Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Winter

22.04.18

Winter (The Lunar Chronicles, #4)

 

Com cerca de 800 páginas o último livro das Crónicas Lunares é o maior da série e este peso acaba por se refletir nos seus aspetos positivos e negativos. Esta que deveria ser a história de Winter (a Branca de Neve, que não é das minhas princesas da Disney preferidas sequer, mas que já o segundo retelling dela que leio no espaço de um mês) acaba por ser um atar de pontas de todas as histórias iniciadas em todos os livros, dando assim menos protagonismo a uma protagonista que tinha mais para dar (a Winter era refrescante depois da deslocada Cinder, da destemida Scarlet ou da tímida Cress e até refrescante na maioria das heroínas dos romances). O seu par, Jacin, vivia apenas à sua órbita, quase não criado laços com os restantes membros, tudo o que fez por eles foi apenas para no fim proteger ou beneficiar Winter, o que para mim o tornou ligeiramente plano, pouco denso e desinteressante no geral. 

 

Quanto aos outros finais, tudo aos pares e fofinhos, a Iko acabava por ser refrescante porque era a única que esteve presente em todos os livros sem estar emparelhada com ninguém de maneira tão óbvia. Por estranho que seja admitir, o casalinho preferido acabou por ser a Cinder e o Kai, apesar da má impressão que ele me deixou no primeiro livro, acho que foram as personagens que mais evoluíram e cresceram. Quanto ao final de Levana esperava muito mais...sério, aquela cena parecia um loop infinito de ter um amigo em risco, salvar um amigo e vinha outro amigo e ficava em risco! Alias, um dos pecados capitais deste livro foram os loops, durante a revolução, havia sempre alguém nas mãos da Levana, bem como demasiados protagonistas. É claro que tudo isto não tirou a magia ao livro de atar as pontas e dar um final satisfatório a esta saga, com muitas reviravoltas e falecimentos pelo caminho.

 

E no fim, por que raio este livro ainda não existe em português, quando os outros três estão disponíveis (e o último saiu em 2015)?

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:11

Cress

13.04.18

Cress (Crónicas Lunares, #3)

Imaginando uma Rapunzel que em vez de uma torre tem um satélite e é um hacker, em que o equivalente de mãe (ou madrasta - não me lembro como é na história original) é uma taumaturga que apenas a usa em beneficio próprio. E o ladrão que liberta Cress do satélite, é realmente um ladrão sarcástico e com sentido de humor. A isto tudo junta-se a moça que todos querem prender do primeiro livro, o big bad wolf do segundo livro (que vai ter uma situação complicada com a Scarlet) e mais uns quantos. E um casamento real, uma rainha má e outras quantas revelações.

 

Dos três, acho que este foi o que gostei menos. Sim, a Cress era uma fofa e gostei muito dela, a Cinder e o Kai cresceram (e após quase dois livros separados reencontram-se no final deste) e há uma grande quantidade de revelações, ao mesmo tempo que é apresentada um perspetiva diferente, este livro centra-se mais no lado lunar. Coisa que não gostei... e esta parte não é popular, foi o Thorne. Eu gosto um bocadinho dele...mas... acho-o demasiado fabricado. Já tinha achado no segundo livro e neste achei ainda mais. Ele tem piada mas não me me convence.

 

Como o final para variar ficou em mais um limbo vou já pegar no último livro, Winter, conhecer uma princesa e saber como terminam todas as outras histórias (espero que a Levana tenha um fim relacionado com a Lectumose - a peste lá do sitio).

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:50

Scarlet

29.03.18

Scarlet (Crónicas Lunares, #2)

Com cerca de três anos de atraso e já não me lembrado de grande coisa do primeiro livro, decidi continuar a leitura que tinha ficado em espera de melhores dias financeiros. Após o primeiro livro que conta a história de Cinder (uma Cinderela num futuro distópico em que ela é meio ciborgue, meio lunar) este livro conta a história de Scarlet que gere uma quinta após o desaparecimento da avó, que ela procura incessantemente. Esta buscar revelará a Scarlet alguns segredos do passado da avó. Scarlet é inspirado no Capuchinho Vermelho, em que o Lobo não quer só devora-la e a avó não é assim tão indefesa e nem vamos falar do Caçador. Ao mesmo tempo, segue a história começada no livro anterior que acaba por se ligar à história de Scarlet.

