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Eu acho que não sabia bem para o que ia. Sim, a sinopse falava de uma sociedade criada com a premissa de "ama à tua vontade". Uma sociedade baseada na idade média, com traços semelhantes à história como conhecemos (os romanos, cristianismo, etc... mas com outros nomes e nuances) e um reino em que o sexo é rei e venerado como base da religião. Existem casas, cada uma mais ligada a uma maneira de exprimir a paixão. A protagonista, Phèdre, nasceu com uma marca no olho, o que ao inicio faz com que seja desprezada, mas que é depois visto como um "dom": a capacidade de sentir dor e prazer em igual medida (as capacidades da moça provavelmente deixariam o Chistian Grey abananado). Ela é treinada no seu dom, ao mesmo tempo que se torna uma espia, e vai se ver enredada em jogos políticos e de poder onde acabará por, eventualmente, lutar pela sua vida.

 

Eu não sou fã de "tau-tau", embora honestamente nada que tenha lido me tenha chocado, apenas não o faria porque não gosto. E confesso que ao inicio me custou um bocado a entrar no livro. Phèdre é uma narradora interessante e gosto como a voz dela é retratada, mas toda aquela parte teoria sobre como surgiu aquela sociedade, como funcionam as casas e a explicação do seu dom foi ligeiramente seca e honestamente não senti muita simpatia pela criança precocemente exposta a um mundo de adultos que se tornou numa jovem que era ligeiramente egoísta e centrada em sim própria. Alguns segredos, que são mencionados várias vezes como assombrosos pela protagonista (ela conta a história como já sabendo o que vai acontecer), acabam por não o ser e isso deixou-me ligeiramente desiludida. Ela é rodeada de personagens interessante, algumas a meu ver, bem construidas. A tendência de matar personagens queridas, que lembra Game Of Thrones, está presente, embora não me tenha deixado propriamente afetada, pois apesar de gostar das personagens não sentia uma grande relação com elas. Mas é aqui que a história fica interessante, quando Phèdre é exposta ao desconhecido, perde a pose de dondoca e percebe que o seu dom tem um lado negro. Para mim nesta fase a história ficou interessante e provavelmente é o último quarto de livro que me vai fazer ler o segundo livro. 

 

É um livro diferente de tudo o que li, sem dúvida, e tenho a dizer que a autora tem muita imaginação. Aguardo a continuação para maturar a minha opinião, mas por agora fico por um "nim".

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publicado às 11:29

Promessa de Casamento (Marriage to a Billionaire, #2)

É o primeiro livro que leio desta autora. É um livro OK acho. Cumpre o seu papel de trazer uma história de amor leve, entre uma fotografa com uma personalidade que achei interessante (e a única coisa digna de atenção) e um moço bonito e rico, que por acaso precisa de uma esposa (revirar olhos). Não achei a razão do casamento de conveniência convincente ao inicio, mas confesso que depois de conhecer a familia dele percebi um pouquinho melhor. Discutem muito, acabam na cama, as coisas correm bem, voltam a discutir e vivem felizes para sempre. O fim.

 

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publicado às 12:22

Uma Questão de Classe

Normalmente tenho uma memoria fantástica, acima da média acredito. Mas ao longo do tempo acho que o meu cérebro começou a catalogar melhor a informação que guarda (provavelmente devido à minha profissão) e dou por mim completamente esquecida de alguns livros que li (um dos motivos de criação deste blog começou por ai). Então parece que este livro de Joanne Harris tem um antecessor, chamado Xeque ao Rei, que eu li em 2016 e do qual não gostei muito. Quando comprei o livro não me apercebi disso, apenas quando comecei a ler este algumas referências ao antecessor me chamaram a atenção e fui ao goodreads e vi a minha review da altura!

 

Falhas de memória à parte, esta é a história de um colégio só de rapazes que após a crise, que se passou no livro anterior, está em maus lençóis financeiros. Para o salvar vem um novo diretor, um ex-aluno do professor Straitley, que lhe dá arrepios na espinha. O velho professor não vai ver com bons olhos a modernização do colégio e até a possível fusão com o colégio feminino. Todos parecem adorar o novo diretor e só ele parece sentir que algo de muito errado se passa. Ao mesmo tempo vamos seguindo a narrativa de alguém que vive nas sombras e que nos conta a história de quando o diretor era aluno do colégio e a sua estranha obsessão.

