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Anexos

14.12.18

Anexos

Esta é uma história passada na viragem do século XX em que o maravilhoso mundo da Internet começa a ser descoberto e os e-mails são a loucura. Um jornal decide instalar um programa que controla os e-mails dos seus funcionários e assinalar os que violam as políticas da empresa. Lincolm é a pessoa por detrás das reprimendas dos seus colegas por e-mails que quebram as regras, que trabalha de noite e quase ninguém conhece. Aborrecido por um trabalho que não se identifica acaba por se envolver na troca de e-mail de duas colegas, Beth e Jennifer, que não conhece. A história evolui e ele acaba por se apaixonar por Beth sem saber quem ela é, apenas pelos seus e-mails.

A história é ternurenta e divertida. Os e-mails entre a Beth e a Jennifer soam tal e qual como a conversa que se tem com a melhor amiga numa pausa para café. O Lincolm é também uma personagem interessante, pois apesar de se sentir socialmente inapto, vai a pouco e pouco ultrapassando aquilo que o prende e á uma evolução muito positiva sua ao longo da história. As histórias paralelas são também muito interessantes, as personagens secundárias têm densidade e as suas próprias histórias para contar. Eu gostei muito do livro, li-o num ápice. Apenas não tem cinco estrelas porque não consegui desligar o botão da realidade... ou seja, na vida real o Lincolm seria ligeiramente assustador e algo ao nível de um stalker de e-mails e sei que detestaria que alguém "seguisse" assim a minha vida pessoal, se eu fosse a Jennifer ou a Beth. I know, elas sabiam que alguém poderia ler os e-mails delas e que havia controlo disso, mas o que é romântico num livro pode ser estranho e desconfortável na vida real. Outra coisa que não me encaixou muito bem neste livro é o facto de inicialmente (e pela reação de outras personagens) o Lincolm parecer um rapaz comum e até talvez feio(?) mas depois mais à frente a Beth e a Jennifer descreverem no como giro e bom, quase um adónis. É estranho e não sei se me convenceu.

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publicado às 20:50

O café do amor

07.12.18

O Café do Amor

Um bom titulo alternativo para este aqui seria algo como "personagens traumatizadas que tentam ultrapassar os seu problemas com ajuda de uma fada madrinha culinária que mora nas montanhas".

 

Cathryn Deen era uma das mulheres mais bonitas, desejadas e famosas do mundo. Até o dia que um acidente a deixa desfigurada e a vida como conhecia cessou de existir. Acaba por, a convite de uma prima perdida chamada Delta que foi das poucas pessoas que a ajudou no período mais negro da sua vida, regressar a casa da sua avó, uma casa perdida nas montanhas, sem luz, água, etc. Uma ex-estrela nesta situação é sempre algo entre o dramático e o cómico. Thomas é um ex-arquiteto que passa mais tempo alcoolizado que sóbrio e que também foi "adotado" por Delta. Juntos, Cathryn e Thomas vão desenvolver uma relação onde tentam ultrapassar os seus traumas, com uma miríade de outras personagens secundárias.

 

A história não é demasiado centrada no romance de Cathryn e Thomas, o que foi ótimo. E também não foi daquelas de apaixono-me e miraculosamente todos os meus traumas e problemas ficam resolvidos. Delta é uma personagem muito querida e que é a cola que une todas as outras personagens, que no momento certo irão salva-la também. Gostei do senso de comunidade criado pelas personagens daquela cidadela perdida nas montanhas, do romance mais ou menos lento e de umas meninas que aparecem a meio da história. Esta é na realidade uma história com histórias dentro e todas são interessantes.

 

Acaba por não ter a nota máxima porque houve algumas partes monótonas ou demasiado descritivas. Também senti algumas vezes que a Cathryn e o Thomas andavam em círculos, com algumas situações repetitivas. Claro que isto tudo não lhe tira o mérito de ser um livro sobre superação interessante.

