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Perdida

28.09.18

Perdida (Perdida, #1)

Quando li a sinopse deste livro fiquei entusiasmada. Uma rapariga do nosso tempo perdida no século XIX tinha tudo para ser divertido. Sofia é uma moça hi-tech que não vive sem as tecnologias do nosso tempo e vive apenas para o trabalho. Um dia perde o telemóvel e tem de comprar um novo. Este não é um telemóvel normal e vai transporta-la para o século XIX onde conhece Ian Clarke e a sua família. Ao mesmo tempo que tenta voltar para o futuro, começa a apaixonar-se pelo Ian.

 

Ora bem, problemas, problemas... A Sofia irritou-me à brava (usando o estilo dela falar). Porquê? Supostamente tem 24 anos mas comporta-se e fala como se estivesse no auge dos seus 15 anos. O meu eu de 15 anos teria adorado este livro, o meu eu atual achou a Sofia simplesmente infantil no geral (ainda tive esperanças que crescesse ao longo do livro, mas não). Além disso, que fã de Jane Austen não percebe nada dos costumes daquele tempo? O Ian foi outro problema, era giro, simpático, querido, preocupado, aiii... tão perfeito! Perfeito de mais a meu ver, falta-lhe ali um pouquinho de personalidade. Quanto à história, ideia original, com uma linha de história interessante, mas completamente estragada pelos protagonistas, apesar de ter algumas partes divertidas. Gostei da explicação de alguns temas, como a casinha ou as folhas de alface. Bastante educativo 

 

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publicado às 10:10

Uma voz na noite

21.09.18

Uma Voz na Noite

Paris Gibson é uma locutora de rádio que tem um programa de músicas românticas noturno (semelhante ao Oceano Pacifico?) onde os ouvintes podem falar com ela e fazer dedicatórias. Um dia recebe uma chamada de um ouvinte habitual, Valentino, a ameaçar matar a ex-namorada porque Paris a aconselhou a terminar com ele. Na tentativa de apanhar o Valentino antes que ele cumpra a ameaça ela própria fica na mira dele.

 

Ora bem, este livro podia-se chamar "Estamos todos atraídos pela Paris", porque não há um único personagem masculino que não tenha uma crush por ela. Torna-se frustrante e além disso fá-los parecer todos iguais! Dito isto, a história é contada de várias perspetivas. desde da Paris, dos policias que investigam o caso, da rapariga que foi raptada (Janey), do Valentino e dos diversos suspeitos que a policia tem (desde um tarado, a dois colegas de trabalho de Paris e por ai fora). Portanto à todo um leque de histórias e cenários a desenrolarem-se, mas que estão bem ligados e não são demasiado confusos. A juntar a isto tudo há ainda o passado da Paris que se vai revelando ao longo do livro. Portanto não há falta de tema e não é, de todo, um livro aborrecido. Mesmo assim dei-lhe 3 estrelas, porque não gostei muito da Paris (não da personagem assim, mas do cenário de todos amam a Paris) e do Dean. Porque o lado macabro da história esta bem conseguido.

 

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publicado às 10:50

Quando as Estrelas Caem (Starbound, #1)

Este aqui apanhou-me completamente de surpresa. Eu não sou a maior fã de livros baseados em desastres (leia-se Titanic) porque tem demasiadas mortes e eventos traumáticos (e foi real), mas como este se passa num universo alternativo e futurista, foi mais fácil desligar do drama real e ligar ao drama ficção. Icarus é a nave espacial maior e mais rápida do universo (e o seu próprio nome é uma ironia) e nele viajam cinquenta mil pessoas. Lilac é a única filha de um dos homens mais poderoso do universo e dono da Icarus. Habituada ao luxo, vive numa redoma dourada. Tarver é um soldado, que foi promovido a herói nacional. Não se sente conformável no ambiente glamoroso da Icarus, mas parte das funções de ser herói nacional é estar no meio dos ricos e poderosos. Quando a Icarus tem um acidente, ambos escapam sozinhos na mesma nave e ficam presos num planeta desconhecido, onde não parece existir mais ninguém.

