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Uma voz na noite

21.09.18

Uma Voz na Noite

Paris Gibson é uma locutora de rádio que tem um programa de músicas românticas noturno (semelhante ao Oceano Pacifico?) onde os ouvintes podem falar com ela e fazer dedicatórias. Um dia recebe uma chamada de um ouvinte habitual, Valentino, a ameaçar matar a ex-namorada porque Paris a aconselhou a terminar com ele. Na tentativa de apanhar o Valentino antes que ele cumpra a ameaça ela própria fica na mira dele.

 

Ora bem, este livro podia-se chamar "Estamos todos atraídos pela Paris", porque não há um único personagem masculino que não tenha uma crush por ela. Torna-se frustrante e além disso fá-los parecer todos iguais! Dito isto, a história é contada de várias perspetivas. desde da Paris, dos policias que investigam o caso, da rapariga que foi raptada (Janey), do Valentino e dos diversos suspeitos que a policia tem (desde um tarado, a dois colegas de trabalho de Paris e por ai fora). Portanto à todo um leque de histórias e cenários a desenrolarem-se, mas que estão bem ligados e não são demasiado confusos. A juntar a isto tudo há ainda o passado da Paris que se vai revelando ao longo do livro. Portanto não há falta de tema e não é, de todo, um livro aborrecido. Mesmo assim dei-lhe 3 estrelas, porque não gostei muito da Paris (não da personagem assim, mas do cenário de todos amam a Paris) e do Dean. Porque o lado macabro da história esta bem conseguido.

 

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publicado às 10:50

Quando as Estrelas Caem (Starbound, #1)

Este aqui apanhou-me completamente de surpresa. Eu não sou a maior fã de livros baseados em desastres (leia-se Titanic) porque tem demasiadas mortes e eventos traumáticos (e foi real), mas como este se passa num universo alternativo e futurista, foi mais fácil desligar do drama real e ligar ao drama ficção. Icarus é a nave espacial maior e mais rápida do universo (e o seu próprio nome é uma ironia) e nele viajam cinquenta mil pessoas. Lilac é a única filha de um dos homens mais poderoso do universo e dono da Icarus. Habituada ao luxo, vive numa redoma dourada. Tarver é um soldado, que foi promovido a herói nacional. Não se sente conformável no ambiente glamoroso da Icarus, mas parte das funções de ser herói nacional é estar no meio dos ricos e poderosos. Quando a Icarus tem um acidente, ambos escapam sozinhos na mesma nave e ficam presos num planeta desconhecido, onde não parece existir mais ninguém.

 

Apesar da capa e da própria sinopse  parecerem classificar este livro como "apenas mais um romance" ele é na verdade muito mais que isso. Há o choque de classes entre ambos em que Lilac tem de cair do pedestal e Tarver tem de aprender que a Lilac é mais que a dondoca que representa. Há toda a temática do que aconteceu à Icarus, que planeta é aquele e que estranhas vozes são as que a Lilac houve (e a parte da Lilac sozinha dentro da Icarus arrepiou-me bastante!). E no fim disto tudo é então um romance, muito lento, mas que apenas na fase final do livro ganha importância, o que é ótimo, porque deu espaço para ambos crescerem sem serem presos no amor um do outro. Gostei mesmo deste livro, é surpreendente, refrescante e prendeu-me até à última página (que tenho de dizer que me deixou muito insatisfeita, queria saber como eles voltam à sociedade, sobretudo a Lilac e também me perturbou a forma como simplementes a morte de cinquenta mil pessoas pode ser assim eliminada...).

 

Infelizmente este parece ser mais um caso de uma trilogia que a publicação foi abandonada em português (provavelmente porque a capa e a sinopse remetem para uma coisa e o livro é outra, aliás, já tinha visto este livro e não me tinha cativado o suficiente noutras alturas). Penso que se tivessem mantido a capa original (que é linda e extremamente cativante) tinham tido mais sucesso de vendas. Mas é apenas uma opinião, eu não percebo nada de marketing "livresco".

 

These Broken Stars (Starbound, #1)

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publicado às 11:33

 Lucrécia Bórgia - A Princesa do Vaticano

E lá vamos nós outra vez mergulhar no universo dos infames Bórgias, do Papa que gostava de mulheres, no irmão que se dizia ter um caso com a irmã. 

