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Ligeiramente Casados (Bedwyn Saga, #1)

Depois ter lido uns quantos livros ligeiramente qualquer coisa, finalmente li o primeiro. Os outros uns gostei outros nem por isso, por isso fui com uma mente completamente aberta para este aqui e sem grandes expetativas. Revelou-se um bom passatempo.

 

Aidan tem a terrível missão de comunicar à irmã do homem que lhe salvou a vida que ele faleceu. Sem ter noção inicial do impacto destas noticias além do nível emocional, acaba por ser arrastado a pouco e pouco para a realidade de Eve, do seu bom coração e dos seus protegidos que vão de crianças órfãs a empregados que ninguém quer. Quando vê que a única maneira de salvar Eve e todos eles é casando com ela, ele não hesita. Mas quando a família dele descobre, os preceitos sociais aproximaram-no mais da esposa do que alguma vez esperou.

 

É uma história fofinha, Eve tem bom coração e Aiden é o típico cavaleiro ligeiramente duro mas dedicado. As personagens à volta são divertidas e confesso que tinha saudades de Wulfric (o irmão feito de pedra mas coração mole do Aiden). Com este livro consigo perceber algum do sucesso da série que me tinha sido difícil perceber nos restantes livros, ele é realmente melhor que os outros.

 

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publicado às 19:23

As Crianças de Hitler

O Programa Lebensborn foi um projeto das SS alemãs para criar uma próxima geração apenas de arianos. Com a queda do regime nazi no fim da segunda guerra mundial estas crianças cresceram num mundo estranho onde não sabiam quem eram nem de onde vinham. Ingrid conta-nos a história da sua infância e da relação fria com os seus "pais" que mais tarde descobriu não eram seus. Mas isto foi apenas a ponta do iceberg: dificuldades em obter documentos, dúvidas de nacionalidade, portas que se fechavam quando fazia perguntas a mais. A pouco e pouco Ingrid descobriu de onde veio e o programa nazi que a levou até ali. E que havia muitas crianças como ela e uma miríade de histórias diferentes.

 

A história tem uma narrativa fluida e Ingrid é uma boa narradora. Nós vamos descobrindo a história do seu passado com ela, as dificuldades e as dúvidas. Uma facto muito interessante é como alguns alemães reagiram no pós guerra e como todos queriam negar qualquer relação com tudo o que estivesse ligado ao antigo regime alemão. Se não fosse isso talvez Ingrid tivesse descoberto quem era muito mais cedo.

 

Não houve nada que me chocasse brutalmente no livro, é uma história triste e marcante mas no universo dos horrores do holocausto este é quase "inocente". E talvez porque para quem cresceu numa casa normal não seja fácil perceber esta falta de saber quem és. Outro ponto que tambem me fez pensar: se há alguns anos tudo o que se passou nesta altura parecia longe de se repetir, a verdade é que vemos cada vez uma sociedade ocidental fragmentada e com crises de valores. E pessoas desesperadas dão mais facilmente poder a extremistas com objetivos sinistros.

publicado às 21:12

A Sereia de Brighton

Nell e Jude são duas adolescentes que encontram uma rapariga morta numa praia. Pouco depois, Jude desaparece. Os dois mistérios nunca são resolvidos e volvidos muitos anos Nell ainda vive obcecada com o mistério que mudou a sua vida. Decide então voltar a pesquisar tudo o que aconteceu, mas há fantasmas que não querem ser acordados e alguém tentar parar Nell de descobrir a verdade.

 

A melhor coisa deste livro é sem dúvida a protagonista, Nell, uma mulher do nosso tempo que não tem medo de procurar a verdade e encara a sua sexualidade com uma mulher do século XXI. Macy, a sua irmã e co-protagonista, é uma personagem mais difícil e com a qual custa mais criar empatia devido principalmente ao seu distúrbio e a relação amor/ódio que tem internamente com a irmã, que por um lado irritava mas por outro me fez pensar... que no fundo é humano o sentimento de Macy, adorar a irmã ao mesmo tempo que não a compreende, o que cria uns quantos mal entendidos.

 

O impacto da sereia na vida da família destas irmãs é massivo. Todo aquele drama moldou as suas vidas, a dinâmica da sua família. Perseguidos por um policia que dedicou toda a sua vida aquele caso, obcecado e com tendências de abuso de poder, a história levanta questões importantes: onde termina a justiça e começa a perseguição? Numa sociedade maioritariamente branca há uma tendência para julgar mais pela cor da pele?

 

O verdadeiro culpado é surpreendente mas ao mesmo tempo não. Fez todo o sentido e penso que teria facilmente descoberto se pensasse mais nisso, embora alguns dos contornos são mesmo assim uma surpresa. Um livro interessante, intrigante e que prende. Não é o melhor da autora, mas cumpre bem o seu papel.

 

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publicado às 21:45

O Casamento Inventado (Rokesbys, #2)

Uma guerra, um irmão desaparecido e um falso casamento. Felizmente o noivo acorda sem memória.

 

Julia Quinn é uma das minhas autoras preferidas, mas isso não quer dizer que adore todos os livros dela. Este em especial foi um pouco desapontante... eu normalmente devoro os livros e este arrastou-se. A primeira parte é muito lenta e a sempre na mesma tecla: Cecilia mentiu sobre estar casada com Edward porque ele vem de uma família importante e estava bastante doente: isto permitiu-lhe cuidar dele ao mesmo tempo que consegue mais informações sobre o desaparecimento do seu irmão, o melhor amigo de Edward. Quando Edward acorda em vez de lhe dizer a verdade (que honestamente ele ia perceber) inventa mais mentiras e chega ao ponto de forçar uma alergia a morangos para não lhe contar a verdade... As coisas só ficam interessantes quando ele recupera a memória e não lhe diz nada para ver onde ela vai chegar. No fim ficam juntos e felizes com uma cena dramática ao estilo o avião vai partir e tenho de correr para apanhar o avião, mas com um barco.

 

Uma coisa que senti muita falta neste livro e é uma coisa comum noutros da autora é o espírito familiar e personagens secundárias com humor. Ao ser num cenário de guerra as personagens secundárias são todas focadas nesta e na busca pelo irmão de Cecilia, o que faz sentido, mas tornou o livro mais sério e aborrecido, o que não é o que procuro quando quero ler um livro deste género.

 

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publicado às 21:23



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