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publicado às 19:56

 A Indomável Miss Bridgerton (Rokesbys, #1)

Para fazer a ponte entre uma das suas mais queridas séries literárias e uma mais recente, Julia Quinn decidiu recuar no passado e contar a história de Billie que seria tia dos Brigertons da série original.

 

A família de Billie sempre se deu tão bem com os vizinhos, os Rokesby que eles praticamente se consideram uma só família. E apesar de ter vivido aventuras incríveis com Edward, Andrew e Mary, sempre teve discussões incríveis com George, o mais velho, que por ser o herdeiro cedo aprendeu que vive num mundo à parte. Já adultos, Billie lida com o facto de ser uma herdeira com o género errado e George com a frustração de não poder ser militar como os irmãos. Quando se juntam, discutam, até que um dia se beijam e afinal as coisas mudam.

 

Este livro tem aquele sentido de humor perverso que a autora já nos habituou, com cenas cómicas, outras comoventes mas uma história fofa. Não é tão bom como a série original, mas não deixa de arrancar uns sorrisos e umas lágrimas e consegue manter vivo aquele espírito familiar que tornou a autora famosa. Gostei da Billie e gostei do George (eu e a crush por personagens mais sérios), acho que fazem um casal que se equilibra muito bem por serem tão diferentes mas ao mesmo tempo iguais. Pelo contrário o Andrew irritou-me um bocadinho.

 

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publicado às 19:32

A Última Carta de Amor

Jojo Moyes gosta bastante de criar histórias em que uma personagem vive no passado e uma personagem no presente tenta desembrulhar a história do passado. Aconteceu o mesmo neste aqui.

 

Jennifer Sterling é uma mulher troféu de um empresário bem sucedido dos anos 60. Um dia tem um acidente de carro e acorda sem memórias. A sua vida, não lhe parece dela, e não parece sentir qualquer atração pelo marido. Até que um dia encontra uma carta de amor misteriosa, para ela, assinada por B. Encontrar B passa a ser o seu objetivo, ao mesmo tempo que o seu passado e o seu presente começam a chocar. Na atualidade, Ellie é uma jornalista empenhada, amante de um homem casado. Encontra uma carta de amor de B e tenta investigar qual a história por detrás de uma carta que a tocou tanto.

 

Foi-me mais fácil criar empatia com a Jennifer do que com a Ellie, mas não tem a ver com as personagens em si, mas como a forma como a narrativa está dividida. Temos um primeiro capitulo com a Ellie e depois só voltamos a ouvir falar dela a mais de meio do livro, porque no meio entre Jennifer. E quando chega a altura de conhecer melhor a Ellie, eu não quero conhecer a Ellie mas saber o que aconteceu com a Jennifer. E isso fez-me sentir menos empatia com a Ellie. Isto também se pode dever a teoria de as histórias no passado serem mais interessantes porque havia mais impedimentos sociais e morais, um pouco o que acontece com a Jennifer. Outro ponto que me chamou a atenção é que mesmo na parte da Jennifer a história anda para trás e para a frente: acompanhamos a Jennifer (ainda mais) do passado quando ela conhece o seu amante e a Jennifer que perdeu a memória e tenta descobrir quem ele é. Isto pode tornar a história confusa, bem como o leque de personagens que seguimos: Jennifer, o amante dela, o marido dela, a secretária do marido,... e para os mais desatentos e que não leem muito consecutivamente isto pode ser confuso.

 

No geral gostei da história, gostei do choque cultural entre Jennifer e a sua sociedade que via as mulheres de empresários apenas como decorativas, a sua relação com B, e todo aquele suspense que manteve a ler para saber o que ia acontecer a seguir. Na Ellie gostei da sua luta interior ao ser amante de um homem casado e a forma como ela lida com isso. É um livro cheio de traições, que não são sempre preto no branco, apesar de na vida real ser uma coisa que me perturba. Se as pessoas querem trair, não se comprometam.

