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Um Caso Tipicamente Inglês  (A Very English Mystery #1)

Passado nos anos 50, esta a história de um ex-espião, Hugo, que se vê relegado para trabalho administrativo quando uma ferida o deixa a coxear para a vida. A sua nova profissão leva-o ao Castelo de Selchester numa pacata vila inglesa em que toda a gente se conhece. Entediado pelo seu novo trabalho depressa se vê arrastado pela descoberta do corpo de Lord Selchester que desapareceu misteriosamente uns anos antes numa noite de tempestade. A policia parece querer arquivar o caso mas Hugo e Fiona (sobrinha da vitima) decidem investigar por conta própria.

 

Esta história poderia ter sido interessante se não fosse tão lenta... e aborrecida... e novamente lenta. O mistério até é apelativo mas anda tudo tão devagar que é muito difícil manter o foco. Não senti assim grande ligação com as personagens, só com a irmã de Hugo, uma jovem adolescente com um sentido de humor cativante. Detestei a herdeira de Lorde Selchester, a Sonia, mas pela sinopse dos livros seguintes (que não tenciono ler) ela vai ter uma bela dose de karma.

 

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publicado às 20:54

Um Duque Malicioso  (Decadent Dukes Society, #2)

Com uma faceta de Cinderela que afinal é uma ladra, Amanda Waverly é uma secretária de uma Lady que há muito pensa ter deixado o passado e a sua família para trás. Mas uma chantagem vai obriga-la a voltar aos velhos hábitos. Gabriel é um decadente público e escandaloso que sempre fez o que quis. Cruza-se com Amanda quando ela tenta seduzir o irmão dele. O que ele não sabe é que os dois vão entrar no jogo do gato e do rato.

 

Foi uma desilusão, apesar da história de Amanda prometer tanto (faz umas manobras interessantes durante o livro), mas a história deles os dois é tão... bocejo. Não senti de todo aquela relação em que basicamente ele estava constantemente a meter-se na vida dela e que ela o usava. Pelo meio noites tórridas. No fim ela vira duquesa.

 

Apesar de ter a mesma noite do outro livro que li da mesma série, preferia o anterior a este.

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publicado às 15:18

O Duque Mais Perigoso de Londres (A Sociedade dos Duques Decadentes, #1)

A quantidade de historias que já li sobre duques e afins faz pensar que existiam mais duques que sei lá bem o quê naqueles tempos, o que não é verdade. E provavelmente os que existiam não eram jovens e lindos. Mas eu não leio este género de livros pela sua veracidade certamente...

 

Stratton é um homem com uma missão: vingar a morte do pai. Ao voltar a casa após uns anos em França onde ganhou a reputação de ser terrível e duelar com toda a gente que o ofenda, todos parecem recear dizer a mínima palavra sobre o passado da sua família. O medo afeta também a família rival (e que pode estar relacionada com a morte do seu pai) que decide que a melhor maneira de resolver o assunto é com um casamento combinado (!). Só que Stratton não está interessado na doce irmã mais nova que lhe apresentam mas na megera da irmã mais velha que o detesta de forma profunda, motivada essencialmente por essa rivalidade familiar.

 

Coisas interessantes neste livro: a temática da traição e do que realmente aconteceu entre as duas famílias, bem como algumas histórias caricatas que surgem do medo que toda a gente tem do Stratton.

 

Coisas menos boas: toda a relação entre a Clara e o Stratton, é pouco credível em termos de envolvência. Clara passa de profundos dilemas morais para a cama dele assim de uma página para a outra sem qualquer dramatismo (ela bem que menciona que tem medo que destrua a revista bla bla mas não está realmente preocupada). A revista que a Clara gere (muito lindo e feminista mas extremamente aborrecido, o que provocou um grande bocejo e uma leitura na diagonal).

 

Tendo em conta que o paragrafo negativo tem mais linhas que o positivo e estava indecisa na classificação, vamos para baixo.

 

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publicado às 22:18

A Imperatriz da Rússia

Catarina II, imperatriz da Rússia, ascendeu ao poder de maneira imprevisível. Sendo uma princesa com pouco destaque, o seu casamento com o herdeiro da Rússia foi uma surpresa. A sua relação com o marido, Pedro, nunca foi fácil e culminou com uma luta pelo poder entre os dois, onde ela saiu vencedora. Mulher obstinada e de muitos amores, levou a Rússia a um novo patamar, mas a relação com o filho nunca foi fácil.

