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Os Muitos Nomes do Amor

Neste livro é nos apresentada a história de Smitty, uma mulher negra que foi adotada por pais brancos. Apesar de ter sido criada cheia de amor e carinho, a vida de Smitty não deixou de ter de lidar com o racismo dentro da própria família e a relação complexa com a mãe. Smitty sempre quis descobrir quem eram os seus pais biológicos e porque foi abandonada e só não o fez ainda devido ao pânico que a mãe adotiva sente de que ela a troque pela família biológica. Mas a vida surpreende-a quando se depara sem querer com a descoberta da sua verdadeira história. Esta sinopse parece-me mais verdadeira que a oficial, que sub entende que Smitty procura os pais, mas ela não procura, apesar de pensar muito nisso.

 

Foi me fácil sentir empatia com a Clemency (Smitty para os amigos) e com os dramas que a rodeiam: a familia biológica, a relação com a mãe, a prima obsessiva, o fim de uma relação e uma mudança de vida. Claro que estes dramas atraem novos dramas, mas isso seria revelar demasiado da história. Coisas que não gostei: tive alguma dificuldade em compreender o motivo que levou a Smitty a terminar a relação, honestamente acho que foi totalmente excessivo e passei todo o livro a fazer figas para que se entendessem de novo, há flashbacks da relação e é simplesmente adorável, mas há um triângulo amoroso portanto não digo para onde pende o resultado. Há ainda a história que é logo apresentada no primeiro capitulo que me deixou sem saber o que pensar: se por um lado percebo porque ela o faz outro lado meu não consegue perceber porque o faz por uma desconhecida que contribuiu muito para que a Smitty fosse abandonada em bebé. 

 

É um livro de temas fortes, princípios e fins, muito drama, mas escrito de forma intensa como a autora já tinha habituado noutras obras. O titulo não me faz muito sentido, mas já sabe o drama das traduções de títulos.

That Girl From Nowhere

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publicado às 20:05

 

O meu cenário idílico é estar de férias e ter um livro da Dorothy Komson para ler. 

 

Nesta obra ficamos a conhecer a história de Saffron (cujo o nome só me fazia pensar em açafrão), uma mulher que teve o marido assassinado há 18 meses e que como forma de se manter ligada a ele decide terminar o livro, com receitas de cozinha, que ele estava a fazer - os aromas do amor. Mas uma revelação chocante da filha e o regresso do assassino do marido farão com que a vida de Saffron volte a dar uma volta o que a vai forçar a reagir e a sair do torpor causado pelo luto. 

 

Ora bem temos um assassino psicadélico, uma mãe que além de ter que lidar com os fantasmas da morte do marido tem que tentar reaproximar-se da filha que está com um problema sério e tem uma forte pista para quem assassinou o pai, relações familiares complicadas, uma espécie de um quadrado amoroso (que incluem o falecido e os dois homens jeitosos que aparecem na história), falsos amigos e uma leitura que não se consegue parar até se chegar ao fim. Senti simpatia pela Saffron, pela situação que ela passa e sobretudo porque ao ler um livro destes é impossível não nos tentarmos colocar no lado dela e tentar pensar no que faríamos se perdêssemos o amor da nossa vida daquela maneira ao mesmo tempo que se tenta proteger os filhos. A filha da Saffron irritava-me um bocado e irritava-me ainda mais as concessões que a Saffron lhe fazia porque tinha passado por muito, mas talvez pense isto por não ser mãe. Não houve assim grandes surpresas na história, acho que a única relevante foi a da pessoa que se aproximou da filha da Saffron de forma nociva, o resto era mais ou menos óbvio pelas pistas deixadas.

 

Um bom livro, interessante e tocante. Não espectacular (como outros que ela já escreveu) mas foi bom e soube bem voltar a ler um livro desta autora. Quero mais.

 

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publicado às 20:21

 

Já li este livro à algum tempo, mas só agora me apeteceu escrever uma opinião. Kendra é uma mulher que decidiu fugir da Austrália para Inglaterra de modo a poder começar de novo, embora os fantasmas ainda a persigam nos seus sonhos. Acaba por alugar uma um pequeno anexo de uma casa e conhece Kyle, Summer e Jaxon. Kyle é um pai destroçado e os filhos estão a ficar a deriva. A pouco e pouco Kendra vai-se infiltrando nas suas vidas e começa a curar os seus corações.