 

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publicado às 17:11

The False Princess

 

Que tal um pouco de young adult com uma história leve, fofa, com intrigas palacianas? É exatamente o que este livro é, um livro simples mas com uma história suficientemente interessante sem enredos demasiados complexos ou complicados.

 

Naila é a princesa herdeira de Throvaldor. Até que um dia descobre que o seu verdadeiro nome é Sinda e que não passava de uma falsa princesa, colocada no lugar da verdadeira para a proteger de uma profecia. Quando não é mais precisa no palácio. Sinda é enviada para viver com a tia, uma tintureira fria que teve uma vida dura. Inconformada com a sua nova vida, Sinda tenta encontrar o seu lugar no mundo ao mesmo que descobre que tem magia no sangue. Assim, ela volta à cidade para aprender a controlar a magia ao mesmo tempo que se envolve num drama que pode mudar o destino de todo o pais.

 

É uma história gira, Sinda é uma protagonista que tem de lidar com alguns cenários complicados e tem algum amadurecimento ao longo da história. O enredo não é aborrecido, está sempre a acontecer alguma coisa e apesar de não ser muito surpreendente é suficientemente intrigante para ser uma leitura interessante. Dentro do género merece sem dúvida as quatro estrelas e soube-me muito bem ler uma história mais descomplicada.

 

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publicado às 21:30

Um novo amanhã

03.08.18

Um Novo Amanhã

Veronika e Veronica são duas meninas que além do nome em comum têm também uma paixão pelo ballet. O que as une acabará por as levar por um caminho obscuro que arruinará a vida de ambas. Passado vinte anos, as duas voltam-se a encontrar e precisam de lidar com o passado.

 

Esta é uma história ao nível que a Dorothy Komson nos habituo e muito na linha deste aqui mas que foca algumas temáticas diferentes. Uma questão que me tocou muito foi toda a apresentação do mundo dos sem abrigo e daquilo a que são sujeitos quando estão nas ruas. Outro ponto surpreendente é o facto de uma delas se ter tornado freira...a sério que estas duas amigas não podiam ser mais diferentes e intensas. Penso que apesar de tudo, o ovo podre saiu à Nika, ela viu-se traída várias vezes e teve uma vida mais difícil e apesar disso consegue lidar com algumas situações complicadas de maneira admirável (e até eu agora atravesso uma fase da vida em que apenas estou bem com a música aos altos berros para "tentar" ignorar o mundo). Roni apenas tentou lidar com a culpa de várias maneiras e passa a maioria do livro à procura de redenção. Chocou-me o facto de em comum ambas terem a mãe (pelo menos) tão preocupada com o status e tão pouco preocupada com a filha.

 

Um livro que é um golpe interessante de realidade e que podia ser a história de algumas pessoas que encontramos na rua todos os dias. Afinal, é mais fácil enfiar a cabeça na areia que aceitar a realidade não é? 

 

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publicado às 22:39

A Princesa Branca (A Guerra dos Primos, #5)

Após o relance que Isabel de York tinha dado nalguns livros anteriores, sobretudo na Filha do Conspirador e na Rainha Vermelha, estava à espera de muito mais. Afinal, a vida de Isabel é basicamente resumida na frase que ela tantas vezes repente "Eu não sei.".

 

Após quatro livros da Guerra dos Primos (ou Guerra das Rosas), este livro vem contar o que acontece depois do "fim" oficial da guerra, quando Henrique VII se torna rei de Inglaterra e casa com Isabel de York, que era sobrinha de Ricardo III, que foi derrotado por Henrique. E se esta união entre as duas frações poderia ser o fim da história, é na realidade apenas mais um capitulo, pois durante o reinado de Henrique ele vai ser perseguido pelos fantasmas dos príncipes na torre, irmãos de Isabel, que desapareceram misteriosamente e são os verdadeiros herdeiros de Eduardo IV (pai de Isabel e dos príncipes), ao mesmo tempo que Isabel tenta ser rainha de uma corte onde a sua família foi derrotada, mas cheia de traições e segredos.