 

Lucrécia é a filha do Papa, e uma das mulheres mais conhecidas da renascença italiana. Aqui, ela conta na primeira pessoa como foi, para ela, alguns dos momentos mais marcantes da época, começando com a eleição do seu pai como Papa, quando tem 13 anos até ao seu iminente terceiro casamento, aos 20 anos.

 

Fiquei ligeiramente desiludida com esta história. Lucrécia não é a infame apresentada noutras obras, mas não foi isso que me fez confusão e até foi na realidade, refrescante essa faceta. Foi a pouca densidade das outras personagens (além da protagonista), alguma criatividade que o autor tomou que não estava à espera e o ritmo lento da história. Apesar de tudo é um livro que se lê relativamente bem, a própria história original tem muito material dramático.

 

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publicado às 10:23

And I Darken

07.09.18

 And I Darken (The Conqueror's Saga #1)

Este livro é completamente diferente de tudo o que já li até hoje, o que me cativa e assusta ao mesmo tempo.

 

Lada e Radu são filho de Vlad, príncipe da Wallachia que foram negociados como termos de paz entre o pai e o imperador Otomano. Num pais estranho, com uma cultura e religião diferente, Lada, destemida e feroz só pensa em fugir, mas Radu sente-se em casa como nunca se sentiu na Wallachia e acaba por se converter também ao Islão. Os dois irmãos acabam por encontrar em Mehmed, o filho do sultão, um amigo improvável e uma teia de conspirações e segredos irá envolve-los.

 

Para os mais atentos, é fácil perceber que esta história se baseia em factos reais, mas apenas isso, não é historicamente correto. Não existe nenhuma Lada, mas existe  um Radu e um Mehmed. Lada é nada menos que a versão feminina reimaginada de Vlad, o empalador (no qual é baseado a lenda do conde drácula). E ela é bem cruel que chegue para esse papel, apesar de não ser preto no branco (Lada é protetora, tanto do irmão como de Mehmed e dos seus homens em várias situações). Lada acaba por ser desenhada como uma feminista precoce, que é tão boa lutadora como qualquer homem e que não se conforma com o papel de "mercadoria" matrimonial.

 

Radu é o oposto da irmã. Era uma criança carente de amor e chorona que acaba por evoluir para um homem observador e inteligente. As armas que os irmãos usam para sobreviver são opostas e quando usadas em conjunto beneficiam ambos. Apesar disso a sua relação é muito complexa, de amor e desprezo mutuo, ainda mais intensificada pelo facto de ambos se apaixonarem pela mesma pessoa. E o resto da história anda basicamente à volta disto, porque quando se apaixonam ambos os irmãos parecem esquecer as motivações que tinham até ai.

 

A história é original, mas ao mesmo tempo muito grande e anda muitas vezes em círculos. É interessante o crescimento dos protagonistas, mas quando surge Mehmed perde-se um bocado da magia da história, porque os protagonistas quebram a sua alma por ele e isso mata um bocado a história. Embora no fim, Lada tenha finalmente decidido voltar a ser ela mesma, o que me deixou curiosa sobre o que vai acontecer a seguir.

 

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publicado às 12:01

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares

Um livro que é um pouco fora da minha praia mas que me tinha chamado a atenção já à algum tempo (e que entretanto deu num filme).

 

Jacob cresceu a ouvir as histórias do avô sobre uma menina que fazia fogo, um rapaz transparente entre muitos outros, com fotografias como prova. Mais crescido Jacob classificou as fotografias como montagens e as histórias como uma partida do avô. Até ao dia em que o avô morre em circunstancias anormais e Jacob acaba por querer ir à Grã-Bretanha, visitar o orfanato onde o avô ficou após perder a família na segunda guerra mundial. Ai vai descobrir que as histórias do avô era afinal verdadeiras.

 

A narrativa não é muito complicada, a linha é simples: os monstros são reais e existem crianças com poderes especiais. O enredo não é muito surpreendente mas acredito que se tivesse lido o livro aos 16 anos teria tido um efeito completamente diferente em mim. Um ponto que gostei foi as fotografias, que davam uma dinâmica diferente à história e segundo o livro são todas verdadeiras e de diferentes coleções pessoais.

 

No fim é claro que não deixa de ser uma história interessante, com um enredo diferente mas ao mesmo tempo demasiado...infantil talvez?

