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Fangirl

29.02.16

 

Depois de tanto sururu à volta deste livro, quando me perguntaram que prenda queria, decidi sugerir este (quem me rodeia já sabe que o melhor é perguntarem que livro quero e eu aproveito para pedir livros que são mais recentes). Estava à espera de um livro mais jovem que retrata a passagem da adolescência para jovem adulto (neste caso através da universidade) e foi isso que encontrei.

 

Cath e Wren são duas irmãs gémeas que vão para a universidade juntas, mas enquanto Wren se adapta facilmente a esta nova fase da vida, Cath fica presa no passado e tem dificuldade em integrar-se. Sobretudo quando as suas fan fictions acerca de Simon Snow (um equivalente ao Harry Potter) têm cada vez mais sucesso e ela sente uma certa dificuldade em deixar esse mundo para trás. Para além disso não consegue fazer novos amigos, Wren está cada vez mais distante e o pai de ambas que ficou sozinho parece precisar dela mais do que nunca.

 

Eu quase que digo que a Cath e a Wren representam quase os dois opostos do que mais acontece quando se é caloiro na universidade: ou se tornam umas party girls/boys nos primeiros meses e depois acabam por cair em si, ou acabam por se sentir excluídos e demoram mais tempo a adaptar-se. Eu tive um inicio de universidade muito parecido com a Cath, pois também tenho uma certa dificuldade em lidar com grandes mudanças, embora não me tenha fechado tanto como ela. Por isso foi muito fácil criar ligação com estas personagens. Gostei imenso do Levi (fiquei fã deste moço e dos seus sorrisos!) e da Reagan, duas personagens tão opostas mas ao mesmo tempo realistas e completas. O Nick foi exatamente o que estava à espera que ele fosse (e quase que pode ser descrito como monoselha ). Quando toda a parte do fandom pelo Simon Snow a mim disse-me muito pouco. Tenho várias sagas literárias de que sou fã, já cheguei a pesquisar opiniões ou fanart, mas não muito mais do que isso, por isso se por um lado compreendia, por outro metia-me confusão o modo como Cath tantas vezes prejudicou a sua vida pessoal (e académica) por isso. Além disso para mim a parte mais aborrecida do livro eram mesmo os enxertos da obra de Simon Snow (e quando a Cath leu uma das suas fan fictions senti que aquelas páginas nunca mais terminavam), talvez porque aquele universo não me dizia muito - à semelhança do Harry Potter (e quando descobri que a autora lançou um livro, o Carry On em que basicamente é a fan fiction escrita pela Cath ou algo muito parecido fiquei com pena).

 

Na conclusão, um livro bom, talvez dos melhores que já li este ano, mas ao mesmo tempo senti que faltou ali qualquer coisa (talvez as expectativas estivessem demasiado altas devido a tantas opiniões positivas).

 

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publicado às 20:34

 

Confesso que a sinopse deste me agradou. É a história de três irmãs que apenas têm em comum um pai que nunca as amou (nem quis minimamente saber delas) e que por imposição do testamento desse mesmo pai são obrigadas a morar juntas durante um ano, senão perdem o rancho que deveriam de herdar. As três são bastante diferentes: temos Willa, a vaqueira e a única que viveu com o pai, Lily, a frágil que sofreu violência doméstica por parte do ex-marido e Tess, a miss Hollywood, habituada ao glamour e nem por isso habituada aos ares do campo.

 

Apesar de ao nível das relações amorosas (sim, cada uma delas arranja um moço) não trazer nem ser nada de novo, gostei bastante da maneira como foi descrita a relação entre as três e como foi evoluindo gradualmente de tensão e apreensão para uma amizade entre irmãs, cheia de bons momentos, mas também algumas discussões e brigas. Apesar da vida de rancho não me dizer nada (quando peguei no livro pareceu-me uma mistura da trilogia da Herança - que tem três irmãs -  com o Mentiras e traições que se passa também neste mundo de ranchos e cavalos e afins...) acabei por gostar bastante das descrições de Montana (que me parece ser um sitio com uma beleza selvagem única) e da forma como um rancho funciona. Outro motor da história foi a questão dos homicídios, embora a sua solução seja bastante previsível (era óbvio que o assassino era um filho bastardo). Não houve uma das irmãs que considerasse favorita, as três eram bastante diferentes com defeitos e qualidades, mas ao mesmo tempo não senti aquela empatia que te faz viver na pele das personagens.

 

Uma leitura interessante, um pouco longa demais, mas com um universo que cativa por si só.

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publicado às 20:50

Provocadora

15.02.16

 

Bem eu sei que disse que por enquanto ia deixar o resto desta série de parte, mas entretanto apareceu este livro a um preço fofinho e emprestaram-me o quarto livro, portanto cá está mais um livro da colecção As flores mais raras da Madeline Hunter. Apesar de achar que a Madeline Hunter não escreve livros tão bons como outros autoras do género (Julia Quinn por exemplo), já li livros dela muito bons, nomeadamente da série Rothwell. Nesta colecção em particular ainda não encontrei nenhum que provocasse em mim os mesmos sentimentos, mesmo já tendo lido o primeiro Deslumbrante e o terceiro Pecadora (é um pouco indiferente qual a ordem com que se lê estes livros). Infelizmente, Provocadora veio juntar-se ao conjunto dos anteriores, sendo um leitura agradável, que se lê bem, mas ao qual faltou aquela chama que o tornasse num livro mais interessante.

