei com nostálgia e com saudades das personagens, sem dúvida que queria mais desta saga, que supostamente ficou por aqui. E apesar de ter atado todos os nós, penso que se um dia a autora decidir continuar com esta aventura, existe muito por onde pegar.

 

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publicado às 21:42

Filhos do Vento e do Mar (Crónicas da Terra e do Mar, #2)

Depois de muitos anos de espera, saíram finalmente os dois últimos livros das crónicas da terra e do mar. Como já não me lembrava muito bem da história e o primeiro livro não me tinha causado o mesmo impacto dos outros livros da autora, demorei algum tempo até continuar com esta aventura, apesar de nunca me ter passado pela cabeça deixar a história a meio, faltava apenas acordar o bichinho da leitura.

 

Como de costume, o livro anterior deixou um limbo, em que Leonor e Guida encontravam-se no barco do infame pirata Corvo e em que Leonor descobre quem é o pai e se faz passar por um rapaz. Neste livro, em que a ação se passa toda a bordo do Rouxinol, vemos Leo transformar-se de fidalga num marinheiro, levando o seu embuste com relativo sucesso. Ao mesmo tempo que Leo cria amizade com os piratas que desprezava, uma estranha relação de amizade/ódio surge entre ela e o capitão e vai-se conhecendo a pouco e pouco mais sobre o Açor e o Corvo. Nos entre tantos, Guida apaixona-se por um membro da tripulação e põe o disfarce de Leonor em perigo.

 

Ao inicio custou-me a entrar no ritmo, já não me lembrava de algumas coisas do primeiro livro e não estava com espírito para o reler antes de começar este. Mas à medida que fui relembrando, que vi Leo passar de uma menina mimada a uma jovem marinheira corajosa, comecei a sentir uma ligação maior com ela e com a maioria da tripulação do Rouxinol e um ponto muito bom deste livro é que consegue fazer-nos sentir como se estivéssemos mesmo lá. As personagens são coloridas e preenchidas e a partir de meio do livro, já me sentia completamente imersa nele. Tenho de dizer que gostei mais deste que do primeiro devido a ação não estar tão dispersa e ao amadurecimento das personagens. O fim, apesar de não ser tão caótico como a autora nos habituo-o noutros livros, deixou uma grande interrogação que me vai fazer ir a correr comprar o terceiro livro: Corvo descobriu a identidade de Leonor.

 

Para quem gosta de fantasia com romance e um pouco de história, tudo made in Portugal, os livros de Sandra Carvalho são um bom petisco.

 

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publicado às 14:58



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