 

Pedaços de Ternura é uma história de redenção. Basicamente acompanhamos várias personagens com histórias de vida dramáticas e conhecemos como conseguiram ultrapassar esses dramas ou acompanhamos esse processo. Kendra é uma personagem cativante que se acaba por se apaixonar por Summer e Jaxon (e não, não vai fazer par romântico com o pai deles, Kyle, e ainda bem, porque isso era muito previsível) e envolver-se no grande drama familiar que os envolve. Ao longo do livro também conhecemos a história da própria Kendra e o passado do qual nunca se conseguiu libertar.

 

Um livro cativante e dramatico, mas com um final de esperança (embora tenha ficado triste com um pormenor, mas pronto foi mais realista assim).

 

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publicado às 20:15

Um Erro Inocente

02.06.14

 

Quando quiserem ler um drama que vos faça chorar, mas que ao mesmo tempo seja redentor e escrito de uma maneira dramática, mas qb, leiam Dorothy Koomson. Eu tenho todos os livros dela, excepto os dois mais recentes. Apesar disso, é raro encontrar os livros dela em promoção, e estão quase todos na feira do livro da Fnac. Foi ai que comprei este "Um Erro Inocente".

 

Poppy e Serena são duas adultas que enquanto adolescentes se viram envolvidas num caso de um homicídio de um professor. O caso foi bastante mediatizado e ambas foram baptizadas de As Meninas do Gelado e julgadas. Poppy foi condenada e Serena ilibada. Passados vinte anos, Poppy sai da prisão determinada a descobrir a verdade sobre o homicídio que lhes mudou as vidas, mas Serena não está disposta a mexer no passado e a passar por tudo outra vez.

 

A grande conclusão que tiro desta história é que ela poderia ter-me acontecido a mim ou a qualquer adolescente de 15 anos. Eu poderia ter sido seduzida por um professor charmoso e bonito e que, sobretudo, sabia muito bem como dar a volta a uma adolescente tímida. Apesar de serem as verdadeiras vitimas da história, Poppy e Serena foram julgadas como o oposto e o seu algoz como a vitima, o bom professor e um pai dedicado. Esta parte da história fez-me pensar em como a justiça e a comunicação social muitas vezes distorcem as histórias e nos levam a julgar pessoas que clamam ser inocentes. E que mesmo uma pessoa morta pode ensombrar várias vidas pelo resto dos seus dias.

 

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publicado às 19:36

 

Comprei este livro por acaso. E depois de o ter comprado, já me foi oferecido outro exemplar, que acabei por dar a uma amiga. Mas é, sem dúvida, um livro maravilhoso que me apresentou a uma autora por mim desconhecida Dorothy Koomson, e posteriormente me fez comprar mais livros dela ( e 90% deles foram muito bons).

 

Aqui conhecemos Kamryn, uma mulher independente e realizada, que um dia recebe um postal daquela que um dia fora a sua melhor amiga, mas que uma grande traição afastara para sempre. Adele está a morrer e precisa que Kamryn fique com a filha dela, a pequena e doce Tegan. Embora inicialmente Kamryn fique confusa e hesitante, ela acaba por aceitar o desafio, e ficar com a criança que é fruto de uma encontro entre a sua melhor amiga e o seu noivo.

 

[opinião]

 

Este é um livro que tem uma sinopse que chama logo a atenção. Mas não caiam no erro de pensar que esta e uma história comum, pois este livro é muito mais que aparenta. Ele faz-nos rir e chorar que nem umas madalenas arrependidas quando somos confrontadas pela doença de Adele, a redenção desta amizade nos momentos finais e sobretudo, quando ela parte e quase nos sentimos na pele de Kamryn, que acabou de perder a melhor amiga recém encontrada, mas não pode ser fraca, pois tem nas suas mãos uma criança assustada a quem acabou de desabar o mundo.

 

Tegan é uma criança adorável e protagoniza muitos momentos queridos e hilariantes. É tambem Tegan que aproxima Kamryn do amor, com adição de um protagonista que nos encanta, Luke. A partir dai, a história não perde o seu fulgor, mas entra numa fase de recuperação e cura. Até ao dia em que Nate, o ex-noivo de Kamryn e pai de Tegan entra na equação.

 

É uma história de sorrisos e lágrimas, uma história que nos toca no coração e não nos faz querer parar de ler. Sem dúvida, um dos melhores livros que já li.

 

[/fim de opinião]

 

 

Um facto interessante. A capa do livro é igual em todas as edições, independetemente da língua.

 

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publicado às 23:18



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