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A Rosa de Sebastopol

Este acaba por ser um livro sobre uma guerra e como essa guerra irá moldar a vida de quatro personagens (duas com mais relevo). Mariella é uma jovem pacata que sempre acatou as ordens do pai e é feliz em respeitar as regras. Tem como sua melhor amiga a sua prima Rosa, que sempre quis ser livre e ajudar os outros, e como seu apaixonado Henry, um primo que foi criado junto dela, médico e que finalmente a pede em casamento. Até que a guerra da Crimeia acontece e Henry e Rosa vão para lá ajudar os feridos. Com o desaparecimento de Rosa e uma suspeita terrível, Mariella vai para a Crimeia em busca da prima e da verdade.

 

Numa primeira fase muitas opiniões descrevem a Mariella como "pãozinho sem sal". Eu honestamente até me identifiquei com a Mariella inicial: ela era necessária para haver uma evolução da personagem. Ao contrário da prima, Rosa para mim sempre foi muito plana: sou a aventureira que quer salvar o mundo, mas tem de ser à minha maneira. Apesar de na teoria Rosa ter tudo para ser mais interessante que Mariella, criei uma grande embirrância com ela: é aquela personagem que se faz de muito boazinha, mas na realidade acaba por prejudicar toda a gente em busca dos seus objetivos, embora de forma involuntária (e o que lhe acontece na Crimeia é só mais uma prova disso).

 

A narrativa é cativante, apesar de mais parada na primeira parte, acho que quando chegamos à guerra tenta fazer um retrato cru da realidade e não romancear demasiado. A busca de Mariella acaba por se tornar a busca do leitor e confesso que aquele final foi para lá de insatisfatório, porque deixou muito mais perguntas do que respostas (gostava de saber para onde foi Mariella e o que aconteceu a ela, ao Henry e ao Max, qual a reação dela perante a sociedade inglesa após tudo o que experênciou... dava bem para mais cem páginas de livro. Também gostava que a relação dela com o Max (previsível!) tivesse sido muito, mas muito mais desenvolvida, pois caiu ali meio de paraquedas. E o Henry, bem, nunca me convenceu muito..

 

Um livro interessante, não é demasiado romanceado, nem demasiado cru, com uma busca que prende o leitor até ao fim.

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publicado às 21:24


1 comentário

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De Narciso Baeta a 27.01.2018 às 17:52

Depois de lermos o livro podemos concluir que demasiada sanidade pode ser loucura, mas a maior loucura de todas, é ver a vida como ela é, e não como poderia ser.

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