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A Imperatriz da Rússia

Catarina II, imperatriz da Rússia, ascendeu ao poder de maneira imprevisível. Sendo uma princesa com pouco destaque, o seu casamento com o herdeiro da Rússia foi uma surpresa. A sua relação com o marido, Pedro, nunca foi fácil e culminou com uma luta pelo poder entre os dois, onde ela saiu vencedora. Mulher obstinada e de muitos amores, levou a Rússia a um novo patamar, mas a relação com o filho nunca foi fácil.

Conhecia a história de Catarina apenas por alto, mas no geral não senti que este livro fosse o ideal para a conhecer. A leitura é algo monótona, mais centrada na vida amorosa da Imperatriz do que no seu papel enquanto governante. Alguns dos momentos mais importantes do seu reinado são mencionados numas poucas linhas e perde-se muito tempo em descrições absurdas. 

Sendo o segundo livro da série, parece ser de opinião geral que o primeiro, o Palácio de Inverno, que conta a história mais inicial de Catarina na perspetiva de uma criada, Vavara, é muito mais interessante. Vavara aparece também neste livro, mas com pouco destaque. Talvez dê uma oportunidade ao primeiro livro por isso, mas este para mim não foi especial.

 

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publicado às 18:26

Um Duque Glorioso (The Rules of Scoundrels, #3)

Este livro poderia ser descrito como uma história de redenção, mas não é. Este livro é na realidade sobre como detestar a protagonista feminina desde a primeira página e como ter vontade de dar um par de estalos ao protagonista masculino por ficar com ela depois de tudo o que ela lhe fez.

 

Há muitos anos William foi acusado do assassinado de Mara e perdeu tudo incluindo a sua reputação e o seu orgulho. Afinal, ele não se lembrava de nada daquela noite portanto sempre assumiu que era na realidade, um duque assassino. Como Temple, passou das ruas para o ringue e hoje é sócio do clube mais infame da cidade tendo reconstruido a sua vida, embora não se consiga livrar dos fantasmas do passado e daquilo que perdeu. Mara desapareceu para fugir da sua vida, mas uma divida do irmão ao pecaminoso clube de jogo faz com que ela surja dos mortos com um acordo para o seu suposto assassino: a sua redenção em troca de tudo que o irmão perdeu.

 

Então vamos começar a lista de coisas que me irritaram profundamente na Mara:

1- Achou que o seu plano para desaparecer incluía drogar um rapaz interessante que conheceu.

2- Quando se apercebeu que o mesmo estava a ser acusado e julgado pelo seu assassinato continuou a fazer-se de morta (e assim continuou durante muitos anos). 

3- Quando se tenta "redimir" vem sempre com uma atitude arrogante como se tivesse sido o Temple que lhe tivesse feito mal a ela. Esta atitude mantêm-se durante 90% do livro.

4- A moça pode ter tido um pai difícil e agora tentar salvar um orfanato, mas a forma como isso foi encaixado pareceu mais uma tentativa pobre de justificar as suas atitudes egoístas.

 

Coisas que odiei no Temple:

1- Ter ficado com ela no final. Devia mesmo tê-la deixado ir quando ela fugiu.

 

Coisas que adorei:

1- Todos os do clube estarem contra ela.

2- A porca de estimação da Mara.

 

E é isto, se quiserem odiar a sério uma personagem, este é o livro.

 

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publicado às 22:13

Um Conde Apaixonante (The Rules of Scoundrels, #2)

Lançada pelo livro anterior da série, fui atrás da Pippa e do Cross para ver no que ia dar. É fácil identificar-se com uma heroína nerd e estranha, mas a história não lhe serviu bem.

 

Pippa está prestes a casar-se com um conde, mas como mulher da ciência quer descobrir o máximo que pode sobre o que se passa na noite de núpcias. Como? Indo ao clube do cunhado propor um acordo cientifico a um dos sócios. Cross ao inicio diz que não, chama-a de louca, mas ela volta e insiste e ele lá cede.