 

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publicado às 20:32

O Baile de Máscaras

Lizzy é uma moça do campo para quem a vida na cidade se tornou dura, tornando-se uma prostituta. Um dia esbarra em Lord Hayes, que fica intrigado com uma prostituta que tem muito jeito com cavalos. Acaba por lhe fazer uma proposta inusitada: ela é sua acompanhante durante uma semana, enquanto ele está na cidade para fechar um negócio. Lizzy acaba por se revelar uma Lady intrigante e cativante que convencesse a todos, incluído a ele.

 

Eu juro que tive todo o livro à espera de descobrir que afinal os pais de Lizzy não eram aqueles e ela era realmente uma Lady (porque é mesmo tão raro a protagonista quando é pobre e sem títulos não se revelar na realidade extremamente respeitável). Mas não, Lizzy é mundana e fica presa entre o mundo dos ricos e dos pobres. Ao mesmo tempo conhecemos a história de outras prostitutas que se cruzaram com Lizzy, algumas tornaram se amantes, outras cortesãs famosas. O livro tem uma abordagem interessante, pela protagonista, mas ao mesmo tempo estranha (achei estranho a rapidez com que Lizzy conquista, por exemplo, alguns empregados de Edward, já que as prostitutas eram tão desdenhadas, principalmente por outras mulheres, ou como Lizzy, sendo supostamente uma parente de Edward solteira não é vitima das leis de ter de andar com ele com acompanhantes) pequenos pormenores nesta linha que lançam alguma incoerência com a época em questão.

 

No fundo é uma ideia original mas que podia ter sido mais bem conseguida (talvez alguma falta de maturidade na escrita e no desenvolvimento das personagens?).

 

Gostei do final. Bem mais plausível e realista que simplesmente converter a Lizzy numa Lady que toda a gente aceita.

 

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publicado às 21:53

The False Princess

 

Que tal um pouco de young adult com uma história leve, fofa, com intrigas palacianas? É exatamente o que este livro é, um livro simples mas com uma história suficientemente interessante sem enredos demasiados complexos ou complicados.

 

Naila é a princesa herdeira de Throvaldor. Até que um dia descobre que o seu verdadeiro nome é Sinda e que não passava de uma falsa princesa, colocada no lugar da verdadeira para a proteger de uma profecia. Quando não é mais precisa no palácio. Sinda é enviada para viver com a tia, uma tintureira fria que teve uma vida dura. Inconformada com a sua nova vida, Sinda tenta encontrar o seu lugar no mundo ao mesmo que descobre que tem magia no sangue. Assim, ela volta à cidade para aprender a controlar a magia ao mesmo tempo que se envolve num drama que pode mudar o destino de todo o pais.

 

É uma história gira, Sinda é uma protagonista que tem de lidar com alguns cenários complicados e tem algum amadurecimento ao longo da história. O enredo não é aborrecido, está sempre a acontecer alguma coisa e apesar de não ser muito surpreendente é suficientemente intrigante para ser uma leitura interessante. Dentro do género merece sem dúvida as quatro estrelas e soube-me muito bem ler uma história mais descomplicada.

 

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publicado às 21:30

Perto do paraiso

10.08.18

Perto do Paraíso

Depois de ter gostado tanto do outro livro que li desta série, estava com as expetativas bastante altas com este aqui, apesar de já ter outro livro da mesma autora que me tinha deixado meio doce, meio amarga. A história é gira e cativante, mas peca por ser demasiado parecida com Algo Maravilhoso (se tivesse lido este primeiro que o outro, teria gostado mais deste e achado o outro parecido).

 

Lady Elizabeth Cameron é uma moça que na sua primeira temporada encantou toda gente e conseguiu muitos pretendentes. Mas um encontro intenso com Ian Thorton destrói a sua reputação e o seu noivado. A todo este drama junta-se o desaparecimento do irmão que a deixa cheia de dividas. Dois anos depois, tentando manter a casa da família, o tio decide oferecer a sua mão em casamento e ela volta a reencontrar Ian, trazendo à toa todas as mágoas do passado.

 

Elizabeth e Ian são muito parecidos com os protagonistas do outro livro (e amigos deles). Portanto penso que quase tudo o que disse sobre os outros se aplicam a estes. Ela é destemida e corajosa e acaba por voltar a reconquistar a sociedade, ele é mais duro, mais cínico, mas lá bem no fundo é um coração mole. A história é interessante, com algumas reviravoltas, embora penso que o livro é demasiado grande, ás vezes andava um pouco em círculos.

