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Whitney, Meu Amor (Westmoreland, #2)

Whitney é uma rapariga destemida que diz o que pensa e faz o que quer. Apaixonada por um vizinho faz tudo para o conquistar, mas acaba por ser alvo de troça de toda a gente. Envergonhado, o pai decide envia-la para França para morar com os tios. Passado uns anos, Whitney volta como uma moça elegante, bem sucedida e decidida a conquistar o vizinho que desta vez repara nela. Mas o destino prega uma partida quando Whitney descobre que o pai está falido e que a vendeu a um duque, que se diga de passagem, tem muito mau feitio.

 

Não senti assim uma grande empatia nem por Whitney nem pelo Clayton. Se Whitney é destemida ao mesmo tempo parece não ser muito inteligente (e honestamente não vejo grande diferença entre a Whitney pré Paris e pós Paris, só que agora toda a gente a acha linda e por isso caiem todos a seus pés... porque a personalidade é a mesma). Quanto ao Clayton...bem, ele pode ser lindo e musculado, mas no geral é uma besta. E nada justifica aquela cena de violação... mas mesmo ignorando isso...a relação deles é completamente tóxica e nada saudável. Eles não confiam um no outro, eles destroem-se completamente e na vida real uma relação destas é um inferno. Na vida ficcional é como ver um desastre a acontecer, em que não estás aborrecida, mas ao mesmo tempo estás chocada porque não consegues acreditar como ela perdoa algumas coisas, como ele a suporta ou porque raio pensam sempre o pior um do outro com base em nada.

 

No fim, o que achei de positivo foi algumas pitadas de humor, personagens secundarias interessantes e o facto efetivamente de não existirem momentos mortos durante o livro.

 

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publicado às 21:56

A Doçura da Chuva

A doçura da chuva apresenta uma história diferente... temos uma protagonista rica que descobre que foi adotada e vai em buscar dos pais biológicos. Acaba numa quinta de criação de animais gerida por um cowboy giro (ok esta parte não é assim tão original mas...) onde vivem pessoas com diversos tipos de dificuldades/deficiências, incluindo os seus pais biológicos. A sua jornada de adaptação a esta nova realidade é o mais interessante do livro.

 

Para mim o forte são as personagens em volta, não a história de amor em si, pois é mais banal. A relação entre as várias personagens é interessante e muda ao longo da história. Lembro-me de ler algures numa review a criticarem o fato de uma personagem que tem uma relação sexual com duas personagens que têm deficiências ligeiras (se calhar mais no nível do autismo que outra coisa)... e eu penso, se for de livre vontade todos os envolvidos...qual o problema? Mas pronto, cada caso é um caso.

 

Pontos fracos: a história tem algumas zonas mortas, ligeiramente repetitivas e o livro é um bocadinho mais extenso do que o necessário.

 

No fim, é uma leitura diferente, com uma realidade com a qual confesso não estar familiarizada, mas que mostra que muitas vezes as nossas limitações podem ser o nosso ponto forte.

 

Nota: tive em dúvida entre as três e as quatro, mais vamos ser positivos.

 

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publicado às 21:48

9 Regras a Quebrar Para o Conquistar (Love By Numbers, #1)

Olhando para o nome deste livro parece...um livro manhoso de auto ajuda. Na adolescência o meu irmão tinha um livro qualquer coisa como "Técnicas de sedução, saiba como engata-la" e este titulo ficaria a matar num livro desses. Mas tirando o titulo é um livro fofinho e divertido.

 

Calpurnia é uma solteira de 28 anos no tempo em que ser solteirona era a vergonha absoluta. Farta de ser certinha decide aventurar-se e faz uma lista de tudo o que lhe é proibido e ela quer experimentar: ver um duelo, disparar uma arma, beber whisky numa taberna, fumar um charuto, etc. 

 

A parte mais divertida do livro é realmente as aventuras da Callie para fazer coisas que lhe eram proibidas. Gabriel, o seu parceiro de aventuras, contribui também para animar e os dois fazem um par que entretém bastante. Outro ponto forte é a dinâmica das personagens em volta, como os irmãos de Callie e de Gabriel (sendo que um deles tem o seu próprio livro do qual não fui grande fã). Uma leitura agradável e divertida, é ótimo para descontrair! 

