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Verão Quente

05.10.18

Verão Quente

Eu nasci muito depois do 25 de Abril, mas desde cedo, o meu pai, um amante de história, me fala das experiências e vivências da ditadura e da revolução e foi com alguma curiosidade que comecei este livro, que se passa no tempo em que Portugal se dividiu ao meio devido a ideias políticos pós-revolução e junta a isto um homicídio.

 

Julieta foi presa e condenada pelo homicídio da irmã e do marido, em 1975, no Verão Quente, num dia fatídico de que pouco se lembra, pois caiu das escadas com a arma na mão e ficou cega. Em 2003, Julieta recupera a visão e as memórias desse fatídico dia e começa  a tentar perceber se os matou mesmo, se eles eram mesmo amantes, entre outras questões.

 

A história é contada na perspetiva de um homem, de quem nem o nome sabemos, que se embeiça pela filha de Julieta, Redonda. Se os factos históricos são mais ou menos interessantes, as personagens principais são ligeiramente irritantes. As mulheres da história são retratadas de uma forma que me perturbou: Madalena (a irmã assassinada) tem como únicos factos relevantes da personalidade ser uma "hippie boazona" que dormiu com tudo o que mexia; Redonda brinca de sedutora com o narrador ao mesmo tempo que usa o marido como interesse financeiro (e isto é no fim apresentado como justificação do seu comportamento leviano); Julieta que apesar de ser a mais interessante, gosta de se comparar com a filha (fisicamente, por exemplo, quem tem o peito maior e melhor) e "atira-se" ao interesse amoroso da filha... isto para não falar que ele "papa" as duas. Ou seja, é uma história que basicamente gira à volta da revolução e de sexo com uma linguagem ordinária o que não era de todo o tipo de livro que estava à espera. Isto sem mencionar que o homicida cai ali de paraquedas...

 

Mas como toda esta temática se vai revelando a pouco e pouco só no fim senti mais tudo o que escrevi. Durante a primeira metade até é interessante: Redonda como leviana, Julieta como mulher que descobre a vida de novo e o narrador intrigado com o homicídio. Mas no fim foi uma desilusão.

 

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publicado às 21:23

Ligeiramente Indecente

 

Batalha de Warteloo, um moço cai do cavalo e é salvo por uma moça que em conjunto com as suas quatro amigas prostitutas o vão salvar. É óbvio que apesar de viver com prostitutas a moça é uma lady... que nos livrem de ter uma protagonista que não seja uma lady. Ele recupera mas não tem memória. Entram num plano maluco de ele fingir ser marido dela para obterem uma herança.

 

Bem, é igual aos outros da saga, e se até a sinopse poderia parecer qualquer coisa que não iria ser aborrecida, deseganem-se porque é tão cliché e tão igual aos outros. Se calhar eu não gosto mesmo é da forma como a autora escreve não sei. Estive para o largar, mas não o fiz, embora tenha sido lido na diagonal.

 

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publicado às 20:23

Edén

12.05.18

Edén

A história por detrás das páginas deste livro parecia ser a leitura diferente que precisava nestes dias. Mergulhar no Brasil, um pais de tantos contrastes e seguir alguém que quer "limpar" o mundo dos corruptos e afins, tinha tudo para me cativar. Mistério, uma heroína jovem e aventureira, uma cultura de contrastes profundos, conhecer o Brasil dos ricos e sobretudo, dos pobres. 

 

Mika é uma filha da crise, daquela geração que cresceu com tudo mas que quando precisou de trabalhar, não havia emprego para ela em Espanha. Sendo o Brasil um economia emergente, resolveu por lá tentar a sua sorte. Mas quando aterra no outro lado do Atlântico, misteriosos homicídios começam a acontecer, associados aos eventos descritos no livro do Génesis da Bíblia. E ela torna-se uma das principais suspeitas da policia.

 

Foi um livro que me custou muito a ler. Fui insistindo porque estava sempre à espera que aparecesse o tal momento que me ia agarrar até ao fim. Mostra a realidade do Brasil, das favelas às tribos indígenas e aos círculos de corrupção, aliados a homicídio messiânicos, tinha tudo tudo tudo para ser interessante e acho que isso foi o que frustrou mais. Não gostar do livro, não querer saber a causa de tudo, estar-me literalmente "a borrifar" para a Mika e companhia. Não sei porque, terá sido a escrita, a falta de ligação com as personagens, demasiadas descrições? Não sei explicar. Acabei por chegar à página 248 e parar. Li o último capitulo só porque sim, mas fiquei com o mesmo sentimento. Que não tinha perdido nada. Foi frustrante, acho que é a melhor maneira de descrever esta leitura. Frustrante porque criou-me expetativas que não se cumpriram e por sentir que podia ter sido uma boa história mas não foi.

