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The Greek Myths: The Complete and Definitive Edition

Quando não estou a ler romances lamechas gosto de história. E a mitologia no geral sempre me interessou, seja a grega, a romana ou a nórdica. Este livro expõe alguns dos mitos mais conhecidos do mundo grego antigo ao mesmo tempo que inclui explicações sobre esses mesmo mitos, o seu significado e a equivalência com a cultura, as revoltas e as conquistas que existiram no mundo helénico e arredores.

 

Coisas boas: gostei de conhecer os diversos mitos, alguns novos e umas quantas personagens. Conhecia mal por exemplo, a história de Teseu e de outros quantos filhos de deuses menos conhecidos, mas no geral conhecia a maioria, principalmente na segunda parte que aborda por exemplo, a história de Hércules e a guerra de Troia. Gostei de conhecer as histórias por detrás dos mitos, como uma cultura em que a mulher era dominante passou a ser dominada pelo homem e como isso teve repercussão nestas lendas.

 

Coisas menos boas: talvez fosse um livro demasiado técnico para um leiga em história como eu, que não conhece profundamente o período, apenas superficialmente e definitivamente nunca estudou história a nível académico. Ás vezes também era confuso os nomes: algumas histórias tinham personagens com os mesmos nomes ou com diversos nomes para a mesma personagem, havia muita árvore genealógica e isso por vezes deixava-me perdida. As explicações por detrás dos mitos tornaram-se a certo ponto repetitivas (a passagem da cultura feminina para masculina aparecia em quase todas).

 

Um livro interessante para a minha cultura mitológica, mas que teria sido mais fácil se tivesse uma linguagem mais acessível para quem não domina história ou o período em questão.

 

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publicado às 21:22

Heartless

11.01.19

Heartless

Ninguém escreve novas versões de contos de fadas como a Marissa Meyer. Neste aqui a protagonista não é a boazinha, mas a má. A Rainha de Copas que tanto queria cortar a cabeça a toda a gente. O desafio aqui foi transformar uma rapariga simples que adorava cozinhar e era amiga de toda a gente numa rainha sem coração. 

 

Catherine é filha de um marquês e uma das moças mais desejadas no reino de Copas. É popular, toda a gente gosta dela e o rei quer fazer dela sua noiva. Mas o sonho de Catherine é abrir uma pastelaria e dedicar-se inteiramente a fazer sobremesas deliciosas. O destino, esse malvado, fará com que ela desenvolva uma relação complexa com o bobo da corte (joker) ao mesmo tempo que é cortejada pelo rei (que não quer).

 

A autora conseguiu uma coisa que para mim resume o sucesso da obra: conseguiu fazer-me desejar que a Catherine tivesse o seu final feliz e fazer-me pensar como aquela moça doce ia virar tão má. Ao mesmo tempo introduz o passado de outras personagens de Alice no Pais das Maravilhas, como o coelho ou o chapeleiro maluco (que aqui não era maluco) e como algumas delas se tornaram assim. A reviravolta torna toda a história para mim muito mais interessante, pois até ali, apesar de gostar de Catherine, o livro estava bastante morno.

 

No final, não chega ao nível de outros livros da autora, mas é uma história que não deixa de ser interessante.

 

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publicado às 21:10

Uma Noite para se Render (Spindle Cove, #1)

Em vez de uma casa que é um refúgio para mulheres desta vez temos uma aldeia em que toda ela é um refúgio para mulheres. No próximo espero encontrar num mínimo, um país! 

 

Spindle Cove é uma aldeia perdida para onde jovens mulheres são enviadas por terem sido ou inconvenientes, ou doentes, ou alvo de escândalo, pois é uma zona com muitos poucos homens. Susanna Finch é uma espécie de líder da comunidade e quer ajudar todas estas mulheres a recuperarem a sua auto estima livres dos grilhões da sociedade da época. Bramwell é um tenente-coronel que sofreu um ferimento e para voltar à guerra tem de formar uma melicia perto de Spindle Cove. As tentativas de encontrar homens numa zona tão "feminina" são frustrantes e acaba por se instalar uma pequena guerrilha entre ele e Susanna.

