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Roma, 40 d.C.

01.02.17

Roma 40 d.C.

Gostei mesmo deste livro e passei quase todo o tempo que o li a achar que seria o meu primeiro livro de 2017 com 5 estrelas, mas como a história perde um pouco o fôlego na parte final, acabou por descer para 4 estrelas extremamente positivas!

 

Passado na Roma Antiga, no tempo do Imperador Calígula (conhecido sádico), este livro conta a história de Marco Quinto Rufo, um dos poucos homens em quem o Imperador confia e que está encarregue de o proteger de todos os que conspiram contra a sua vida, e Livia, uma jovem caída em desgraça mas dona de uma beleza estonteante. Ao vê-la Marco sente que a tem de ter e acaba por rapta-la num acesso de loucura, mas nem ele podia medir as consequências dessa sua atitude.

 

Ao inicio estava com medo de não gostar de Marco: ele é descrito como um homem duro e implacável, mesmo incluído a contextualização histórica, mas confesso que apesar do rapto, que depois se arrepende, acaba por se revelar uma personagem que me cativou, naquela onda de se amas realmente uma coisa tens de a deixar ser livre. Livia tem uma personalidade muito forte e é essa personalidade que dá muita garra a história, embora por vezes tivesse vontade de lhe dar com alguma coisa na cabeça, por ser tão teimosa e cega. A descrição histórica está interessante, nunca tinha lido um livro deste período com um romance deste género incluído, era sempre mais numa perspetiva real, mas salientou traços interessantes de Roma, como o poder absoluto do imperador, as intrigas do senado e o fascínio dos romanos por piscinas, termas, enfim, tudo o que inclua passarem muito tempo no banho.

 

Um livro interessante para quem gosta de história sem ser demasiado descritiva e para quem gosta de um romance histórico calliente com muitas lutas e soldados romanos musculados... enfim a história é muito mais que isso, mas não faz mal a ninguém ter uma imaginação fértil.

 

Roma 40 d.C. Destino d'amore (Italian Edition)

Update: mudei mesmo para cinco estrelas, qualquer livro que me faz pensar nele ao longo de uma semana depois de terminado, merece 5 estrelas.

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publicado às 19:56

Os Bridgerton Felizes Para Sempre (Bridgertons, #1.5-8.5; 9.5)

A melhor maneira de terminar um bela coletânea de livros é com um livro que tem um pouco de todos os livros e ainda um pouco mais sobre a matriarca da família que me trouxe tão bons momentos. Após oito livros de romance, companheirismo entre irmãos e muita gargalhada, este felizes para sempre trás um segundo epilogo para cada um dos livros. Se nalguns resolve questões que ficaram pendentes, noutros conta-nos o felizes para sempre de personagens de outros livros e mesmo os livros que não foram os melhores tiveram epilogos interessantes (e num caso quase melhor que o livro). Não há muito a dizer, quem é fã da série vai adorar e ficar com uma ponta de nostalgia, porque desta vez é que acabou mesmo (embora a nova série da Julia Quinn seja sobre as irmãs do Edmund, o pai falecido desta prole, ansiosa!).

The Bridgertons: Happily Ever After (Bridgertons, #1.5-8.5; 9.5) The Bridgertons: Happily Ever After (Bridgertons, #9)

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publicado às 20:16

Maldito Karma

02.11.16

Maldito Karma

Eu gosto de acreditar no conceito de karma: que a vida nos devolve aquilo que lhe damos. E embora na realidade a vida não seja bem assim, é bom ás vezes sentir que uma boa ação é retribuída. Quando é uma má ação, a história já não tem tanta piada.

 

Kim Lange é bastante bem sucedida profissionalmente: é uma apresentadora de sucesso da televisão alemã. Mas para chegar a esse posto ela pisou umas quantas pessoas, humilhou outras quantas e afastou-se da filha e do marido, acabando mesmo por trair este último. Mas a vida (ou morte) de Kim muda tudo e ela é atingida por um urinol de uma estação russa e reencarna numa formiga porque acumulou demasiado mau karma durante a vida e agora tem de se redimir.

