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O Peso da Fama

31.05.20

O Peso da Fama

Esta é a história de duas mulheres: Frances uma atriz famosa que morre num trágico acidente e a sua filha Cara. Pelo meio existe um mistério de um bebé abandonado num convento que Cara, uma jornalista conceituada, quer resolver, pois parece estar ligado à mãe dela de alguma maneira.

 

Todo este livro é uma tragédia... lembrou-me claramente os livros de Lesley Pearse. Primeiro é nos apresentada Frances, bonita e decidida que foge de casa quando engravida e luta até chegar a Hollywood independentemente das consequências. Cara tem uma infância difícil marcada pela rejeição e em adulta as coisas custam a melhorar. Não gostei da Frances, achei-a egoísta e a resolução de todos os mistérios no final ainda deixa em mim mais essa impressão. Gostei da Cara, gostava que a vida dela tivesse sido mais fácil, mal recuperávamos de um drama entravamos logo noutro. Este desfile consecutivo de tragédias acaba por tornar o livro viciante... é impossível larga-lo. Alguns mistérios surpreenderam, outro foram óbvios. Mas é uma leitura interessante, diferente, mas com alguns pontos a melhorar.

 

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publicado às 21:04

Um Caso Tipicamente Inglês  (A Very English Mystery #1)

Passado nos anos 50, esta a história de um ex-espião, Hugo, que se vê relegado para trabalho administrativo quando uma ferida o deixa a coxear para a vida. A sua nova profissão leva-o ao Castelo de Selchester numa pacata vila inglesa em que toda a gente se conhece. Entediado pelo seu novo trabalho depressa se vê arrastado pela descoberta do corpo de Lord Selchester que desapareceu misteriosamente uns anos antes numa noite de tempestade. A policia parece querer arquivar o caso mas Hugo e Fiona (sobrinha da vitima) decidem investigar por conta própria.

 

Esta história poderia ter sido interessante se não fosse tão lenta... e aborrecida... e novamente lenta. O mistério até é apelativo mas anda tudo tão devagar que é muito difícil manter o foco. Não senti assim grande ligação com as personagens, só com a irmã de Hugo, uma jovem adolescente com um sentido de humor cativante. Detestei a herdeira de Lorde Selchester, a Sonia, mas pela sinopse dos livros seguintes (que não tenciono ler) ela vai ter uma bela dose de karma.

 

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publicado às 20:54

A Outra Miss Bridgerton (Rokesbys, #3)

Como eu adoro começar uma opinião por marcar a tag Julia Quinn, apesar de já ter tido as minhas desilusões literárias com esta autora, um livro mau dela é mediano em comparação com outros do mesmo estilo.

 

Poppy é uma jovem aventureira que gosta de explorar. E naquele dia decide ir explorar um gruta a beira mar. Mas as coisas não correm como esperado e ela é raptada por contrabandistas. O que ela não sabe é que o capitão do navio é um conhecido da família dela, rodeado de escândalo por ter deixado a família para ser contrabandista...só que não, ele é na realidade um espião ao serviço de Inglaterra.

 

A história é bastante divertida e a relação entre a Poppy e o Andrew é o típico duelo de intelecto rodeado por pontos em comum e um típico odeio-te mas não és assim tão mau. A história é animada, com outras personagens interessantes, uma descrição interessante da Lisboa da época com ênfase nalguns pormenores culturais e arquitetónicos do tempo pós-terramoto que mostra que a autora fez a sua pesquisa e soube integra-la na história. A história não leva cinco estrelas por dois motivos: eu tenho sempre um pé ligeiramente atrás com raptos (e há uns quantos por aqui!) e o final acho que nada tem a ver com eles: com tudo o que eles contam e mostram estaria a espera que viajassem, nem que fosse pela Europa para conhecer um pouco o mundo e não assentassem numa casa com filhos, nada contra, mas podiam ter os filhos em Bruxelas por exemplo.

