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De amor e sangue

28.03.16

 

Eu comecei este com receio por causa da sinopse. É algo do género: Hope é filha bastarda de Lady Harvey e do seu amante e foi criada numa família pobre próxima da mansão dos pais, sem nunca pertencer lá de facto. Acaba por trabalhar como criada na casa da mãe e ficar deslumbrada por aquele mundo, até ao dia que vê algo que não devia e é obrigada a fugir para bem longe. Sem dinheiro nem amigos, Hope acaba por ir parar num bairro degradado de Bristol onde vai conhecer a miséria e a fome. Mas o seu bom coração é visto pelo Dr. Bennet que acaba por a levar para a Crimeia como enfermeira de guerra. Basicamente com isto ficamos a saber metade do livro, ou mais, o que para mim foi muito frustrante porque acho que teria gostado muito mais do livro se a sinopse se limitasse a Hope filha bastarda da Lady e acabou por trabalhar na casa dela. Chegava bem. Mas o meu receio foi na parte de "bairros de miséria" e "guerra de Crimeia". Ou seja já estava a prever um livro com muita miséria e relatos tocantes e não estava com muita cabeça neste momento para algo assim.

 

Hope é uma heroína criada por Lesley Pearse, portanto já se sabe que é uma moça lutadora, com uma grande coragem e claro que vai enfrentar muita miséria, sobreviver a isso tudo e chegar a algum lado. O Dr. Bennet é uma personagem fofinha que honestamente enquanto a guerra durou estive a espera que ele morresse (embora a autora não se privou de pregar umas partidas previsíveis). A Nell foi para mim uma das personagens que teve uma maior evolução ao longo da história, que passou desde criada servil, a mulher maltratada e terminou como uma mulher independente e que enfrentou os seu fantasmas (até me atrevo a dizer que gostei mais dela do que da Hope). Lady Harvey foi uma pessoinha irritante que teve mais ou menos o fim que merecia com uma redenção lá pelo meio, e falando nela, este livro têm uma vertente muito à Downtown Abbey ao mostrar aquela faceta de os criados meio que idolatram e vivem a vida dos seus Ladys e Lords de forma muito intensa, enquanto que estes Ladys e Lords pouco se interessam se eles estão bem ou mal. Há alguns mistérios e são estes que provocam a fuga de Hope, mas nada de muito surpreendente e algumas acções dos maus da fita foram para mim bastante previsíveis. Por fim, a guerra da Crimeia, por mim desconhecida, que me pareceu bastante estúpida nos seus motivos (também não houve grande explicação deles) mas que foi interessante de conhecer, nomeadamente as condições desumanas dos soldados e os falsos heróis de guerra que eram aclamados em Inglaterra, mas que na verdade nada de produtivo fizeram (o que poderia quase lançar um debate da influência da comunicação social na opinião das massas).

 

Um livro interessante, onde se aprende umas coisas, com uma heroína que gostei qb, personagens secundárias que não estão ali só por estar mas também são bem desenvolvidas. Não é de cinco estrelas porque lhe faltou aquele click, mas uma leitura que recomendo.

 

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publicado às 20:24

Perdoa-me

27.10.15

 

Normalmente gosto mais de um livro da Lesley Pearse que se passe nos dias de hoje (mais ou menos) do que um romance histórico porque são normalmente menos trágicos (e a senhora tem um dom para livros trágicos), mas este Perdoa-me foi sem dúvida uma tragédia toda ele só.

 

Eva vive numa família abastada e aparentemente feliz, até que um dia encontra a mãe morta na banheira depois de se suicidar. Após este e outros eventos que mudam a vida de Eva para sempre, ela fica com o estúdio da mãe em Londres, onde descobre os diários de uma mulher que afinal não é nada como ela conhecia. Ao investigar mais e mais o passado da mãe, Eva vai abrir uma caixa de Pandora que irá afectar a ela e a todos os que a rodeiam.

