Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O Desejo de Lady Cassandra (Fairbourne Quartet #2)

Esta é a história de uma mulher marcada pelo escândalo por ter recusado no século XIX casar com um homem que supostamente a comprometeu e decidiu viver uma vida independente, sobre a proteção de um tia excêntrica. Mas com a ameaça de o seu irmão de internar a tia, Cassandra decide vender umas quantas joias para fugir com a tia para o estrangeiro. O problema é que Ambury, quem lhe comprou as joias, está a demorar mais tempo que o previsto a paga-las.

 

Cassandra é uma personagem interessante, uma mulher que tem uma reputação mais escandalosa que a realidade, mas que na verdade apenas quer viver a sua vida e proteger quem ama. Ambury era amigo do homem que Cassandra quase casou e que morreu recentemente num duelo, supostamente por causa dela, mas sente-se atraído por ela ao mesmo tempo que não a tolera por causa do dito amigo. Os dois envolvem-se, o irmão dela é o mau da fita, há algumas confusões, alguns mistérios sobre terrenos e joias e um final feliz. Apesar de uma protagonista feminina que gostei, o moço deixou-se assim assim. Os mistérios dão algum interessa à história, apesar de não serem muito surpreendentes, mas no geral este livro é mais interessante que o anterior  muito porque Cassandra é muito mais viva e interessante que Emma.

 

Um livro o género "pipocas para o cérebro" não aprendi nada de novo mas ajudou-me a relaxar e a divertir-me um pouco.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:34

A Mulher Esquecida

Apesar de a sinopse apresentar diversas personagens esta é basicamente a história de Alice: uma jovem doce que tinha um romance secreto com o neto do seu protetor e desapareceu à 16 anos. Jonathan Alleyn vive atormentado desde o desaparecimento de Alice e a única coisa que o tira do torpor que se tornou a sua vida é quando conhece Rachel, uma mulher recém-casada que é muito parecida com Alice. Starling é agora uma criada que Alice salvou em criança e educou com uma irmã. Inconformada com o desaparecimento de Alice, Starling acredita que Jonathan matou a noiva e está disposta a tudo para o provar.

 

A história divide-se em duas partes: o presente, como Jonathan, Starling, Rachel e mais uns quantos se relacionam e investigam o que aconteceu a Alice; e o passado, nomeadamente o que levou à relação de Jonathan e Alice sobretudo na perspetiva de Starling. Ao longo desta leitura senti várias coisas: Alice era perfeita de mais (e perfeita se manteve), Starling era extremamente irritante e para mim não se redimiu, Jonathan foi um grande encolher de ombros porque simplesmente senti que não fiquei a saber nada sobre ele, acabando por ser Rachel a única personagem com qb de interessante, apesar de a forma como o livro é escrito ser bastante frustrante: ritmo lento, confuso, as personagens foram exploradas de uma forma que sei muito sobre elas mas ao mesmo tempo não criei uma ligação com praticamente nenhuma. O que aconteceu a Alice e as suas causas acabaram por não ser na totalidade o que estava à espera, embora tenha todo um lado sórdido que devia de ser surpreendente, mas ao mesmo tempo não me encheu as medidas e soou estranho.

 

Um livro que se lê, porque tem alguns mistérios suficientemente fortes para manter o interesse, mas que ao mesmo tempo deixa um travo amargo no fim da leitura, por todos os motivos apresentados.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:19

 A Pedra das Lágrimas - Parte I (A Espada da Verdade, #3)

Eu cometi o erro de pensar que este livro era o principio de algo quando era na realidade um segundo livro. Ao inicio senti falta de empatia com as personagens e de perceber como tinham chegado ali e as histórias sub entendidas, mas com a leitura comecei a unir os pontos e a meio já sabia quem era quem.