 

Alguns factos interessantes deste livro: praticamente todas as personagens dos livros anteriores estão mortas, principalmente ao nível de presumíveis herdeiros do trono masculinos. Outras quantas morrem no decorrer deste livro. Isto deu-me uma certa nostalgia, porque este foi um período realmente negro na história de Inglaterra: as lealdades mudavam constantemente e facilmente se perdia a cabeça, para além da devastação de constantes guerras e conspirações, que facilmente levaram o pais e os seus habitantes a um estado de penúria.

 

Quanto ao livro em si, penso que podia ser bem mais pequeno, porque a história parece andar sempre em círculos: Isabel nada sabe, Henrique tem medo de um potencial príncipe de York. A sua relação vive ao sabor destes dramas, e quando parece que finalmente eles se começam a aproximar e a superar as divergências históricas das suas famílias, um novo potencial príncipe surge no horizonte, Henrique fica louco e Isabel nada sabe. Apesar disto, a história prende-nos e sentimos alguma empatia por todas as personagens, tanto quem está no poder, como quem quer lá chegar. Nascer um possível herdeiro real naquele tempo poderia ser uma sentença de morte. Isabel, apesar de nada saber, cria empatia por viver uma vida constantemente dividida entre o dever à sua família e o dever ao marido. Gostei da sua relação com o filho, Artur. O seu outro filho, Henrique, já demonstra o carácter que irá tornar o seu futuro reinado num dos mais marcantes e conhecidos do mundo.

 

Não deixa de ser um livro interessante, com muito drama, que dá um versão sobre os príncipes na torre bastante interessante (e quem sabe se não é a verdadeira?). Afinal, são os vencedores que escrevem a história.

 

Resultado de imagem para white princess elizabeth and henry

Há uma série sobre este livro.

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publicado às 12:43

Acordo com o Marquês (Scandal & Scoundrel, #1)

As pessoas usam os livros para vários fins: para conhecer melhor o mundo, ou a si mesmos ou aprender sobre um tema técnico. Eu uso os livros como válvula de escape e terapia anti stress. E este género de livros são o mais anti stress possível. Não aprendi nada de útil no fim deles, mas sou sem dúvida uma pessoa mais alegre.

 

Nunca tinha lido nenhum livro desta autora, confesso que por causa das capas e dos títulos. Pensava que era mais uma daquelas autoras que surgiu no género em que as histórias não tinham grande interesse, mas fui bastante surpreendida. Sarach MacLean sabe escrever um romance com drama, paixão e o que eu valorizo mais, humor.

 

Sophie Talbot faz parte de uma família de novos ricos que "compraram" o titulo nobre da família. Ela e as irmãs são uma espécie de Kardashians do século XIX, sempre na boca dos folhetos de cusquices e meio desprezadas meio desejadas por quem as rodeia. Um dia Sophie encontra o cunhado a trair a irmã e humilha-o diante de toda a aristocracia, que lhe vira as costas a ela. Na sua fuga, cruza-se com Marquês de Eversley que é (adivinhem!) um boémio solteiro conhecido por terminar noivados (de terceiros, sendo apanhado com a noiva). Juntos encenam uma fuga caricata que acaba num acordo: Sophie finge ser sua noiva para ele se vingar do pai, enquanto ela poderá ter a liberdade que sempre quis se tiver a reputação arruinada.

 

O livro é divertido e Sophie é uma protagonista que não aborrece ninguém. Eversley é um grande parvo a maioria do livro, e se na vida real não suportaria alguém assim, no livro não me faz grande diferença e é a sua teimosia que gera muitos dos momentos divertidos do livro. 

 

Uma escolha surpreendente e interessante para relaxar, mesmo que este Verão esteja a ser mais farrusco.