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publicado às 20:56

Um anjo caído

20.01.20

Um Anjo Caído (The Rules of Scoundrels, #4)

No fim ficou apenas por contar a história do fundador do infame clube de jogo Anjo Caído. Que afinal é uma fundadora. Georgiana é irmã de um duque e é expulsa da sociedade porque teve um caso que gerou uma filha bastarda. O seu escape foi conseguir fundar um clube de jogo com apoio de outros nobres também caídos em desgraça criando o seu alter-ego Chase. O motivo: a vingança de todos os nobres, obtendo assim os seus segredos e brincando de Deus com as suas vidas. Georgiana é assim, durante a história, três personagens: ela própria, Chase o fundador do Anjo e Anna uma prostituta famosa e suposta amante de Chase (e a porta de comunicação com ele). 

 

O jornalista Duncan West há muito que negoceia com Chase as histórias mais quentes, mas agora os seus mundos estão prestes a colidir. Nas entrelinhas conhece Georgiana e Anna e percebe que são a mesma pessoa e começa a sofrer ciumes de Chase que parece controlar as duas vidas de Georgiana como um amante exigente.

 

Questões sobre esta história que revelam pouca coerência:

1. Neste período já havia impérios de jornais com poder de mudar completamente a reputação de alguém? (18xx)

2. Nunca ninguém viu Chase mas toda a gente acredita que ele existe e têm medo do seu poder.

3. Nunca ninguém reconheceu Georgiana como Anna a não ser Ducan.

4. Relacionado com o ponto anterior, Duncan descobre em três tempos um alter-ego de Georgiana mas demora um livro inteiro a descobrir o outro quando lhe são esfregadas na cara imensas pistas (afinal não é um jornalista assim tão bom?).

5. Mesmo que Georgiana casasse com alguém com titulo numa sociedade tão restritiva a filha dela seria sempre bastarda e alvo de escárnio.

 

Pontos positivos:

1. A premissa da história é bastante interessante e refrescante, apesar das incoerências acima referidas. 

2. A filha de Georgiana é inteligente e tem presença. Parece bem mais racional que a mãe.

 

Concluído, gostei mais ou menos. A base era interessante embora Georgiana/Chase não se tenha revelado tão inteligente como se previa nos livros anteriores. Não gostei muito do Duncan e a evolução geral da história é lenta e está sempre a bater nos mesmos dilemas.

 

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publicado às 23:27

A Imperatriz da Rússia

Catarina II, imperatriz da Rússia, ascendeu ao poder de maneira imprevisível. Sendo uma princesa com pouco destaque, o seu casamento com o herdeiro da Rússia foi uma surpresa. A sua relação com o marido, Pedro, nunca foi fácil e culminou com uma luta pelo poder entre os dois, onde ela saiu vencedora. Mulher obstinada e de muitos amores, levou a Rússia a um novo patamar, mas a relação com o filho nunca foi fácil.

Conhecia a história de Catarina apenas por alto, mas no geral não senti que este livro fosse o ideal para a conhecer. A leitura é algo monótona, mais centrada na vida amorosa da Imperatriz do que no seu papel enquanto governante. Alguns dos momentos mais importantes do seu reinado são mencionados numas poucas linhas e perde-se muito tempo em descrições absurdas. 

Sendo o segundo livro da série, parece ser de opinião geral que o primeiro, o Palácio de Inverno, que conta a história mais inicial de Catarina na perspetiva de uma criada, Vavara, é muito mais interessante. Vavara aparece também neste livro, mas com pouco destaque. Talvez dê uma oportunidade ao primeiro livro por isso, mas este para mim não foi especial.

 

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publicado às 18:26

Um Duque Glorioso (The Rules of Scoundrels, #3)

Este livro poderia ser descrito como uma história de redenção, mas não é. Este livro é na realidade sobre como detestar a protagonista feminina desde a primeira página e como ter vontade de dar um par de estalos ao protagonista masculino por ficar com ela depois de tudo o que ela lhe fez.