 

Ao inicio foi difícil entrar no ritmo da história porque já não me lembrava de muito do outro livro, mas depois de ler a review que tinha feito dele, a história voltou à minha memória. Apesar da maioria dos fãs da saga preferir Scarlet a Cinder, eu penso ao contrário. Não gostei tanto deste livro como o do outro, apesar de ter gostado das personagens, achei algumas partes monótonas (Scarlet em busca da avó, Cinder em fuga). Scarlet é corajosa e destemida e acaba para mim por ser demasiado parecida em muitas coisas com Cinder (na personalidade) o que lhe tira o fator surpresa que o primeiro livro teve. O Lobo é uma personagem interessante e surpreendeu-me com quem era na realidade. Levana continua má como as cobras e foi frustrante para mim ela ter sempre tudo a favor dela, é irritante ninguém conseguir fazer nada contra ela, o que me fez pensar porque ela não chama o seu exercito e invade logo a Terra o tempo que anda com jogos, se são assim tão poderosos como no ataque que há no livro. Fiquei a gostar um bocadinho mais do Kai e acho que este livro explica melhor de certa forma o equilíbrio que ele tem de manter, embora ainda não sou a sua maior fã. E pronto, a história ficou num limbo e não tenciono demorar tanto tempo até ler Cress, o próximo livro que é baseado na Rapunzel. Para quem gosta de contos de fadas numa nova perspetiva está série é must read now!

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:26

A amiga

13.02.18

A Amiga

Esta a história de uma mulher que se move para Brighton com os três filhos e o marido e se vê envolvida na resolução de uma tentativa de homicídio, em que as principais suspeitas são as suas novas amigas. Cece muda-se para Brighton quando o marido é promovido, mas as coisas não lhe correm muito bem: o marido está cada vez mais distante e tem alguma dificuldade em fazer novos amigos, principalmente agora que não trabalha e foi promovida a dona de casa. Para piorar, ela descobre que a mãe "abelha-rainha" do novo colégio dos filhos, Yvonne, está em coma depois de uma tentativa de homicídio, e ao saber desta história ela tem uma necessidade urgente de os tirar de lá. Quando as coisas parecem estar a melhorar e faz três novas amigas, descobre que estas eram as melhores amigas de Yvonne e as principais suspeitas da policia.

 

A história tem quatro perspetivas: de Cece e de cada uma das suspeitas, o que ao inicio não parecia fácil de digerir, mas acaba por correr bem: consegui decorar a história e os filhos de cada uma, o que muitas vezes não acontece neste tipo de narração. Tal como Cece,à medida que vamos descobrido a história de cada uma delas e da sua relação com a Yvonne, as dúvidas vão mudando e honestamente fiquei muito surpreendida pela pessoa que tentou matar a Yvonne e os motivos, não foi nenhum dos cenários que tinha imaginado!

 

A história é fluida e a leitura compulsiva, eu queria muito saber como ia acabar e para o fim já devorava as paginas. Na realidade, o livro só não tem cinco estrelas porque havia tanta coisa para contar e para dizer que quase que poderia ter sido dividido em duas histórias: o que acontece à Yvonne e como vão as amigas reagir se ela acordar, ou até a abordagem das crianças a toda esta confusão (apesar de serem o ponto que une as personagens elas têm muito pouco destaque).

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:05

 Um Pedacinho de Céu (Smythe-Smith Quartet, #1)

Este é o que chamo um livro fofo e leve sem grandes complicações. Quem leu a série Bridgertons já ouviu falar dos infames saraus musicais da familia Smythe-Smiths, em que ouve-se tudo menos música. Este livro começa uma série de histórias sobre esta família com Honoria que toca no quarteto, gosta imenso de bolo e tem uma crush pelo melhor amigo do irmão. Marcus é um rapaz sério, que cresceu sem família e viu sempre Honoria como uma irmã mais nova, pois foi com a família dela que praticamente cresceu.

 

Gostei muito da maneira como Honoria encarava a sua atuação no quarteto e a forma como com as diversas participantes se mostraram várias abordagens ao mesmo desastre musical. O livro tem alguns momentos cómicos, outros tristes (principalmente sobre a infância de Marcus e a solidão de Honoria) e é o ideal para quem quer ler um romance leve, sem grandes quebras cabeças, com um história de amor ternurenta. Não é tão bom como os da série anterior, mas sabe mesmo bem ler um livro desta autora porque ela nunca desilude.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:14

A Rosa de Sebastopol

Este acaba por ser um livro sobre uma guerra e como essa guerra irá moldar a vida de quatro personagens (duas com mais relevo). Mariella é uma jovem pacata que sempre acatou as ordens do pai e é feliz em respeitar as regras. Tem como sua melhor amiga a sua prima Rosa, que sempre quis ser livre e ajudar os outros, e como seu apaixonado Henry, um primo que foi criado junto dela, médico e que finalmente a pede em casamento. Até que a guerra da Crimeia acontece e Henry e Rosa vão para lá ajudar os feridos. Com o desaparecimento de Rosa e uma suspeita terrível, Mariella vai para a Crimeia em busca da prima e da verdade.

