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Jogo de Mãos

31.01.15

 

Considero este livro acima da média dos livros da Nora Roberts. Talvez por ser solitário (e ao não fazer parte de uma trilogia a história acabe por não ser tão esticada), embora seja grande. Ao contrário das outras histórias da Nora esta não está tão centrada no romance, tendo também muito da interligação familiar dos Nouvelle, da magia e claro, do furto.

 

Max Nouvelle é um grande mágico que é ao mesmo tempo um ladrão de luxo. Á volta dele são todos parecidos: Lily a assistente que é o amor da vida dele, Roxanne, a filha que é igual ao pai e Luke, o rapaz que ele salvou das ruas mas que se vai tornar um mágico e ladrão tão bom como ele. Nós acompanhamos a história desta família deste que Max acolheu Luke até quase ao fim. Vemos a rivalidade entre Roxanne e Luke virar uma paixão inflamada e ao mesmo tempo viajamos um pouco por todo o lado, pois ao longo do livro os Nouvelle fazem espectáculos e assaltos por todo o mundo. Gostei de Luke e Roxanne, são muito parecidos, mas ao mesmo tempo é fácil sentir a química entre eles. Também é interessante só irem para a cama a meio do livro (um recorde Nora!) porque passam muito tempo a negar, visto que cresceram como irmãos. Por fim, a família Nouvelle arranja um inimigo poderoso e maquiavélico e Luke desaparece durante cinco anos, sem dizer porque deixando Roxanne deprimida e muito raivosa (mas isso é só lá para o fim da terceira parte).

 

Um livro interessante, não de me prender muito, mas suficientemente para o ler sem grande constrangimento. Considerei-o bem melhor que qualquer uma das duas sagas da autora que li nos últimos tempos (A triologia o Sonho e a saga de Chesapeake).

 

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publicado às 11:13

Não conhecia Sveva Casati Modignami (e que nome fácil de escrever a senhora tem) como autora, mas já me tinha apercebido nas livrarias que ela tem imensos livros. Disseram que Um dia naquele Inverno não é o melhor livro dela, mas como gostei deste livro confesso que estou muito curiosa para conhecer o melhor livro dela (que ainda não descobri qual é). 

 

Nesta história Sveva conta-nos a vida da família Cantoni, dona de um império de torneiras (e viva às torneira de ouro para os países árabes). A protagonista é Léonie, uma francesa que casou com o único herdeiro do império, Guido, que está interessado em tudo menos em torneiras, e acaba por ser ela quem fica à frente da fábrica. A história é contada em flashbacks, e num capitulo tanto estamos no presente como no passado. Nós vamos sabendo a história dos restantes membros da família ao mesmo tempo que ela também é contada a Léonie: desde o amor intempestivo de Bianca e a sua loucura (a avó de Guido), a história dos pais de Guido, da fábrica e claro, a história da própria Léonie e como ela de passou de rapariga pobre a gestora de um império. Léonie é uma narradora cativante e tal como todos os membros da família tem um segredo que a faz desaparecer um dia por ano, em Dezembro. 

 

A história é fluida, a leitura fácil e é muito simples manter o interesse, porque a autora alterna entre protagonistas, criado várias histórias dentro de um só história. O final, apesar de não ser desagradável, deixa uma sensação de ter sido arrumado à pressa, como se durante o restante livro nada apontasse para aquele desfecho, quase como se não fizesse grande sentido, embora calculo que a intenção tenha sido mostrar que nada importa mais que a família e Léonie foi, sem dúvida, muito bem recebida e tratada naquela família (exceptuado talvez por Bianca). Alias, é visível que a família é praticamente tudo para ela.