 

Há muitos anos William foi acusado do assassinado de Mara e perdeu tudo incluindo a sua reputação e o seu orgulho. Afinal, ele não se lembrava de nada daquela noite portanto sempre assumiu que era na realidade, um duque assassino. Como Temple, passou das ruas para o ringue e hoje é sócio do clube mais infame da cidade tendo reconstruido a sua vida, embora não se consiga livrar dos fantasmas do passado e daquilo que perdeu. Mara desapareceu para fugir da sua vida, mas uma divida do irmão ao pecaminoso clube de jogo faz com que ela surja dos mortos com um acordo para o seu suposto assassino: a sua redenção em troca de tudo que o irmão perdeu.

 

Então vamos começar a lista de coisas que me irritaram profundamente na Mara:

1- Achou que o seu plano para desaparecer incluía drogar um rapaz interessante que conheceu.

2- Quando se apercebeu que o mesmo estava a ser acusado e julgado pelo seu assassinato continuou a fazer-se de morta (e assim continuou durante muitos anos). 

3- Quando se tenta "redimir" vem sempre com uma atitude arrogante como se tivesse sido o Temple que lhe tivesse feito mal a ela. Esta atitude mantêm-se durante 90% do livro.

4- A moça pode ter tido um pai difícil e agora tentar salvar um orfanato, mas a forma como isso foi encaixado pareceu mais uma tentativa pobre de justificar as suas atitudes egoístas.

 

Coisas que odiei no Temple:

1- Ter ficado com ela no final. Devia mesmo tê-la deixado ir quando ela fugiu.

 

Coisas que adorei:

1- Todos os do clube estarem contra ela.

2- A porca de estimação da Mara.

 

E é isto, se quiserem odiar a sério uma personagem, este é o livro.

 

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publicado às 22:13

Um Conde Apaixonante (The Rules of Scoundrels, #2)

Lançada pelo livro anterior da série, fui atrás da Pippa e do Cross para ver no que ia dar. É fácil identificar-se com uma heroína nerd e estranha, mas a história não lhe serviu bem.

 

Pippa está prestes a casar-se com um conde, mas como mulher da ciência quer descobrir o máximo que pode sobre o que se passa na noite de núpcias. Como? Indo ao clube do cunhado propor um acordo cientifico a um dos sócios. Cross ao inicio diz que não, chama-a de louca, mas ela volta e insiste e ele lá cede.

 

Durante a leitura deste livro tive várias vezes a sensação que estava presa num circulo infinito. Porque acabava sempre num cenário da Pippa andar atrás do Cross para ele lhe explicar a mecânica da noite de núpcias. E se da primeira vez até foi engraçado, da segunda já revirava os olhos e me apetecia gritar "tem algum amor próprio e não andes como um cachorrinho atrás dele". Porque isto resume toda a história. Quando ao Cross fiquei com a sensação que ele não se relevou ao longo do livro. A história dele foi contada, mas a personagem continuou meio obscura. E é isto, não gostei.

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publicado às 21:00

 

Um Marquês Irresistível (The Rules of Scoundrels, #1)

Penso que já li um livro desta autora (afinal foram dois) mas não me lembro de o nome dela ter ficado no meu radar. Entretanto surgiu uma promoção e comprei este aqui. Segunda edição, já ganhou um prémio, fiquei curiosa.

 

Penelope é uma solteirona cujo noivado perfeito foi marcado pelo escândalo: o noivo trocou-a por amor. Desde então Penelope sempre desejou mais que um casamento de conveniência, mas o tempo passa e a tal chama não surge. Resignada a aceitar qualquer um em prol do futuro das irmãs, fica surpreendida quando o pai adiciona ao seu dote um terreno muito valioso que outrora pertenceu ao marques de Bourne. Bourne perdeu quase tudo o que tinha numa aposta. Teve de começar do zero e acabou duplicado a sua fortuna como sócio d'O Anjo Caído, um dos clubes mais infames de Londres, onde todos os vícios da sociedade coabitam. Penelope é apenas um meio para reaver tudo o que foi seu e alcançar a vingança do homem que lhe tirou tudo.