Um Cavalheiro A Bordo (Rokesbys, #3)

(Adoro a capa da versão brasileira)

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publicado às 19:58

A joia

10.05.20

A Joia (A cidade solitária, #1)

Antes de ler este livro li algumas opiniões. Não é algo que costumo fazer, porque as opiniões por vezes estragam os livros, mesmo quando são sem spoilers. Percebi que este se ama ou se odeia. Os universos alternativos ou distópicos tem muito essa característica, têm de ser primorosamente bem construidos para agradar às massas.

 

É uma sociedade dividida em zonas, onde há os pobres, agricultores, operários fabris, comerciantes e os ricos. No centro, a zona conhecida como a Joia, onde vivem os ricos e poderosos...com um problema... não conseguem ter filhos. Então recolhem e treinam jovens moças com dons especiais da zona pobre para gerarem os seus filhos. Violet tem olhos...violenta (ah!) e é das melhores alunas no estágio de preparação para ser a substituta. É comprada por uma das mulheres mais poderosas do reino, a duquesa do Lago e a relação entre as duas é quase de amor/ódio pois a duquesa tanto parece criar empatia com a sua substituta como ser bastante besta. Pelo meio Violet descobre umas quantas verdades sobre aquele mundo, sobre o seu futuro e sobre o amor.

 

Eu poderia ter gostado da história e penso que a ideia é diferente e que se fosse estruturada de outra maneira poderia ter funcionado muito bem. O universo carece de falta de explicações e algum sentido. Outra coisa que peca é a originalidade dos nomes, por exemplo, a zona agrícola era algo como a fazenda e a zona das fábricas a fumaça, o mesmo para nomes de personagens, locais etc... Por fim a cereja no topo do bolo do que correu mal é a própria protagonista e o seu love interest... Violet é uma personagem difícil de criar laços pois ela é tão bonita, tão especial, tão perfeita e todos dizem isso muitas vezes. Eu já li séries de livros sem sentir muita empatia pela protagonista (cof cof a Selecção) porque tudo o resto era interessante, mas aqui o resto não chegou. A relação dela e do Ash é simplesmente...demasiado infantil e sem explicações: olho para ti, amo-te com loucura apesar das três ou quatro conversas que temos durante o livro serem tão...vazias.

 

Apesar de tudo isto existe uma componente mais pesada do livro, que parece ser usada mais para chocar que outra coisa mas que (e lá está) se tem sido explorada de outra maneira poderia tornar a história em algo, em vez desta mistura de drama, comida, vestidos e poderes mágicos.

 

Tenho de admitir que larguei o livro lá pelo capitulo 20. Estava farta de festas e comida. Li o último capitulo só para saber se perdi alguma coisa e confesso que a última linha do capitulo me pareceu interessante mas... gato escaldado de água fria tem medo.

 

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publicado às 21:35

Verão em Edenbrooke (Edenbrooke, #1)

Marianne é um jovem que tem uma irmã gémea e um pai distante. Vive de favor em casa da avó enquanto a irmã vive na cidade. As duas irmãs não podiam ser mais diferentes: Marianne prefere o sossego e o campo, Cecily o romance e a cidade. Marianne fica encantada quando recebe o convite da irmã para visitar Edenbrooke, a jovem pode aproveitar o ar do campo enquanto ajuda a irmã a conquistar o herdeiro da família. Mas as coisas não vão correr como ela estava a espera.

 

Comparo este livro a um pequeno e fofo queque de chocolate, delicioso, que te deixa a querer comer outro, mas ao mesmo tempo não surpreende. Assim, mesmo me encantado pela Marianne pela sua personalidade com coisas boas e más e as suas aventuras, tive pena das outras personagens não terem sido mais exploradas. Cecily aparece quase como uma antagonista e gostava mais de ter visto o outro lado da relação delas. O Philip também podia ter sido mais aprofundado, penso que podia ter desenvolvido mais a personagem. De qualquer modo não deixa de ser um livro leve, fofo e engraçado, ótimo para distrair e dar umas gargalhadas.

