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Se ao comprar este livro achava que ia encontrar algo ao estilo de Phillipa Gregory não podia estar mais enganada. Afinal, a rainha das duas sicílias é um livro histórico escrito no contexto de uma historiadora, não de um romance em que há uma dose de fantasia em conjunto com a realidade.

 

Joana I foi uma das primeiras monarcas femininas de plenos poderes na idade média. Joana governou Nápoles, numa época em que Itália era dividida em vários reinos e havia uma constante luta de poderes entre estes reinos e o papa. Para além de tudo isto a vida desta rainha foi cheia de voltas e reviravoltas: teve quatro maridos, foi acusada de matar o primeiro marido e acabou ela própria também assassinada, isto numa época em que as lealdades se mudavam ao sabor do vento (ou dos interesses).

 

Eu sou uma amante de história, sempre foi das minhas disciplinas preferidas enquanto estudante e por isso o facto de este ser um livro escrito numa perspectiva que não costumo ler não foi uma surpresa desagradável. É nos apresentado toda a vida de Joana e dos que a rodearam e de algum modo influenciaram a sua vida, bem como um contexto económico e territorial de alguns países da Europa e da própria Itália do séc. XIV. É também um livro recheado de intrigas papais e de como os jogos de poder eram mais importantes que a religião para o papa e os seus cardeais. O livro pecou por vezes por algumas descrições demasiados extensas e por haver tantas figuras históricas diferentes (e algumas com o mesmo nome), o que se tornava por vezes confuso.

 

Um bom livro para amantes de história.

 

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publicado às 22:11

 

Anna Randol é uma nova autora do género romances de cordel passado no século XIX e este é o seu primeiro livro. Embora confesse a minha confusão que quando li a sinopse do romance pensava que se passava nos dias de hoje. 

 

Então o cenário é Constatinopla, onde temos Mari Sinclair filha de mãe grega e pai inglês, que é descrita como uma beleza e que gosta de desenhar borboletas (que contêm escondidas planos de fortes otomanos que entrega aos ingleses, primeiro de livre vontade e depois como alvo de chantagem). Como está em risco de vida é enviado o major Bennet para a proteger. E depois temos o costume: eles amam-se/odeiam-se, ela tenta desenhar mais borboletas e ele vai-lhe salvando a vida.

 

Desde da primeira página que faltou qualquer coisa. A Mari é irritante e inconstante (beijos na rua à frente de soldados numa cidade onde uma mulher nem pode andar sozinha na rua sem ser acompanhada por um homem?). Enviam alguém para a proteger mas ela trata-o como se ele viesse para a matar. Depois a cena do "porque li o kamasutra uma vez percebo imenso de sexo apesar de até ao inicio do livro não ter nem sequer beijado um homem" é muito interessante, para não falar da consumação da relação ser numa prisão imunda em que experimentam umas quantas coisas (há o factor da morte iminente, mas mesmo assim ela passa de pudica a safada num piscar de olhos!). E pronto, dado o desconto de ser o primeiro livro da autora mesmo assim não conseguiu atingir o patamar de interessante.

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publicado às 19:30

Let it all go

14.11.15

As vezes só queremos esquecer e deixar ir. Mas o passado arranja sempre maneira de nos apanhar de novo.

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publicado às 12:22

 

Rafaella é a filha de um pescador que parece ter um futuro risonho pela frente ao casar com o homem que ama que faz parte da família mais importante de Torento, local fictício onde se passa a acção. Mas em menos de um ano Rafaella fica viúva, desprezada por meia aldeia e vira cozinheira. Esta mudança na sua vida fará com que se encontre a si própria e aos que a rodeiam.

 

Como cresci num meio pequeno e conservador há muitas partes da história que me foram familiares: a força dos boatos e de como qualquer atitude pode ser mal interpretada, a importância que se dá à religião e as quezilas quando todos não concordam com um projecto. Sinto que tive dificuldade em situar temporalmente a história, pois toda a aldeia e os seus costumes pareciam pertencer ao passado, mas quando vinham personagens de fora, se via que afinal existiam telemóveis e outras tecnologias mais actuais. É mencionado ao longo do livro como fazer vários pratos italianos (como é já quase tradição em qualquer livro que se passe em Itália), mas como a massa e a gastronomia italiana já estão enraizadas na nossa cultura que para mim isso não foi nada de especial nem acrescentou nada ao livro.

 

A história da Rafaella é como ela própria: apesar de bonita, faltou-lhe chama. Consegue ser interessante o suficiente para conseguir ler até ao fim (com a ajuda de narrativas secundarias como a história da Carlotta e da Silvana), mas faltou qualquer coisa para não ser apenas mais um livro.