Conhecia a história de Catarina apenas por alto, mas no geral não senti que este livro fosse o ideal para a conhecer. A leitura é algo monótona, mais centrada na vida amorosa da Imperatriz do que no seu papel enquanto governante. Alguns dos momentos mais importantes do seu reinado são mencionados numas poucas linhas e perde-se muito tempo em descrições absurdas. 

Sendo o segundo livro da série, parece ser de opinião geral que o primeiro, o Palácio de Inverno, que conta a história mais inicial de Catarina na perspetiva de uma criada, Vavara, é muito mais interessante. Vavara aparece também neste livro, mas com pouco destaque. Talvez dê uma oportunidade ao primeiro livro por isso, mas este para mim não foi especial.

 

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publicado às 18:26

Um Duque Glorioso (The Rules of Scoundrels, #3)

Este livro poderia ser descrito como uma história de redenção, mas não é. Este livro é na realidade sobre como detestar a protagonista feminina desde a primeira página e como ter vontade de dar um par de estalos ao protagonista masculino por ficar com ela depois de tudo o que ela lhe fez.

 

Há muitos anos William foi acusado do assassinado de Mara e perdeu tudo incluindo a sua reputação e o seu orgulho. Afinal, ele não se lembrava de nada daquela noite portanto sempre assumiu que era na realidade, um duque assassino. Como Temple, passou das ruas para o ringue e hoje é sócio do clube mais infame da cidade tendo reconstruido a sua vida, embora não se consiga livrar dos fantasmas do passado e daquilo que perdeu. Mara desapareceu para fugir da sua vida, mas uma divida do irmão ao pecaminoso clube de jogo faz com que ela surja dos mortos com um acordo para o seu suposto assassino: a sua redenção em troca de tudo que o irmão perdeu.

 

Então vamos começar a lista de coisas que me irritaram profundamente na Mara:

1- Achou que o seu plano para desaparecer incluía drogar um rapaz interessante que conheceu.

2- Quando se apercebeu que o mesmo estava a ser acusado e julgado pelo seu assassinato continuou a fazer-se de morta (e assim continuou durante muitos anos). 

3- Quando se tenta "redimir" vem sempre com uma atitude arrogante como se tivesse sido o Temple que lhe tivesse feito mal a ela. Esta atitude mantêm-se durante 90% do livro.

4- A moça pode ter tido um pai difícil e agora tentar salvar um orfanato, mas a forma como isso foi encaixado pareceu mais uma tentativa pobre de justificar as suas atitudes egoístas.

 

Coisas que odiei no Temple:

1- Ter ficado com ela no final. Devia mesmo tê-la deixado ir quando ela fugiu.

 

Coisas que adorei:

1- Todos os do clube estarem contra ela.

2- A porca de estimação da Mara.

 

E é isto, se quiserem odiar a sério uma personagem, este é o livro.

 

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publicado às 22:13

Um Conde Apaixonante (The Rules of Scoundrels, #2)

Lançada pelo livro anterior da série, fui atrás da Pippa e do Cross para ver no que ia dar. É fácil identificar-se com uma heroína nerd e estranha, mas a história não lhe serviu bem.

 

Pippa está prestes a casar-se com um conde, mas como mulher da ciência quer descobrir o máximo que pode sobre o que se passa na noite de núpcias. Como? Indo ao clube do cunhado propor um acordo cientifico a um dos sócios. Cross ao inicio diz que não, chama-a de louca, mas ela volta e insiste e ele lá cede.

 

Durante a leitura deste livro tive várias vezes a sensação que estava presa num circulo infinito. Porque acabava sempre num cenário da Pippa andar atrás do Cross para ele lhe explicar a mecânica da noite de núpcias. E se da primeira vez até foi engraçado, da segunda já revirava os olhos e me apetecia gritar "tem algum amor próprio e não andes como um cachorrinho atrás dele". Porque isto resume toda a história. Quando ao Cross fiquei com a sensação que ele não se relevou ao longo do livro. A história dele foi contada, mas a personagem continuou meio obscura. E é isto, não gostei.

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publicado às 21:00

Louca

08.12.19

Louca

Olhando para trás...penso que louca fiquei eu depois de ler este livro.

 

O clássico de duas gémeas, uma certinha e perfeita a outra diabólica e imperfeita que trocam de papeis um dia, mas a boazinha aparece morta e a má assume a vida dela. E tudo o que podia dar errado...dá.