 

Durante a leitura deste livro tive várias vezes a sensação que estava presa num circulo infinito. Porque acabava sempre num cenário da Pippa andar atrás do Cross para ele lhe explicar a mecânica da noite de núpcias. E se da primeira vez até foi engraçado, da segunda já revirava os olhos e me apetecia gritar "tem algum amor próprio e não andes como um cachorrinho atrás dele". Porque isto resume toda a história. Quando ao Cross fiquei com a sensação que ele não se relevou ao longo do livro. A história dele foi contada, mas a personagem continuou meio obscura. E é isto, não gostei.

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publicado às 21:00

Louca

08.12.19

Louca

Olhando para trás...penso que louca fiquei eu depois de ler este livro.

 

O clássico de duas gémeas, uma certinha e perfeita a outra diabólica e imperfeita que trocam de papeis um dia, mas a boazinha aparece morta e a má assume a vida dela. E tudo o que podia dar errado...dá.

 

Alvie, também conhecida como a gémea má é a típica anti-heroína, que faz tudo o que não deve fazer. E se a maioria dos leitoras a amaram por isso...bem eu tive duas fases com ela. Na primeira parte, achei-a ligeiramente passada, mas ao mesmo tempo percebia o clima de rejeição que a levou onde está. Ao mesmo tempo, a gémea boa (Beth) não é assim tão boa e acontece toda aquela cena da substituição e morte.

 

Durante mais alguns capítulos ainda me prendeu, mas entretanto entrou numa espiral de tal modo caótica (e sem sentido?) que toda a história me pareceu tão incoerente que ... larguei o livro. Ainda li o último capitulo e honestamente, não fiquei arrependida de ter parado. Não é que a Alvie tenha mudado a sua essência (que me tinha interessado na primeira parte, como um humor mais sinistro) mas acho que todo o cenário ficou demasiado sem nexo, as coisas aconteciam com uma justificação às três pancadas e segue para o próximo. Estava a espera de algo mais policial, menos aleatório e com uma história bem melhor  por detrás da Beth e do marido (demasiado óbvio!) e da loucura da Alvie.

 

Não deixa de ser um livro louco, mas simplesmente não é para mim.

 

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publicado às 23:20

Uma Sombra do Passado

Uma moça que escapou a muitos anos a um serial killer, que virou treinadora de cães e participa em resgates é a protagonista. Ele é o vizinho com um cão diabólico (mas adorável) que precisa de ajuda. Tudo corre bem até alguém começar a recriar os crimes do serial killer e a tornar num alvo a abater.

 

Suspense e dicas de como treinar o seu cão é o que gere o livro, que apesar de parecer interessante variou entre um bocejo e um pensamento "deveria experimentar isto com o meu cão".  Este género costuma ser o que me atrai mais na autora, livros que são mais dramáticos e com suspense que romance, mas se calhar a fórmula dela começa a tornar-se demasiado clara para mim. É grande e confesso que fiquei aliviada quando terminei.

 

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publicado às 17:52

Caminhos Sombrios

Emory é uma médica bem sucedida e popular que após uma discussão com o marido embarca numa corrida por uma montanha gelada. Pelo caminho alguém a ataca e acorda numa cabana com um misterioso desconhecido que não lhe diz o seu nome. Assustada, Emory tenta escapar, mas em breve percebe que o desconhecido poderá não ser o seu maior problema...

 

Este é o género de livro que Sandra Brown já habituou os seus leitores, apesar de não ser o meu preferido. Senti-me várias vezes a atrasar a leitura, alguma falta de interesse e nunca senti aquele arrebatamento compulsivo de saber o que vai acontecer a seguir que já senti com outros livros desta autora. Emory, excluindo o casamento à deriva, parece-me demasiado perfeita enquanto personagem e isso dificultou-me a empatia. Para além disso as respostas aos mistérios que regem a dinâmica do livro não me satisfazem de todo. A pessoa que tentou fazer mal a Emory tem incoerência nas suas atitudes que não levavam aquele fim, a história por detrás do desconhecido não poder revelar o seu nome é demasiado hollywoodesca? Enfim, li até ao fim, com algum esforço, mas no final não senti assim grande satisfação com a obra como um todo. Houve coisas que me surpreenderam, mas a história não foi suficientemente bem construida para me parecer coerente no fim.

