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O meu cenário idílico é estar de férias e ter um livro da Dorothy Komson para ler. 

 

Nesta obra ficamos a conhecer a história de Saffron (cujo o nome só me fazia pensar em açafrão), uma mulher que teve o marido assassinado há 18 meses e que como forma de se manter ligada a ele decide terminar o livro, com receitas de cozinha, que ele estava a fazer - os aromas do amor. Mas uma revelação chocante da filha e o regresso do assassino do marido farão com que a vida de Saffron volte a dar uma volta o que a vai forçar a reagir e a sair do torpor causado pelo luto. 

 

Ora bem temos um assassino psicadélico, uma mãe que além de ter que lidar com os fantasmas da morte do marido tem que tentar reaproximar-se da filha que está com um problema sério e tem uma forte pista para quem assassinou o pai, relações familiares complicadas, uma espécie de um quadrado amoroso (que incluem o falecido e os dois homens jeitosos que aparecem na história), falsos amigos e uma leitura que não se consegue parar até se chegar ao fim. Senti simpatia pela Saffron, pela situação que ela passa e sobretudo porque ao ler um livro destes é impossível não nos tentarmos colocar no lado dela e tentar pensar no que faríamos se perdêssemos o amor da nossa vida daquela maneira ao mesmo tempo que se tenta proteger os filhos. A filha da Saffron irritava-me um bocado e irritava-me ainda mais as concessões que a Saffron lhe fazia porque tinha passado por muito, mas talvez pense isto por não ser mãe. Não houve assim grandes surpresas na história, acho que a única relevante foi a da pessoa que se aproximou da filha da Saffron de forma nociva, o resto era mais ou menos óbvio pelas pistas deixadas.

 

Um bom livro, interessante e tocante. Não espectacular (como outros que ela já escreveu) mas foi bom e soube bem voltar a ler um livro desta autora. Quero mais.

 

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publicado às 20:21

De amor e sangue

28.03.16

 

Eu comecei este com receio por causa da sinopse. É algo do género: Hope é filha bastarda de Lady Harvey e do seu amante e foi criada numa família pobre próxima da mansão dos pais, sem nunca pertencer lá de facto. Acaba por trabalhar como criada na casa da mãe e ficar deslumbrada por aquele mundo, até ao dia que vê algo que não devia e é obrigada a fugir para bem longe. Sem dinheiro nem amigos, Hope acaba por ir parar num bairro degradado de Bristol onde vai conhecer a miséria e a fome. Mas o seu bom coração é visto pelo Dr. Bennet que acaba por a levar para a Crimeia como enfermeira de guerra. Basicamente com isto ficamos a saber metade do livro, ou mais, o que para mim foi muito frustrante porque acho que teria gostado muito mais do livro se a sinopse se limitasse a Hope filha bastarda da Lady e acabou por trabalhar na casa dela. Chegava bem. Mas o meu receio foi na parte de "bairros de miséria" e "guerra de Crimeia". Ou seja já estava a prever um livro com muita miséria e relatos tocantes e não estava com muita cabeça neste momento para algo assim.

 

Hope é uma heroína criada por Lesley Pearse, portanto já se sabe que é uma moça lutadora, com uma grande coragem e claro que vai enfrentar muita miséria, sobreviver a isso tudo e chegar a algum lado. O Dr. Bennet é uma personagem fofinha que honestamente enquanto a guerra durou estive a espera que ele morresse (embora a autora não se privou de pregar umas partidas previsíveis). A Nell foi para mim uma das personagens que teve uma maior evolução ao longo da história, que passou desde criada servil, a mulher maltratada e terminou como uma mulher independente e que enfrentou os seu fantasmas (até me atrevo a dizer que gostei mais dela do que da Hope). Lady Harvey foi uma pessoinha irritante que teve mais ou menos o fim que merecia com uma redenção lá pelo meio, e falando nela, este livro têm uma vertente muito à Downtown Abbey ao mostrar aquela faceta de os criados meio que idolatram e vivem a vida dos seus Ladys e Lords de forma muito intensa, enquanto que estes Ladys e Lords pouco se interessam se eles estão bem ou mal. Há alguns mistérios e são estes que provocam a fuga de Hope, mas nada de muito surpreendente e algumas acções dos maus da fita foram para mim bastante previsíveis. Por fim, a guerra da Crimeia, por mim desconhecida, que me pareceu bastante estúpida nos seus motivos (também não houve grande explicação deles) mas que foi interessante de conhecer, nomeadamente as condições desumanas dos soldados e os falsos heróis de guerra que eram aclamados em Inglaterra, mas que na verdade nada de produtivo fizeram (o que poderia quase lançar um debate da influência da comunicação social na opinião das massas).