 

O inicio tem muita  ação, o rapto de Penelope e Bourne com tudo o de mau que tem. Penelope começa como a jovem inocente cheia de sonhos e termina o livro como a mulher tentadora que sabe o que quer e a sua evolução enquanto personagem é um bombom. Bourne por outro lado começa como o mau da fita e a sua passagem para o outro lado não é bem conseguida. Para mim foi um bocado abrupto: num momento está cego de vingança noutro apaixonado pela Penelope. A ideia era boa, mas não foi bem conseguida. Este género de personagem não é o meu favorito, é preciso muita habilidade para tornar a mudança credível e esta é para mim a grande falha deste livro. No entanto todo o resto da história é deliciosa, com reviravoltas, humor, drama e um romance lento. E claro que a dinâmica do clube e dos seus sócios trás uma nota diferente e bastante interessante.

 

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publicado às 11:47

Louca

08.12.19

Louca

Olhando para trás...penso que louca fiquei eu depois de ler este livro.

 

O clássico de duas gémeas, uma certinha e perfeita a outra diabólica e imperfeita que trocam de papeis um dia, mas a boazinha aparece morta e a má assume a vida dela. E tudo o que podia dar errado...dá.

 

Alvie, também conhecida como a gémea má é a típica anti-heroína, que faz tudo o que não deve fazer. E se a maioria dos leitoras a amaram por isso...bem eu tive duas fases com ela. Na primeira parte, achei-a ligeiramente passada, mas ao mesmo tempo percebia o clima de rejeição que a levou onde está. Ao mesmo tempo, a gémea boa (Beth) não é assim tão boa e acontece toda aquela cena da substituição e morte.

 

Durante mais alguns capítulos ainda me prendeu, mas entretanto entrou numa espiral de tal modo caótica (e sem sentido?) que toda a história me pareceu tão incoerente que ... larguei o livro. Ainda li o último capitulo e honestamente, não fiquei arrependida de ter parado. Não é que a Alvie tenha mudado a sua essência (que me tinha interessado na primeira parte, como um humor mais sinistro) mas acho que todo o cenário ficou demasiado sem nexo, as coisas aconteciam com uma justificação às três pancadas e segue para o próximo. Estava a espera de algo mais policial, menos aleatório e com uma história bem melhor  por detrás da Beth e do marido (demasiado óbvio!) e da loucura da Alvie.

 

Não deixa de ser um livro louco, mas simplesmente não é para mim.

 

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publicado às 23:20

Ligeiramente Casados (Bedwyn Saga, #1)

Depois ter lido uns quantos livros ligeiramente qualquer coisa, finalmente li o primeiro. Os outros uns gostei outros nem por isso, por isso fui com uma mente completamente aberta para este aqui e sem grandes expetativas. Revelou-se um bom passatempo.

 

Aidan tem a terrível missão de comunicar à irmã do homem que lhe salvou a vida que ele faleceu. Sem ter noção inicial do impacto destas noticias além do nível emocional, acaba por ser arrastado a pouco e pouco para a realidade de Eve, do seu bom coração e dos seus protegidos que vão de crianças órfãs a empregados que ninguém quer. Quando vê que a única maneira de salvar Eve e todos eles é casando com ela, ele não hesita. Mas quando a família dele descobre, os preceitos sociais aproximaram-no mais da esposa do que alguma vez esperou.

 

É uma história fofinha, Eve tem bom coração e Aiden é o típico cavaleiro ligeiramente duro mas dedicado. As personagens à volta são divertidas e confesso que tinha saudades de Wulfric (o irmão feito de pedra mas coração mole do Aiden). Com este livro consigo perceber algum do sucesso da série que me tinha sido difícil perceber nos restantes livros, ele é realmente melhor que os outros.

 

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publicado às 19:23



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Todas as imagens de livros publicadas são retiradas do site das editoras ou dos próprios autores. A imagem de fundo pode ser encontrada aqui.

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