 

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publicado às 15:33

Nunca resistir a um duque

O último livro da série dos duques decadentes. Davina é uma precetora com uma causa. O trabalho de precetora permitiu que ela viajasse da Escócia até Londres para tentar levar uma petição ao rei de Inglaterra. O motivo: a jovem reivindica que é herdeira de um terreno que pertenceu a um barão escocês que faleceu durante uma revolta escocesa. Ela afirma que o seu avô é o filho desse barão que foi dado como "falso" morto e escondido dos inimigos ingleses. O rei de Inglaterra vê nesta situação um problema político e tenta persuadir o atual proprietário a resolver o assunto. Eric fica intrigado com a personalidade de Davina e a pouco e pouco resolve ajuda-la a descobrir a verdade.

 

Ao contrário dos livros anteriores este tem mais sumo, algum contexto histórico, um mistério interessante e um passado nebuloso. Gostei dos protagonistas, da evolução da relação entre eles e de toda a questão do terreno. Foi um momento bem passado e que distraiu.

 

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publicado às 15:25

As inseparáveis

18.04.20

As Inseparáveis (Firefly Lane, #1)

Tully e Kate têm histórias de vida e personalidades opostas, mas tornam-se melhores amigas. Ao longo de 30 anos é-nos contada a história destas duas mulheres e os altos e baixos dessa relação, até ao dia em que uma a traição parece separá-las para sempre.

 

Tully tem uma história de vida complicada com uma mãe drogada que a abandona constantemente. Kate vem de uma família estável mas sente-se reprimida e sem amigos. Com personalidades opostas, acabam por se complementar, mas... ao longo que a história evolui algumas coisas perturbaram-me nesta amizade, nomeadamente da parte da Tully e da sua necessidade de colocar a sua carreira acima desta amizade, utilizando a amizade como desculpa para expor a Kate e a família dela, o que honestamente me parece...desonesto. Apesar da sua história de vida difícil (que parece ser desculpa para a sua atitude narcisista) ela é para mim uma personagem desagradável. Durante meio livro achei que a grande traição era ela roubar o marido a amiga (e o que foi realmente surpreendeu-me!). Do outro lado temos uma Kate que parece nunca estar contente com o que tem e que se anula enquanto mulher pelo papel de mãe. E por isso talvez seja mais fácil criar alguma empatia com ela, mas ao mesmo tempo ter vontade de dizer para ela se impor contra a Tully e o mundo no geral.

 

E o fim...bem SPOILER mas a Kate morre de cancro. Havia algo mais cliché para colocar neste fim? E adivinhem, a Tully fala disso no seu programa, mais uma vez sendo ela o centro do drama... Na realidade o que me perturbou tanto sobre o final foi mesmo o cancro, mortífero e letal. Não gosto de ler livros sobre esta doença...a vida real já tem demasiado cancro.

 

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publicado às 21:03

Um Duque Malicioso  (Decadent Dukes Society, #2)

Com uma faceta de Cinderela que afinal é uma ladra, Amanda Waverly é uma secretária de uma Lady que há muito pensa ter deixado o passado e a sua família para trás. Mas uma chantagem vai obriga-la a voltar aos velhos hábitos. Gabriel é um decadente público e escandaloso que sempre fez o que quis. Cruza-se com Amanda quando ela tenta seduzir o irmão dele. O que ele não sabe é que os dois vão entrar no jogo do gato e do rato.

 

Foi uma desilusão, apesar da história de Amanda prometer tanto (faz umas manobras interessantes durante o livro), mas a história deles os dois é tão... bocejo. Não senti de todo aquela relação em que basicamente ele estava constantemente a meter-se na vida dela e que ela o usava. Pelo meio noites tórridas. No fim ela vira duquesa.

 

Apesar de ter a mesma noite do outro livro que li da mesma série, preferia o anterior a este.