 

Um livro interessante, onde se aprende umas coisas, com uma heroína que gostei qb, personagens secundárias que não estão ali só por estar mas também são bem desenvolvidas. Não é de cinco estrelas porque lhe faltou aquele click, mas uma leitura que recomendo.

 

 Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

 

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publicado às 20:24

Private

21.03.16

 

Eu conhecia James Patterson de ele aparecer na série Castle a jogar poker com o protagonista, onde também estavam presentes outros autores conhecidos (para quem não conhece a série - shame on you! - Castle é um escritor famoso de policiais que passa a ajudar a policia quando alguns dos seus crimes da ficção começam a acontecer na vida real. E também já tinha lido um livro dele, que não me correu nada bem, então nunca tinha tentado ler mais nenhuma obra do autor, apesar de ser já consagrado.

 

Private é uma agência de investigação elitista com tecnologia de ponta a quem os endinheirados de Hollywood recorrem para esconder/revelar segredos. Jack Morgan é um ex marinheiro que "herdou" a Private do pai. Neste livro ele têm de lidar com um serial killer de jovens adolescentes, um escândalo na NFL (liga de futebol americano) e o homicídio da mulher do melhor amigo que também é uma ex amante dele (é difícil encontrar mulheres no livro que não tenham sido actuais ou ex amantes dele).

 

Uma coisa boa do livro é que ritmo é rápido. Eu nunca tive muita paciência para demasiadas descrições ou obras muito lentas e este é sem dúvida um recorde em rapidez, pois muitos dos capítulos têm apenas uma página e num livro de menos de 400 páginas acabamos por ter cerca de 140 capítulos. Ao longo do livro para além do desenvolver dos três casos principais acompanhamos também a rotura do dono da agência, ao tentar descobrir o que se passou no Afeganistão ao mesmo tempo que lida com as memórias do passado do pai e do presente do irmão que é tão sacana como o pai (imaginem o que é ter um irmão gémeo do mal, é mais ou menos isso).

 

Quanto aos casos, o homicídio da companheira do melhor amigo têm um solução bastante óbvia (que foi topada a milhas) e o das raparigas nós conhecemos o assassino antes da Private, pois a história também tem partes na perspectiva dele (e para mim dos três é o mais interessante, gostei imenso do pormenor que contribuiu para a prova definitiva de quem era o assassino, achei bastante original). O caso da NFL também não é nada de muito extraordinário, mas como o ritmo era tão rápido também não chateou.

 

Uma coisa confusa são os narradores: tanto temos o Jack na primeira pessoa, como temos na terceira pessoa quando se acompanham outras personagens (e a história tem imensas personagens, deste os funcionários da Private a pessoas que entram em contacto com a agência, à policia local, mafiosos, ...).

 

Para quem gosta de um livro com mistérios bem trabalhados em que todos os pormenores contam, este não é o vosso livro. Este é um livro mais "light" que os do seu género, sem grandes jogos metais, com personagens interessantes, mas pouco desenvolvidas para além do protagonista.

 

(Uma coisa interessante que li noutras reviews é que quem está mais familiarizado com o estilo do autor afirma que este foi escrito na maioria por Maxine Paetro, a co-autora porque a escrita não parece dele. Como não conheço o estilo dele, aqui me resigno aos especialistas).

 

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publicado às 20:35

 

 

Este é o quarto do livro de José Rodrigues dos Santos que li e apesar de não ser dos meus atores favoritos e o género de livros que escreve também não ser dos que me prendem mais, sempre consegui ler todos os livros até ao fim com um interesse moderado e sempre senti que tinha aprendido umas quantas coisas. Se há coisa boa nas obras dele é que se nota bem que há um grande e bom trabalho de investigação por detrás de cada obra, embora ás vezes peque por ter um foco maior na informação que quer transmitir, acabando por prejudicar a fluidez da história principal e penso que isso se notou ainda mais n'A chave de Salomão. 

 

Tomás Noronha (que pelos visto já teve outras seis aventuras antes desta) é um professor universitário que entretanto se tornou um consultor da Gulbenkian e que acaba por se tornar o primeiro suspeito quando um chefe da CIA é encontrado morto, sendo a única pista um papel com o nome do protagonista. Como a CIA já decidiu declará-lo culpado e fazer com que ele desapareça, Tomás acaba por decidir fazer as investigações por conta própria.

