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Shadow on the Crown (The Emma of Normandy Trilogy #1)

Emma of Normandy (ou "aporteguesando" para Ema da Normandia) é uma rainha que para mim era desconhecida. Talvez por ser de um período em que pouco registo há das rainhas (a narrativa passa-se entre 1002 e 1005), em que os reis mudavam com muita frequência, países se formavam e invasões vikings aterrorizavam parte da Europa. Apesar do nome, Emma foi uma rainha inglesa, casada com um rei mais velho, Æthelred, que é assombrado por fantasmas do seu passado, enquanto luta contra a destruição da Inglaterra pelos vikings. Ao mesmo tempo que se tenta impor numa corte que a considera uma estrangeira e se vê casada com um homem que a ignora, Emma acaba por se apaixonar pelo homem errado.

 

Praticamente toda a narrativa é autoria da imaginação da autora. Não é historicamente correto, lá está, pela falta de informação que há sobre este período da vida de Emma (digamos que ela se tornou mais conhecida no segundo casamento), portanto é um livro criativo e não é de todo para os fãs do historicamente preciso (o que para mim é ótimo, gosto de história, mas história com criatividade implica, quando bem feita, muita pesquisa além de muita imaginação). A história é fluida e apesar da sinopse não se foca apenas na paixão "proibida" de Emma, tendo grande enfoque nos jogos políticos e nas invasões. Deram-se alguns "massacres" durante este período que são retratados de forma bastante interessante na obra que não é, de todo, um romance meloso. Apesar de ser a personagem central, Emma não é o único foco. Há também o lado dos filhos do rei do primeiro casamento, do próprio rei e de Elgiva, filha do homem mais rico e influente do pais e que é rival de Emma e supostamente, antagonista. Elgiva é retratada para mim de forma que acaba por ser desaproveitada, porque ela tinha potencial. Ela é mimada, interesseira e manhosa mas se tivesse um bocadinho do outro lado seria uma personagem espetacular, teria mais densidade, e talvez fizesse sobra à própria Emma, porque mesmo sendo a má, eu gostei da personagem dela, dá um ar diferente ao livro.

 

Gostei bastante do livro, está muito bem conseguido com personagens diversas e interessantes, uma narrativa fluida e nada aborrecida e estou muito curiosa com o segundo livro (supostamente deveria ser uma trilogia, mas tem apenas dois livros e nenhum em português (de Portugal, existe uma versão Brasileira apenas do primeiro livro)).

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publicado às 21:36

Quando as Estrelas Caem (Starbound, #1)

Este aqui apanhou-me completamente de surpresa. Eu não sou a maior fã de livros baseados em desastres (leia-se Titanic) porque tem demasiadas mortes e eventos traumáticos (e foi real), mas como este se passa num universo alternativo e futurista, foi mais fácil desligar do drama real e ligar ao drama ficção. Icarus é a nave espacial maior e mais rápida do universo (e o seu próprio nome é uma ironia) e nele viajam cinquenta mil pessoas. Lilac é a única filha de um dos homens mais poderoso do universo e dono da Icarus. Habituada ao luxo, vive numa redoma dourada. Tarver é um soldado, que foi promovido a herói nacional. Não se sente conformável no ambiente glamoroso da Icarus, mas parte das funções de ser herói nacional é estar no meio dos ricos e poderosos. Quando a Icarus tem um acidente, ambos escapam sozinhos na mesma nave e ficam presos num planeta desconhecido, onde não parece existir mais ninguém.

 

Apesar da capa e da própria sinopse  parecerem classificar este livro como "apenas mais um romance" ele é na verdade muito mais que isso. Há o choque de classes entre ambos em que Lilac tem de cair do pedestal e Tarver tem de aprender que a Lilac é mais que a dondoca que representa. Há toda a temática do que aconteceu à Icarus, que planeta é aquele e que estranhas vozes são as que a Lilac houve (e a parte da Lilac sozinha dentro da Icarus arrepiou-me bastante!). E no fim disto tudo é então um romance, muito lento, mas que apenas na fase final do livro ganha importância, o que é ótimo, porque deu espaço para ambos crescerem sem serem presos no amor um do outro. Gostei mesmo deste livro, é surpreendente, refrescante e prendeu-me até à última página (que tenho de dizer que me deixou muito insatisfeita, queria saber como eles voltam à sociedade, sobretudo a Lilac e também me perturbou a forma como simplementes a morte de cinquenta mil pessoas pode ser assim eliminada...).