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publicado às 10:57

Eu adoro um romance histórico piegas. Os títulos, que normalmente são feitos mais para chamar a atenção do que outra coisa muitas vezes têm pouco em comum. E apesar de gostar desta capa, fico sempre frustrada quando a mulher na capa não tem nada a ver com a protagonista (mulher da capa: loira com ar de femme fatale; Viviane: com o cabelo negro, botânica, simples). Não conhecia Emma Wildes, e gostei do estilo dela (não foi amor à primeira vista como com Julia Quinn), mas ela cativou-me. Mas vamos à história.

 

Temos a Viviane, uma moça simples e prática, que já vai na quarta temporada e a qual o noivo fugiu para casar com outra. E temos o Lucien, o irmão do noivo desaparecido, que resolve "salva-la" e aceita casar com ela para evitar o escândalo. E é claro que depois há toda uma história de nem tudo o que parece é, alguns espiões e claro um moço que me deixou "oh meu Deus, quero um destes para mim". Para ver só bem como ele é fofo e lindo, vou por aqui um excerto do final do primeiro capitulo que me deixou tããaaao derretida:

 

"Vivian não fazia ideia do quanto queria que ela concordasse em ser sua esposa, assim como também não fazia ideia de que o amor à primeira vista não era para ele um conceito novo. Afinal, fora dessa forma que se apaixonara por ela."

 

Eu na realidade nem acredito no amor à primeira vista. Acredito em química ou atracão à primeira vista. O amor algo mais complexo que exige que as pessoas se conheçam bem, pelo menos a meu ver. Mas como isto é ficção e eu adoro livros fofinhos, achei o Lucien um autentico gentleman. Ao mesmo tempo acompanhamos também a história do noivo desaparecido, Charles e da sua (agora) esposa Louise. Também são um casal fofinho, embora não gostei da parte que praticamente o primeiro impacto que se tem deles os dois é na cama. Gosto de conhecer as minhas personagens um pouco mais antes de chegarmos a parte sexual, quase como num namoro.

 

A história é interessante e bem escrita. Não tem reviravoltas que me deixem sem fôlego, nem me fez rebolar a rir. Mas foi uma leitura bem passada e que recomendo a quem seja lamechas como eu.

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publicado às 20:29

A confissão da parteira conta a história de Noelle, um espírito livre que sempre sonhou em ser parteira e que vivia uma vida que parecia simples. Mas um dia, Noelle suicida-se, e as suas melhores amigas Tara e Emerson não conseguem perceber porquê e decidem investigar. E o que descobrem sobre Noelle e a sua vida mostras-lhes que afinal não a conheciam e as consequências disso irá mudar as suas vidas para sempre. 

 

A história é cativante e tem vários narradores: Noelle, Tara, Emerson, Anna e Grace. Noelle conta-nos sobretudo o passado: porque se tornou parteira, a sua relação com Tara e Emerson, e porque fez as escolhas que fez. As outras narradoras contam-nos o presente. Há medida que Tara e Emerson descobrem uma faceta nova de Noelle, poucas páginas depois é-nos contada na visão da própria Noelle. O foco são sem dúvida, as relações: entre pais e filhos, irmãos e irmãs, amigos e sobretudo a maneira como cada um de nós reage a uma perda. A história tem bastantes reviravoltas surpreendentes e prende-nos do inicio ao fim. No fundo e apesar de algumas atitudes insensatas de Noelle, é impossível não gostar dela e apesar de tudo, perceber algumas das suas atitudes. No fundo, foi tudo por amor. 

 

Gostei bastante da leitura e estou curiosa com esta autora, uma que sem dúvida quero seguir.

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publicado às 21:03

Gata Branca

13.01.15

 

Apesar de já ter ouvido falado de as Crónicas de Spiderwick nunca tinha lido nenhum livro de Holly Black. Pelo texto simples e o ritmo veloz calculo que o sei alvo seja uma faixa etária jovem (o protagonista é afinal um adolescente). Gata Branca passa-se num mundo igual ao nosso mas em que existe o conceito de manipulador, que é, nada menos que, pessoas que tem poderes mágicos. Há manipuladores de todo o tipo: das emoções, da morte, dos sonhos, ... e outrora eles já foram considerados importantes, mas agora são marginalizados e muitas vezes as suas capacidades são aproveitadas no mundo do crime.