 

Ao inicio custou muito entrar no livro. Achei a narrativa perdida e pouco cativante, mas lá a mais de meio a coisa torna-se interessante, toda a questão de homens versus mulheres ganha outra dimensão e começo a sentir um carinho pela história, apesar dos protagonistas não serem nada de especial todas as outras personagens acabam por trazer algum brilho e algumas gargalhadas. Mas estive mais que uma vez tentada a desistir deste aqui, penso que a autora já escreveu livros melhores.

 

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publicado às 20:04

10 Segredos para Ser Seduzida por um Lorde  (Love By Numbers, #2)

Quando li a sinopse deste aqui pensei...onde eu já vi isto: senhoras criam refugio para fugir de passados trágicos... pois, numa série da Madeline Hunter, conhecida por Wallflowers. Há algumas nuances claro, esta versão é mais "ilegal" e mais perigosa para elas.

 

Isabel é filha de um conde que gastou todo o dinheiro no jogo e concedeu a sua mão em diversos jogos de azar. Por sorte, ela conseguiu expulsar sempre os seus "noivos". Com a morte do pai, ela fica com um irmão conde de apenas dez anos e uma casa cheia de mulheres escondidas que se disfarçam de homens. Nicholas é eleito por uma revista um dos solteiros mais elegíveis. Quando uma amigo lhe pede para encontrar a irmã que desapareceu ele aproveita a oportunidade para sair de Londres e das mulheres que se atiram a seus pés. A pista leva-o até Isabel e os dois acabam por se envolver num jogo perigoso que pode denunciar e destruir o segredo de Isabel.

 

Dito isto tudo, a história é fofinha, um pouco parecida com outras como mencionei no inicio, embora a parte de ter um mordomo, um jardineiro, um cavalariço em que todos são mulheres disfarçados dá uma dinâmica mais divertida a história. O casal principal é ok, não senti nenhuma empatia especial, mas também não foram desagradáveis. A história não tem o melhor ritmo do mundo, mas quando se está doente e não se pode sair de casa, acaba por ir andando e para o final fica mais interessante.

 

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publicado às 19:50

Crazy Rich Asians (Crazy Rich Asians, #1)

Eu não conheço ninguém de origem asiática, mas conheço alguns clichés culturais a eles associados: a obsessão com as boas notas, a carreira profissional e o dinheiro. Crazy Rich Asians acompanha várias personagens da mesma família, ricas, em que umas exibem a riqueza e outras são forretas. No meio disto tudo está Rachel, uma chinesa/americana que vai com o namorado, Nicholas, conhecer a família dele. O que ela não sabia é que a família e os amigos dele vivem num meio opulente e são todos completamente doidos e que ela está abaixo do nível deles.

 

Este livro é qualquer coisa. A família de Nicholas é enorme e confesso que mesmo no final do livro ainda não sabia bem quem era filho de quem. Ao mesmo tempo em que assistimos a uma parada de roupa e carros de luxo, tentativas de se ser famoso e o casamento do ano, percebemos também porque Nicholas vive nos EUA e nunca falou à namorada da família. Rachel é uma mulher moderna que ao inicio se deslumbra, mas depressa percebe que não a querem lá, em vez de se deixar levar pelo tão comum nestes livros de "ele é rico, vamos fazer coisas de ricos e viver felizes para sempre". Astrid também foi uma personagem que gostei de conhecer e parece que tem uma história interessante para contar. Ela é prima de Nicholas e considerada bonita e com muito estilo. Mas algo se passa no seu casamento.

