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De Amor E De Sombra

Esta é a história de Francisco, um fotografo que tem uma vida dupla anti-regime e que se apaixona por uma colega jornalista, Irene, que é destemida apesar de ainda estar protegida dos horrores da ditadura onde vivem. Apesar de não ser claro na obra, esta passa-se no Chile, nos anos após a revolução que colocou o General Pinochet no poder.

 

É para mim mais difícil de avaliar um livro deste género. Fico chocada com os relatos de abusos de poder, perseguição e censura. Tal como Irene, enquanto leitora, perco a inocência ao longo do livro. Mas ao mesmo tempo sinto um desinteresse ao longo da leitura. Algumas descrições excessivas e as diversas histórias que se contam misturadas para quem não está atento por vezes tornam-se confusas (por exemplo, quando o Javier morreu, eu não fazia ideia quem era o Javier, apesar de ele já ter aparecido na história). Também senti alguma falta de algum enquadramento histórico, que aparece apenas a conta gotas e apenas situei o período porque quase no fim da obra aparece o nome do General Pinochet. Fora tudo isto, gostei das diversas histórias de personagens ricas e diferentes umas das outras, vitimas de uma sociedade opressora ou apenas coniventes. Uma leitura rica, mas que não faz o meu género.

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publicado às 16:34

Conquistada até Terça (The Weekday Brides, #5)

Não foi à muito tempo que li um livro desta saga, lembro-me que não fiquei fascinada, mas como tenho uma amiga que é fã da saga (que eu sem querer lhe introduzi quando lhe emprestei o outro livro) apareceu este aqui no meu radar. Lembro-me que no primeiro havia uma história entre uma moça e um guarda costas que me parecia muito interessante e estava empolgada por achar que este era o livro deles. Durante grande parte da leitura achei que a Judy não encaixava em nada com a moça do outro livro e depois verifiquei que não era mesmo: parece que há dois romances com guarda costas nesta saga e o que eu queria ler seria este. Mas vamos à sinopse.

 

Judy é irmã de um ator de Hollywood muito famoso, ou seja, vive no limiar da fama sem ser famosa. Terminada a faculdade vai para Los Angeles perseguir o sonho de ser arquiteta com a melhor amiga Meg. Meg acaba a trabalhar na empresa de encontros/casamentos que já apareceu no outro livro e Judy vai a pouco e pouco envolvendo-se com o guarda costas do irmão, Rick. Um dia Judy é violentamente atacada e uma história de amor transforma-se numa história de suspense e crime.

 

Não gostei muito da Judy, apesar de valorizar uma protagonista que tem objetivos além do amor, ela é uma mulher de carreira e um dos motivos da evolução lenta do romance com Rick é mesmo o facto de ela não querer nada que a distraia do seu objetivo profissional. Rick é um moço simpático, nada de muito surpreendente, mas também não desilude. E no geral gostei mais do Rick do que da Judy, ela é um pouco irresponsável demais para o meu gosto talvez? Quanto ao mistério, foi ok. Aponta um perigo interessante da sociedade de hoje em que revelarmos demais para todo o mundo e não sabemos quem está a ver, mas mesmo assim o mistério não foi suficiente para "salvar" o livro para mim.

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publicado às 14:51

Para todo o sempre (Nantucket Brides, #2)

O cenário inclui um primeiro livro que não li (e não me pareceu essencial, só aquela sensação de estar numa sala, alguém dizer uma piada e todos perceberem menos eu em alguns casos), casamentos e organização de casamentos, viagens no tempo, príncipes gémeos e uma profecia/tradição de quem souber distinguir os gémeos é o verdadeiro amor de um deles.

 

Toby, a amiga da noiva/organizadora do casamento conhece Graydon e há toda uma química. Mas ele é um príncipe herdeiro de um país algures no mundo que ninguém conhece e tem uma noiva em potencial. Para tirar uma férias (e conhecer melhor a Toby) troca com o irmão. Pelo meio percebesse que um príncipe percebe de tarefas domésticas e organização de casamentos. E entretanto viajam no tempo, reencarnam em outras pessoas e tentam mudar o destino das suas reencarnações do passado?

