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O Covil dos Lobos (Blackthorn & Grim, #3)

Na continuação desta história que já vem daqui e daqui, encontramos de novo Blackthro e Grim na sua quinta, à espera de novas aventuras e pedidos de ajuda. Desta vez entram também a voz de Cara, a filha do proprietário de Vale de Lobos, que gosta mais de falar com pássaros do que com pessoas, e a voz de Bardan, um homem que foi "raptado" pelos Encantados e ficou doido, mas é o único que sabe construir uma Casa da Madeira de Dentro, algo que o pai de Cara quer muito. Balckthorm cruza-se com Cara e Grim com Bardan, mas ao mesmo tempo a vingança contra Mathuin ganha novos contornos.

 

Um livro que não me surpreendeu muito, mas que atou todas as pontas soltas e deu o final desejado e óbvio. Ninguém escreve tão bem este género de histórias como a Juliet e embora a Blackthorn e o Grim não sejam as minhas personagens favoritas, gostei desta mudança no estilo dos protagonistas em relação às outras séries da autora. Apenas gostava que me tivesse conseguido surpreender mais. A história da Cara é gira, mas mais uma vez óbvia, gostava de saber mais sobre o que veio a seguir: a relação dela com aqueles dois homens e para como foi a sua adaptação à sua nova vida.

 

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publicado às 09:20

A Torre de Espinhos (Blackthorn & Grim, #2)

Eu costumo gostar imenso dos livros da Juliet Marillier, mas confesso que esta trilogia de Blackthorn e Grim não me tem caido tão bem como outros livros. Se no primeiro livro ouve aquele inicio invulgar e sobretudo o desembrulhar de quem eles eram e a sua história que ajudou muito a prender o interesse, neste livro faltou ali aquela coisa que me prendesse. Li e li com interesse, mas não tive aquela fome que a autora que costuma causar de ler uma página atrás de outra até descobrir o final.

 

Neste segundo livro, Blackthorn e Grim partem em auxilio de Lady Geleis que tem um monstro preso numa torre nas suas terras que grita incessantemente, fazendo com que as pessoas fiquem doidas, os animais morram e as culturas pereçam. Backthorn é uma curandeira que esteve presa e que para sair da prisão fez um acordo com um encantado: durante sete anos responder a todos os pedidos de ajuda e não voltar ás terras daquele que a colocou na prisão e lhe destruiu a vida. Grim acaba por ser um amigo invulgar que as circunstâncias uniram a Backthorn e os dois tem aquela relação em que parecem um casal mas não são.

 

Neste livro ouve duas personagens que me irritaram profundamente: a própria Blackthorn por não ver o que está à frente do nariz dela e insistir em esconder coisas de Grim e a própria Lady Geleis, que apesar de não ter culpa da situação em que está tem algumas atitudes bastante egoístas. Grim acabou por ser a única personagem que me cativou, quer pela maneira como lidou com o seu passado quer pela sua própria personalidade: apesar de simples tem um coração enorme e simplesmente gosto muito dele. Acho que como os próprios protagonistas tive muitas saudades do tempo em que os dois estavam na sua cabana em Winterfell.

 

Tratando-se de um livro com o papel ingrato de ser o de transição entre o primeiro e o último dou-lhe um desconto, apesar de ter gostado estava à espera de mais depois do primeiro.

 

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publicado às 23:09

 

Esta é a história do livro que me fez gostar de livros (foi o primeiro que me deixou completamente obcecada por uma história, que não consegui largar até ao fim). É claro que não o li pela primeira vez agora, mas como resolvi voltar a perder-me neste mundo, decidi fazer-lhe aqui uma pequena homenagem, afinal foi há mais de dez anos que conheci a que viria a ser a minha autora preferida.

 

Passado numa Irlanda que ainda não tinha esse nome, a filha da floresta conta-nos a história de Sorcha e dos seus seis irmãos que cresceram sobre a asa protectora de Sevenwaters, o tuah do pai deles que incluía uma floresta encantada e um lago. Até que um dia as coisa começam a mudar e o pai de Sorcha casa de novo. A madrasta acabará por lançar uma maldição sobre os irmãos de Sorcha transformando-os em cisnes e só Sorcha com um grande sacrifício poderá libertá-los.