 

No fim deste livro ri-me muito, mas ao mesmo tempo também fiquei chocada com os clichés. Gostei da Rachel e do Nicholas e queria saber para onde vai a história deles a seguir. Talvez um dia leia a continuação.

 

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publicado às 20:29

The Plantagenet Prelude (Plantagenet Saga, #1) The Revolt of the Eaglets (Plantagenet Saga, #2)

Com alguns livros sobre a Guerra das Rosas que li nos últimos anos surgiu a curiosidade de saber como surgiu a dinastia que termina (de vez, não oficialmente) no fim desta guerra. Ou seja, os reis de Inglaterra eram até então da casa Platageneta e no fim desta guerra surge a Casa Tudor a reinar na Inglaterra. Jean Plaidy, pseudónimo de Eleanor Burford, lançou vários livros sobre este e outros períodos da história inglesa e francesa nos anos 70 e pareceu-me uma aposta interessante para conhecer melhor este período.

 

O primeiro livro começa com a história de Leonor de Aquitânia (ou Eleanor) uma conhecida minha de um livro recente. Tenho a dizer que a Leonor apresentada em ambos os livros é bastante diferente: em a Rainha do Verão Leonor é uma duquesa que ama a sua terra e quer ser levada a sério como governante. Neste, Leonor é mais fútil e mais intriguista e foi para mim difícil conjugar as duas numa só. Num a maioria das histórias dos amantes dela são boatos, noutra são verdade. Ela tem uma vida bastante atribulada, dois maridos e uma família que se vai auto destruir. O segundo marido dela, Henry II é quem na prática cria a casa Platageneta na Inglaterra e tem uma personalidade tão forte como ela. O segundo livro termina com a morte deste rei.

 

A escrita podia ser melhor, mas dou-lhe o desconto do tempo e além disso não os li apenas na perspetiva de romance, mas mais na perspetiva de curiosidade histórica e esse papel eles cumprem bem. As personagens vão crescendo e mudado ao longo da história e aqui todos os boatos históricos são verdade. Uma leitura interessante para os amantes de história e não apenas de romances históricos. Eu vou continuar com a leitura desta saga.

 

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publicado às 23:58

A Lady Improvável (Playful Brides, #3)

 

Sinopse: "Jane Lowndes é uma jovem solteira de 26 anos que adora ler e que sonha em passar o resto dos seus dias a estudar, a lutar pelos direitos das mulheres e a frequentar salões intelectuais. Contudo, a sua mãe tenta insistentemente convencê-la a casar e a participar em eventos sociais. Lorde Garrett Upton é um solteirão despreocupado que sobreviveu à guerra e regressou a Londres com o intuito de aproveitar ao máximo a vida. Tal como Jane, não tem qualquer intenção de se casar. Ambos se conhecem há vários anos, mas não se toleram, estando constantemente a discutir e a provocarem-se. Só que um dia, num baile de máscaras, beijam-se, sem saberem a identidade um do outro. Quando o descobrem, tudo começa a mudar entre eles."

 

Este é o tipicamente banal romance de menina "nerd" que gosta de ler livros e o menino que supostamente "anda com todas" mas na realidade é "nerd". Qualquer coisa assim. Ah, e discutem o tempo todo até se beijarem...depois tornam-se mais amigos.

 

O inicio foi duro. Não sentia grande empatia com as personagens, ainda mais este parece ser o terceiro livro de uma saga e as personagens dos dois anteriores estão presentes com muitas frases que penso que quem só leu os outros iria perceber. A partir do beijo, a história fica mais interessante, porque os protagonistas saem do cliché inicial e desenvolvem um pouco as suas personalidades e há alguns momentos cómicos. Um livro fofo e leve, nada de novo, nada de velho.