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publicado às 15:18

Um Amante Sem Igual

Cynthia é uma órfã que por um motivo de sorte se tornou bastante popular entre os cavalheiros londrinos. Com isso ela brincou, riu e manipulou ao ponto de provocar um duelo que causou quase  a morte do seu noivo. Numa corrida contra o tempo (e os boatos) Cynthia refugia-se na casa de uma amiga onde decorre uma festa com uma simples missão: casar o mais depressa possível com o primeiro que aparece a frente porque senão vai ter que trabalhar (oh!) como dama de companhia de uma idosa. Miles é o irmão da amiga de Cynthia que adora bichos e quer financiar uma excursão para explorar e para isso tem de casar com a moça certa. Até que Cynthia aparece e apesar de a detestar ele resolve ajuda-la a conquistar um marido entre os convidados.

 

Que... história...mais...parva...e...personagens...mais...parvos.

Não gostei:

1- Da Cynthia, que personagem detestável, ela é má, mesquinha, intriguista e egoísta. E se pensar que a situação de quase miséria e o aproximar do Miles a deveria fazer boa pessoa...não, não fizeram, ela continua a ser uma c****.

2- Do Miles, apesar de simpatizar mais com ele do que com a Cynthia (no inicio até tinha pena) ele acabou por se revelar tão desmiolado como ela, apesar de tentar passar toda aquela aura de charme e "percebo muito de bichos".

3- A relação não faz qualquer sentido. Eu nem sequer consigo perceber porque no fim o Miles abdica do que abdica para ficar com ela, porque eu não senti qualquer empatia entre os dois, as conversas entre eles não indicavam nada, foi algo como, é suposto ficarem juntos, vamos lá juntá-los.

4- A história anda em círculos. O livro ainda tem umas páginas e a história parece repetir-se: Cynthia tenta seduzir um pretendente, Miles anda com a Georgiana pelo beicinho ao mesmo tempo que tenta combinar um encontro com uma senhora casada (mas nunca consegue, por causa da Cynthia).

 

Gostei:

1- Do jogo de beber um copo cada vez que a Georgiana disser "Oh Senhor Redmond, que interessante!", essa parte fez-me rir durante um bocado, apesar de ser mais um esquema maldoso da Cynthia.

 

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publicado às 09:18

O Duque Mais Perigoso de Londres (A Sociedade dos Duques Decadentes, #1)

A quantidade de historias que já li sobre duques e afins faz pensar que existiam mais duques que sei lá bem o quê naqueles tempos, o que não é verdade. E provavelmente os que existiam não eram jovens e lindos. Mas eu não leio este género de livros pela sua veracidade certamente...

 

Stratton é um homem com uma missão: vingar a morte do pai. Ao voltar a casa após uns anos em França onde ganhou a reputação de ser terrível e duelar com toda a gente que o ofenda, todos parecem recear dizer a mínima palavra sobre o passado da sua família. O medo afeta também a família rival (e que pode estar relacionada com a morte do seu pai) que decide que a melhor maneira de resolver o assunto é com um casamento combinado (!). Só que Stratton não está interessado na doce irmã mais nova que lhe apresentam mas na megera da irmã mais velha que o detesta de forma profunda, motivada essencialmente por essa rivalidade familiar.

 

Coisas interessantes neste livro: a temática da traição e do que realmente aconteceu entre as duas famílias, bem como algumas histórias caricatas que surgem do medo que toda a gente tem do Stratton.

 

Coisas menos boas: toda a relação entre a Clara e o Stratton, é pouco credível em termos de envolvência. Clara passa de profundos dilemas morais para a cama dele assim de uma página para a outra sem qualquer dramatismo (ela bem que menciona que tem medo que destrua a revista bla bla mas não está realmente preocupada). A revista que a Clara gere (muito lindo e feminista mas extremamente aborrecido, o que provocou um grande bocejo e uma leitura na diagonal).

 

Tendo em conta que o paragrafo negativo tem mais linhas que o positivo e estava indecisa na classificação, vamos para baixo.

 

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publicado às 22:18



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