 

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publicado às 13:54

Poison

25.03.18

 Poison (Tales from the Kingdoms Book 1)

Eu adoro estas histórias que pegam em contos de fadas e de alguma forma os reinventam. Já li histórias muito originais e bem mais cativantes que as inspirações. E este prometia a história contada de uma maneira completamente nova: a rainha afinal podia não ser tão má e o príncipe não tão encantado. Mas a verdade é que me senti muito defraudada.

 

Nesta história da Branca de Neve (em que a Branca de Neve é praticamente igual há da história original, apenas com uma tendência maior para andar nua e com cenas mais callientes) a rainha má é apenas quatro anos mais velha do que ela e ao inicio parece preocupar-se realmente com a Branca de Neve, mas depois vira a rainha má. Há algum intercâmbio com outras histórias, nomeadamente o Alladin e a Hansel e Gretel e o príncipe é talvez a única personagem que levou um remake mais a sério (e original).

 

A rainha má começou de forma promissora, pois ao inicio ela parece ser uma mulher segura e independente e cativou-me. Infelizmente, tornou-se depois em alguém obcecado em matar a enteada, embora ao inicio eu até tenha percebido a forma como ela se sentia em relação à Branca de Neve... é frustrante viver com alguém tão perfeito e tão amado (e esta Branca de Neve tem um dom especial para isso). No fundo podia ter sido uma personagem interessante, mas que acabou por fica completamente plana, tal como todas as outras desta história. Um dos maiores problemas deste livro acaba por ser a narrativa demasiado simplista (que até parece virada para um publico muito jovem, mas ao mesmo tempo tem cenas de sexo explicito... então afinal não pode ser direcionado para pré adolescentes), em que a única coisa original que acontece é o príncipe ser egoísta (spoiler a branco) e matar a Branca de Neve porque preferia a Branca de Neve adormecida à Branca de Neve real, que gostava de beber e dançar.

 

Não recomendo, porque me senti enganada, prometeram-me uma história original da Branca de Neve e deram-me a história da Branca de Neve apenas com um final diferente (se fosse escrito de outra forma podia ter sido um livro interessante, porque havia ali tanto por explorar). Uma boa ideia com uma má execução.

 

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publicado às 20:11

 A Conspiração dos Tudor (The Spymaster Chronicles, #2)

Depois de ter lido o Juramento da Rainha, achava que tinha encontrado um novo autor para seguir no que toca a história de reis e rainhas por essa Europa fora... mas a verdade é que está história que é mais fantástica que real me deixou desiludida. E não foi por ser o segundo livro de uma série.

 

Brendan Prescott é um espião na corte Tudor de Inglaterra, neste livro numa fase em que governa Maria I. Ele está ao serviço de Isabel, a irmã da rainha (e como reza a história a rainha seguinte). As filhas do infame rei Henrique VIII que teve seis esposas e decapitou duas não se podiam dar pior e o noivado eminente da rainha Maria com o príncipe herdeiro espanhol vem agudizar ainda mais as lutas internas entre católicos e anglicanos. Prescott vai para a corte tentar salvar Isabel dos rumores de traição que começam a pairar sobre ela.

 

Achei o livro fraquinho no geral, ele que tenta ser um romance de espiões misturado com factos históricos reais, mas que acaba por correr mal. Achei a narrativa confusa, irrealista nalgumas partes (mesmo para um romance de ficção) e os protagonistas nada me disseram, apesar de ser uma parte da história de Inglaterra que me intriga e conheço minimamente. Foi uma desilusão.

 

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publicado às 21:15

O Plano de Miss Fairbourne

E que tal uma Miss Farbourne, de seu nome próprio Emma, que gere uma casa de leilões no século XIX? Parece interessante não é?  Quando o pai de Emma morre de forma misteriosa, a jovem tenta manter o negócio da família vivo para o irmão, o legitimo herdeiro, que foi dado como morto, mas que ela acredita estar vivo. O que ela não contava era que o pai tivesse vendido uma parte do negócio a Darius, um conde, que suspeita que a leiloeira é uma fachada para negócios de contrabando.