 

Infelizmente este parece ser mais um caso de uma trilogia que a publicação foi abandonada em português (provavelmente porque a capa e a sinopse remetem para uma coisa e o livro é outra, aliás, já tinha visto este livro e não me tinha cativado o suficiente noutras alturas). Penso que se tivessem mantido a capa original (que é linda e extremamente cativante) tinham tido mais sucesso de vendas. Mas é apenas uma opinião, eu não percebo nada de marketing "livresco".

 

These Broken Stars (Starbound, #1)

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publicado às 11:33

Algo maravilhoso

15.06.18

Algo Maravilhoso (Sequels, #2)

Gostei do titulo deste livro porque se enquadra perfeitamente na minha opinião sobre ele. Esta história, e sobretudo a sua protagonista, são um doce.

 

Alessandra cresceu como uma maria rapaz e percebe mais de pescar e esgrima do que de etiqueta. O seu pai ausente não lhe deixou nada e ela faz o que pode para tomar conta da mãe melancólica, o tio alcoolicamente divertido e dois criados já idosos (um meio cego e o outro meio surdo). Até que um dia salva um duque de ser assassinado e um conjunto de circunstâncias vai transformá-la em duquesa. Até que o marido desaparece e Alessandra é rejeitada pelo ambiente natural dele. Ele volta, mas Alessandra já não é a menina ingénua, mas a sensação da alta sociedade.

 

Alessandra é sem dúvida cativante. A sua simplicidade e alegria na primeira fase da história são contagiantes e o amadurecimento ao logo da história é cativante. Da menina apaixonada a mulher desiludida, ela torna-se forte à sua maneira e o jogo do gato e do rato que incentiva com Jordan é fascinante e muito divertido. Isto para não falar dos criados dela, do tio e da avô de Jordan (tudo personagens interessantes).

 

Gostei mesmo, li este livro com um sorriso nos lábios. 

 

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publicado às 20:18

Romance Com o Duque (Castles Ever After, #1)

Ora bem, não estava à espera desta. Principalmente depois do mau e ligeiramente aborrecido outro livro que tinha lido desta autora, as minhas expetativas não estavam muito altas, apesar de já ter lido comentários bastante positivos deste livro de pessoas que também não tinham gostado do outro. 

 

Izzy é uma moça que cresceu na sombra de uma série de contos muito populares (com direito a fanclub e tudo) escritos pelo seu pai. Quando ele morreu, o seu primo ficou com tudo e Izzy acabou por a pouco e pouco ir perdendo todas as ilusões que tinha de um felizes para sempre. Até que um dia é convocada para ir a um castelo onde conhece um misterioso duque...

 

A melhor parte de tudo é que a história é tão diferente do género que soube maravilhosamente. Tanto a Izzy como o Ramson não são os protagonistas habituais e adorei cada segundo que passei a ler este livro! A Izzy passa alguns maus momentos e acaba por ter uma relação de amor/ódio como todo aquele fanclub (ela aparece nos contos, dai ser tão reconhecida), mas confesso que adorei esta versão histórica de uma coisa que hoje é tão comum em torno de sagas literárias e cinematográficas: as pessoas se juntarem para ler os contos, mascararem-se com as personagens, terem as suas próprias regras como que vivendo no mundo dos contos.

 

 

Como o pai de Izzy morreu de repente os contos ficaram a meio, então é incrível como cada vez que algum fã da obra a encontra lhe pergunta o que aconteceu a seguir. Até eu já revirava os olhos quando isto acontecia, imaginem como ela se sentia. O Ramson é tudo o que eu não estava à espera! E é fofo de ver como apesar de tudo, ele aprendeu a lidar com aquilo e a forma como a Izzy vai quebrado as suas barreiras uma por uma. E a cereja no topo do bolo é como toda a loucura em volta dos contos acaba por ser um fator decisivo na fase final da história.

 

Um livro bem conseguido, original e sobretudo divertido. Há algum tempo que não soltava umas gargalhadas assim!