 

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publicado às 16:30

Um pequeno favor

15.06.19

Um Pequeno Favor

Esta é a história de três personagens: Stephanie uma super mãe que tem um blog sobre maternidade, viúva e que vive em função do filho e da melhor amiga, Emily, a melhor amiga que é "perfeita": boa mãe, emprego de sonho e tem estilo e Sean, o marido de Emily. Um dia Emily pede a Stephanie para ir buscar o seu filho à escola e desaparece. E nada é o que parece.

 

O meu primeiro pensamento quando terminei foi: este livro só tem personagens uni-dimensionais e loucas. Tem muitas reviravoltas, demasiado óbvias, partes que não fazem muito sentido, quase como que se novas coisas que acontecem ao longo da história fossem para ali lançadas sem o devido enquadramento. Parece uma manta de retalhos. Temos a Stephanie com o seu blog (ligeiramente irritante e aborrecido) que tem um segredo, mas ao mesmo tempo é tão ingénua. A Emily que é passada como sendo ela a esperta e os outros todos os burros (nem vou falar daquele final). O Sean que é um pau mandado, tem uma mulher louca, mas na boa, faz lhe as vontades todas. No fim, deu um filme, que apesar de ter a base do livro tem um final melhor, e a parte do mistério ligeiramente diferente (e talvez com mais sentido?). 

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publicado às 22:06

Estranhos ao Luar (Edilean, #7)

Eu não estava com grandes expetativas depois de ter lido a contracapa do livro, pois já ai dava para perceber que iria ser um romance morno. Kim e Travis vivem em realidades diferentes e durante a sua infância foram amigos durante duas semanas. Para Travis essas duas semanas mudaram a sua vida, mostrando-lhe uma outra realidade para além da sua educação reclusa. Para Kim foi impossível esquecer aquele menino que era tão inteligente mas não conhecia a mais básica das brincadeiras. Voltam a encontrar-se anos mais tarde quando Travis regressa para averiguar o novo namorado da mãe.

 

A história é como disse ao inicio, morna. Há alguns dilemas, alguns mistérios óbvios, o grande papão (o pai de Travis) que afinal não é mau. Tanto Kim como Travis são personagens OK, mas sem aquela chama que me fizesse realmente ficar "preocupada" com o seu bem estar. Na realidade, moços morenos, esculturais, que são advogados brilhantes e também foram duplos de Hollywood parece ser demasiado...forçado. Tipo aqueles livros da Bianca, Julia, ... com mini histórias. 

 

Um livro mediano que não trás nada de novo e é demasiado previsível para o meu gosto.

 

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publicado às 16:25

O prazer

05.04.19

O Prazer (Notorious, #5)

Ela é uma atriz de sucesso, que ele acha que é uma mentirosa, mas que o atrai de forma animal. Estiveram juntos no passado e as coisas acabaram mal. O destino volta a junta-los quando ele quer apanhar um criminoso e ela é o caminho para o encontrar.

 

Se o nome deste livro se tivesse mantido no original, o príncipe do prazer teria chamado mais a minha atenção. Felizmente não paguei um cêntimo por ele, porque pelo nome provavelmente não o compraria (e pela história, mas isso só saberia depois de ler...). Mas o titulo não engana, é um livro muito explicito, logo desde a página três. 

 

Todo o jogo de espionagem se fosse bem conseguido teria tornado a história mais interessante. Da Julienne gostei da história de vida e da maneira como lutou para se reerguer. De Dare nem por isso, é igual a tantos outros que há neste género de romances. Acabei o livro a pensar que uma simples conversa teria evitado todo um mal entendido.

 

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publicado às 21:46

Promessa de Casamento (Marriage to a Billionaire, #2)

É o primeiro livro que leio desta autora. É um livro OK acho. Cumpre o seu papel de trazer uma história de amor leve, entre uma fotografa com uma personalidade que achei interessante (e a única coisa digna de atenção) e um moço bonito e rico, que por acaso precisa de uma esposa (revirar olhos). Não achei a razão do casamento de conveniência convincente ao inicio, mas confesso que depois de conhecer a familia dele percebi um pouquinho melhor. Discutem muito, acabam na cama, as coisas correm bem, voltam a discutir e vivem felizes para sempre. O fim.

 

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publicado às 12:22



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