 

Um romance histórico, fora dos salões de baile, com uma mulher que tem de recorrer a alguns esquemas para os seus clientes não perceberem que afinal tudo aquilo é gerido por uma mulher, parece ter tudo para dar certo, mas não sei bem como, Madeline Hunter conseguiu escrever tudo isto de uma forma em que acabamos com uma heroína supostamente resiliente, mas que ao mínimo toque é seduzida, e que tanto parece ser uma mulher independente como uma tontinha e com um conde que honestamente não sei que diga, porque para além do facto de gostar tanto de Emma como ficar exasperado com ela, e de perseguir contrabandistas pouco mais sei dele. As relações colaterais dos protagonistas, por sua vez, pareceram-me mais interessantes. Tanto Cassandra e "amiga" francesa de Emma, bem como Lydia a irmã de Darius me pareceram mais fascinantes que a protagonista e ainda com melhores histórias para contar, mas tirando a Cassandra as restantes tiveram pouco protagonismo (mas isso pode ser porque têm os seus próprios livros). O final também foi um pão sem sal... afinal Emma esteve disposta a arriscar tudo por uma causa que parecia estar muito bem onde estava... mas que grande porcaria.

 

No resumo, um livro monótono e aborrecido. Não recomendo de todo.

 

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publicado às 21:57

Predestinado

19.12.17

Predestinado (Order of Darkness, #1)

Eu gosto dos livros de Philippa Gregory, embora só conheça os da guerra das rosas. Este livro, sendo para um público alvo mais jovem que os anteriores, tem sido alvo de algumas criticas. Eu confesso que não é o melhor que li dela, muito pelo contrário.

 

A história centra-se em dois jovens, em 1453: Luca, que é enviado para registar o fim dos tempos e fazer algumas inquisições sofre fenómenos do diabo e Isolde, um abadessa num convento amaldiçoado para onde Luca é enviado.

 

Luca e Isolde são muito planos e confesso que falta qualquer coisa para sentir mais empatia. Rodeando os protagonistas estão algumas personagens que quase podiam resultar bem: Freize, o criado de Luca com (uma tentativa de) sentido de humor e Ishraq uma criada de Isolde, que foi criada como irmã desta, mas que teve acesso a várias artes como medicina ou de combate numa época em que tal era completamente vedado às mulheres. Também estas personagens pouco são desenvolvidas. A única coisa interessante de todo o livro acaba por ser o mistério do convento, apesar de não primar pela surpresa. O mistério do lobo, que é logo a seguir já não é nada interessante.

 

Eu poderia perder tempo a falar no que este livro poderia ter sido mas não foi, mas o meu interesse nele está abaixo disso.

 

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publicado às 20:53

Casado Até Segunda (The Weekday Brides, #2)

Carter é um canditado a governador com aparência de Hollywood, que se vê em maus lençóis e decide que ser um homem de família pode ser aquilo que limpará a sua imagem. E quem melhor que Eliza, uma gerente de uma empresa de casamentos arranjados?

 

Quando comecei  a ler este livro pensei a impressão inicial não foi boa. Estava mesmo a ver o cliché da moça que não sabe muito bem lidar com exposição publica ser a mulher trapalhona de um candidato a governador. E casamentos por conveniência costumam ser interessantes, adoro aquela forma ligeiramente awkward que o casal se aproxima, mas este aqui cheirava-me mal: Eliza, apesar de parecer adorável, não me cativava e Carter era mais um protagonista cliché. Até que o passado da Eliza aparece e eu pensei: uh lá lá, alguma coisa interessante vai mesmo acontecer aqui! E pronto, o passado da Eliza é interessante, sinistro e vai tentar apanha-la tudo porque a sua cara de repente fica espetada em tudo quando é lado por causa da relação com o Carter. Não passei a gostar mais de nenhum deles por causa do passado dela, mas como foi a única coisa interessante e não previsível em todo o livro, tinha de o salientar. A forma como no final tudo se resolve tão "rápido" e o grande ponto central em que o passado apanha mesmo Eliza nem sequer é causado pelo seu perseguidor (que acaba por ser arrumado a um canto com uma facilidade espantosa tendo em conta a grande ameaça que era) deixou um sabor meio agridoce. 

