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The Plantagenet Prelude (Plantagenet Saga, #1) The Revolt of the Eaglets (Plantagenet Saga, #2)

Com alguns livros sobre a Guerra das Rosas que li nos últimos anos surgiu a curiosidade de saber como surgiu a dinastia que termina (de vez, não oficialmente) no fim desta guerra. Ou seja, os reis de Inglaterra eram até então da casa Platageneta e no fim desta guerra surge a Casa Tudor a reinar na Inglaterra. Jean Plaidy, pseudónimo de Eleanor Burford, lançou vários livros sobre este e outros períodos da história inglesa e francesa nos anos 70 e pareceu-me uma aposta interessante para conhecer melhor este período.

 

O primeiro livro começa com a história de Leonor de Aquitânia (ou Eleanor) uma conhecida minha de um livro recente. Tenho a dizer que a Leonor apresentada em ambos os livros é bastante diferente: em a Rainha do Verão Leonor é uma duquesa que ama a sua terra e quer ser levada a sério como governante. Neste, Leonor é mais fútil e mais intriguista e foi para mim difícil conjugar as duas numa só. Num a maioria das histórias dos amantes dela são boatos, noutra são verdade. Ela tem uma vida bastante atribulada, dois maridos e uma família que se vai auto destruir. O segundo marido dela, Henry II é quem na prática cria a casa Platageneta na Inglaterra e tem uma personalidade tão forte como ela. O segundo livro termina com a morte deste rei.

 

A escrita podia ser melhor, mas dou-lhe o desconto do tempo e além disso não os li apenas na perspetiva de romance, mas mais na perspetiva de curiosidade histórica e esse papel eles cumprem bem. As personagens vão crescendo e mudado ao longo da história e aqui todos os boatos históricos são verdade. Uma leitura interessante para os amantes de história e não apenas de romances históricos. Eu vou continuar com a leitura desta saga.

 

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publicado às 23:58

A Lady Improvável (Playful Brides, #3)

 

Sinopse: "Jane Lowndes é uma jovem solteira de 26 anos que adora ler e que sonha em passar o resto dos seus dias a estudar, a lutar pelos direitos das mulheres e a frequentar salões intelectuais. Contudo, a sua mãe tenta insistentemente convencê-la a casar e a participar em eventos sociais. Lorde Garrett Upton é um solteirão despreocupado que sobreviveu à guerra e regressou a Londres com o intuito de aproveitar ao máximo a vida. Tal como Jane, não tem qualquer intenção de se casar. Ambos se conhecem há vários anos, mas não se toleram, estando constantemente a discutir e a provocarem-se. Só que um dia, num baile de máscaras, beijam-se, sem saberem a identidade um do outro. Quando o descobrem, tudo começa a mudar entre eles."

 

Este é o tipicamente banal romance de menina "nerd" que gosta de ler livros e o menino que supostamente "anda com todas" mas na realidade é "nerd". Qualquer coisa assim. Ah, e discutem o tempo todo até se beijarem...depois tornam-se mais amigos.

 

O inicio foi duro. Não sentia grande empatia com as personagens, ainda mais este parece ser o terceiro livro de uma saga e as personagens dos dois anteriores estão presentes com muitas frases que penso que quem só leu os outros iria perceber. A partir do beijo, a história fica mais interessante, porque os protagonistas saem do cliché inicial e desenvolvem um pouco as suas personalidades e há alguns momentos cómicos. Um livro fofo e leve, nada de novo, nada de velho.

 

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publicado às 17:56

A Última Carta de Amor

Jojo Moyes gosta bastante de criar histórias em que uma personagem vive no passado e uma personagem no presente tenta desembrulhar a história do passado. Aconteceu o mesmo neste aqui.

 

Jennifer Sterling é uma mulher troféu de um empresário bem sucedido dos anos 60. Um dia tem um acidente de carro e acorda sem memórias. A sua vida, não lhe parece dela, e não parece sentir qualquer atração pelo marido. Até que um dia encontra uma carta de amor misteriosa, para ela, assinada por B. Encontrar B passa a ser o seu objetivo, ao mesmo tempo que o seu passado e o seu presente começam a chocar. Na atualidade, Ellie é uma jornalista empenhada, amante de um homem casado. Encontra uma carta de amor de B e tenta investigar qual a história por detrás de uma carta que a tocou tanto.