 

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publicado às 22:52

A Rainha do Verão (Leonor de Aquitânia, #1)

Até ter pegado neste livro nunca tinha fixado o nome de Leonor de Aquitânia, mas parece que ela foi uma mulher e tanto. Herdeira do ducado de Aquitânia, numa época em que as mulheres eram vistas como inferiores, cedo tem de ser fiel aos desígnios dos homens da mandam na sua vida: o pai, o tutor e o marido. Mas Leonor não foi educada como as mulheres do seu tempo e é inteligente e culta, e percebe que se jogar as cartas certas pode atingir os seus objetivos e os de Aquitânia. Aos treze anos esta jovem torna-se Rainha de França e tem de aprender a mover-se nas intrigas da corte.

 

Leonor é realmente uma mulher forte do seu tempo. O mais interessante sobre este livro é que não se colocou a mentalidade de uma mulher do século XXI no corpo de uma Rainha da idade média. Leonor é uma mulher do seu tempo, que joga com as limitações que tem. É leal ás suas origens e à sua problemática irmã. Tenta construir uma relação com Luís, o marido, que ao longo do livro vai ficando cada vez mais devoto a Deus e a culpa pela falta de um herdeiro masculino (que personagem irritante, mas ao mesmo tempo deu pena ver o jovem assustado, mas que tinha potencial, transformar-se num fanático que despreza a esposa). 

 

***Possiveis spoilers a partir daqui!****

Um receio que tinha neste livro era atrapalhar-me com os nomes e factos históricos: conheço mal o período histórico em questão, mas no geral isso não se verificou. Apenas senti isso na cruzada para Jerusalém, há mais rodagem de personagens, e é no geral, uma parte mais aborrecida do romance, apesar de ser a fase onde se dão acontecimentos chave para Leonor e para o fim do seu casamento. A mudança que vem com o fim do casamento de Luís e Leonor acaba por ser refrescante (até eu já me queria divorciar da parte dele da história) e trouxe uma nova perspetiva à história, sobretudo porque como era poderosa, Leonor não poderia permanecer muito tempo solteira (risco de rapto iminente!) e o seu segundo marido é o oposto do primeiro.

 

Este livro faz parte de uma trilogia e fiquei curiosa por saber mais sobre esta mulher. Uma leitura elucidativa para perceber a sorte que tenho em ser uma mulher do século XXI!

 

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publicado às 20:05

Segredos do Passado

Esta é a história de duas crianças que vêm de estratos sociais completamente diferentes: Claire, a menina de ouro de dois clãs históricos da região, mimada e acarinha e Roan, o filho do bêbedo da cidade, que anda sujo e cheira mal. Entre eles é forjada uma amizade improvável e especial, mas algo mau acontece que os separa durante vinte anos. O reencontro acaba por provar que ainda há muita coisa do passado que os persegue.

 

A história acaba por ter duas partes: a infância e a idade adulta. A infância acaba por vezes por pecar por demasiadas descrições e muitos familiares (a família de Claire é enorme) o que numa fase inicial é confuso, mas a pouco e pouco a história torna-se familiar. A relação de amizade improvável entre Claire e Roan é ternurenta, mas esta fase também é cheia de violência. Se por um lado é uma fase intensa, por outro ouve algumas partes em que me senti saturada e com alguma falta de vontade de continuar. Nesta fase um destaque para as avozinhas, umas personagens bastante divertidas.

 

Na segunda fase, Claire e Roan lidam com as feridas do seu passado e são pessoas diferentes. Esta fase é para mim mais interessante porque há muitas pontas soltas, a querer saber o que vem a seguir e é acrescentado um novo mistério ao enredo. Confesso que a relação entre o Roan e a Claire não se tornou naquilo que eu estava à espera, mas não me senti desiludida nem nada disso, apenas foi diferente, acho que perderam um bocado a magia que tinham na primeira fase.

 

Por fim, o livro podia ter menos umas cem páginas. Perde-se muito em descrições excessivas e histórias de pessoas que nunca mais vamos ouvir falar ao longo do livro, mas não deixa de ser uma boa história, com o melhor e o pior das grandes famílias e o melhor e o pior da sociedade.

 

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publicado às 20:38



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