 

A história passa-se num mundo fantástico que estava nas mãos de um tirano que foi derrotado, mas agora esta a tentar regressar do mundo dos mortos por uma brecha e trazer com ele algo muito mais perigoso, o Guardião (um equivalente do Diabo). Richard, um rapaz com poderes especiais e que derrotou este tirano é o único que pode fechar a brecha, mas ele está mais ocupado em viver o seu felizes para sempre com Kahlan, uma madre confessora (uma espécie de mediadora de conflitos). Ao ser atacado por umas fortes dores súbitas as coisas não vão correr como eles estavam à espera.

 

Esta história tem um pouco de Game Of Thrones... ninguém protagonista morreu ainda, mas tem muitas guerras e violações macabras, sexo entre Irmãs (uma espécie de freiras que estudam profecias e treinam jovens com o dom) e seres diabólicos... e pronto todo este cenário para mim é um bocado desmotivador e fez-me largar o livro durante uns dias. Os protagonistas começam juntos e acabam separados, há alguns mistérios para resolver...nomeadamente a identidade das Irmãs que trabalham para o Guardião e o que vai acontecer as personagens, mas não me senti muito tentada a continuar esta aventura, tem muitas personagens, umas quantas narrativas diferentes e de várias perspetivas o que faz com que quando um elo da história se torna interessante rapidamente mudes para outro que é mais aborrecido.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:13

 Encontras-me no Fim do Mundo

A história é a de um galerista francês que ama a arte e as mulheres e que um dia recebe uma misteriosa carta de amor anónima, assinada por uma Principessa. Intrigando, acaba por responder à carta que o envolve num conjunto de situações cómicas em que revive o passado, se descobre a si mesmo e por fim descobre a identidade da misteriosa mulher.

 

Não me identifico muito com a cultura francesa e tenho de admitir que cerca de 85% dos romances que li passados em Paris ou outra parte de França me aborreceram, acho que apesar de na teoria um estilo de vida romântico e boémio funcionar bem, na prática acaba por não funcionar comigo. Por isso comecei este livro com um pé ligeiramente atrás. Ao inicio surpreendeu-me pela positiva, a história do primeiro amor de Jean Luc foi engraçada e a introdução ao seu estilo de vida também. Infelizmente o que é considerado o auge do livro (as cartas de amor) funcionou ao contrário para mim: perdeu-se parte do encanto. Achei as cartas demasiado floreadas e demasiado indiretas. Se tivesse sido uma ou duas teria dado um desconto e pensado que davam charme ao livro... mas eram tantas, escritas como cartas do séc XVII ou XVIII (já não me lembro bem) e confesso não me cativaram absolutamente nada. Ter descoberto bem cedo quem era a amada de Jean Luc também "matou" parte do mistério. Resumindo, tirando o romance e as cartas até gostei do livro: gostei das mulheres que havia na vida do Jean Luc, todas com personalidades e histórias de vida diferentes, do cão dele, dos amigos que acabam por ser enrolados no mistério. O livro tem uma coisa boa que nem todos os livros do tema conseguem: apesar de se passar num universo de arte não se perde demasiado em descrições de quadros ou galerias.

 

Uma história diferente, interessante mas ao mesmo tempo demasiado romantizada e floreada para o meu gosto (e eu até gosto de romances piegas!).

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:22

Uma Duquesa em Fuga (House of Trent, #1)

Passei metade deste romance de época a não perceber porque a Sarah, o love interest feminino, seria uma duquesa em fuga. Mas depois lá percebi que o titulo era este porque se referia à mãe do Simon e à própria Sarah se usarmos a imaginação (mas ai o titulo seria uma futura duquesa em fuga).

 

A história é simples. Simon, um duque, filho de uns pais escandalosos, tenta portar-se bem para limpar o nome da família. Sarah, filha do jardineiro, é criada na sala de aulas com Simon e os irmãos, porque a mãe deles era excêntrica e participou ativamente na infância dos filhos. Simon apaixona-se por Sarah, envolvem-se e depois à umas chantagens e afins.

 

A única coisa que me surpreendeu nesta história foi Sarah ser mesmo criada do inicio ao fim: normalmente nesta linha de história descobre-se sempre que a criada é a filha desaparecida de alguém poderoso. E se a linha de história parecia interessante inicialmente, ao longo da leitura percebi que houve várias coisas que não me faziam sentido. 

