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O Nascimento de Vénus

A arte renascentista na Itália do século XV, umas época de arte e lutas pelo poder sempre foi palco de inúmeros romances. Já tinha lido Os Cisnes de Leonardo, uma história dentro do mesmo género e que me cativou.

 

O nascimento de Vénus conta a história de Alessandra, uma jovem de Florença, filha de um importante comerciante, que viveu a arte de forma muito intensa e quando os pais contratam um pintor, Alessandra quer a todo o custo conhecer a sua arte e a sua alma. Muitos anos depois a irmã Lucrezia morre num convento onde viveu durante muitos anos. Ao limpar o seu corpo, as freiras encontram uma serpente tatuada no seu corpo. O fato de estas duas personagens tão distintas serem uma só pessoa é o mote da história: o que transformou a inebriante Alessandra que tudo questionava numa freira?

 

Alessandra é uma personagem forte: desde a jovem que tudo quer saber e a quem não deixam ser artista, à mulher que se vê ligada a um casamento interessante, assiste a grandes mudanças políticas, religiosas e artísticas em Florença. O grande ponto da história é mesmo o que está na sinopse: a Alessandra que conhecemos é demasiado inquisidora e inconformada para estar placidamente num convento. E embora no fim tudo faça sentido ao mesmo tempo não fiquei completamente convencida que os motivos que a levaram para lá tivessem mesmo acontecido (um convento que inicialmente era um antro artístico de mulheres e onde podiam receber todo o tipo de visitas, não me parece que  Igreja concordasse com isso tão placidamente e durante tanto tempo). No total gostei da história, de acompanhar a perda da inocência da Alessandra e de como ela se torna numa mulher forte e independente. Mas a partir de mais de meio do livro senti que a história perdeu um pouco do seu folgo, entre a transição do fanatismo religioso para o convento e por isso vou dar 3 estrelas, embora até essa altura estivesse claramente convencida que era um livro de 4 estrelas, mas o final não me convenceu.

The Birth of Venus The Birth of Venus

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publicado às 21:35

Mil Noites de Paixão (Medieval Series (Chronological order) #6)

Comecei a gostar da escrita de Madeline Hunter quando li a série Rothwells, mas confesso que em 90% dos livros da autora que li fora desta série me deixara desiludida. Infelizmente estes livros mais medievais estão no topo das desilusões, e se com O Protetor as coisas não tinham corrido bem, tinha esperanças que este livro que é da mesma série e onde também entram as mesmas personagens as coisas corressem melhor. Infelizmente não correram.

 

Lady Reyna é viúva que herdou uma propriedade do marido. Mas quando a sua propriedade em conjunto com outras é cercada pelos exércitos de Morvan (protagonista do Protetor) que veio reaver os terrenos que outrora pertenceram à sua família, Reyna tem de lidar com o cerco e a invasão provocadas pelos homens de Ian de Guilford. Para tentar parar a invasão, Reyna faz-se passar por cortesã e tenta matar Ian, mas as coisas vão sair fora do controlo.

 

A história tem bons ingredientes: um romance que começa de forma singular, algumas lutas territoriais e de poder, personagens de outros livros. Mas a verdade é que a forma como tudo é ligado e contando é bastante pobre e confusa. Depois o romance tem muitas parecenças com o do Protetor, a forma como se desenrola, o atrito entre os dois, uma fortaleza que está de algum modo ameaçada e é a mulher que a tem de a proteger e o homem aparece inicialmente como mau, mas depois torna-se bom.No fim senti que não aprendi nada de novo, que as disputas e o romance me foram completamente indiferentes.

 

Lord of a Thousand Nights (Medieval #6)

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publicado às 21:12

Nerve - Alto Risco

Comprei este livro pelo trailer do filme. E pelo facto que isto podia ser real, acho perfeitamente plausível num mundo em que vivemos agarrados a redes sociais e a reality shows que um jogo de desafios em troca de prémios fizesse bastante sucesso. E claro, acabaria por ter um lado negro, tal como as redes sociais e os reality shows. Acabaria por ser responsabilidade de cada um de nós este lado negro, por sermos ávidos por cusquice em tempo real e uma forma instantânea de divulgação. Mas voltando ao livro.

 

Vee é um jovem responsável e pacata. A fiel melhor amiga, que tem em Sydney a amiga diva e social que apesar de a adorar acaba por a fazer sentir-se inferior. Juntando algumas circunstâncias, Vee acaba por participar num jogo de desafios online, apenas para provar a si mesma e aos outros que não é apenas a Vee amiga fiel. Lá conhece Ian e acaba por se envolver com ele e com um jogo que parece saber exatamente o que ela mais precisa. Até que as coisas saem fora do controlo.