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publicado às 20:23

P.S. - Eu amo-te

07.11.15

 

Apesar de ser um livro para lá de conhecido e falado só agora o li. Porque? Bem, nunca tinha surgido oportunidade e já tinha visto o filme (ou bocados dele). Andei com ele aqui de um lado para o outro até me decidir a lê-lo, pois já sabia ao que ia e que me ia fazer chorar. A sinopse fazia-me lembrar um livro de Nicholas Sparks, embora se fosse um livro dele, tinha-mos visto a Holly e o Gerry felizes, ele descobrir a doença, a luta e no final do livro ele morria. Mas aqui ficamos a conhecer o que acontece depois do final de um livro do Nicholas Sparks, ou seja, o viver depois do felizes para sempre que acabou.

 

Holly e Gerry eram um casal jovem, apaixonado e feliz. Até que Gerry morre de cancro e Holly fica sem chão. Como a conhecia bem demais, Gerry deixou várias cartas como forma de a ajudar a superar a sua partida e ao mesmo tempo manter a relação deles por mais algum tempo. 

 

Ao longo do livro assistimos uma Holly devastada a levantar-se, passando por algumas situações caricatas, momentos de muita tristeza (as vezes intercalados, às vezes misturados) e também ficamos a conhecer as suas melhores amigas Shanon e Denise, bem como a família dela (e confesso que ao inicio sempre achei um bocado parva a maneira como ela tratava o irmão mais velho, mas depois redimiu-se). É mais fácil sentir empatia por ela, pois penso que todos nós já passamos por uma grande perda na vida ou imagina-mos como ela seria. Confesso que a cena que me tremeu mais foi quando ela está na biblioteca e precisava de ajuda e liga para o telemóvel do Gerry (que vai para o atendedor claro) - houve cenas bem mais fortes, mas esta teve qualquer coisa de um desespero genuíno e simples. 

 

 

Mas tantos elogios e uma classificação tão pobrezinha? Bem, para o fim eu já estava a ficar cansada da história e estive uns dias com o livro parado, porque nem sempre a história era interessante para me prender. Não queria de todo que ela ficasse com o Daniel e aquele final foi o que fez mais sentido, mas faltou-lhe uns pós de perlipinpin. 

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publicado às 22:04

 

As saudades que eu já tinha um livro da Dorothy Komson. As histórias são na sua maioria com alguma tragédia à mistura, mas a maneira como constrói as personagens faz com que seja impossível não nos sentirmos na sua pele.

 

Tamia tem uma vida aparentemente feliz: tem dinheiro, duas melhores amigas, um marido que ama e duas filhas adoráveis. Até que um dia o marido é preso por ter feito algo impensável e Tamia entra num ciclo vicioso em que nada do que parece é. Afinal quem está a dizer a verdade? 

 

Foi o melhor resumo do livro que consegui fazer sem muitos spoilers, porque a essência da história vai muito além de um marido que não é o que parece. A praia das pétalas de rosas fala-nos de tudo um pouco, família, amizade. traição, lealdade, morte e sobretudo o que leva as pessoas a trair quem mais amam em prol dos seus desejos pessoais. Há um fio condutor de suspense do inicio ao fim, em que nos sentimos como a Tamia, de um lado para o outro e sem saber quem diz a verdade. A história está tão bem contada, que pelo Scott que nos é apresentado inicialmente, sentimos que é muito pouco provável que ele tenha cometido aquele crime, que a Maribelle afinal não é o que parece e que a Beatrix tem muito que se lhe diga, o que faz com que haja uma ligação muito forte com o que a Tamia está a sentir à medida que o mundo que conhece desaba. Quanto às personagens a mais irritante foi a Beatrix numa certa fase (que egoista!) e a forma como é mostrado a tendência humana para uma pessoa traída virar facilmente traidora. A Fleur foi um narradora que não me interessou muito, principalmente porque a história dela entra numa fase crucial do drama de Tamia em que eu só queria saber o que ia acontecer a seguir, o que fez com que não me interessasse devidamente pela história dela.

 

Pronto, recomendo, mas é um livro da Dorothy, portanto é quase de certeza um bom investimento e uma aposta ganha.

 

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publicado às 20:26

 

O último livro da trilogia da herança, onde apresenta a história da filha bastarda de Thomas Concannon, Shannon, que descobre que afinal o seu pai não era quem ela pensava e decide viajar até à Irlanda para conhecer as suas duas irmãs, Maggie e Brianna. Lá acaba por se apaixonar por Murphy, um rapaz que é o oposto da cosmopolita Shannon.

 

A parte mais interessante do livro é sem dúvida o inicio. A reacção da Shannon quando perde a mãe e descobre que tem outra família e a parte em que as irmãs se conhecem, mas a redenção da mãe da Maggie e da Brianna porque a filha bastarda do marido lhe dá um abanão não é a mais credível. O Murphy ao inicio é um pouco creepy com toda aquelas história de mal te vi e já quero casar contigo, percebo a parte de já se terem encontrado noutra vida, mas não era preciso quase dar uma de perseguidor. O romance não tem nada de especial, como já disse a relação dela com as irmãs é muito mais interessante, principalmente quando há choques de feitio com a Maggie. Não fosse ser o romance final em que se atam todas as pontas e pouco havia a reter.

 

 

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publicado às 20:38



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