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O reinado de D. José I foi um período que sempre fascinou a maioria dos interessados em história: afinal foi recheado de tragédias, desde o trágico terramoto de 1755 que marcou a cidade de Lisboa para sempre até ao processo dos Távoras, onde uma das mais importantes famílias do reino foi literalmente "apagada" de Portugal. E é no meio disto tudo que se passa a história de D. Teresa de Távora, parte da família que teve um fim trágico, mas também a mais famosa amante do rei D. José  I.

 

A história é contada na primeira pessoa por D. Teresa de Távora. Como a própria autora indica, parte da história é fantasiada (nomeadamente ao nível de personalidades e conversas) visto que a história não deixou muita informação sobre a amante do rei, para além desse facto e da família de que fazia parte. A D. Teresa do livro tem uma personalidade exuberante e livre de preconceitos, contando a história numa perspectiva em que ela olha para trás para a sua vida e já sabe qual a tragédia que vai acontecer a seguir. Apesar de cativante (afinal com uma história destas, ela tinha de ser uma mulher de personalidade vincada) faltou qualquer coisa para sentir uma verdadeira empatia com ela. Quanto ao rumo da história é aquele que aconteceu na realidade, portanto ai não podia haver grandes surpresas.

 

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publicado às 15:46

 

Eu gosto de mundos fantásticos, embora o mundo das fadas não seja a minha praia, depois de há uns anos ter lido a série The Iron Fey da Jullie Kagawa (que infelizmente não existe traduzida em português) e ter adorado (excepto o 4º livro), costumo encarar os livros relacionados como potencialmente interessantes.

 

Lesley, uma adolescente com uma vida difícil, decide um dia fazer uma tatuagem. O que ela não sabe é que essa tatuagem irá mudar a vida dela muito mais do que ela queria, ligando-a ao mundo das fadas e a uns quantos jovens que lhe interessam.

 

Sim, tem um triângulo amoroso meio estranho. E é também um segundo livro da série (o que eu não sabia quando comprei) e então parece que somos atirados para o meio daquele universo sem grandes explicações. Lesley é um heroína qb, se por um lado sentia empatia pela dor dela causada devido à família dela ser uma nódoa, por outro lado, quando se metiam fadas ao barulho a coisa perdia o interesse. É que nem os moços (que são ambos fadas e um deles é um pouco psicótico) salvaram aqui o assunto. Consegui lê-lo até ao fim (e dai as duas estrelas) mas não fiquei nem fã, nem fascinada.

 

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publicado às 14:53

 

Anna Randol é uma nova autora do género romances de cordel passado no século XIX e este é o seu primeiro livro. Embora confesse a minha confusão que quando li a sinopse do romance pensava que se passava nos dias de hoje. 

 

Então o cenário é Constatinopla, onde temos Mari Sinclair filha de mãe grega e pai inglês, que é descrita como uma beleza e que gosta de desenhar borboletas (que contêm escondidas planos de fortes otomanos que entrega aos ingleses, primeiro de livre vontade e depois como alvo de chantagem). Como está em risco de vida é enviado o major Bennet para a proteger. E depois temos o costume: eles amam-se/odeiam-se, ela tenta desenhar mais borboletas e ele vai-lhe salvando a vida.

 

Desde da primeira página que faltou qualquer coisa. A Mari é irritante e inconstante (beijos na rua à frente de soldados numa cidade onde uma mulher nem pode andar sozinha na rua sem ser acompanhada por um homem?). Enviam alguém para a proteger mas ela trata-o como se ele viesse para a matar. Depois a cena do "porque li o kamasutra uma vez percebo imenso de sexo apesar de até ao inicio do livro não ter nem sequer beijado um homem" é muito interessante, para não falar da consumação da relação ser numa prisão imunda em que experimentam umas quantas coisas (há o factor da morte iminente, mas mesmo assim ela passa de pudica a safada num piscar de olhos!). E pronto, dado o desconto de ser o primeiro livro da autora mesmo assim não conseguiu atingir o patamar de interessante.

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publicado às 19:30

 

Rafaella é a filha de um pescador que parece ter um futuro risonho pela frente ao casar com o homem que ama que faz parte da família mais importante de Torento, local fictício onde se passa a acção. Mas em menos de um ano Rafaella fica viúva, desprezada por meia aldeia e vira cozinheira. Esta mudança na sua vida fará com que se encontre a si própria e aos que a rodeiam.

 

Como cresci num meio pequeno e conservador há muitas partes da história que me foram familiares: a força dos boatos e de como qualquer atitude pode ser mal interpretada, a importância que se dá à religião e as quezilas quando todos não concordam com um projecto. Sinto que tive dificuldade em situar temporalmente a história, pois toda a aldeia e os seus costumes pareciam pertencer ao passado, mas quando vinham personagens de fora, se via que afinal existiam telemóveis e outras tecnologias mais actuais. É mencionado ao longo do livro como fazer vários pratos italianos (como é já quase tradição em qualquer livro que se passe em Itália), mas como a massa e a gastronomia italiana já estão enraizadas na nossa cultura que para mim isso não foi nada de especial nem acrescentou nada ao livro.