 

Coisas que não gostei. Primeiro: os desafios que são mostrados no trailler do filme são bem mais interessantes do que os do livro, principalmente os primeiros. Segundo: Vee acaba por me chatear com aquela atitude irritante que aparece de vez em quando. Terceiro: Ian é perfeito de mais e estava à espera de a qualquer momento descobrir que ele era mau e só se estava a aproveitar dela. Quarto: o desafio final parecia nunca mais acabar (e parecia um circulo infinito de odiamos a Vee).

Nerve – In Theaters July 27 emma roberts naked dave franco nerve

Coisas interessantes: bem, fiquei curiosa para saber se ela sobrevivia e assustada pelo que as pessoas são capazes de fazer por entretenimento: afinal, era tudo a fingir não era?

 

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publicado às 21:04

 A Filha das Estrelas

Desta vez Nora Roberts leva os leitores pelo mundo das bandas de rock que surgiram nos anos 60 mas que nos anos 90 ainda se mantêm no ativo, contando a história de Emma, filha do cantor Bryan McAvoy, vocalista da banda Demolition. 

 

A história de Emma começa na infância, desde os maus tratos pela parte da mãe, do momento que é levada pelo pai, à infância feliz com ele, a madrasta e o irmão mais novo, a um homicídio que vai mudar a vida de todos para sempre. Na sombra deste evento Emma tem um adolescência cheia de limitações e enquanto jovem mulher quer afirmar a sua independência. Pelo meio há relações de amizade e amor, boas e más, tanto de Emma como dos quatro membros da banda que acabam por ser a família dela.

 

Uma coisa boa da história é não ser centrada apenas na relação amorosa com o interesse amoroso de Emma e toda a ação se centrar à volta disso, mas a relação acaba por ser mais um adereço de tudo o resto, o que efetivamente torna este livro bem melhor que outros da mesma autora. É fácil criar empatia com a Emma, os membros da banda e a madrasta, Bev, pois as relações entre eles vão mudado ao longo dos anos, com um cruzar e descruzar de destinos. Quanto ao homicídio que vai definir toda a história não me foi difícil perceber quem era um dos assassinos e o outro tornou-se óbvio pouco tempo depois. Quanto ao interesse amoroso, houve uma parte que me lembrou este aqui, e não é o melhor do livro, mas acaba por fazer sentido ele ficar com ela no fim.

 

É talvez um dos melhores livros de NR que já li, talvez por haver muito dinâmica na história e poucos diálogos amorosos de porque somos almas gémeas.

Public Secrets Segredos

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publicado às 20:23

Aquele beijo

07.10.16

 Aquele Beijo (Bridgertons #7)

Ler um livro da série Bridgeton da Julia Quinn é sempre sinal de um momento bem passado. E apesar de não ser o meu preferido gostei bastante da relação da Hyacinth e do Garret.

 

Garret tem uma relação muito má com o pai e numa grande discussão ele percebe porque o pai não gosta dele e os dois cortam relações (o que não evita alguns encontros desagradáveis). Para além disso a sua avó é Lady Danbury, uma infame senhora idosa, que aparece já nos outros livros, e é através dela que conhece Hyacinth Bridgeton, a caçula da família. Juntos vão tentar descobrir os mistérios de um diário da outra avó dele e acabam por se apaixonar.

 

A relação entre o Garret e a Hyacinth é adorável: eles discutem mas não ao ponto de se estarem sempre a insultar, é um picardia bastante saudável e divertida. O mistério da avó Isabella é interessante e confesso que adorei o desfecho dele e apesar de haver pouca presença dos outros irmãos Bridgetons (característica dos últimos livros da série) Lady Danbury acaba por compensar essa falta do humor entre irmãos com a sua perspicácia e sátira. Custou-me imaginar a Hyacinth como adulta: afinal em seis livros ela foi a caçula pertinente que só fazia partidas e era descarada. Garret lembrou-me um pouco outros protagonistas masculinos desta série (principalmente o Michael e o Colin) e é fofinho e adorável e safado (tudo nas medidas certas). Mas no fim apesar da história ser interessante e ter devorado o livro não é tão bom como os meus preferidos da série (Crónicas de paixões e caprichos, Amor e enganos, A bela e o vilão ... ).

 

Um Beijo Inesquecível (Os Bridgertons, #7) It's in His Kiss (Bridgertons #7)

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publicado às 20:10



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