 

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publicado às 21:03

Roma, 40 d.C.

01.02.17

Roma 40 d.C.

Gostei mesmo deste livro e passei quase todo o tempo que o li a achar que seria o meu primeiro livro de 2017 com 5 estrelas, mas como a história perde um pouco o fôlego na parte final, acabou por descer para 4 estrelas extremamente positivas!

 

Passado na Roma Antiga, no tempo do Imperador Calígula (conhecido sádico), este livro conta a história de Marco Quinto Rufo, um dos poucos homens em quem o Imperador confia e que está encarregue de o proteger de todos os que conspiram contra a sua vida, e Livia, uma jovem caída em desgraça mas dona de uma beleza estonteante. Ao vê-la Marco sente que a tem de ter e acaba por rapta-la num acesso de loucura, mas nem ele podia medir as consequências dessa sua atitude.

 

Ao inicio estava com medo de não gostar de Marco: ele é descrito como um homem duro e implacável, mesmo incluído a contextualização histórica, mas confesso que apesar do rapto, que depois se arrepende, acaba por se revelar uma personagem que me cativou, naquela onda de se amas realmente uma coisa tens de a deixar ser livre. Livia tem uma personalidade muito forte e é essa personalidade que dá muita garra a história, embora por vezes tivesse vontade de lhe dar com alguma coisa na cabeça, por ser tão teimosa e cega. A descrição histórica está interessante, nunca tinha lido um livro deste período com um romance deste género incluído, era sempre mais numa perspetiva real, mas salientou traços interessantes de Roma, como o poder absoluto do imperador, as intrigas do senado e o fascínio dos romanos por piscinas, termas, enfim, tudo o que inclua passarem muito tempo no banho.

 

Um livro interessante para quem gosta de história sem ser demasiado descritiva e para quem gosta de um romance histórico calliente com muitas lutas e soldados romanos musculados... enfim a história é muito mais que isso, mas não faz mal a ninguém ter uma imaginação fértil.

 

Roma 40 d.C. Destino d'amore (Italian Edition)

Update: mudei mesmo para cinco estrelas, qualquer livro que me faz pensar nele ao longo de uma semana depois de terminado, merece 5 estrelas.

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publicado às 19:56

Os Bridgerton Felizes Para Sempre (Bridgertons, #1.5-8.5; 9.5)

A melhor maneira de terminar um bela coletânea de livros é com um livro que tem um pouco de todos os livros e ainda um pouco mais sobre a matriarca da família que me trouxe tão bons momentos. Após oito livros de romance, companheirismo entre irmãos e muita gargalhada, este felizes para sempre trás um segundo epilogo para cada um dos livros. Se nalguns resolve questões que ficaram pendentes, noutros conta-nos o felizes para sempre de personagens de outros livros e mesmo os livros que não foram os melhores tiveram epilogos interessantes (e num caso quase melhor que o livro). Não há muito a dizer, quem é fã da série vai adorar e ficar com uma ponta de nostalgia, porque desta vez é que acabou mesmo (embora a nova série da Julia Quinn seja sobre as irmãs do Edmund, o pai falecido desta prole, ansiosa!).

The Bridgertons: Happily Ever After (Bridgertons, #1.5-8.5; 9.5) The Bridgertons: Happily Ever After (Bridgertons, #9)

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publicado às 20:16

Maldito Karma

02.11.16

Maldito Karma

Eu gosto de acreditar no conceito de karma: que a vida nos devolve aquilo que lhe damos. E embora na realidade a vida não seja bem assim, é bom ás vezes sentir que uma boa ação é retribuída. Quando é uma má ação, a história já não tem tanta piada.

 

Kim Lange é bastante bem sucedida profissionalmente: é uma apresentadora de sucesso da televisão alemã. Mas para chegar a esse posto ela pisou umas quantas pessoas, humilhou outras quantas e afastou-se da filha e do marido, acabando mesmo por trair este último. Mas a vida (ou morte) de Kim muda tudo e ela é atingida por um urinol de uma estação russa e reencarna numa formiga porque acumulou demasiado mau karma durante a vida e agora tem de se redimir.