 

A história da Rafaella é como ela própria: apesar de bonita, faltou-lhe chama. Consegue ser interessante o suficiente para conseguir ler até ao fim (com a ajuda de narrativas secundarias como a história da Carlotta e da Silvana), mas faltou qualquer coisa para não ser apenas mais um livro.

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publicado às 20:23

Perdoa-me

27.10.15

 

Normalmente gosto mais de um livro da Lesley Pearse que se passe nos dias de hoje (mais ou menos) do que um romance histórico porque são normalmente menos trágicos (e a senhora tem um dom para livros trágicos), mas este Perdoa-me foi sem dúvida uma tragédia toda ele só.

 

Eva vive numa família abastada e aparentemente feliz, até que um dia encontra a mãe morta na banheira depois de se suicidar. Após este e outros eventos que mudam a vida de Eva para sempre, ela fica com o estúdio da mãe em Londres, onde descobre os diários de uma mulher que afinal não é nada como ela conhecia. Ao investigar mais e mais o passado da mãe, Eva vai abrir uma caixa de Pandora que irá afectar a ela e a todos os que a rodeiam.

 

A história é muito semelhante ao Procuro-te. Uma jovem que perde a mãe, descobre que afinal as suas origens não são o que parecem, tem irmãos com quem se acabam por dar mal porque são mimados, ... o que faz com que muitas vezes tivesse a sensação de deja vu ao ler este livro. Outro ponto é que a Eva se vai tornando um pouco irritante ao longo da história (e pelo que ela passa até se percebe, mas como é tragédia atrás de tragédia e atrás de tragédia até à última página e ela mudava muito de ideias de repente, aquilo ficou cansativo). E também não entendia a necessidade dela contar a história toda da vida dela a cada nova pessoa que conhecia, mais valia por no jornal. O Phil, apesar de ser uma personagem super querida, acaba por ser "bom demais para ser verdade" - o homem não tem defeitos.Por fim o final foi completamente sem sal... o qual não posso comentar mais senão é spoiler.

 

Ou seja, a história era interessante o suficiente para ler até ao fim (principalmente até se descobrir todo o passado da mãe dela), mas acaba por se perder sobre si mesma no meio de tanta tragédia.

Ás vezes sinto pena dos jovens dos dias de hoje. a arte de fazer a corte e namorar parece ter desaparecido. Nos filmes e na televisão uma rapariga conhece um rapaz e saltam logo para a cama. Parece que é o que toda a gente espera. Mas onde está o romance nisso?

 

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publicado às 20:20

 

O segundo livro de uma trilogia passada na Irlanda da Nora Roberts. Não costumo ler dois livros dela seguidos, mas como gostei do primeiro  decidi embarcar logo no segundo. Não o devia ter feito. 

 

Neste segundo livro a protagonista é Brianna, irmã mais nova de Maggie e com um feitio completamente oposto: Briana é gelo (olha o trocadilho com o nome), apesar de ser calma, eficiente e muito caseira. É dona de uma pequena estalagem e foi aquela que sempre deu mais atenção à mãe difícil de ambas. Gray é um escritor que vem para a estalagem de Brianna em busca de inspiração para o seu novo livro e vive sobre o lema de não ter amarras, nem família, nem casa. E blá blá apaixonam-se.

 

Este livro poderia ter sido bom não fosse ser demasiado parecido com o primeiro, apesar de a personalidade dos protagonistas nada ter a ver. A linha que a história segue é que é muito semelhante e isto é recorrente no estilo da autora, dai raramente ler dois livros dela seguidos, o segundo fica muito previsível. Temos a história deles, o drama da mãe delas, algumas viagens, o "eu sei que quero ir para a cama contigo e passo a vida a dizê-lo, mas não vou já porque ainda faltam 200 páginas do livro" e o dilema final de ou fico contigo para sempre ou nunca mais olho para ti.

 

Logo pego no terceiro, o da irmã "bastarda" que ninguém conhece.

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publicado às 20:19

Herança de fogo

09.10.15

 

Quando tenho uma trilogia da Nora Roberts pela frente até me arrepio, não tenho tido muita sorte com as trilogias dela e sem dúvida que os livros que mais gostei eram quase sempre isolados. A trilogia da Herança tem uma coisa boa: passa-se na Irlanda e o primeiro livro que li da Nora (e que talvez seja dos meu preferidos dela) também se passa na Irlanda (O Coração do Mar que não tem review aqui no blog). Alias, para mim estes dois livros tiveram muito em comum: a cultura irlandesa e um par de protagonistas com características que normalmente me fazem revirar os olhos, mas que acabam por cativar e bater muito certo um com o outro.

 

Maggie Concannon é uma artista vidreira que está a começar a chamar a atenção no mundo das artes, apesar do sitio remoto onde vive e de não gostar especialmente de conviver com outras pessoas. Rogan é dono de uma rede de galerias conceituadas que quer a todo o custo um contrato de exclusividade com Maggie, mas a mulher por detrás da artista irá deixa-lo de cabelos em pé e muito atraído.