 

A melhor maneira de descrever este livro é como sendo uma lufada de ar fresco: irónico e com sentido de humor, as aventuras de Kim enquanto vários animais fizeram-me rir, muito mesmo. E embora ela ás vezes fosse irritante, pareceu-me uma personagem bastante real e com uma mudança verdadeira. E sem esquecer o seu companheiro de aventuras, o boémio Casanova (sim, aquele do séc XVIII, que era um grande sedutor). O fim é previsível, mas satisfatório e confesso que fiquei com um fraquinho por pela versão de que após a morte cada pessoa é julgada pela religião em que acreditou em vida, sendo que os ateus são julgados por Buda (e a imagem de Jesus, Buda e Odin a tomar café que se formou com esta descrição). Esta realidade faria para mim todo o sentido.

Maldito karma

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publicado às 20:39

A Bela e o Vilão (Bridgertons, #6)

Adoro um romance lento e fofinho e confesso que não resisto a um moço que é apaixonado por ela desde que a conheceu, mas como ela é mulher do primo dele tenta disfarçar por tudo com a reputação dum bon vivant. A probabilidade de isto acontecer na realidade: muito baixa, mas sabe bem ler livros assim.

 

Michael é apaixonado por Francesca desde que a conheceu. O problema? Ela casaria dentro de algumas horas com o seu primo que é o seu melhor amigo. De modo a curar um coração partido acaba por se tornar num jovem libertino ao mesmo tempo que é se torna um bom amigo também de Francesca (embora isso lhe parta o coração). Mas as coisas mudam e Francesca fica livre, deixando Michael preso num dilema. A sinopse original do livro é muito mais gira que o meu resumo.

 

Gostei muito do Michael e da Francesca, daquele quero-te tanto mas também valorizo a amizade. O romance anda em lume brando quase todo o livro e até digo que é dado mais protagonismo a Michael que a Francesca, visto que ele tem todos aqueles antecedentes de gostar logo dela. Gostei da forma como eles encontraram a paz no seu amor e acabaram com os dilemas, gostei quando ele foge dela porque não consegue ser o amigo que ela precisa naquele momento e o reencontro deles, em que acabam por finalmente se conhecer bem. Gostei que a Francesca fosse diferente dos seus irmãos, sendo mais reservada e menos exuberante o que a acaba por torná-la bastante única. Mas é pena ter pouco protagonismo dos outros irmãos Bridgerton (com exceção de Colin, há referências aos outros e a eventos dos outros livros que ocorrem em simultâneo com este (A grande revelação e Para Sir Philip, com amor)). 

When He Was Wicked (Bridgertons, #6) El corazón de una Bridgerton O Conde Enfeitiçado (Bridgertons, #6)

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publicado às 20:53

One Night of Scandal (The Fairleigh Sisters)

A uns tempos falei do primeiro livro de uma série sobre as irmãs Farleigh que me provocou um sentimento de amor à segunda vista (porque à primeira vista não correu bem). Como fiquei tão curiosa pela história da Carlota Anne Farleigh, outrora uma criança endiabrada mas adorável e que se tornou numa jovem adorável e com tendência para se meter em sarilhos (à coisas que não mudam com a idade). Na noite do seu baile de apresentação à sociedade Lottie não resiste a ir espreitar a casa vizinha que foi alugada ao infame marquês assassino. O problema é que o marquês a apanha em flagrante e Lottie acaba por perceber que ele não é assim tão assustador e que até beija bem. Mas os dois acabam por se ver numa situação em que a reputação de Lottie ficou danificada e acabam por casar, um casamento que nenhum dos dois quer.

 

Uma das principais criticas a este livro era sobre Hayden, pois o marquês assassino era demasiado frio e o romance demasiado lento. Como prefiro romances lentos e não daqueles que no fim do primeiro capitulo já estão na cama (ou normalmente noutro sitio muito menos confortável) honestamente gostei do Hayden, um homem atormentado por um passado complicado e que vai pouco a pouco sarando as suas feridas graças a Lottie e a Allegra. Lottie que começa como uma jovem mimada acaba por crescer sobretudo quando se depara com Allegra e a tem de a ajudar a voltar a viver, o que a tornou uma personagem com uma evolução interessante. O romance entre os dois passa rapidamente de muito quente a muito frio e os mistérios que envolvem Hayden apesar de previsíveis acabam por aliciar a leitura. Uma das minhas cenas preferidas é sem dúvida quando Lottie mostra a Allegra porque ela era considerada um diabrete em criança e Hayden entra desesperado no quarto onde estão as duas (mandando a porta abaixo) tentando perceber se aconteceu alguma coisa. Confesso que o que tornou Hayden para mim irresistível enquanto protagonista masculino foi o facto de apesar de ser desligado e frio por vezes deixar cair a máscara e mostrar que se preocupa e que Lottie é importante para ele. Por fim, a derradeira prova de amor de Lottie para com Hayden mostra que a jovem mimada que só pensava nela se tornou definitivamente numa mulher apaixonada que se preocupa mais com os outros.