 

Primeiro: não senti química entre Sarah e Simon. A relação deles é muito pouco desenvolvida, pressupõe se que estão muito apaixonados desde a página um, mas para mim quanto leitora é difícil perceber como e porquê. É como se aqueles sentimentos caíssem do céu e fossem completamente lineares. Estes dois protagonistas parecem só ter uma dimensão.

 

Segundo: Ás vezes comportam-se mais como dois adolescentes tontos do que como adultos. Estaria à espera que neste género de história os seus dilemas interiores fossem mais explorados, mas na verdade foram pouco explorados e tratados de forma a meu ver, demasiado leviana. Bem como as consequências do seu "felizes para sempre" numa sociedade tão rigida.

 

Terceiro: a linha da história é muito previsível. 

 

Não deixa de ser uma leitura agradável, e na maioria bem escrita, mas a verdade é que não é surpreendente e todas as personagens são pouco exploradas, sendo a Esme (a irmã de Simon) a única com a qual senti alguma empatia.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:48

Ligeiramente Perigoso (Bedwyn Saga, #6)

Nestas séries de romances históricos à muitas vezes uma personagem icónica que é fria mas que acaba por, ao longo de vários livros, ir ajudando a resolver dramas e mostrando a pouco e pouco que é muito mais do que aparenta (falo por exemplo da série Rothwell da Madeline Hunter e especificamente do protagonista do livro Os pecados de Lorde Easterbrook). Nesta série de livros começados por ligeiramente qualquer coisa, essa personagem é o Wulfric, o irmão mais velho, o duque que é frio, mas que tem ajudado todos ao longo dos outros livros que li. Portanto, tal como na série Rothwell, estava curiosa com o livro dedicado a uma personagem tão intrigante e tal como na outra série o livro deixou-me ligeiramente desiludida.

 

Para par de Wulfric foi atribuída uma moça estouvada, de bom coração, ligeiramente desastrada, Christine é claramente o oposto do impecável e sempre frio Wulfric. E se ao inicio ele não fica interessando, após vários encontros e alguns desastres com árvores e lagos começa a surgir algo entre eles.

 

O que eu não gostei realmente foi da Christine, penso que a ideia original da autora era boa e o contraste entre as duas personagens podia ter corrido realmente muito bem. Mas Christine era um pouco excessiva demais e em vez de ser desastradamente cativante tornou-se demasiado desastrosa e quase a roçar o infantil. Ao contrário da Christine, o Wulfric foi bem desenvolvido: não se tornou demasiado lamechas quando se apaixonou como ás vezes acontece com este género de personagens, mas manteve a sua essência, apenas revelando algumas camadas e mostrado mais um lado que já tinha sido visível noutros livros. Outro ponto central da história é a relação de Christine com a família do ex-marido (ela é viúva) que era boa e depois ficou má e o seu sempre fiel amigo Justin. Sempre suspeitei do que acabou por se revelar sobre esta parte da história.

 

No final é um livro ok. Não é brilhante, nem o melhor da série. Para mim só valeu mesmo a pena porque fiquei a conhecer o Wulfric melhor e de uma maneira bem conseguida. Tudo o resto resume-se a um encolher de ombros.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:52

The Raven Boys

01.11.17

The Raven Boys (The Raven Cycle, #1)

Eu tinha algumas boas referências a este livro e alguma curiosidade acrescida por isso. Afinal, uma história que envolve misticismo e fantástico tem uma boa receita. O problema das expectativas demasiado altas é que são muitas vezes defraudadas.

 

Blue não sabe ler nem a sina nem vê o futuro como a maioria das pessoas da sua família, mas é como um íman de sobrenatural. Numa noite vai com a tia participar numa cerimónia onde vai ficar a conhecer as pessoas que vão morrer dentro de um ano e fica a conhecer um rapaz que a intriga, pois ao contrário dos outros "futuros mortos" ela consegue vê-lo. Assustada Blue fica intrigada quando ainda por cima está previsto no seu futuro que o seu primeiro beijo matará o rapaz em questão. Em busca do rapaz, Blue vai envolver-se com um grupo de rapazes de um colégio de elite que andam em busca de algo misterioso.