 

A melhor maneira de descrever este livro é como sendo uma lufada de ar fresco: irónico e com sentido de humor, as aventuras de Kim enquanto vários animais fizeram-me rir, muito mesmo. E embora ela ás vezes fosse irritante, pareceu-me uma personagem bastante real e com uma mudança verdadeira. E sem esquecer o seu companheiro de aventuras, o boémio Casanova (sim, aquele do séc XVIII, que era um grande sedutor). O fim é previsível, mas satisfatório e confesso que fiquei com um fraquinho por pela versão de que após a morte cada pessoa é julgada pela religião em que acreditou em vida, sendo que os ateus são julgados por Buda (e a imagem de Jesus, Buda e Odin a tomar café que se formou com esta descrição). Esta realidade faria para mim todo o sentido.

Maldito karma

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publicado às 20:39

A Bela e o Vilão (Bridgertons, #6)

Adoro um romance lento e fofinho e confesso que não resisto a um moço que é apaixonado por ela desde que a conheceu, mas como ela é mulher do primo dele tenta disfarçar por tudo com a reputação dum bon vivant. A probabilidade de isto acontecer na realidade: muito baixa, mas sabe bem ler livros assim.

 

Michael é apaixonado por Francesca desde que a conheceu. O problema? Ela casaria dentro de algumas horas com o seu primo que é o seu melhor amigo. De modo a curar um coração partido acaba por se tornar num jovem libertino ao mesmo tempo que é se torna um bom amigo também de Francesca (embora isso lhe parta o coração). Mas as coisas mudam e Francesca fica livre, deixando Michael preso num dilema. A sinopse original do livro é muito mais gira que o meu resumo.

 

Gostei muito do Michael e da Francesca, daquele quero-te tanto mas também valorizo a amizade. O romance anda em lume brando quase todo o livro e até digo que é dado mais protagonismo a Michael que a Francesca, visto que ele tem todos aqueles antecedentes de gostar logo dela. Gostei da forma como eles encontraram a paz no seu amor e acabaram com os dilemas, gostei quando ele foge dela porque não consegue ser o amigo que ela precisa naquele momento e o reencontro deles, em que acabam por finalmente se conhecer bem. Gostei que a Francesca fosse diferente dos seus irmãos, sendo mais reservada e menos exuberante o que a acaba por torná-la bastante única. Mas é pena ter pouco protagonismo dos outros irmãos Bridgerton (com exceção de Colin, há referências aos outros e a eventos dos outros livros que ocorrem em simultâneo com este (A grande revelação e Para Sir Philip, com amor)). 

When He Was Wicked (Bridgertons, #6) El corazón de una Bridgerton O Conde Enfeitiçado (Bridgertons, #6)

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publicado às 20:53

One Night of Scandal (The Fairleigh Sisters)

A uns tempos falei do primeiro livro de uma série sobre as irmãs Farleigh que me provocou um sentimento de amor à segunda vista (porque à primeira vista não correu bem). Como fiquei tão curiosa pela história da Carlota Anne Farleigh, outrora uma criança endiabrada mas adorável e que se tornou numa jovem adorável e com tendência para se meter em sarilhos (à coisas que não mudam com a idade). Na noite do seu baile de apresentação à sociedade Lottie não resiste a ir espreitar a casa vizinha que foi alugada ao infame marquês assassino. O problema é que o marquês a apanha em flagrante e Lottie acaba por perceber que ele não é assim tão assustador e que até beija bem. Mas os dois acabam por se ver numa situação em que a reputação de Lottie ficou danificada e acabam por casar, um casamento que nenhum dos dois quer.

 