 

Simplesmente adorei, adorei os protagonistas, a Allegra, rever algumas personagens do primeiro livro como o Sterling, a Laura, a Diana, o George ou a Cookie. A história é intensa, o romance é lento, mas com uns picos quentes e literalmente devorei este livro e ele não me saia da cabeça quando não o estava a ler.

One Night Of Scandal (Fairleigh Sisters, #2)

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publicado às 20:56

Tentação Perfeita (Wallflowers, #5)

Não vinha com perspectivas muitos grandes para este aqui, pois apesar de já ter lido quase todos os outros livros da série Wallflowers e ter gostado muito de metade deles, como se tratava da história de um Bowman (e os livros com algum Bowman como protagonista foram os que gostei menos) estava a espera que este fosse pelo mesmo caminho. Não foi.

 

Rafael Bowman é irmão de Lilian e Daisy Bowman, protagonistas de outros dois livros e membros das encalhadas, quatro jovens da Inglaterra do séc. XIX que cansadas de serem delegadas para os cantos do mercado matrimonial, resolveram juntar-se e formar uma amizade invulgar ao mesmo tempo que se ajudavam mutuamente. Como ao longo dos quatro livros da série todas tiveram os seus felizes para sempre, este livro vem mostrar um pouco mais destas quatro jovens ao mesmo tempo que nos trás a relação entre Rafael e Natalie, ele filho de um industrial americano sem sangue azul e ela de uma família aristocrata. Rafael tem os modos frontais e sem papás na língua mais típicos dos americanos que já as suas irmãs tinham mostrado nos outros livros e Natalie é uma típica rosa inglesa de não me toquem se não quebro.

 

Se querem ler o livro e ainda não leram, parem por aqui a leitura deste post para eu não vos estragar uma surpresa agradável.

 

A grande surpresa da história é que o verdadeiro interesse da história não vai ser Natalie, mas sim Hannah a sua dama de companhia. E ainda bem, apesar de bem intencionada, Natalie é um pouco egoísta e mimada, enquanto Hannah é uma sonhadora que adora contar histórias a crianças ou subir a árvores de Natal para recuperar capachinhos e não tem problemas nenhuns em dizer na cara de Rafael o que pensa dele. Aliás, a história lembrou-me um pouco o livro Amor e Enganos da Julia Quinn (que simplesmente adoro) nomeadamente da parte da paixão por uma pessoa considerada socialmente inferior (embora na prática Rafe não tivesse sangue azul, o pai queria que ele casasse com alguém importante e usou algumas artimanhas para isso). Adorei as faíscas que estes dois fizeram desde o inicio do livro, o modo como Rafe andava sempre a provocá-la daquela maneira meio irreverente ao mesmo tempo que a Hannah lhe responde sempre à letra. Depois o romance sem sal entre o Rafe e a Natalie em contraste com as faíscas que deita quando está perto da Hannah. E ainda a carta que ele lhe escreve, senhores, até fiquei com calores, fofinha, adorável e sensual. Adorei mesmo o livro e a história, que apesar de não ser nada de muito original, cativou-me, prendeu-me e não larguei o livro enquanto não o li, fazendo com que passa-se directamente para o livro favorito desta série. Não é que o melhor ficou mesmo para o fim? E sabe bem finalmente ter lido um livro novo que recebe 5 estrelas em 2016! (Pena só ser em Julho!).

A Wallflower Christmas (Wallflowers, #5) A Wallflower Christmas (Wallflowers, #5)

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publicado às 22:38

A luz das runas

08.05.15

Eu comecei a ler esta série por causa deste livro. Estava em promoção, tinha uma capa linda e um sinopse interessante. Ás vezes ouço que não se consegue comprar bons livros a preços baixos, mas este é claramente a prova que sim, há histórias fantásticas a preços baixos.