 

Ao inicio não foi fácil. O ritmo inicial não era muito rápido e confesso que as cenas iniciais dos rapazes me pareceram estranhas e confusas, não criando laços imediatos com nenhum deles e acabando por ter interesse apenas nas cenas em que está a Blue e a sua família. Penso que o momento em que a parte dos rapazes me inspirou mais confiança foi quando se descobre o que aconteceu a Noah e tudo aquilo deixa de ser uma fantasia e torna-se em algo mortalmente sério. E ai sim, houve um clique e comecei a ter um interesse real naquilo que estava a ler e a formar uma opinião sobre cada um dos rapazes: gostei muito do Noah, fiquei fascinada com a luta interna do Ronan, o Gansey deixou-me assim assim, sem saber bem o que pensar, algumas das suas atitudes eram estranhas, outras eram sentidas, e por fim o Adam, que ao inicio parecia doce, mas que me deixou com um sentimento estranho no fim, como uma personagem que está na iminência de se tornar algo mais complexo (e sombrio?). Como é Adam quem primeiro se aproxima de Blue, fiquei com sentimentos contraditórios quando as visões revelam que afinal o rapaz do beijo poderia ser o Gansey, porque ele era estranho e o Adam era muito querido para a Blue. No fim, já não sei bem com quem ela deveria ficar, ambos me pareceram demasiado obscuros e talvez por isso, por querer saber o que lhes vai acontecer que quero ler o próximo. Apesar de no fundo o livro ter sido uma desilusão, estava a espera que me prendesse muito mais cedo do que a um quarto do fim.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:15

Sedução de Seda (The Dressmakers, #1)

Marcelline Noirot é um modista que tem um atelier de costura em conjunto com as suas irmãs. Apesar de já ter algumas clientes de prestigio, Marcelline ambiciona conseguir a noiva do duque de Clevedon. Vindas de uma família nobre, mas pouco ortodoxa e pobre, Marcelline usa os seus dons genéticos para mentir e criar planos, para conseguir convencer o duque que deve de vestir a sua noiva, indo a Paris ao seu encontro, onde desfila várias das suas criações e lhe prova que a roupa certa pode transformar uma dama na senhora que todos os homens da sala querem despir, ou fazer que passe completamente despercebida. Mas as coisas saem do controlo quando o duque se sente mais atraído por ela do que pela sua noiva.

 

O inicio da história é ligeiramente aborrecido: confesso que a parte de Paris me aborreceu, porque a Marcelline sozinha não passava de uma personagem gananciosa a usar um esquema irreal para conquistar uma nova cliente (ela devia de ir direta à noiva e não convencer o noivo, não faz grande sentido para mim). Mas, quando a ação se muda para Londres e aparecem as duas irmãs de Marcelline, a filha e a noiva, a ação ganhou um novo fôlego: as três irmãs juntas são matreiras e divertidas e a filha de Marcelline não lhes fica atrás. Também gostei da noiva, Clara Fairfax, e tive grande parte do livro com pena de o duque a ir trocar pela Marcelline, porque a Clara passa de filha dominada pela mãe a mulher independente que aprendeu a lutar pelo que realmente quer e eu valorizei o percurso dela.

 

Resumindo, os protagonistas em si, não eram nada de especial e sozinhos pareciam não ter grande história para contar, mas as personagens que estavam a sua volta eram deliciosas e tornaram a história agradável e divertida (e livrou o livro de ser largado a meio ou de ter uma nota negativa.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:23

O lobo

14.10.17

O Lobo


O crime organizado contra os terroristas parece obra do mais recente jogo de ação, mas numa era em que os ataques terroristas são cada vez mais frequentes e globais, Lorenzo Carcaterra conta a história das nações unidas do crime organizado que se vêm ameaçadas por esta crescente violência global e de como decidem travar uma guerra.