 

Numa primeira fase muitas opiniões descrevem a Mariella como "pãozinho sem sal". Eu honestamente até me identifiquei com a Mariella inicial: ela era necessária para haver uma evolução da personagem. Ao contrário da prima, Rosa para mim sempre foi muito plana: sou a aventureira que quer salvar o mundo, mas tem de ser à minha maneira. Apesar de na teoria Rosa ter tudo para ser mais interessante que Mariella, criei uma grande embirrância com ela: é aquela personagem que se faz de muito boazinha, mas na realidade acaba por prejudicar toda a gente em busca dos seus objetivos, embora de forma involuntária (e o que lhe acontece na Crimeia é só mais uma prova disso).

 

A narrativa é cativante, apesar de mais parada na primeira parte, acho que quando chegamos à guerra tenta fazer um retrato cru da realidade e não romancear demasiado. A busca de Mariella acaba por se tornar a busca do leitor e confesso que aquele final foi para lá de insatisfatório, porque deixou muito mais perguntas do que respostas (gostava de saber para onde foi Mariella e o que aconteceu a ela, ao Henry e ao Max, qual a reação dela perante a sociedade inglesa após tudo o que experênciou... dava bem para mais cem páginas de livro. Também gostava que a relação dela com o Max (previsível!) tivesse sido muito, mas muito mais desenvolvida, pois caiu ali meio de paraquedas. E o Henry, bem, nunca me convenceu muito..

 

Um livro interessante, não é demasiado romanceado, nem demasiado cru, com uma busca que prende o leitor até ao fim.

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:24

Hitler Morreu no Bunker?

Ao contrário de muitos livros que andam por ai sobre estes temas, este livro que tem uma pergunta na capa não vem dar resposta a essa mesma pergunta, porque afinal não há nada que comprove com certeza absoluta nenhuma das respostas. Apenas apresenta factos e documentos sobre ambas as versões e deixa que o leitor tire as suas próprias conclusões sobre a morte (ou fuga) de um dos homens mais odiados do mundo.

 

Na realidade é confuso como numa altura em que tanta coisa foi documentada (basta comparar a quantidade de informação que há sobre esta guerra em relação à primeira) que o suposto suicídio de Hitler seja tão nubloso, mas penso que é uma consequência de os russos terem sido os primeiros a chegar ao bunker, do facto do seu regime ser tão fechado e da Guerra Fria que praticamente começou no fim da segunda guerra mundial. Este livro levá-nos a correr os vários mitos (e verdades) do nazismo após a guerra, nomeadamente a fuga de altas patentes para a América do sul, submarinos desaparecidos, a base secreta na Antártida, as chegadas e partidas misteriosas de aviões em Madrid nos últimos dias da guerra, os duplos de Hitler, o que aconteceu ao restos mortais das pessoas que morreram no bunker e todas as teorias à volta da morte (ou fuga) Hitler.

 

Depois de ler livro confesso que não cheguei a conclusão nenhuma. É estranho um homem como Hitler suicidar-se e não ter um plano de fuga, certamente que sabia à meses que a guerra estava praticamente perdida. Mas penso que mesmo que Hitler tivesse fugido não estava em condições para formar um Quarto Reich. Afinal no final da guerra, Hitler tinha 56 anos e diz-se que era um homem doente que sofria de tremores derivados da doença de Parkinson. Sendo esta uma doença degenerativa, o mais provável é que mesmo tendo sobrevivido, provavelmente a sua saúde deteriorou-se ainda mais nos anos seguintes e longe da boa vida com bons cuidados de saúde que tinha na Alemanha, provavelmente isto ainda aconteceu mais depressa. Por isso para mim, quer Hitler se tenha suicidado naquele dia ou tenha fugido, acho que acabou por ter uma morte sem glória. Mas este mistério conseguiu uma coisa que ele certamente ambicionava: a sua lenda provavelmente viverá para sempre.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:43

The Dream Thieves (The Raven Cycle, #2)

Apesar de não ser perfeito, o livro anterior deixou-me suficientemente curiosa para querer explorar este aqui. Afinal, queria saber onde toda a busca daqueles quatro rapazes e de uma rapariga cujo o verdadeiro amor está destinado a morrer no seu primeiro beijo, ia parar.