 

Passaram três anos desde o fim do primeiro livro, A Marca das Runas, e o Fim do Mundo sem a Ordem que ditava as regras é na realidade um lugar bem pior para se viver. Maggie Rede perdeu toda a sua família no últimos três anos e agora a sua única companhia são os livros deixados para trás e o sonho da Limpeza que virá com o Apocalipse. No outro lado, temos Maddie Smith de volta a casa, com os deuses atrás (e que lançam um pouco o caos por todo o lado). Loki voltou para a Colina do Cavalo Vermelho, após tentar, durante algum tempo viver com os outros (o que acabou com os outros deuses todos a persegui-lo (oh a surpresa!)) e entretêm-se a combater efémeros (seres estranhos e irreais) cada vez mais perigosos que vão saindo do brecha do Sonho deixada no último livro. Até que há uma nova profecia que diz que o apocalipse vai acontecer no Fim do Mundo dentro de 12 dias.

 

Na versão resumida deste livro posso dizer que o adorei. É como pegar no primeiro  livro e fazer uma versão bem melhorada dele. Maddie e Maggie (sim, durante os primeiros capítulos do livro confundia os nomes delas) têm 17 anos, logo toda a história acaba por ter uma perspectiva mais madura (no primeiro livro Maddie tinha 14 anos). Loki está igual a si mesmo, mas digo que neste livro ele se esmera (a cena da Rainha dos Porcos e companhia é simplesmente hilariante). Nos últimos anos têm havido imensas versões de Loki em literatura e no cinema, mas tenho de admitir que a desta série é sem dúvida a minha preferida. E não, ele não é bom, muito pelo contrário, apesar de ser bastante divertido, é um autentico mentiroso, trapaceiro e egoísta. Mas é impossível não gostar dele.

 

Há amor no livro, ao contrário do anterior, mas não é um amor verdadeiro ou explicito. É mais como uma parte da história necessária para tudo o resto. Por fim, a nota de personagem mais "estúpida que nem uma porta": Maggie. Aquela moça deixou-me com os cabelos em pé! Achava que era tão esperta e inteligente e foi tão enganada, teve tantas vezes a verdade à frente do nariz e insistia! Como diria a minha mãe, as mulheres apaixonadas são mesmo cegas. Mas dou-lhe o desconto de estar isolada, de ser um alvo carente de amor e fácil. A reviravolta que ela tem no final em que de repente já quer ajudar não foi muito credível, mas ela efectivamente tinha de ter algum papel positivo naquela confusão toda. Outro ponto que não gostei foi do facto da Maddie em certa altura do livro praticamente desaparecer da história. Devia de lhe ter sido dado mais protagonismo, par a par com a Maggie e o Loki.

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publicado às 21:37

Procuro-te

07.02.15

 

Depois de já ter lido dois livros de Lesley Pearce já estava à espera de um livro bom, mas com muito drama e um final melancólico. Procura-te foi para mim completamente diferente do que estava à espera.

 

Na história conhecemos Daisy, que sempre soube que foi adoptada, mas com a morte da mãe adoptiva e a pedido desta resolve procurar a verdadeira mãe, Ellen. Temos então uma história dividida em duas fases: a história de Daisy e a história de Ellen e Joise a sua irmã, que cresceram numa quinta pobre no Connecticut.

 

 

Confesso que em termos de protagonistas tive mais empatia tanto com Ellen como com Joise, apesar de as três terem em base uma personalidade comum (e um cabelo ruivo, portanto não percebo o facto da moça da capa do livro ser loira, mas adiante). Daisy parece-me ser um pouco estouvada e irresponsável e não gosto da forma como ela trata Joel em quase todo o livro (num momento está farta dele, no outro é o amor da vida dela, é uma relação que não tem grande base - possivelmente devido ao facto de ter pouco protagonismo no livro). Aliás, no final do livro sinto que conhecia mais Ellen e Joise que Daisy, porque consegui realmente perceber como elas eram em crianças e como elas se tornaram aquela espécie de adultas e as escolhas que fizeram. É claro que fiquei triste com o rumo que Joise tomou, mas era palpável que ela foi sobretudo uma vitima das circunstancias da vida e da mãe.

 

O livro é dramático mas acaba por ter um final justo e feliz, o que para mim o diferencia dos outros dois livros que li e dai a nota superior. E ao contrário dos outros tenciono um dia relê-lo.