Uma das principais criticas a este livro era sobre Hayden, pois o marquês assassino era demasiado frio e o romance demasiado lento. Como prefiro romances lentos e não daqueles que no fim do primeiro capitulo já estão na cama (ou normalmente noutro sitio muito menos confortável) honestamente gostei do Hayden, um homem atormentado por um passado complicado e que vai pouco a pouco sarando as suas feridas graças a Lottie e a Allegra. Lottie que começa como uma jovem mimada acaba por crescer sobretudo quando se depara com Allegra e a tem de a ajudar a voltar a viver, o que a tornou uma personagem com uma evolução interessante. O romance entre os dois passa rapidamente de muito quente a muito frio e os mistérios que envolvem Hayden apesar de previsíveis acabam por aliciar a leitura. Uma das minhas cenas preferidas é sem dúvida quando Lottie mostra a Allegra porque ela era considerada um diabrete em criança e Hayden entra desesperado no quarto onde estão as duas (mandando a porta abaixo) tentando perceber se aconteceu alguma coisa. Confesso que o que tornou Hayden para mim irresistível enquanto protagonista masculino foi o facto de apesar de ser desligado e frio por vezes deixar cair a máscara e mostrar que se preocupa e que Lottie é importante para ele. Por fim, a derradeira prova de amor de Lottie para com Hayden mostra que a jovem mimada que só pensava nela se tornou definitivamente numa mulher apaixonada que se preocupa mais com os outros.

 

Simplesmente adorei, adorei os protagonistas, a Allegra, rever algumas personagens do primeiro livro como o Sterling, a Laura, a Diana, o George ou a Cookie. A história é intensa, o romance é lento, mas com uns picos quentes e literalmente devorei este livro e ele não me saia da cabeça quando não o estava a ler.

One Night Of Scandal (Fairleigh Sisters, #2)

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publicado às 20:56

Tentação Perfeita (Wallflowers, #5)

Não vinha com perspectivas muitos grandes para este aqui, pois apesar de já ter lido quase todos os outros livros da série Wallflowers e ter gostado muito de metade deles, como se tratava da história de um Bowman (e os livros com algum Bowman como protagonista foram os que gostei menos) estava a espera que este fosse pelo mesmo caminho. Não foi.

 

Rafael Bowman é irmão de Lilian e Daisy Bowman, protagonistas de outros dois livros e membros das encalhadas, quatro jovens da Inglaterra do séc. XIX que cansadas de serem delegadas para os cantos do mercado matrimonial, resolveram juntar-se e formar uma amizade invulgar ao mesmo tempo que se ajudavam mutuamente. Como ao longo dos quatro livros da série todas tiveram os seus felizes para sempre, este livro vem mostrar um pouco mais destas quatro jovens ao mesmo tempo que nos trás a relação entre Rafael e Natalie, ele filho de um industrial americano sem sangue azul e ela de uma família aristocrata. Rafael tem os modos frontais e sem papás na língua mais típicos dos americanos que já as suas irmãs tinham mostrado nos outros livros e Natalie é uma típica rosa inglesa de não me toquem se não quebro.

 

Se querem ler o livro e ainda não leram, parem por aqui a leitura deste post para eu não vos estragar uma surpresa agradável.

 

A grande surpresa da história é que o verdadeiro interesse da história não vai ser Natalie, mas sim Hannah a sua dama de companhia. E ainda bem, apesar de bem intencionada, Natalie é um pouco egoísta e mimada, enquanto Hannah é uma sonhadora que adora contar histórias a crianças ou subir a árvores de Natal para recuperar capachinhos e não tem problemas nenhuns em dizer na cara de Rafael o que pensa dele. Aliás, a história lembrou-me um pouco o livro Amor e Enganos da Julia Quinn (que simplesmente adoro) nomeadamente da parte da paixão por uma pessoa considerada socialmente inferior (embora na prática Rafe não tivesse sangue azul, o pai queria que ele casasse com alguém importante e usou algumas artimanhas para isso). Adorei as faíscas que estes dois fizeram desde o inicio do livro, o modo como Rafe andava sempre a provocá-la daquela maneira meio irreverente ao mesmo tempo que a Hannah lhe responde sempre à letra. Depois o romance sem sal entre o Rafe e a Natalie em contraste com as faíscas que deita quando está perto da Hannah. E ainda a carta que ele lhe escreve, senhores, até fiquei com calores, fofinha, adorável e sensual. Adorei mesmo o livro e a história, que apesar de não ser nada de muito original, cativou-me, prendeu-me e não larguei o livro enquanto não o li, fazendo com que passa-se directamente para o livro favorito desta série. Não é que o melhor ficou mesmo para o fim? E sabe bem finalmente ter lido um livro novo que recebe 5 estrelas em 2016! (Pena só ser em Julho!).

A Wallflower Christmas (Wallflowers, #5) A Wallflower Christmas (Wallflowers, #5)

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publicado às 22:38



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