 

A história é muito semelhante ao Procuro-te. Uma jovem que perde a mãe, descobre que afinal as suas origens não são o que parecem, tem irmãos com quem se acabam por dar mal porque são mimados, ... o que faz com que muitas vezes tivesse a sensação de deja vu ao ler este livro. Outro ponto é que a Eva se vai tornando um pouco irritante ao longo da história (e pelo que ela passa até se percebe, mas como é tragédia atrás de tragédia e atrás de tragédia até à última página e ela mudava muito de ideias de repente, aquilo ficou cansativo). E também não entendia a necessidade dela contar a história toda da vida dela a cada nova pessoa que conhecia, mais valia por no jornal. O Phil, apesar de ser uma personagem super querida, acaba por ser "bom demais para ser verdade" - o homem não tem defeitos.Por fim o final foi completamente sem sal... o qual não posso comentar mais senão é spoiler.

 

Ou seja, a história era interessante o suficiente para ler até ao fim (principalmente até se descobrir todo o passado da mãe dela), mas acaba por se perder sobre si mesma no meio de tanta tragédia.

Ás vezes sinto pena dos jovens dos dias de hoje. a arte de fazer a corte e namorar parece ter desaparecido. Nos filmes e na televisão uma rapariga conhece um rapaz e saltam logo para a cama. Parece que é o que toda a gente espera. Mas onde está o romance nisso?

 

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publicado às 20:20

 

Este livro foi-me apresentado pela dona (uma grande fã de Lesley Pearse) como o livro que menos gostou dela. Confesso que isto influenciou que começasse a leitura de pé atrás e no final cheguei exactamente à mesma conclusão.

 

As protagonistas desta história são Susan e Beth, duas meninas que vêm de famílias difíceis e que se conheceram na infância, tendo cada uma delas ficado a pensar que a vida da outra é perfeita. Muitos anos depois, voltam a reencontrar-se, desta vez no papel de advogada e assassina. Beth tornou-se uma advogada de sucesso, mas com uma vida pessoal inexistente e fica surpreendida ao descobrir que a sua nova cliente é Susan, que assassinou um médico e a sua assistente. Ao longo da história vamos descobrir o que correu de errado na vida de estas duas amigas e porque elas são o que são hoje.

 

Não é uma história fácil: temos negligência parental, assassinato, corações partidos, a morte de uma criança por negligência, seitas, vida na prisão... aliás, acho que este livro não tem quase nada de bom (excepto o final de uma delas). E por ser tão sem alegria não consegui gostar. Estava sempre a espera de "qual será o próximo esqueleto no armário?". Não senti uma grande empatia por nenhuma das protagonistas, apesar da história deles ser interessante, faltou qualquer coisa de muito importante.

 

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publicado às 11:44

"Ou eu já li muitos livros de Lesley Pearse ou ela está a torna-se óbvia", foi o pensamento que tive a ler este livro. Mas já explico porquê. Vejam bem que me marcou tanto que já nem me lembro do nome da protagonista (e tive de o ir pesquisar)... 

 

Beth cresceu numa família de classe média, mas um dia a desgraça cai sobre eles e apenas fica ela, o irmão, Sam, e a irmã, Molly. Apesar de se conseguirem sustentar, Sam quer conhecer o mundo e Beth não quer ficar uma solteirona. Acabam por entregar a irmã mais nova a um casal de amigos que lhe vai dar possibilidades na vida que eles nunca conseguiriam dar e partem à aventura para América. Beth leva apenas uma mala cheia de sonhos e o seu violino, que lhe vai valer a alcunha de A Cigana.

 

Este livro é na base uma viagem pela América e Canadá. Beth e Sam acabam por formar um grupo com Theo e Jack (adivinhem, os dois apaixonados por ela) e onde se metem muitas aventuras e alhadas. Mas no fundo para mim este livro parece-me uma junção de outros que li da escritora: o facto de o homem com quem Beth fica no final aquilo ao inicio não dar nada e ser preciso baterem os dois com a cabeça para ficarem juntos, bem como as cabeçadas amorosas que Beth dá, fez-me lembrar És o Meu Destino; a viagem por meia América com prostitutas à mistura foi semelhante à de Sonhos Proibidos e de Segue o Coração. Ou seja, não houve nada que me surpreendesse verdadeiramente na história, nem que me prendesse.