 

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publicado às 14:55

 

 

É quase impossível não ter ouvido falar do Se eu ficar, de Gayle Forman, visto que até já teve adaptação cinematográfica (a qual ainda não vi). A história de uma jovem que perde toda a sua família num acidente de carro e fica em coma fisicamente enquanto o seu espírito se encontra num limbo a decidir se vale a pena viver sem as pessoas mais importantes da sua vida. E enquanto está neste estado Mia leva-nos a conhecer o seu passado, o seu amor pelo violoncelo e a sua relação com Adam, um rockeiro que nada tem a ver com ela, mas que ao mesmo tempo tudo entre eles é tão certo.

 

É um livro tocante, que nos faz chorar e rir ao mesmo tempo. A vida de Mia foi muito bem vivida e cheia de bons momentos e a dor imensa que sente ao ver que os seus pais e o seu pequeno irmão partiram é demasiado forte para querer continuar a viver. Mas depois há Adam, Kim e os avós, que lutam por ela e que querem que ela fique. É interessante como este livro aborda de uma forma especial um dos maiores medos humanos e em especial a forma como apresente o limbo que nos encontramos quando estamos em coma (de forma ficcional). A escrita é simples e é muito fácil de sentir empatia por Mia, acabando por repassar a sua angustia para o leitor e sobretudo a fazer-nos pensar "o que faria eu no lugar dela?".

 

É claro que com o final meio ambíguo do Se eu ficar tinha também de ler a continuação, Espera por mim, que se passa três anos após o fim do primeiro livro. Este é escrito na perspectiva de Adam que actualmente é um rockeiro famoso mas à beira da auto destruição e o preço que ele pagou para cumprir a promessa que fez a Mia no livro anterior. Não é tão forte como o seu antecessor, mas dá uma perspectiva diferente também do primeiro livro pelos flashbacks de Adam. Neste livro Adam e Mia reencontram-se em Nova Iorque, e tem apenas uma noite para esclarecer todos os mal entendidos entre eles e entender o verdadeiro motivo porque se separaram. É uma espécie de catarse do livro anterior e sobretudo mostra como hoje os protagonistas lidam com as consequências do acidente. É talvez um livro menos intenso e mais romanceado sobretudo porque ambos estão a alcançar sucesso na música e como tudo o que lhes aconteceu se tornou na sua musa, dando-lhe um ar mais hollywoodesco e menos forte, mas para mim enquanto leitora era necessário dar um final à história deles.

 

Dois livro pequeninos mas que recomendo vivamente a toda a gente de todas as idades.

 

Classificação Se eu ficar: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

 Classificação Espera por mim: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

 

 

 

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publicado às 17:43

A Voz

10.07.14

 

 

Ai Juliet, só tu para torceres o meu coração aos bocadinhos e arranjares livros para me deixarem tão viciada que não consigo para enquanto não os tiver lido de fio a pavio. A Voz é o livro final da trilogia Shadowfell. Ou seja o livro onde vai haver o auge que é, a revolta dos rebeldes contra a tirania do rei Keldec. Confesso que um livro que parecia ser o epicentro de tudo é na sua maioria até quase ao dia do Solstício de Verão bastante calmo. Nessa fase não tem cenas tão chocantes como os anteriores. É claro que há sempre situações de partir o coração, mas confesso que estava a espera de pior, no sentido, mais violência.

 

Aliás, olhando para o tamanho do livro quase dá que pensar em como tão poucas páginas Neryn tem de visitar dois Guardiães e ir para a Fortaleza de Verão. É claro que não vai ser bem assim. Juliet mais uma vez troca-nos as voltas, e sobretudo mete a Neryn e o Flint no mesmo espaço físico (que foi uma coisa que muito senti falta no livro anterior). Mas é melhor não começar aos pulinhos de alegria que eles mal que se vão ver e nada de situações românticas (acho que romance mesmo, só no ultimo capitulo). E claro que o que acontece ao Flint partiu-me o coração aos bocadinhos, mas pronto, nada a fazer. Por fim, o auge é o dia do Solstício de Verão, o grande dia. Não posso dizer como termina, mas no dia anterior e na manhã do próprio dia acho que estava tão ansiosa como a Neryn.

 

E pronto, leiam Juliet Marillier, a senhora tem realmente um dom para quem gosta de aventuras sobrenaturais, mas com um toque único e perfeito. E fico a aguardar pelo próximo livro da escritora, ansiosamente (talvez seja este aqui ). Ah e a capa da edição portuguesa é linda. Tenho gostado imenso das capas que a Planeta tem escolhido.

 

 

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publicado às 20:51



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