 

Foi-me mais fácil criar empatia com a Jennifer do que com a Ellie, mas não tem a ver com as personagens em si, mas como a forma como a narrativa está dividida. Temos um primeiro capitulo com a Ellie e depois só voltamos a ouvir falar dela a mais de meio do livro, porque no meio entre Jennifer. E quando chega a altura de conhecer melhor a Ellie, eu não quero conhecer a Ellie mas saber o que aconteceu com a Jennifer. E isso fez-me sentir menos empatia com a Ellie. Isto também se pode dever a teoria de as histórias no passado serem mais interessantes porque havia mais impedimentos sociais e morais, um pouco o que acontece com a Jennifer. Outro ponto que me chamou a atenção é que mesmo na parte da Jennifer a história anda para trás e para a frente: acompanhamos a Jennifer (ainda mais) do passado quando ela conhece o seu amante e a Jennifer que perdeu a memória e tenta descobrir quem ele é. Isto pode tornar a história confusa, bem como o leque de personagens que seguimos: Jennifer, o amante dela, o marido dela, a secretária do marido,... e para os mais desatentos e que não leem muito consecutivamente isto pode ser confuso.

 

No geral gostei da história, gostei do choque cultural entre Jennifer e a sua sociedade que via as mulheres de empresários apenas como decorativas, a sua relação com B, e todo aquele suspense que manteve a ler para saber o que ia acontecer a seguir. Na Ellie gostei da sua luta interior ao ser amante de um homem casado e a forma como ela lida com isso. É um livro cheio de traições, que não são sempre preto no branco, apesar de na vida real ser uma coisa que me perturba. Se as pessoas querem trair, não se comprometam.

 

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publicado às 17:11

Verão Quente

05.10.18

Verão Quente

Eu nasci muito depois do 25 de Abril, mas desde cedo, o meu pai, um amante de história, me fala das experiências e vivências da ditadura e da revolução e foi com alguma curiosidade que comecei este livro, que se passa no tempo em que Portugal se dividiu ao meio devido a ideias políticos pós-revolução e junta a isto um homicídio.

 

Julieta foi presa e condenada pelo homicídio da irmã e do marido, em 1975, no Verão Quente, num dia fatídico de que pouco se lembra, pois caiu das escadas com a arma na mão e ficou cega. Em 2003, Julieta recupera a visão e as memórias desse fatídico dia e começa  a tentar perceber se os matou mesmo, se eles eram mesmo amantes, entre outras questões.

 

A história é contada na perspetiva de um homem, de quem nem o nome sabemos, que se embeiça pela filha de Julieta, Redonda. Se os factos históricos são mais ou menos interessantes, as personagens principais são ligeiramente irritantes. As mulheres da história são retratadas de uma forma que me perturbou: Madalena (a irmã assassinada) tem como únicos factos relevantes da personalidade ser uma "hippie boazona" que dormiu com tudo o que mexia; Redonda brinca de sedutora com o narrador ao mesmo tempo que usa o marido como interesse financeiro (e isto é no fim apresentado como justificação do seu comportamento leviano); Julieta que apesar de ser a mais interessante, gosta de se comparar com a filha (fisicamente, por exemplo, quem tem o peito maior e melhor) e "atira-se" ao interesse amoroso da filha... isto para não falar que ele "papa" as duas. Ou seja, é uma história que basicamente gira à volta da revolução e de sexo com uma linguagem ordinária o que não era de todo o tipo de livro que estava à espera. Isto sem mencionar que o homicida cai ali de paraquedas...

 

Mas como toda esta temática se vai revelando a pouco e pouco só no fim senti mais tudo o que escrevi. Durante a primeira metade até é interessante: Redonda como leviana, Julieta como mulher que descobre a vida de novo e o narrador intrigado com o homicídio. Mas no fim foi uma desilusão.

 

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publicado às 21:23



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