 

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publicado às 21:50

Este é o livro final da trilogia de Belle, cujo outros livros já dei a opinião. Ao contrário dos anteriores, a protagonista deste livro é Mariette, a filha de Belle. Mariette foi criada em paz, com amor, carinho e sem que nada lhe faltasse na Nova Zelândia. Mas a sua personalidade irreverente fazem-na sonhar em sair da pacata Russel e conhecer o mundo. Assim, os pais enviam-na para Londres, para passar um tempo com o tio Noah e ai Mariette tem a vida que sempre quis. Mas a Segunda Guerra Mundial irá mudar drásticamente a sua vida.

 

Na primeira parte do livro Mariette irrita-me profundamente. É tão mimada, snob, egoísta que passo metade do tempo com vontade de lhe dar um par de estalos. É isso e a pontaria que tem com os homens: apaixona-se com muita facilidade mas depressa perde o encanto. Diria que é uma jovem de paixões muito fortes e intensas mas efémeras, que para mim realça o facto de ela não saber o que quer. E apesar de actualmente ser uma coisa que faça confusão, as diferenças de classes e algumas atitudes dela quando está em Londres com a família de Noah, que está bem posicionada socialmente, na altura era perfeitamente comuns. Mais uma vez como o anterior este livro tem um retrato da guerra, mas em vez de ter como palco a França, tem Londres e os seus bombardeiros. É curioso a diferença entre as duas guerras que são palpáveis nestes dois livros. No livro anterior quem estava em Inglaterra parecia quase "se esquecer" da guerra. Infelizmente Mariette cresce da pior maneira, através da perda e do sofrimento e torna-se uma personagem de que gostei bastante. A maneira como ela não se deixa deprimir e tenta seguir em frente é bastante inspiradora e penso que o final tem uma mensagem bastante forte. 

 

Concluída a trilogia da Belle, chego a conclusão que o livro que mais gostei foi o primeiro (Sonhos Proibidos) e o que menos gostei o segundo (A Promessa). Foi uma trilogia interessante, mas como Lesley Pearse já nos habituou, com bastante sofrimento e perdas de personagens queridas. Mas sempre com finais felizes nos três livros.

 

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publicado às 16:27

A promessa

20.03.15

Este livro é a continuação da história de Belle, do qual já tinha falado neste post. Vai ter muitos spoilers, portanto leitura não aconselhada a que não leu nenhum dos dois e está a pensar ler. 

 

A história começa alguns (poucos) anos depois do primeiro livro, e vemos Belle casada com Jimmy e com todos os seus sonhos tornados realidade. Fiquei de muito pé atrás quando no final do primeiro livro ela decidiu casar com o Jimmy. Porque percebi que ela gostava era do Etienne e o Jimmy seria um plano de backup. E claro que a autora iria arranjar uma maneira de a) ou matar o Jimmy ou b) de o tornar mau. E ele não merecia. Ele era uma personagem com quem tive grande empatia que não merecia o que lhe aconteceu e muito menos o que a Belle lhe fez quando ele estava em combate (mesmo percebendo que ela estava carente e tinha sofrido um grande abalo, o que ela fez foi errado e desiludiu-me imenso enquanto personagem devido a isto).

 

Mas voltando a história: a guerra rebenta e vai mudar a vida de todos para sempre. Os livros da primeira guerra mundial sempre me marcaram muito porque Portugal esteve lá (apesar de no livro não haver qualquer referência a esse facto) e as condições e a brutalidade da guerra são desumanas (afinal foi a partir desta guerra que surgiu o stress pós traumático em soldados). O final era previsível, era o final que devia de ter sido no primeiro livro. A maior marca deste livro foi a desilusão que a Belle foi para mim. A história dela não deixou de ser a de uma lutadora e de uma sobrevivente, mas parece quase passar incólume pelas tragédias que a vitimam. Se no primeiro livro cativava, aqui há alguma inconsistência: como é que uma mulher que passou pelo o que ela passou revela tão pouco trauma em relação ao passado?