 

Apesar da capa e da própria sinopse  parecerem classificar este livro como "apenas mais um romance" ele é na verdade muito mais que isso. Há o choque de classes entre ambos em que Lilac tem de cair do pedestal e Tarver tem de aprender que a Lilac é mais que a dondoca que representa. Há toda a temática do que aconteceu à Icarus, que planeta é aquele e que estranhas vozes são as que a Lilac houve (e a parte da Lilac sozinha dentro da Icarus arrepiou-me bastante!). E no fim disto tudo é então um romance, muito lento, mas que apenas na fase final do livro ganha importância, o que é ótimo, porque deu espaço para ambos crescerem sem serem presos no amor um do outro. Gostei mesmo deste livro, é surpreendente, refrescante e prendeu-me até à última página (que tenho de dizer que me deixou muito insatisfeita, queria saber como eles voltam à sociedade, sobretudo a Lilac e também me perturbou a forma como simplementes a morte de cinquenta mil pessoas pode ser assim eliminada...).

 

Infelizmente este parece ser mais um caso de uma trilogia que a publicação foi abandonada em português (provavelmente porque a capa e a sinopse remetem para uma coisa e o livro é outra, aliás, já tinha visto este livro e não me tinha cativado o suficiente noutras alturas). Penso que se tivessem mantido a capa original (que é linda e extremamente cativante) tinham tido mais sucesso de vendas. Mas é apenas uma opinião, eu não percebo nada de marketing "livresco".

 

These Broken Stars (Starbound, #1)

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publicado às 11:33

 Lucrécia Bórgia - A Princesa do Vaticano

E lá vamos nós outra vez mergulhar no universo dos infames Bórgias, do Papa que gostava de mulheres, no irmão que se dizia ter um caso com a irmã. 

 

Lucrécia é a filha do Papa, e uma das mulheres mais conhecidas da renascença italiana. Aqui, ela conta na primeira pessoa como foi, para ela, alguns dos momentos mais marcantes da época, começando com a eleição do seu pai como Papa, quando tem 13 anos até ao seu iminente terceiro casamento, aos 20 anos.

 

Fiquei ligeiramente desiludida com esta história. Lucrécia não é a infame apresentada noutras obras, mas não foi isso que me fez confusão e até foi na realidade, refrescante essa faceta. Foi a pouca densidade das outras personagens (além da protagonista), alguma criatividade que o autor tomou que não estava à espera e o ritmo lento da história. Apesar de tudo é um livro que se lê relativamente bem, a própria história original tem muito material dramático.

 

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publicado às 10:23

And I Darken

07.09.18

 And I Darken (The Conqueror's Saga #1)

Este livro é completamente diferente de tudo o que já li até hoje, o que me cativa e assusta ao mesmo tempo.

 

Lada e Radu são filho de Vlad, príncipe da Wallachia que foram negociados como termos de paz entre o pai e o imperador Otomano. Num pais estranho, com uma cultura e religião diferente, Lada, destemida e feroz só pensa em fugir, mas Radu sente-se em casa como nunca se sentiu na Wallachia e acaba por se converter também ao Islão. Os dois irmãos acabam por encontrar em Mehmed, o filho do sultão, um amigo improvável e uma teia de conspirações e segredos irá envolve-los.

 

Para os mais atentos, é fácil perceber que esta história se baseia em factos reais, mas apenas isso, não é historicamente correto. Não existe nenhuma Lada, mas existe  um Radu e um Mehmed. Lada é nada menos que a versão feminina reimaginada de Vlad, o empalador (no qual é baseado a lenda do conde drácula). E ela é bem cruel que chegue para esse papel, apesar de não ser preto no branco (Lada é protetora, tanto do irmão como de Mehmed e dos seus homens em várias situações). Lada acaba por ser desenhada como uma feminista precoce, que é tão boa lutadora como qualquer homem e que não se conforma com o papel de "mercadoria" matrimonial.

 

Radu é o oposto da irmã. Era uma criança carente de amor e chorona que acaba por evoluir para um homem observador e inteligente. As armas que os irmãos usam para sobreviver são opostas e quando usadas em conjunto beneficiam ambos. Apesar disso a sua relação é muito complexa, de amor e desprezo mutuo, ainda mais intensificada pelo facto de ambos se apaixonarem pela mesma pessoa. E o resto da história anda basicamente à volta disto, porque quando se apaixonam ambos os irmãos parecem esquecer as motivações que tinham até ai.

 

A história é original, mas ao mesmo tempo muito grande e anda muitas vezes em círculos. É interessante o crescimento dos protagonistas, mas quando surge Mehmed perde-se um bocado da magia da história, porque os protagonistas quebram a sua alma por ele e isso mata um bocado a história. Embora no fim, Lada tenha finalmente decidido voltar a ser ela mesma, o que me deixou curiosa sobre o que vai acontecer a seguir.

 

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publicado às 12:01



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