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A cor da paixão

03.11.17

A Cor da Paixão

Acho que quase podia pegar numa opinião de um dos outros livros da Sveva que li durante este ano e fazer "copiar" e "colar". Os livros dela são bons, têm alma, mulheres sofridas e vividas com as quais é fácil sentir empatia. Uma mostra da cultura italiana, com palcos tensos como guerras, ditaduras ou revoltas, que acabam por afetar a heroína, mas que no fim se vai encontrar a ela própria.

 

Desta vez a protagonista é Liliana, uma menina que cresceu pobre, mas que com determinação e esforço tirou uma licenciatura em advocacia e se tornou uma mulher importante em Itália. Filha de um homem amante das lutas dos operários, as greves e as desigualdades laborais são uma constante no livro, quer pela parte das que enfrenta, quer pela sua própria luta por se afirmar numa sociedade que ainda vê as mulheres como donas de casa.

 

Acaba por ser um livro tão bom como os outros todos que li da autora, que se devoram a si mesmos, mas sem nunca se destacar, porque afinal todas as histórias parecem semelhantes entre si. E não tenho muito mais a dizer sem ser redundante.

 

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publicado às 20:29

 

Qualquer Coisa de Bom

Esta é a história de Lula, uma porteira de um prédio que de um dia para o outro recebe uma herança de Alessandra, uma moradora do mesmo prédio com quem Lula tinha uma amizade, mas nada tão intimo que justificasse a generosidade em prol da sua própria família que não fica muito feliz. 

 

 Apesar da sinopse nos indicar para um história de uns herdeiros irados contra a porteira por ela ficar com parte da sua herança, a história pouco se centra nisso. Na verdade é mais a história de Lula, uma cozinheira de mão cheia que já teve uma dose de desgostos na vida apesar da tenra idade. Acompanhamos esta jovem na descoberta do amor e do seu passado, incluindo também a história da vida de Alessandra e o porquê de lhe ter deixado a herança.

 

É uma história gira, bem escrita, cheia de lições de moral, ao bom estilo italiano da Sveva, que é em tudo e nada semelhante aos outros livros da autora, o que é bom, mas ao mesmo tempo fiquei a pensar: onde eu já vi isto.

 

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publicado às 04:23

Uma Chuva de Diamantes

A história começa com um magnata que gosta de jogos e decide fazer um com os seus herdeiros: converter uma grande parte da herança e deixar um mistério por resolver. Nenhum dos herdeiros lhe herdou a garra e ele apenas sente empatia por Maria Carlota, uma neta que não passa de uma criança quando ele morre e que acaba por ser a chave para o mistério da herança perdida. Ao longo do livro é nos dado a conhecer a história deste magnata e como passou de um órfão a um homem poderoso e de uma das suas noras, Sónia, uma criança de aldeia que se converte numa modelo e por fim numa esposa. 

 

Estava à espera de bem mais, porque apesar de ter um estilo semelhante a outros livros da autora, acho a história e a envolvência mais pobres. Gostei da história da Sónia, tive pena do que aconteceu a Maria Carlota, mas o meu ponto preferido foi sem dúvida o desfecho final dos diamantes: o sitio onde estavam escondidos era bastante óbvio, não percebi porque não os encontraram mais cedo.

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publicado às 14:48

O Jogo da Verdade

Roberta é uma mulher que cresceu com a família do pai e com uma mãe ausente mais ocupada com as causas feministas do que com a filha. Em adulta tenta ter tudo o que lhe faltou na infância, mas a sua demanda pelo casamento perfeito parece estar condenada ao fracasso e sente que deve fazer uma mudança drástica na sua vida. O percurso da decisão que ela vai tomar leva o leitor a conhecer a história desta mulher, mas também da sua mãe, Malvina, uma mulher que era demasiado livre para se sentir feliz no casamento.