 

A história da Toby e do Graydon é um bocadinho sem sal apesar de todos os temas apresentados. É lenta e toda aquela coisa de uau, o príncipe sabe fazer o pequeno-almoço/regar plantas/... fazia-me revirar os olhos. A história do irmão gémeo do Graydon, Rory e a ex-futura noiva de Graydon pareceu-me bem mais interessante, tenho a dizer. E quando estava a bocejar, bam, começam as viagens no tempo. A primeira impressão foi mesmo "de onde raio isto apareceu e o que tem a ver com tudo o resto?". Mas pronto, contribuiu para animar um bocadinho as coisas e era bem mais interessante que a linha principal.

 

No fim, fiquei surpreendida porque o fim não foi o que estava à espera (ele abdicar para ficar com ela) e uma nota positiva por isso, mas no geral, estive várias vezes para parar a leitura deste aqui. A história tem umas quantas reviravoltas e uma mistura tão estranha que acabou por me fazer continuar a ler, mas no geral sinto que não gostei, porque acho que preferia cada linha no seu lugar (ou livro neste caso).

 

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publicado às 20:35

Verão Quente

05.10.18

Verão Quente

Eu nasci muito depois do 25 de Abril, mas desde cedo, o meu pai, um amante de história, me fala das experiências e vivências da ditadura e da revolução e foi com alguma curiosidade que comecei este livro, que se passa no tempo em que Portugal se dividiu ao meio devido a ideias políticos pós-revolução e junta a isto um homicídio.

 

Julieta foi presa e condenada pelo homicídio da irmã e do marido, em 1975, no Verão Quente, num dia fatídico de que pouco se lembra, pois caiu das escadas com a arma na mão e ficou cega. Em 2003, Julieta recupera a visão e as memórias desse fatídico dia e começa  a tentar perceber se os matou mesmo, se eles eram mesmo amantes, entre outras questões.

 

A história é contada na perspetiva de um homem, de quem nem o nome sabemos, que se embeiça pela filha de Julieta, Redonda. Se os factos históricos são mais ou menos interessantes, as personagens principais são ligeiramente irritantes. As mulheres da história são retratadas de uma forma que me perturbou: Madalena (a irmã assassinada) tem como únicos factos relevantes da personalidade ser uma "hippie boazona" que dormiu com tudo o que mexia; Redonda brinca de sedutora com o narrador ao mesmo tempo que usa o marido como interesse financeiro (e isto é no fim apresentado como justificação do seu comportamento leviano); Julieta que apesar de ser a mais interessante, gosta de se comparar com a filha (fisicamente, por exemplo, quem tem o peito maior e melhor) e "atira-se" ao interesse amoroso da filha... isto para não falar que ele "papa" as duas. Ou seja, é uma história que basicamente gira à volta da revolução e de sexo com uma linguagem ordinária o que não era de todo o tipo de livro que estava à espera. Isto sem mencionar que o homicida cai ali de paraquedas...

 

Mas como toda esta temática se vai revelando a pouco e pouco só no fim senti mais tudo o que escrevi. Durante a primeira metade até é interessante: Redonda como leviana, Julieta como mulher que descobre a vida de novo e o narrador intrigado com o homicídio. Mas no fim foi uma desilusão.

 

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publicado às 21:23

Ligeiramente Indecente

 

Batalha de Warteloo, um moço cai do cavalo e é salvo por uma moça que em conjunto com as suas quatro amigas prostitutas o vão salvar. É óbvio que apesar de viver com prostitutas a moça é uma lady... que nos livrem de ter uma protagonista que não seja uma lady. Ele recupera mas não tem memória. Entram num plano maluco de ele fingir ser marido dela para obterem uma herança.

 

Bem, é igual aos outros da saga, e se até a sinopse poderia parecer qualquer coisa que não iria ser aborrecida, deseganem-se porque é tão cliché e tão igual aos outros. Se calhar eu não gosto mesmo é da forma como a autora escreve não sei. Estive para o largar, mas não o fiz, embora tenha sido lido na diagonal.