 

É uma história de mistério, choque entre o velho e novo, obsessão e vingança. A narrativa é lenta ao inicio, dividida entre a luta do professor Straitley contra a modernidade e o diário de um rapaz muito perturbado. No presente, a curiosidade é aguçada ao tentar descobrir quem aquele rapaz se tornou e que segredos o diretor esconde. Não é o melhor romance de mistério, mas cumpre o seu papel, com espaço para a questão que se revela no fim: conhecemos realmente alguém?

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publicado às 21:02

Uma Herança Perfeita

Para o meu radar de leitora um livro que promete uma casa de moda em decadência, um choque de gerações e mulheres independentes e lutadoras é como uma cereja em cima de um bolo (de chocolate de preferência!). A House of Farrel foi outrora sinónimo de classe e muito dinheiro. Mas com o novo século a marca entrou em decadência e enfrenta mesmo o risco de falir. A lendária Athina Farrel que fundou a marca com o marido, já falecido, não quer deixar ninguém mandar na empresa que criou, mas acaba por admitir que precisa de ajuda. Entra em cena Bianca Bailey, bonita, bem sucedida, uma família perfeita. E já salvou muitas empresas da falência. O choque é imediato e o desafio maior do que Bianca esperava, pois a relação com Athina não é fácil e elas acabaram por se sabotar uma à outra.

 

Eu estava à espera de mais por parte da Athina: já li outros romances com personagens semelhantes em que, apesar dos seus feitios de diva, no fundo criavam empatia e tinham um outro lado. Mas Athina para mim foi uma pessoa detestável...oh mulherzinha irritante. Infelizmente a Bianca não ficou atrás: uma workaholic que vai por em risco a sua vida familiar por causa deste projeto, que começa como uma mulher dos nosso dias, mas que se acaba por envolver em algumas situações e ter algumas atitudes que fizeram com que gostasse menos dela. Felizmente para mim o livro era centrado nelas as duas mas não apenas sobre elas: havia todo um leque de personagens à volta com as suas próprias histórias e dramas: funcionários da empresa vitimas de violência psicológica, os dramas pessoas dos herdeiros de Athina (com destaque para o filho e a neta), o bullying que a filha de Bianca sofre e sobretudo a vida da mulher que Athina mais rebaixou a vida toda, que para mim teve uma vida mais rica e muito mais interessante que a de Athina.

 

É um livro grande, talvez demasiado, um bocadinho descritivo de mais. Tem muitas histórias, mas não me senti perdida, havia ligação entre as histórias, as personagens estavam bem identificadas. Um ponto desfavorável foi a previsibilidade: acho que o único final que me surpreendeu foi o da vida amorosa da Bianca.

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publicado às 18:42

A Rainha de Tearling (A Rainha de Tearling, #1)

Passada algures num futuro distópico em que regressamos à idade média, em que se tem conhecimento de tecnologias que se perderam e em que houve uma travessia (em barcos ao que parece) para um mundo novo, Tearling é um reino desigual, governado pelo regente, um homem que só pensa nele próprio e é um fantoche nas mãos da rainha Vermelha (de um reino vizinho). Kelsea, a verdadeira herdeira do trono viveu escondida praticamente a vida toda e foi treinada em segredo para ser rainha. Mas quando o momento chega, ela percebe que está muito pouco preparada.

 

Pelo próprio inicio deste texto dá para perceber que não é muito claro como este universo surgiu. Sabemos que a nossa realidade existiu, mas não é claro como cessou. Para mim falta ali um enquadramento e foi muito difícil imaginar uma ação com cavalos, lutas de espada e em que a pólvora era rara como uma sociedade do futuro. Penso que mesmo num cenário muito catastrófico haveria sempre resquícios maiores da nossa realidade: armas, por exemplo.

 

Mas ignorando essa parte e vendo aquilo como um reino do passado, a história não deixa de ser diferente. Kelsea é uma heroína que me deixou assim-assim: identifiquei-me com a solidão dela, com a sua reação perante uma tarefa que não tem respostas certas. Por outro lado, achei-a infantil e ás vezes demasiado ingénua. A narrativa é incoerente e os grandes "maus" acabam por ser "meh". O regente é afastado com demasiada facilidade a meu ver e o pouco que vemos da rainha vermelha é que ela gosta de sacrificar crianças a entidades obscuras e gosta de sexo. Já vi bem pior no mundo literário, tendo em conta que só um dos pontos é mau.

 

No fim, uma ideia gira que podia ter sido bem melhor desenvolvida. Mas sendo o primeiro livro da autora, devo dar um desconto. De qualquer modo nos meus planos a curto prazo não tenciono continuar a leitura desta série.

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publicado às 21:17



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