 

Apesar de poder parecer uma história tonta, a filha da floresta é muito mais que isso. Tem lealdade, amor e muito sofrimento, magia, uma mistura da fé antiga do pagão e da nova fé católica. E rivalidades, guerra e dor. Sorcha é uma protagonista como há poucas: com a sua simplicidade e amor incondicional é impossível ser-lhe indiferente. A descrição cultural e a forma como este livro está escrito é qualquer coisa entre o delicado e o intenso. O modo como tudo se passa faz-nos sentir como se também nós fizéssemos parte de Sevenwaters e da sua magia. Os maus são maus como deve ser e os bons sofrem quase até ao fim. É uma história humana: o felizes para sempre não é perfeito e não deixa de haver perdas que acabaram por ser reavivadas nos livros seguintes - seguiram-se mais cinco (três na trilogia original e mais três que vieram mais recentemente - e por imposição da editora à autora). Ideal para quem gosta de magia, mitologia irlandesa e claro de protagonistas femininas fortes.

Diz que sai um novo livro da autora este mês.. yey!!

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publicado às 20:37

 

Oh Juliet tu que és uma querida e lanças sempre um livro perto do meu aniversário (assim já sei sempre o que pedir como prenda). E ainda por cima com uma capa tão linda/fofa/adorável!

 

Blackthorn é uma mulher sábia que em troca da sua liberdade faz um acordo com os Encantados (diga-se Criaturas Mágicas), que lhe exigem que durante sete anos nunca recuse ajuda a quem lhe pedir e que viaje para Winterfell onde ficara a servir de curandeira da região. Como seu companheiro de viagem tem Grimm, um homem taciturno e de poucas palavras, mas que lhe tem uma grande devoção. Em Winterfell, Blackthorn e Grimm conhecem Oran, principe herdeiro de Dalriadra e noivo da jovem Lady Flidais, com a qual trocou cartas apaixonadas. Mas a Flidais que chega a sua casa não é a mesma que trocava cartas com ele.

 

O inicio é dramático. Atrevo-me a dizer que nem Blackthorn nem Grimm são os protagonistas tradicionais de outros livros de Juliet. São mais vividos, sofridos e com histórias difíceis para contar. A vida já deixou as suas marcas físicas e psicológicas em ambos. Em contraste com eles Flidais e Oran são um pessoas supostamente jovens, apaixonadas e sensíveis, mas sem serem desprovidas de coragem e força (aqui já mais típico de outros protagonistas de outros livros da autora). A história é fluida, bem criada e nunca aborrecida, embora para mim o mistério do que se passa com Flidais fosse desde muito cedo, bastante óbvio, não tendo por isso existindo grandes surpresas. Mas isto não quer dizer que seja um mau livro, apenas quer dizer que já li muito e muitas vezes os livros da autora e já lhe conheço algumas manhas. Outro ponto que tive pena foi de na prática ficar a conhecer tão pouco o que aconteceu após tudo fica bem (e de não se ter conhecido Flidais melhor). Agora é fazer figas para que o segundo (que já tem uma capa linda na versão original) chegue breve a Portugal também.

(A capa do segundo livro da série)

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publicado às 20:16

O Filho de Thor

16.10.14

 

A primeira vez que li este livro, foi há mais de dez anos. Na altura estava disponível na biblioteca da terra e eu não hesitei. Fiquei fascinada (embora não tão fascinada como fiquei pela trilogia Sevenwaters da mesma autora) com uma história simples, mas que questiona valores tão importante como a amizade, a lealdade e o verdadeiro valor de um pacto para a vida.

 

Eyvind é um jovem vicking que sempre sonhou em ser um grande Pele de Lobo (os guerreiros de elite do povo vicking) e é para isso que treina todos os dias. Um dia recebe do irmão a tarefa de "tomar conta" de um irmão de um nobre, Somerled, um jovem taciturno e que desperta a inimizade de todos os amigos de Eyvind. Contra todas as probabilidade, os jovens tornam-se amigos e fazem um pacto para a vida, serem irmãos de sangue, um juramento cuja a importância só é superada pelos deuses. Os anos passam e Eyvind realiza o seu sonho e torna-se um grande guerreiro, enquanto que Somerled aprende a circular nos círculos de influência do Jarl. Um dia, o irmão de Somerled decide partir a descoberta de um arquipélago e os dois amigos vão com ele. O que não esperavam é que aquela viagem viesse a mostrar o melhor e o pior de ambos.

 

A história é simples e Eyvind é um herói a altura, que me surpreende pela posição que toma (embora já vá tarde). Somerled sempre me inspirou sentimentos contraditórios. Se por um lado tinha pena dele e do que o irmão lhe fez, por outro sempre houve ali um sentimento que algo de errado se passava. Um bom livro, nada de espectacular, mas mesmo assim garante bons momentos.