 

Veriry fugiu no dia do seu casamento (depois da cerimónia) deixando o seu noivo, conde de Hawkeswell sem esposa e na miséria, pois tratou-se de um casamento por interesse. Passado dois anos, Verity é forçada a voltar e a retomar o seu casamento, embora contrariada. 

 

Ora bem, há aqui todo o mistério de porque ela desapareceu (revelado para ai no primeiro ou segundo capitulo do livro) e algumas questões sobre ameaças e pessoas desaparecidas, mas que não são nem de perto suficientes para serem consideradas motor da história. Uma coisa muito estranha é só descobrirmos o primeiro nome de Hawkeswell na página 270 (a mais de metade do livro, o nome dele é Grayson), pois até na cama ela lhe chama Hawkeswell e só para ai no ultimo capitulo, no limiar do felizes para sempre ela lhe chama Grayson, o que retrata basicamente a falta de química entre estes dois, excepto nos lençóis da cama (ou no meio de um canteiro de flores). Verity é no inicio da história um pouco ingénua e apesar de mostrar um crescimento interessante, não me cativou realmente e toda aquela história de hoje andamos aos beijos mas amanha tento fugir dele acaba por ser um pouco entediante.

 

Na conclusão, a história até poderia ter sido interessante pois tinha um ponto de partida intrigante, mas acabou por se perder um pouco nela mesma e ser mais do mesmo, não deixando, apesar de tudo, de ser um leitura agradável e que se consegue ler com algum ritmo (equivalente a um balde de pipocas, que no inicio te sabem bem, mas a certo ponto começas a ficar enjoada).

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publicado às 21:00

 

Eu já tinha lido dois livros de Anita Shreve, O casamento em Dezembro e a Praia do destino. Se do primeiro não fui grande fã, o segundo intrigou-me (em que a história ao inicio até parecia aborrecida e que me acabou por surpreender e agarrar a meio do livro). Mas já algum tempo que não lia nada dela e quando surgiu a oportunidade de conhecer a mulher de um piloto que morreu num avião que explodiu (e onde se levanta a questão óbvia de que até que ponto isto foi responsabilidade dele) fiquei um pouco de pé atrás: afinal tratava-se de um livro editado em 1998 e que nunca mais foi cá publicado.

 

Kathryn é casada com Jack, um piloto de aviões comerciais que morre num avião que explode no ar à beira da Irlanda. Na tentativa de perceber o que aconteceu e de superar a sua morte, Kathryn começa a fazer algumas investigações por contra própria, onde acaba por perceber que afinal não conhecia o seu marido assim tão bem, ao mesmo tempo que várias teses de a culpa do acidente ser do piloto são levantadas.

 

A linha da história não é demasiado complexa e até é bastante fácil prever o que se passava na verdade com Jack, mas confesso que fiquei agradavelmente surpreendida com o livro, principalmente na maneira como aborda a dor de Kathryn, a sua exposição aos contornos macabros e aos media e sobretudo a maneira como ela tenta lidar com a dor da filha. No final, a história não era nada de novo ou muito fora da caixa, mas estava bem escrita, com um lado humano da tragédia e das várias fases de uma relação bem representadas o que acabou por o tornar numa leitura interessante, embora não ao ponto de ser lido de forma compulsiva.

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publicado às 20:18

A Dama Negra

03.02.16

 

Este livro prometia. A sério que sim, mas a verdade é um protagonista masculino que detestei em conjunto com alguma previsibilidade do enredo tornaram este livro que poderia ter sido tão interessante numa leitura quase sofrível e que não havia meio de terminar.

 

A Drª Miranda Jones descende da importante família Jones do Maine e teve sempre tudo menos uma família (com excepção do irmão Andrew). Especialista em arte renascentista, é convidada pela mãe (com quem se dá muito mal) para autenticar uma peça que se suspeita ser de Miguel Ângelo. Mas tudo corre mal e a dama negra em vez de elevar a reputação acaba por destrui-la. Para tentar descobrir o que se passou realmente, Miranda vai contar com a ajuda de Ryan, um esquivo ladrão.

 

Como dá para ver pelo resumo a história parecia ter tudo: mistério, acção, um pouco de história, intrigas familiares e romance. Mas depois apareceu o Ryan, com aquela atitude de quando me dá jeito preciso de ti (aquele epilogo no final então foi pavoroso e (spoiler) estar não sei quanto tempo sem querer saber dela e depois vir pedi-la em casamento foi algo que fascinou. Fora isto, houve também várias questões que eram bastante óbvias, nomeadamente na relação da Miranda com a mãe e num dos suspeitos (confesso que o mau da fita me escapou e me pareceu um bocado ali atirado para o meio só para ter alguém como culpado, foi estranho). O final foi assim assim. Parece que se passou todo o livro à espera de descobrir quem queria tanto mal à Miranda e quando finalmente se sabe, fica um sabor a "tanto alarido só por isto". A Miranda foi uma heroína qb, acho que lhe valorizei o sentido prático e a faceta lutadora.

 

Fica aqui uma citação que achei bastante fofinha, embora no fundo não concorde com ela. Não é o amor que faz girar o mundo, se fosse, acho que o mundo seria um lugar muito melhor (não me referindo claro só ao amor no sentido de casal, mas de todas as suas vertentes).

 - E talvez se as pessoas não fingissem que o amor é que faz girar o mundo escolhessem os seus companheiros com mais cuidado.

              - É o amor que faz girar o mundo, Miranda. É por isso que o mundo está de pernas para o ar.

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publicado às 20:47



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