 

Cassel é o único numa família de manipuladores com tendências de vigaristas que não tem qualquer poder. Mas ele afastou-se da família e foi para um colégio interno depois de ter cometido algo imperdoável. Mas algo corre mal e Cassel acaba suspenso do colégio ao mesmo tempo que uma gata branca o começa a perseguir nos sonhos e na vida real. E Cassel aprende que não pode confiar em ninguém e muito menos em si próprio. 

 

A história é simples, nada de muito surpreendente. Tem umas reviravoltas previsíveis e nada que me tenha deixado de queixo caído. Cassel é uma personagem cativante e é fácil sentir empatia por ele. Atendendo ao público alvo, é uma história suficientemente boa, mas nada de muito ai por além.

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publicado às 20:47

...

07.01.15

A minha geração e talvez a anterior e a seguinte sofrem de uma grave crise de valores. São ensinados a não acreditar em nada, a terem tudo como garantido, em que o "eu" é mais importante que o "nós". Em que só as suas convicções são as certas e que todos os outros estão errados. Em que há apenas a minha liberdade e eu não tenho em conta a tua liberdade. Uma geração sem valores é facilmente influenciada, porque está na natureza humana acreditar em algo e defender o que acredita. Como não somos ensinados a respeitar os limites, não conseguimos respeitar nada nem ninguém. E isto tanto é válido tanto para os extremistas de qualquer religião, crença ou estilo de vida, para os criminosos ou até para as pessoas que estão nos reality shows. O que esta geração vai fazer ao nosso mundo só o tempo o dirá, mas não se esperam boas noticias.

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publicado às 20:14

Eu gosto deste género de livros de mistério e de espiões e de nada ser o que parece. Não compro mais deste tipo por serem livros que só têm piada a primeira vez que se lêem. Quando compro um livro espero que ele tenha uma história suficientemente boa para me fazer lê-los duas vezes. Neste caso, não é pelas histórias não serem boas, mas porque após desvendados os mistérios, o livro acaba por não ter a mesma piada quando é relido, porque mesmo passado muito tempo não me consigo esquecer dos pontos chave.

 

Não conhecia o autor, apesar de já ter visto muitos e diferentes livros dele à venda. Como a II Guerra Mundial é um dos períodos da história contemporânea que mais me intriga e fascina, este livro foi sem dúvida uma prenda de Natal acertada. Neste espião improvável, a acção divide-se entre a Inglaterra e a Alemanha. Os dois principais personagens estão em ponto opostos desta disputa:Alfred Vicary, um professor de história que foi recrutado pelos serviços secretos ingleses para garantir que os alemães não descobrem o grande segredo do Dia D e Catherine Blake, uma das mais implacáveis espias alemãs que quer descobri-lo. A teia de mentiras, mortes e ilusões que os vai envolver e apertar é deveras fascinante.

 

A história tem um ritmo rápido e lê-se bem. Catherine é uma personagem que apesar de fria e de ser uma grande ... acaba por gerar simpatia, principalmente pela solidão que ela passa enquanto está "inactiva" e pelo facto de ela ser uma espia devido a chantagem. Tive sempre esperanças que ela mudasse de lado, tivesse uma atitude altruísta, mas pronto, o fim dela acabou por ser merecido. Alfred também é muito interessante, um homem que vive atormentado por um amor do passado e que sofre na pele a pressão de todo o sucesso do Dia D estar na suas mãos. E depois temos todo um leque de personagens à volta que são ricas e interessantes e claro que também entram algumas das figuras centrais desta guerra como Churchil e Hitler. E claro que nem tudo o que parece é. Um livro intrigante e que me faz querer conhecer as outras obras do autor.

 

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publicado às 20:40



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