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publicado às 21:48

Sonhos Proibidos

09.03.15

Sonhos Proibidos é claramente um livro de Lesley Pearse: temos uma protagonista que descobre uma verdade avassaladora da sua vida e pouco depois acontece uma coisa má que a leva para bem longe de tudo e todos, dá volta a meio mundo, passa por New York e New Orleans e consegue dar a volta e regressar a casa e claro realizar o sonho da sua vida. Protagonista masculino quase ausente, pouco relevante ou meio indefinido. A moça passa, literalmente, as passas do Algarve e envolve-se com algum homem numa situação desesperada em que passa de uma situação muito má para uma pouco menos má.

 

Belle é uma moça que aos 15 anos descobre que cresceu num bordel (como ela ainda não sabia é coisa que desconheço) no mesmo dia em que é testemunha de um crime. Pouco tempo depois é raptada e vendida para um bordel em França, e mais tarde viaja até à América, onde se torna uma cortesã e decide abraçar o que a vida lhe deu e tentar dar a volta por cima, embora haja grandes entraves à sua liberdade e ao desejo de voltar para aqueles que ama.

 

Belle é uma protagonista cativante com a qual é fácil ter empatia. Apesar da sua inocência, cedo percebe que a melhor maneira de sobreviver é jogar o jogo daqueles que a prendem. O livro não tem muitos momentos felizes, apenas ao principio e quase que só no fim, pois a viagem de Belle é cheia de sofrimento, tristeza e solidão. Além da história de Belle vamos acompanhando a luta daqueles que a procuram e laços vão-se ligando para mais tarde possibilitar um final feliz. Confesso que devia de ter escrito esta review antes de ter começado a ler o segundo livro desta série (que tem três), pois este está-me a causar sentimento muito ambíguo e claramente a afectar a perspectiva que tinha deste livro quando terminei de o ler. Mas nada tira o mérito de que Lesley Pearse é uma escritora fantástica e com uma grande imaginação.

 

 

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publicado às 20:14

Procuro-te

07.02.15

 

Depois de já ter lido dois livros de Lesley Pearce já estava à espera de um livro bom, mas com muito drama e um final melancólico. Procura-te foi para mim completamente diferente do que estava à espera.

 

Na história conhecemos Daisy, que sempre soube que foi adoptada, mas com a morte da mãe adoptiva e a pedido desta resolve procurar a verdadeira mãe, Ellen. Temos então uma história dividida em duas fases: a história de Daisy e a história de Ellen e Joise a sua irmã, que cresceram numa quinta pobre no Connecticut.

 

 

Confesso que em termos de protagonistas tive mais empatia tanto com Ellen como com Joise, apesar de as três terem em base uma personalidade comum (e um cabelo ruivo, portanto não percebo o facto da moça da capa do livro ser loira, mas adiante). Daisy parece-me ser um pouco estouvada e irresponsável e não gosto da forma como ela trata Joel em quase todo o livro (num momento está farta dele, no outro é o amor da vida dela, é uma relação que não tem grande base - possivelmente devido ao facto de ter pouco protagonismo no livro). Aliás, no final do livro sinto que conhecia mais Ellen e Joise que Daisy, porque consegui realmente perceber como elas eram em crianças e como elas se tornaram aquela espécie de adultas e as escolhas que fizeram. É claro que fiquei triste com o rumo que Joise tomou, mas era palpável que ela foi sobretudo uma vitima das circunstancias da vida e da mãe.

 

O livro é dramático mas acaba por ter um final justo e feliz, o que para mim o diferencia dos outros dois livros que li e dai a nota superior. E ao contrário dos outros tenciono um dia relê-lo.