 

Após algumas descobertas importantes no livro anterior sobre as linhas ley e o seu funcionamento o estranho grupo emaranha-se cada vez mais no mundo da magia. Ao mesmo tempo que Ronan entra cada vez mais nos seus sonhos e descobre mais sobre os seus poderes, as linhas ley começam a desvanecer-se, levando consigo Noah. Enquanto isso Adam toma algumas decisões difíceis e Gansey e Blue começam a aproximar-se lenta, mas perigosamente. Mas algumas pessoas perigosas começam a chegar a Henrietta atraídas pelo recém descoberto poder das linhas ley.

 

Para mim este livro foi bem mais conseguido que o anterior. Tem mais mistério, como já não é necessário toda aquela parte introdutória explicativa sobre porque eles andam à procura das linhas ley, há mais tempo para a ação. E a ação foca-se sobretudo em Ronan, um rapaz complicado capaz de trazer coisas dos seus sonhos para a realidade. Há medida que aprende mais obre os seus poderes, Ronan conhece melhor a sua família e a si mesmo e reforça o seu papel como uma das personagens mais intrigantes. Enquanto isso encontra outras pessoas com as mesmas capacidades, mas começa a ser perseguido pelo Homem Cinzento, o vilão da história, que tem mais para contar do que apenas ser o mau da fita. Adam continua a provocar-me arrepios, não consigo deixar de sentir que algo de muito errado se passa com ele. Parece-me um vilão em formação, mas ao mesmo tempo não sei se a autora transformaria um dos raven boys em maus da fita, vamos ver. Gansey começa a perceber que não consegue controlar tudo, e se no primeiro livro não gostava muito nele, neste aqui ele conquistou algum do meu respeito, mas vamos ver como corre. Blue continua ela mesma, neste livro os seus sentimento acabam por ir de encontro ao seu destino e às profecias que a perseguem desde sempre, apesar de ser um desenvolvimento lento. No final do livro há algumas reviravoltas que iram servir de alavanca para o terceiro livro, que não são suficientemente fortes para me fazer ir a correr comprá-lo, mas tenciono um dia continuar esta aventura.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:23

Ligeiramente Escandalosa (Bedwyn Saga, #3)

Quando comecei a ler este livro percebi que já tinha lido o outro lado da história: a história que parte o coração de Freiya, a jovem destemida que não gosta de jogar pelas regras. E para fugir ao felizes para sempre do seu amor, decide refugiar-se em Bath, mas depressa fica entediada. Até que aparece Joshua Moore, um marquês com um passado complicado, mas com a reputação de bom vivant. Uma relação que começa com ódio e entendimento mutuo acaba por resultar num falso noivado que vai ficar fora do controlo dos dois.

 

A relação acaba por ser divertida, contem discussões épicas e entendimentos interessantes. A história por detrás de Joshua também foi um bom fio condutor. Um par interessante, sem ser aborrecido, com personagens que não são bidimensionais, com vilões inteligentes mas que não são inatingíveis. A escrita é interessante, apesar de não ser surpreendente é boa o suficiente para ligar todos os pontos. Entre este e o outro livro que li desta série (da Morgan a irmã da Freiya) acho que gostei mais deste, porque com uma protagonista imprevisível como a Freiya, tudo pode acontecer.

 

Tenho a dizer que as duas prequelas desta série, acabam por ser melhores do que estes dois livros que já li (um é o livro que mencionei no inicio).

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:05

A cor da paixão

03.11.17

A Cor da Paixão

Acho que quase podia pegar numa opinião de um dos outros livros da Sveva que li durante este ano e fazer "copiar" e "colar". Os livros dela são bons, têm alma, mulheres sofridas e vividas com as quais é fácil sentir empatia. Uma mostra da cultura italiana, com palcos tensos como guerras, ditaduras ou revoltas, que acabam por afetar a heroína, mas que no fim se vai encontrar a ela própria.

 

Desta vez a protagonista é Liliana, uma menina que cresceu pobre, mas que com determinação e esforço tirou uma licenciatura em advocacia e se tornou uma mulher importante em Itália. Filha de um homem amante das lutas dos operários, as greves e as desigualdades laborais são uma constante no livro, quer pela parte das que enfrenta, quer pela sua própria luta por se afirmar numa sociedade que ainda vê as mulheres como donas de casa.

 

Acaba por ser um livro tão bom como os outros todos que li da autora, que se devoram a si mesmos, mas sem nunca se destacar, porque afinal todas as histórias parecem semelhantes entre si. E não tenho muito mais a dizer sem ser redundante.

 

Classificação: Ficheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svgFicheiro:Star Ouro.svg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:29



Disclaimer

Todas as imagens de livros publicadas são retiradas do site das editoras ou dos próprios autores. A imagem de fundo pode ser encontrada aqui.

Classificação

Nem consegui terminar
Não gostei
Ok
Bom
Amei

Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.