 

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publicado às 20:23

Edén

12.05.18

Edén

A história por detrás das páginas deste livro parecia ser a leitura diferente que precisava nestes dias. Mergulhar no Brasil, um pais de tantos contrastes e seguir alguém que quer "limpar" o mundo dos corruptos e afins, tinha tudo para me cativar. Mistério, uma heroína jovem e aventureira, uma cultura de contrastes profundos, conhecer o Brasil dos ricos e sobretudo, dos pobres. 

 

Mika é uma filha da crise, daquela geração que cresceu com tudo mas que quando precisou de trabalhar, não havia emprego para ela em Espanha. Sendo o Brasil um economia emergente, resolveu por lá tentar a sua sorte. Mas quando aterra no outro lado do Atlântico, misteriosos homicídios começam a acontecer, associados aos eventos descritos no livro do Génesis da Bíblia. E ela torna-se uma das principais suspeitas da policia.

 

Foi um livro que me custou muito a ler. Fui insistindo porque estava sempre à espera que aparecesse o tal momento que me ia agarrar até ao fim. Mostra a realidade do Brasil, das favelas às tribos indígenas e aos círculos de corrupção, aliados a homicídio messiânicos, tinha tudo tudo tudo para ser interessante e acho que isso foi o que frustrou mais. Não gostar do livro, não querer saber a causa de tudo, estar-me literalmente "a borrifar" para a Mika e companhia. Não sei porque, terá sido a escrita, a falta de ligação com as personagens, demasiadas descrições? Não sei explicar. Acabei por chegar à página 248 e parar. Li o último capitulo só porque sim, mas fiquei com o mesmo sentimento. Que não tinha perdido nada. Foi frustrante, acho que é a melhor maneira de descrever esta leitura. Frustrante porque criou-me expetativas que não se cumpriram e por sentir que podia ter sido uma boa história mas não foi.

 

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publicado às 13:54

Poison

25.03.18

 Poison (Tales from the Kingdoms Book 1)

Eu adoro estas histórias que pegam em contos de fadas e de alguma forma os reinventam. Já li histórias muito originais e bem mais cativantes que as inspirações. E este prometia a história contada de uma maneira completamente nova: a rainha afinal podia não ser tão má e o príncipe não tão encantado. Mas a verdade é que me senti muito defraudada.

 

Nesta história da Branca de Neve (em que a Branca de Neve é praticamente igual há da história original, apenas com uma tendência maior para andar nua e com cenas mais callientes) a rainha má é apenas quatro anos mais velha do que ela e ao inicio parece preocupar-se realmente com a Branca de Neve, mas depois vira a rainha má. Há algum intercâmbio com outras histórias, nomeadamente o Alladin e a Hansel e Gretel e o príncipe é talvez a única personagem que levou um remake mais a sério (e original).

 

A rainha má começou de forma promissora, pois ao inicio ela parece ser uma mulher segura e independente e cativou-me. Infelizmente, tornou-se depois em alguém obcecado em matar a enteada, embora ao inicio eu até tenha percebido a forma como ela se sentia em relação à Branca de Neve... é frustrante viver com alguém tão perfeito e tão amado (e esta Branca de Neve tem um dom especial para isso). No fundo podia ter sido uma personagem interessante, mas que acabou por fica completamente plana, tal como todas as outras desta história. Um dos maiores problemas deste livro acaba por ser a narrativa demasiado simplista (que até parece virada para um publico muito jovem, mas ao mesmo tempo tem cenas de sexo explicito... então afinal não pode ser direcionado para pré adolescentes), em que a única coisa original que acontece é o príncipe ser egoísta (spoiler a branco) e matar a Branca de Neve porque preferia a Branca de Neve adormecida à Branca de Neve real, que gostava de beber e dançar.

 

Não recomendo, porque me senti enganada, prometeram-me uma história original da Branca de Neve e deram-me a história da Branca de Neve apenas com um final diferente (se fosse escrito de outra forma podia ter sido um livro interessante, porque havia ali tanto por explorar). Uma boa ideia com uma má execução.

 

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publicado às 20:11

 A Conspiração dos Tudor (The Spymaster Chronicles, #2)

Depois de ter lido o Juramento da Rainha, achava que tinha encontrado um novo autor para seguir no que toca a história de reis e rainhas por essa Europa fora... mas a verdade é que está história que é mais fantástica que real me deixou desiludida. E não foi por ser o segundo livro de uma série.