 

Alvie, também conhecida como a gémea má é a típica anti-heroína, que faz tudo o que não deve fazer. E se a maioria dos leitoras a amaram por isso...bem eu tive duas fases com ela. Na primeira parte, achei-a ligeiramente passada, mas ao mesmo tempo percebia o clima de rejeição que a levou onde está. Ao mesmo tempo, a gémea boa (Beth) não é assim tão boa e acontece toda aquela cena da substituição e morte.

 

Durante mais alguns capítulos ainda me prendeu, mas entretanto entrou numa espiral de tal modo caótica (e sem sentido?) que toda a história me pareceu tão incoerente que ... larguei o livro. Ainda li o último capitulo e honestamente, não fiquei arrependida de ter parado. Não é que a Alvie tenha mudado a sua essência (que me tinha interessado na primeira parte, como um humor mais sinistro) mas acho que todo o cenário ficou demasiado sem nexo, as coisas aconteciam com uma justificação às três pancadas e segue para o próximo. Estava a espera de algo mais policial, menos aleatório e com uma história bem melhor  por detrás da Beth e do marido (demasiado óbvio!) e da loucura da Alvie.

 

Não deixa de ser um livro louco, mas simplesmente não é para mim.

 

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publicado às 23:20

Uma Sombra do Passado

Uma moça que escapou a muitos anos a um serial killer, que virou treinadora de cães e participa em resgates é a protagonista. Ele é o vizinho com um cão diabólico (mas adorável) que precisa de ajuda. Tudo corre bem até alguém começar a recriar os crimes do serial killer e a tornar num alvo a abater.

 

Suspense e dicas de como treinar o seu cão é o que gere o livro, que apesar de parecer interessante variou entre um bocejo e um pensamento "deveria experimentar isto com o meu cão".  Este género costuma ser o que me atrai mais na autora, livros que são mais dramáticos e com suspense que romance, mas se calhar a fórmula dela começa a tornar-se demasiado clara para mim. É grande e confesso que fiquei aliviada quando terminei.

 

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publicado às 17:52

Caminhos Sombrios

Emory é uma médica bem sucedida e popular que após uma discussão com o marido embarca numa corrida por uma montanha gelada. Pelo caminho alguém a ataca e acorda numa cabana com um misterioso desconhecido que não lhe diz o seu nome. Assustada, Emory tenta escapar, mas em breve percebe que o desconhecido poderá não ser o seu maior problema...

 

Este é o género de livro que Sandra Brown já habituou os seus leitores, apesar de não ser o meu preferido. Senti-me várias vezes a atrasar a leitura, alguma falta de interesse e nunca senti aquele arrebatamento compulsivo de saber o que vai acontecer a seguir que já senti com outros livros desta autora. Emory, excluindo o casamento à deriva, parece-me demasiado perfeita enquanto personagem e isso dificultou-me a empatia. Para além disso as respostas aos mistérios que regem a dinâmica do livro não me satisfazem de todo. A pessoa que tentou fazer mal a Emory tem incoerência nas suas atitudes que não levavam aquele fim, a história por detrás do desconhecido não poder revelar o seu nome é demasiado hollywoodesca? Enfim, li até ao fim, com algum esforço, mas no final não senti assim grande satisfação com a obra como um todo. Houve coisas que me surpreenderam, mas a história não foi suficientemente bem construida para me parecer coerente no fim.

 

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publicado às 16:30

Um pequeno favor

15.06.19

Um Pequeno Favor

Esta é a história de três personagens: Stephanie uma super mãe que tem um blog sobre maternidade, viúva e que vive em função do filho e da melhor amiga, Emily, a melhor amiga que é "perfeita": boa mãe, emprego de sonho e tem estilo e Sean, o marido de Emily. Um dia Emily pede a Stephanie para ir buscar o seu filho à escola e desaparece. E nada é o que parece.

 

O meu primeiro pensamento quando terminei foi: este livro só tem personagens uni-dimensionais e loucas. Tem muitas reviravoltas, demasiado óbvias, partes que não fazem muito sentido, quase como que se novas coisas que acontecem ao longo da história fossem para ali lançadas sem o devido enquadramento. Parece uma manta de retalhos. Temos a Stephanie com o seu blog (ligeiramente irritante e aborrecido) que tem um segredo, mas ao mesmo tempo é tão ingénua. A Emily que é passada como sendo ela a esperta e os outros todos os burros (nem vou falar daquele final). O Sean que é um pau mandado, tem uma mulher louca, mas na boa, faz lhe as vontades todas. No fim, deu um filme, que apesar de ter a base do livro tem um final melhor, e a parte do mistério ligeiramente diferente (e talvez com mais sentido?). 

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publicado às 22:06



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