 

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publicado às 14:55

 

Ora eu e a Leslie Pearce outra vez. E 800 páginas pela frente. Confesso que o tamanho me assustou, acho que nunca tinha lido um livro tão grande. Desta vez, a protagonista é Matilda, uma jovem inglesa que cresceu num dos bairros mais pobres de Londres, mas com um golpe de sorte (e bom coração) acaba por arranjar um emprego como ama da pequena Tabitha que é filha de um reverendo, Giles e de Lily. Em conjunto com eles parte para os Estados Unidos onde vamos acompanhar a sua vida, a sua luta e a sua caminhada para o sucesso.

Uma coisa que me agradou neste livro é que não é tão dramático como o outro que li da mesma autora (Nunca me esqueças) e gostei do livro ai nas primeiras 500 páginas. A vida de Matilda é tanto recheada de dramas como de bons momentos e isso pareceu-me bastante realista. Mas, para mim, este livro teve dois grandes pecados: é tão previsível que dói (a sério que desde o primeiro encontro que ela teve com o Giles e Lily que eu soube que ela se ia envolver com ele, e que a Lily ou ia morrer ou se iam odiar de morte e o mesmo com o James); e que a partir de uma certa altura morrem personagens de 20 em 20 páginas o que é bastante frustrante (o livro acompanha várias fases da vida dela com saltos temporais. Para o fim os saltos temporais praticamente só existem para mostrar que morre alguma personagem importante para ela.). Moral da história: comecei a gostar do livro e acabei a detestá-lo. Para mim se o livro tem sido mais pequeno e não tem seguido mesmo a vida toda da Matilda teria sido mais feliz e menos cansativo. Nas ultimas páginas já lia na diagonal porque estava cansada da história. É claro que vou continuar a dar hipótese a esta autora, porque até gosto das histórias dela e a escrita é fluida e encadeada. Mas tal como aconteceu com o outro livro que li dela, não tenciono de todo, relê-lo.

 

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publicado às 21:21

 

Já tive várias vezes livros da Lesley Pearse nas mãos e muitas vezes naquela de comprou ou não compro. O preço deles e as sinopses que não me cativavam assim tanto como isso fizeram com que ficassem sempre para trás. Um dia surgiu a oportunidade de conhecer o Nunca Me Esqueças, o que é talvez considerado o melhor livro dela.

 

Mary é uma jovem que sempre foi mais um rapaz do que uma rapariga. Já adulta resolve sair de casa dos pais e ir para a cidade tentar a sorte. As coisas não correm como ela esperava e acaba por se envolver com duas assaltantes o que fará com que acabe presa por roubar um chapéu. A pena, na Inglaterra do séc. XIX para este tipo de crimes era a forca, mas Mary acaba por ser "salva" e ser desterrada para a Austrália, que na altura não passava de uma zona pouco conhecida e abandonada do resto do mundo. O que ela passa até chegar lá e o ela que passa lá é no mínimo chocante, revoltante, angustiante (e não me lembro de mais sinónimos)... e muito muito forte. Chorei baba e ranho a ler este livro e isso já não lia um livro com esse efeito em mim à muito muito tempo. E o mais assustador é que é baseado numa história verídica, o que torna tudo tão mais pesado. O mais impressionante de tudo é que ela em quase todo o livro não perde a faceta de lutadora, mesmo quando lida com a fome, a doença, o sofrimento no dia a dia. As condições desumanas que eram dadas aos desterrados são chocantes e se a maioria deles não morria na viagem, morria de fome quando lá chegava. E ainda mais interessante é o facto de a história se passar grande parte no local onde hoje é Sidney, o que nos dá que pensar que estranha forma de surgimento teve uma das mais conhecidas capitais mundiais da actualidade.

 

Não acho que a capa ou nome do livro tenham grande coisa a ver com a história e provavelmente nunca voltarei a reler este livro. É demasiado forte. Mas aconselho-o vivamente.

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publicado às 14:13



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