 

Tendo em conta isto tudo não lhe consigo dar grande nota: romance cliché e sem sal com uma protagonista que tem espasmos de personalidade (hoje tenho medo do mundo, amanhã sou a mulher mais corajosa do mundo) e um protagonista tão perfeitinho que me deixou ligeiramente enjoada. Bem... no geral não tencionava ler mais nada desta série, mas fiquei ligeiramente curiosa com o próximo livro em que os protagonistas são uma lady Inglesa super-protegida e o seu guarda costas (a história deles começou a desenrolar-se neste livro e foi ligeiramente mais interessante que a história principal).

 

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publicado às 03:18

Na noite

01.09.17

Na Noite (Ryland Brother, #4)

Segundo dizem, este é o quarto livro de uma série sobre os irmãos Ryland, mas em Portugal foi o primeiro a ser publicado e penso que até nem foi publicado mais nenhum. Mais um daqueles episódios para juntar às partidas que as editoras fazem aos leitores: desde séries que começam ao contrário a séries literárias que não terminam e por ai fora.

 

Voltando ao livro, a sinopse prometia que Wyn, um moço com a fachada de um bon vivant que na realidade foi um ladrão muito conhecido, tinha que roubar uma tiara de Moira, uma viscondessa viúva pelo qual se estava a apaixonar.

 

Ao contrário do que a sinopse sugere, Wyn não conhece Moira por causa do assalto, mas já a conhecia antes e já se estava a apaixonar antes. Moira é uma personagem monótona: uma virgem que viveu um casamento de fachada, para fugir das garras da mãe e que não tem muita paixão. A única coisa surpreendente em Moira é o seu melhor amigo ser o amante do falecido marido, uma situação inédita neste tipo de romances e que acho que foi muito bem explorada e sem dúvida uma das partes mais interessantes do livro. Wyn passa metade do livro com dilemas sobre o assalto, o que torna a ação do livro lenta, lenta, lentinha, e bem que digo que o livro só ficou qualquer coisa interessante após a Moira descobrir realmente a verdade e as coisas se começarem a desenrolar. Mesmo assim isto não chegou para "salvar" a leitura, pois senti que fui defraudada: uma sinopse que prometia tanto deu num livro que não deu nada de especial e com muitos clichés.

 

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publicado às 05:58

As Promessas da Noite

Aqui a chica esperta comprou um livro sem saber que fazia parte de uma triologia e que ainda por cima era o último. Ainda pensei em comprar os outros antes de ler este, mas como o género me deixava um pouco insegura, decidi arriscar e apanhar literalmente, a história a meio. Não funcionou bem, mas não pela história estar a meio, achei as personagens, o romance e tudo mais fraquinho.

 

Beth é uma moça que trabalha em arte e que se envolveu na aquisição de um quadro para um milionário russo. Entretanto apaixonou-se por alguém que trabalhava para o Andrei (o milionário russo), que se chama Dominic, mas que agora é inimigo mortal do Andrei. Há que dizer que os dois lhe querem "saltar para as cuecas", mas parece que ela gosta mesmo é do Dominic, que no inicio deste livro está chateado com ela, porque ela foi drogada por uma Anna (a má da fita boazona) e teve sexo nas catacumbas com um dos dois, mas não sabe qual.

 

Como disse, o apanhar a história a meio não foi problema, porque há bastantes referências aos livros anteriores e o enredo é bastante simples, um triangulo amoroso com sadomasoquismo, com arte falsificada pelo meio, chantagem e tau tau. A Beth pareceu-me um pouco tontinha confesso, senti que ela estava sempre a andar em círculos. O Dominic pareceu-me um pouco desligado da relação com a Beth (entretanto fazem as pazes) e honestamente não o achei lá muito apaixonado - aquela parte em que ele consegue ir para a cama com a Rosa, mas não com a Beth perturbou-me um bocado, não pelo uso de alter-egos durante o sexo, mas porque ele ainda não tinha perdoado realmente a Beth e usou a Rosa para desvirtuar isso. O Andrei é maluco de todo, um homem habituado a ter tudo o que quer por todos os meios, embora me tenha parecido um pouco melhor que o Dominic em nível de paixão, confesso que acho que a Beth devia de ter mandado os dois passear e ir para as Maldivas onde conhecia um massagista jeitoso. Teria sido um final muito mais engraçado.

 

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publicado às 04:31



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