 

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publicado às 17:56

Perdida

28.09.18

Perdida (Perdida, #1)

Quando li a sinopse deste livro fiquei entusiasmada. Uma rapariga do nosso tempo perdida no século XIX tinha tudo para ser divertido. Sofia é uma moça hi-tech que não vive sem as tecnologias do nosso tempo e vive apenas para o trabalho. Um dia perde o telemóvel e tem de comprar um novo. Este não é um telemóvel normal e vai transporta-la para o século XIX onde conhece Ian Clarke e a sua família. Ao mesmo tempo que tenta voltar para o futuro, começa a apaixonar-se pelo Ian.

 

Ora bem, problemas, problemas... A Sofia irritou-me à brava (usando o estilo dela falar). Porquê? Supostamente tem 24 anos mas comporta-se e fala como se estivesse no auge dos seus 15 anos. O meu eu de 15 anos teria adorado este livro, o meu eu atual achou a Sofia simplesmente infantil no geral (ainda tive esperanças que crescesse ao longo do livro, mas não). Além disso, que fã de Jane Austen não percebe nada dos costumes daquele tempo? O Ian foi outro problema, era giro, simpático, querido, preocupado, aiii... tão perfeito! Perfeito de mais a meu ver, falta-lhe ali um pouquinho de personalidade. Quanto à história, ideia original, com uma linha de história interessante, mas completamente estragada pelos protagonistas, apesar de ter algumas partes divertidas. Gostei da explicação de alguns temas, como a casinha ou as folhas de alface. Bastante educativo 

 

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publicado às 10:10

Uma voz na noite

21.09.18

Uma Voz na Noite

Paris Gibson é uma locutora de rádio que tem um programa de músicas românticas noturno (semelhante ao Oceano Pacifico?) onde os ouvintes podem falar com ela e fazer dedicatórias. Um dia recebe uma chamada de um ouvinte habitual, Valentino, a ameaçar matar a ex-namorada porque Paris a aconselhou a terminar com ele. Na tentativa de apanhar o Valentino antes que ele cumpra a ameaça ela própria fica na mira dele.

 

Ora bem, este livro podia-se chamar "Estamos todos atraídos pela Paris", porque não há um único personagem masculino que não tenha uma crush por ela. Torna-se frustrante e além disso fá-los parecer todos iguais! Dito isto, a história é contada de várias perspetivas. desde da Paris, dos policias que investigam o caso, da rapariga que foi raptada (Janey), do Valentino e dos diversos suspeitos que a policia tem (desde um tarado, a dois colegas de trabalho de Paris e por ai fora). Portanto à todo um leque de histórias e cenários a desenrolarem-se, mas que estão bem ligados e não são demasiado confusos. A juntar a isto tudo há ainda o passado da Paris que se vai revelando ao longo do livro. Portanto não há falta de tema e não é, de todo, um livro aborrecido. Mesmo assim dei-lhe 3 estrelas, porque não gostei muito da Paris (não da personagem assim, mas do cenário de todos amam a Paris) e do Dean. Porque o lado macabro da história esta bem conseguido.

 

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publicado às 10:50

 Lucrécia Bórgia - A Princesa do Vaticano

E lá vamos nós outra vez mergulhar no universo dos infames Bórgias, do Papa que gostava de mulheres, no irmão que se dizia ter um caso com a irmã. 

 

Lucrécia é a filha do Papa, e uma das mulheres mais conhecidas da renascença italiana. Aqui, ela conta na primeira pessoa como foi, para ela, alguns dos momentos mais marcantes da época, começando com a eleição do seu pai como Papa, quando tem 13 anos até ao seu iminente terceiro casamento, aos 20 anos.

 

Fiquei ligeiramente desiludida com esta história. Lucrécia não é a infame apresentada noutras obras, mas não foi isso que me fez confusão e até foi na realidade, refrescante essa faceta. Foi a pouca densidade das outras personagens (além da protagonista), alguma criatividade que o autor tomou que não estava à espera e o ritmo lento da história. Apesar de tudo é um livro que se lê relativamente bem, a própria história original tem muito material dramático.

 

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publicado às 10:23



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