 

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publicado às 20:13

A Voz

10.07.14

 

 

Ai Juliet, só tu para torceres o meu coração aos bocadinhos e arranjares livros para me deixarem tão viciada que não consigo para enquanto não os tiver lido de fio a pavio. A Voz é o livro final da trilogia Shadowfell. Ou seja o livro onde vai haver o auge que é, a revolta dos rebeldes contra a tirania do rei Keldec. Confesso que um livro que parecia ser o epicentro de tudo é na sua maioria até quase ao dia do Solstício de Verão bastante calmo. Nessa fase não tem cenas tão chocantes como os anteriores. É claro que há sempre situações de partir o coração, mas confesso que estava a espera de pior, no sentido, mais violência.

 

Aliás, olhando para o tamanho do livro quase dá que pensar em como tão poucas páginas Neryn tem de visitar dois Guardiães e ir para a Fortaleza de Verão. É claro que não vai ser bem assim. Juliet mais uma vez troca-nos as voltas, e sobretudo mete a Neryn e o Flint no mesmo espaço físico (que foi uma coisa que muito senti falta no livro anterior). Mas é melhor não começar aos pulinhos de alegria que eles mal que se vão ver e nada de situações românticas (acho que romance mesmo, só no ultimo capitulo). E claro que o que acontece ao Flint partiu-me o coração aos bocadinhos, mas pronto, nada a fazer. Por fim, o auge é o dia do Solstício de Verão, o grande dia. Não posso dizer como termina, mas no dia anterior e na manhã do próprio dia acho que estava tão ansiosa como a Neryn.

 

E pronto, leiam Juliet Marillier, a senhora tem realmente um dom para quem gosta de aventuras sobrenaturais, mas com um toque único e perfeito. E fico a aguardar pelo próximo livro da escritora, ansiosamente (talvez seja este aqui ). Ah e a capa da edição portuguesa é linda. Tenho gostado imenso das capas que a Planeta tem escolhido.

 

 

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publicado às 20:51

O Voo do Corvo

01.01.14

 

Juliet Marillier é uma das minha autoras de fantasia de eleição. Tenho quase todos os livros dela e as histórias dela conseguem quase sempre envolver-me de tal maneira que no fim me deixa a suspirar por mais. O Voo do Corvo é o seu livro mais recente lançado em Portugal e faz parte de uma trilogia, que começou com o livro Shadowfell (do qual mais tarde irei por um post), nome que é o mesmo desta coleção. É bastante relevante que antes de se ler este livro se leia o anterior, visto que se trata de uma continuação.

 

O Voo do Corvo continua então a história onde ela ficou no volume anterior. A aventura passa-se no reino fictício de Alban, que é governada por um rei cruel que lançou o país num estado de medo perpetuo que vira irmão contra irmão. Existe porém um conjunto de cidadãos que secretamente planeiam a queda deste rei, os Rebeldes de Regan. Neryn (a nossa protagonista) juntou-se aos rebeldes e continua a preparar-se para ser uma Voz (só para situar, uma pessoa que controla as criaturas mágicas e é essencial para derrotar o rei). O seu treino exige que encontre quatro guardiões para que estes a treinem e consiga atingir o pico máximo dos seus poderes. Entretanto, o seu apaixonado, Flint, que é um espião na corte do rei, voltou à corte. Para os rebeldes não há lugar para sentimentos, pois a causa está acima de tudo e este amor poderá ser a destruição ou a salvação de toda a causa.

 

[opinião]

 

Ser o segundo livro em qualquer trilogia pode ser um papel ingrato. Já não tem o fator de primeiros encontros e revelações que um primeiro livro carrega, nem tem o fator decisivo de um ultimo livro. É um livro de transição, que desenvolve o que se passa no primeiro livro, mas sem concluir nada e normalmente adensando o mistério e aumentando o número de problemas. Para mim, o Voo do Corvo é um tipico segundo livro. Não nos prende como o primeiro, mas ao mesmo tempo tem um final dramático que deixa demasiadas pontas soltas e que nos faz suspirar pela conclusão da saga. 

 

Este livro não tem tantas emoções como o seu antecessor e ao não haver uma interação tão frequente entre os protagonistas acaba por se perder um pouco. Isto contribui para que não nos prenda nos primeiros dois quartos do livro (salvo alguns momentos). No ultimo quarto do livro tudo acontece e aqui sim encontramos mais do estilo que normalmente têm os livros desta autora. E deixa um final em aberto em que, como seria de esperar, a revolta está em perigo de acontecer (e mais não posso dizer).

 

[/fim de opinião]

 

O último livro desta trilogia (The Caller) ainda não foi lançado em Portugal e nem tem data de previsão. 

 

  

 

Um facto interessante é que as capas portuguesas dos livros desta autora são sempre das mais bonitas, principalmente deste que a editora dos mesmos deixou de ser a Bertrand e passou a ser a Planeta.

 

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Marcado para reler: 

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publicado às 23:15



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