 

Brendan Prescott é um espião na corte Tudor de Inglaterra, neste livro numa fase em que governa Maria I. Ele está ao serviço de Isabel, a irmã da rainha (e como reza a história a rainha seguinte). As filhas do infame rei Henrique VIII que teve seis esposas e decapitou duas não se podiam dar pior e o noivado eminente da rainha Maria com o príncipe herdeiro espanhol vem agudizar ainda mais as lutas internas entre católicos e anglicanos. Prescott vai para a corte tentar salvar Isabel dos rumores de traição que começam a pairar sobre ela.

 

Achei o livro fraquinho no geral, ele que tenta ser um romance de espiões misturado com factos históricos reais, mas que acaba por correr mal. Achei a narrativa confusa, irrealista nalgumas partes (mesmo para um romance de ficção) e os protagonistas nada me disseram, apesar de ser uma parte da história de Inglaterra que me intriga e conheço minimamente. Foi uma desilusão.

 

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publicado às 21:15

O Plano de Miss Fairbourne

E que tal uma Miss Farbourne, de seu nome próprio Emma, que gere uma casa de leilões no século XIX? Parece interessante não é?  Quando o pai de Emma morre de forma misteriosa, a jovem tenta manter o negócio da família vivo para o irmão, o legitimo herdeiro, que foi dado como morto, mas que ela acredita estar vivo. O que ela não contava era que o pai tivesse vendido uma parte do negócio a Darius, um conde, que suspeita que a leiloeira é uma fachada para negócios de contrabando.

 

Um romance histórico, fora dos salões de baile, com uma mulher que tem de recorrer a alguns esquemas para os seus clientes não perceberem que afinal tudo aquilo é gerido por uma mulher, parece ter tudo para dar certo, mas não sei bem como, Madeline Hunter conseguiu escrever tudo isto de uma forma em que acabamos com uma heroína supostamente resiliente, mas que ao mínimo toque é seduzida, e que tanto parece ser uma mulher independente como uma tontinha e com um conde que honestamente não sei que diga, porque para além do facto de gostar tanto de Emma como ficar exasperado com ela, e de perseguir contrabandistas pouco mais sei dele. As relações colaterais dos protagonistas, por sua vez, pareceram-me mais interessantes. Tanto Cassandra e "amiga" francesa de Emma, bem como Lydia a irmã de Darius me pareceram mais fascinantes que a protagonista e ainda com melhores histórias para contar, mas tirando a Cassandra as restantes tiveram pouco protagonismo (mas isso pode ser porque têm os seus próprios livros). O final também foi um pão sem sal... afinal Emma esteve disposta a arriscar tudo por uma causa que parecia estar muito bem onde estava... mas que grande porcaria.

 

No resumo, um livro monótono e aborrecido. Não recomendo de todo.

 

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publicado às 21:57

Predestinado

19.12.17

Predestinado (Order of Darkness, #1)

Eu gosto dos livros de Philippa Gregory, embora só conheça os da guerra das rosas. Este livro, sendo para um público alvo mais jovem que os anteriores, tem sido alvo de algumas criticas. Eu confesso que não é o melhor que li dela, muito pelo contrário.

 

A história centra-se em dois jovens, em 1453: Luca, que é enviado para registar o fim dos tempos e fazer algumas inquisições sofre fenómenos do diabo e Isolde, um abadessa num convento amaldiçoado para onde Luca é enviado.

 

Luca e Isolde são muito planos e confesso que falta qualquer coisa para sentir mais empatia. Rodeando os protagonistas estão algumas personagens que quase podiam resultar bem: Freize, o criado de Luca com (uma tentativa de) sentido de humor e Ishraq uma criada de Isolde, que foi criada como irmã desta, mas que teve acesso a várias artes como medicina ou de combate numa época em que tal era completamente vedado às mulheres. Também estas personagens pouco são desenvolvidas. A única coisa interessante de todo o livro acaba por ser o mistério do convento, apesar de não primar pela surpresa. O mistério do lobo, que é logo a seguir já não é nada interessante.

 

Eu poderia perder tempo a falar no que este livro poderia ter sido mas não foi, mas o meu interesse nele está abaixo disso.

 

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publicado às 20:53



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