 

Ora bem primeiro que tudo eu não consegui ler o livro todo. Cheguei um bocadinho antes de meio. Porquê? Bem, a narrativa era tãaaaao lenta e do que li a maioria eram diálogos sobre teorias de fisica quântica e afins, em que basicamente a Maria Flor - que parece estar ali porque este género de história precisa sempre de uma mulher que bebe tudo o que o protagonista masculino diz - perguntava e o Tomás respondia. Mas com graaaandes explicações. Atenção: eu gostei de ficar a conhecer as teorias apresentadas, mas a forma como foram descritas com diálogos enormes acabou por fazer com que a minha atenção se perdesse completamente e sentia  que parecia que estavam sempre a dizer a mesma coisa. Quase que era um alívio quando aparecia um capitulo em que eram descritos os avanços dos inimigos do Tomás, porque ao menos ai a narrativa era mais rápida (eu nunca tive paciência para narrativas muito lentas e demasiado descritivas ou com ênfase sempre na mesma coisa). Acabei por ler também o último capitulo, como faço sempre que deixo um livro a meio (quase como na esperança que o fim me faça mudar de ideias) e sabem que mais? Percebi uns bons bocados do resto da história que se tinha passado entretanto e o grande mistério (claro que não na sua totalidade, mas de forma assim mais simplista e que efectivamente estava relacionado com as explicações do Tomás já referidas). Pontos positivos: gostei sobretudo das teorias sobre as experiências pós morte e as explicações sobre alguns estados psicológicos que são comummente associados ao espiritismo.

 

Na conclusão, acabei por dar duas estrelas apesar de não ter terminado, porque aprendi algumas coisas e o livro tem um bom conteúdo. Só é pena a narrativa principal ser tão desligada e não ter força suficiente para puxar o meu interesse para o resto da história.

 

Os outros livros que li do autor foi A Filha do Capitão, O Homem de Constantinopla e Um Milionário em Lisboa.

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publicado às 20:47

Perigosa

09.03.16

 

Ora e não é que depois de três livros desta série todos iguais ou lá perto lá vem um que se conseguiu destacar? Eu já estava curiosa com os protagonistas desta história (que já tinham aparecido e "crescido" nos livros anteriores, principalmente com o Castleford, uma das personagens do género mais boémia e cativante).

 

Castleford é um duque que faz literalmente o que quer (excepto às terças ferias, o único dia em que está sóbrio), mas um dia recebe uma inesperada herança com uma inquilina ainda mais surpreendente (sendo esta herança nada mais nada menos que a casa das Flores Preciosas, palco de inúmeras cenas desta série e a inquilina, Daphne, a fundadora da comunidade de mulheres que cultivam flores e não fazem perguntas umas às outras).

 

Eu não gostava muito da Daphne nos outros livros, embora lhe apreciasse o estilo de apontar (ou ameaçar apontar) uma pistola a quem se intrometesse. Quanto ao Castleford, era mais uma curiosidade, porque apesar de toda a faceta de "sou um boémio", ele preocupava-se com os amigos e em quase todos os outros livros foi decisivo para o rumo (e honestamente as cenas mais interessantes nos outros livros eram as que ele estava). Aliás, mais digo que ele é o motor deste livro, porque a Daphne após alguns beijos perde muito rapidamente a faceta de durona que tanto a caracterizava. Ele tem uma evolução mais suave e por isso mais natural (e até quase ao fim ele pensa que se vai cansar dela rapidamente). A redenção dele, apesar de esperada acaba por ser irrealista, mas afinal, quem quer um romance realista não se põe a ler estes livros não é? A surpresa no final do livro, é mesmo uma surpresa grande e lembrou-me a Madeline Hunter de outros livros. O vilão acaba por ser ok, ligeiramente irritante, mas não muito digno de nota. E também há o felizes para sempre dos casais dos outros livros, é incrivel como discutem tanto nos seus próprios livros, mas depois quando aparecem após estes estão sempre felizes e contentes num "amor perfeito".

 

Apesar de na minha regra de classificações não ser um livro de quatro estrelas, por ser bem mais interessante que os seus três antecessores (que acabam por ser essenciais para se perceber melhor os protagonistas deste livro, não é a mesma coisa lê-lo em solo) resolvi dar-lhe essa classificação.

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publicado às 20:37

 Gosto deste tipo de silêncio.

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publicado às 22:11



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