 

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publicado às 20:52

Um novo amanhã

03.08.18

Um Novo Amanhã

Veronika e Veronica são duas meninas que além do nome em comum têm também uma paixão pelo ballet. O que as une acabará por as levar por um caminho obscuro que arruinará a vida de ambas. Passado vinte anos, as duas voltam-se a encontrar e precisam de lidar com o passado.

 

Esta é uma história ao nível que a Dorothy Komson nos habituo e muito na linha deste aqui mas que foca algumas temáticas diferentes. Uma questão que me tocou muito foi toda a apresentação do mundo dos sem abrigo e daquilo a que são sujeitos quando estão nas ruas. Outro ponto surpreendente é o facto de uma delas se ter tornado freira...a sério que estas duas amigas não podiam ser mais diferentes e intensas. Penso que apesar de tudo, o ovo podre saiu à Nika, ela viu-se traída várias vezes e teve uma vida mais difícil e apesar disso consegue lidar com algumas situações complicadas de maneira admirável (e até eu agora atravesso uma fase da vida em que apenas estou bem com a música aos altos berros para "tentar" ignorar o mundo). Roni apenas tentou lidar com a culpa de várias maneiras e passa a maioria do livro à procura de redenção. Chocou-me o facto de em comum ambas terem a mãe (pelo menos) tão preocupada com o status e tão pouco preocupada com a filha.

 

Um livro que é um golpe interessante de realidade e que podia ser a história de algumas pessoas que encontramos na rua todos os dias. Afinal, é mais fácil enfiar a cabeça na areia que aceitar a realidade não é? 

 

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publicado às 22:39

A Princesa Branca (A Guerra dos Primos, #5)

Após o relance que Isabel de York tinha dado nalguns livros anteriores, sobretudo na Filha do Conspirador e na Rainha Vermelha, estava à espera de muito mais. Afinal, a vida de Isabel é basicamente resumida na frase que ela tantas vezes repente "Eu não sei.".

 

Após quatro livros da Guerra dos Primos (ou Guerra das Rosas), este livro vem contar o que acontece depois do "fim" oficial da guerra, quando Henrique VII se torna rei de Inglaterra e casa com Isabel de York, que era sobrinha de Ricardo III, que foi derrotado por Henrique. E se esta união entre as duas frações poderia ser o fim da história, é na realidade apenas mais um capitulo, pois durante o reinado de Henrique ele vai ser perseguido pelos fantasmas dos príncipes na torre, irmãos de Isabel, que desapareceram misteriosamente e são os verdadeiros herdeiros de Eduardo IV (pai de Isabel e dos príncipes), ao mesmo tempo que Isabel tenta ser rainha de uma corte onde a sua família foi derrotada, mas cheia de traições e segredos.

 

Alguns factos interessantes deste livro: praticamente todas as personagens dos livros anteriores estão mortas, principalmente ao nível de presumíveis herdeiros do trono masculinos. Outras quantas morrem no decorrer deste livro. Isto deu-me uma certa nostalgia, porque este foi um período realmente negro na história de Inglaterra: as lealdades mudavam constantemente e facilmente se perdia a cabeça, para além da devastação de constantes guerras e conspirações, que facilmente levaram o pais e os seus habitantes a um estado de penúria.

 

Quanto ao livro em si, penso que podia ser bem mais pequeno, porque a história parece andar sempre em círculos: Isabel nada sabe, Henrique tem medo de um potencial príncipe de York. A sua relação vive ao sabor destes dramas, e quando parece que finalmente eles se começam a aproximar e a superar as divergências históricas das suas famílias, um novo potencial príncipe surge no horizonte, Henrique fica louco e Isabel nada sabe. Apesar disto, a história prende-nos e sentimos alguma empatia por todas as personagens, tanto quem está no poder, como quem quer lá chegar. Nascer um possível herdeiro real naquele tempo poderia ser uma sentença de morte. Isabel, apesar de nada saber, cria empatia por viver uma vida constantemente dividida entre o dever à sua família e o dever ao marido. Gostei da sua relação com o filho, Artur. O seu outro filho, Henrique, já demonstra o carácter que irá tornar o seu futuro reinado num dos mais marcantes e conhecidos do mundo.

 

Não deixa de ser um livro interessante, com muito drama, que dá um versão sobre os príncipes na torre bastante interessante (e quem sabe se não é a verdadeira?). Afinal, são os vencedores que escrevem a história.

 

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Há uma série sobre este livro.

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publicado às 12:43



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