 

Eu gostei da Roberta, reconheci-lhe o dilema de uma mulher que queria uma família perfeita e saiu-lhe uma família imperfeita com um marido que não tem tempo nem para ela nem para os filhos. Mas na viagem desta mulher para se encontrar ficamos a conhecer a sua vida, a sua relação com o pai, a avó e as tias mas sobretudo o que levou a apaixonar-se pelo marido, Oscar, e como chegaram àquela situação. Confesso que ao inicio antipatizei com Oscar, mas depois de conhecer melhor a história dele, comecei a percebe-lo e pareceu-me bastante real a forma como alguns homens se deixam levar pelo comodismo e pelo sorriso de uma mulher bonita e interesseira (neste caso a ex-mulher). A mãe da Roberta, Malvina, provocou em mim sentimentos ambíguos: se por um lado lhe admirei a capacidade de se encontrar a si mesma e de não precisar de mais ninguém além dela própria, por outro foi fácil perceber que esta atitude provocou muitas mágoas à sua volta e isso é visível no facto de estar afastada do crescimento da filha e de alguns corações que partiu pelo caminho (uns merecidos, outros nem por isso). No fundo ela passou a vida toda afastada das pessoas de quem se importava porque a sua liberdade era o mais importante e no fim algumas delas partiram e fica o sentimento de culpa. Gostei do final, fez sentido.

 

Um livro interessante, sobre mulheres italianas lutadoras, no espirito a que autora já nos habituou.

Jocul adevarului

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publicado às 21:27

A Viela da Duquesa

O nome do livro é referente a um bairro pobre de Nápoles onde cresce umas das protagonistas da história e onde se passa parte da ação, não sendo de todo um lugar central da história. Josepha e Teresa são duas mulheres jovens no inicio do séc. XX. Uma rica, dona de um castelo acaba por casar com um homem e ficar viúva cedo. Outra pobre, que sofre alguns desgostos muito nova e cedo aprende o preço da vida. As histórias delas vão-se cruzar diversas vezes ao longo da história, com amores e desamores, pobreza e luxo, duas guerras mundiais e muitas mudanças, na realidade muito semelhante à vida real. Este livro trás também um retrato político e económico de uma Itália consumida pela primeira guerra mundial, que embarca no fascismo e acaba destruída no fim da segunda guerra mundial.

 

Eu gosto de história portanto foi logo um ponto a favor do livro. Josepha e Teresa são muito parecidas e diferentes: não posso dizer que me identifiquei mais com uma do que com outra, porque cada uma a sua maneira era uma mulher forte, independente e lutadora. Claro que devido ao extrato social, Teresa acabou por ter uma vida mais dura. E não estava a espera de um felizes para sempre, mas de um final real, porque a história é toda muito real, e é o que isto nos trás, o inicio e o fim de um ciclo. A narrativa é envolvente sem ser demasiado maçadora com discursos políticos ou na descrição de ideais, explicando-os de forma rápida, clara e concisa, mais por gestos do que por palavras como era viver por exemplo numa ditadura fascista, com ideais bonitos na teoria, mas que na prática traziam repressão e penas de morte.

 

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publicado às 22:00

Não conhecia Sveva Casati Modignami (e que nome fácil de escrever a senhora tem) como autora, mas já me tinha apercebido nas livrarias que ela tem imensos livros. Disseram que Um dia naquele Inverno não é o melhor livro dela, mas como gostei deste livro confesso que estou muito curiosa para conhecer o melhor livro dela (que ainda não descobri qual é). 

 

Nesta história Sveva conta-nos a vida da família Cantoni, dona de um império de torneiras (e viva às torneira de ouro para os países árabes). A protagonista é Léonie, uma francesa que casou com o único herdeiro do império, Guido, que está interessado em tudo menos em torneiras, e acaba por ser ela quem fica à frente da fábrica. A história é contada em flashbacks, e num capitulo tanto estamos no presente como no passado. Nós vamos sabendo a história dos restantes membros da família ao mesmo tempo que ela também é contada a Léonie: desde o amor intempestivo de Bianca e a sua loucura (a avó de Guido), a história dos pais de Guido, da fábrica e claro, a história da própria Léonie e como ela de passou de rapariga pobre a gestora de um império. Léonie é uma narradora cativante e tal como todos os membros da família tem um segredo que a faz desaparecer um dia por ano, em Dezembro. 

 

A história é fluida, a leitura fácil e é muito simples manter o interesse, porque a autora alterna entre protagonistas, criado várias histórias dentro de um só história. O final, apesar de não ser desagradável, deixa uma sensação de ter sido arrumado à pressa, como se durante o restante livro nada apontasse para aquele desfecho, quase como se não fizesse grande sentido, embora calculo que a intenção tenha sido mostrar que nada importa mais que a família e Léonie foi, sem dúvida, muito bem recebida e tratada naquela família (exceptuado talvez por Bianca). Alias, é visível que a família é praticamente tudo para ela.

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publicado às 10:57



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