Vincent Marelli, conhecido como o Lobo, é um chefe de crime organizado americano que conseguiu juntar várias frações do crime organizado mundial numa grande organização, que é retratada com um funcionamento muito semelhante a qualquer empresa: só que comercializam drogas, mulheres e lavagem de dinheiro. No dia em que perde parte da sua família num ataque terrorista, Vincent decide vingar-se de quem orquestrou tudo e juntamente com outros fatores ele consegue convencer outros chefes da máfia para combaterem ao seu lado.

Parte da ação passa-se em Itália, onde acontecem a maioria dos ataques terroristas descritos no livro. Angela, filha do chefe do crime organizado italiano é a parceira de Vincent na fase inicial da luta. Mas do lado dos terroristas está o crime organizado russo e os cartéis de droga mexicanos, que querem enriquecer com o caos que os terroristas causam e por isso os financiam e sendo assim, deste lado os protagonistas acabam por ser Vladimir Kostolov (chefe dos russos) e Raza, um guia de uma organização terrorista crescente.

É interessante a miríade de histórias diferentes que o livro trás: desde as histórias de como várias das personagens se juntaram ao crime organizado/terrorismo; a descrição de alguns ataques terroristas, de algum trabalho policial na caça dos terroristas e de como funcionam as várias máfias (com ênfase na italiana, tive pena de não saber mais das outras). A minha impressão deste livro foi que teve picos de energia: havia partes boas e interessantes seguidas de partes mais aborrecidas e por isso a minha leitura andou aos soluços (confesso que as partes onde apareciam o Vincent e Angela eram as menos interessantes). Fiquei curiosa com o final, em que Vincent recebe o nome da pessoa por detrás do atentado que matou parte da sua família, mas ainda não houve continuação para este livro para saber para onde ele vai a seguir.

Uma leitura diferente de um estilo diferente do que costumo ler. Acaba por ser uma reflexão sobre a violência crescente que se tem vivido e do caminho sem retorno que podemos estar a trilhar. Mas no final penso que podia ter sido melhor, houve algumas quebras de ação e alguma dificuldade em criar laços com o Vincent e a Angela.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:10

Uma Deusa Para o Rei

Como boa portuguesa que sou, a imagem que tenho do rei Filipe II de Espanha (I de Portugal) é do "rei mau" que fez de Portugal território espanhol. Portanto estava curiosa com este aqui, de conhecer um pouco mais sobre este rei e a sua amante mais famosa, Isabel de Osório.

 

A história acompanha em grande parte a vida de Filipe como príncipe herdeiro e numa segunda parte mais pequena o inicio do seu reinado (apanhando três dos seus quatro casamentos) e no inicio conhecemos o jovem Filipe, já numa relação com Isabel (penso que teria sido mais interessante se tivesse sido dada uma perspetiva de como tudo começou) na altura em que conhece a sua primeira mulher, pela qual sente grande aversão. A relação destes dois é retratada a meu ver, de forma demasiado idílica, e as personagens (principalmente Isabel) acabam por ser de apenas uma dimensão e não existem para além desta relação. Penso que isto acontece porque a autora quis cingir-se muito aos factos históricos e pouco à ficção e segundo percebi, há poucos factos sobre esta relação que quase pareceu ser "apagada" dos registos da época, portanto não há assim muito sumo, nem maneira fácil de sentir empatia por qualquer um dos protagonistas. Um ponto positivo para os momentos históricos e para a relação de Filipe com a rainha Maria I de Inglaterra, uma personagem histórica complicada e a qual sempre me tinha despertado o interesse pela vida madrasta que teve e como essa falta de carinho a transformou numa esposa obcecada.

 

No fim este livro acaba por ser dúbio, porque não é suficientemente factual para agradar aos apreciadores da história espanhola nem suficientemente romântico para agradar aos outros.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:17



Disclaimer

Todas as imagens de livros publicadas são retiradas do site das editoras ou dos próprios autores. A imagem de fundo pode ser encontrada aqui.

Classificação

Nem consegui terminar
Não gostei
Ok
Bom
Amei

Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.