 

A história de amor não tem nada de novo, mas a história por detrás das personagens é que o torna cativante. Maggie vem de uma família um pouco disfuncional, onde os pais tiveram um casamento infeliz e isso acabou por moldar a personalidade de Maggie e de Brianna, a irmã mais nova (protagonista do segundo livro). Maggie é uma pessoa difícil teimosa e muito fechada, mas sente-se ao longo do livro como ela é fragil e como está marcada pela vida, o que acaba por tornar a personagem realista e cativante. Rogan está à altura dela em teimosia, mas como protagonista masculino acho que esteve bem (nada de muito espectacular).O que atrai no livro é também o facto de se contar outras histórias das famílias e das pessoas relacionadas com elas (principalmente a história da mãe de Maggie) e o facto de mostrar a cultura irlandesa, que sempre me cativou.

 

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publicado às 23:06

 

Apesar de bastante conhecida, nunca tinha lido nenhuma obra de Agatha Christie. Policiais não são o meu estilo preferido e admito que uma velhota investigadora (como no caso deste livro) não me chamava muito a atenção.

 

Miss Marple é uma senhora nos seus 70 anos que vai passar uns dias ao hotel Bertram em Londres. Como tem um instinto apurado depressa percebe que nem tudo o que parece é, ao mesmo tempo que um dos hóspedes do hotel desaparece e estranhas ligações se vão revelando.

 

Apesar de não ser um livro que me tenha prendido muito, o enredo está original e bem construído. O cenário que se vai construindo até ao desenlace final está pensado ao pormenor e o modo como pequenas coisas sem importância se revelam essenciais explica porque é uma escritora tão adorada no seu género literário. Confesso que estava a espera de uma intervenção mais activa de miss Marple, que incluísse ela investigar mais e não ouvir as coisas quase por acaso (embora ninguém lhe tira a capacidade de dedução). O mau da fita era bastante previsível, embora não estivesse à espera que a prole lhe seguisse os passos. Não é um livro que tenha me cativado de uma maneira fenomenal, mas foi uma leitura interessante de um novo horizonte. 

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publicado às 20:09

 

O que me atraiu neste livro foi a capa e o facto de a sinopse ser incomum. Temos a história de Tom Boyd, um escritor de sucesso que entrou numa espiral auto destrutiva quando a sua namorada Aurore, o deixou, no que foi um fim de relação bem público (capas de revistas, etc.). Quase falido e sem conseguir escrever uma linha, a vida de Tom parece estar por um fio, até que aparece Bonnie, uma personagem de um dos seus livros que lhe propõe ajuda-lo a reconquistar Aurore em troca de ele escrever o livro final da sua trilogia de sucesso (e do qual ela faz parte).

 

A história tem uma linha fluida e cativante. Confesso que a única parte que perdeu mais o interesse foi quando Tom e Bonnie iam a caminho do México (e parecia que estava sempre a acontecer a mesma coisa), mas houve páginas que foram devoradas. As personagens são bem construídas e para além destes dois protagonistas temos o Milo e Carole (os melhores amigos de Tom) que também têm histórias interessantes para contar (pena não haver mais detalhe sobre como o evento final aconteceu e mais não digo porque é spoiler). Também tive pena de não saber como acabou a história de Bonnie no livro. Apesar de tudo o de positivo que tenho a dizer, na altura de atribuir classificação, fiquei em dúvida sobre onde o encaixar: se em comparação com outros livros de 3 estrelas este era melhor, penso que também não está ao nível de muitos outros livros de 4 estrelas que por aqui andam, portanto ficaria em 3,5 estrelas. Porque apesar de tudo o que tem de bom, as vezes senti que faltava mais qualquer coisa de importante, embora não saiba explicar por palavras o quê.

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publicado às 20:10

 

Posso dizer que conheço relativamente bem a obra de Nicholas Sparks. Já li dois dos livros mais conhecidos dele, as palavras que nunca de direi (chorei baba e ranho, mas não gostei do final) e um momento inesquecível (chorei baba e ranho e só foi interessante nas últimas páginas). Mas o livro dele que mais gostei não é nenhum destes, mas sim o corações em silêncio porque tem uma história que me tocou e um final bom (em que ninguém morre!). Nunca li o famoso diário da nossa paixão porque pela sinopse acho que não vou gostar. Apesar de já ter lido todos estes, ele não é, de todo, um dos meus autores preferidos e acho que este quem ama acredita veio solidificar essa opinião.

 

Ora bem, temos Jeremy um jornalista especialista em desmistificar casos de falso paranormal e Lexie um bibliotecária de uma pacata zona. Nessa pacata zona há um cemitério ensombrado por luzes fantasmagóricas e Jeremy decide ir desmistificar o assunto. Acaba por se envolver com a bibliotecária. 

 

Faltou tudo para mim neste livro. A história poderia ter sido gira, mas não me cativou. As personagens eram parecidas com tantas outras que já vi por ai, e a relação entre os dois protagonistas era aborrecida. A única coisa que se safava era a tal história das luzes mas não evoluía. Acabei por desistir, eu que tento sempre levar os livros até ao fim, desisti deste. E diz que tem continuação, há outro livro com estes protagonistas, "à primeira vista".

 

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publicado às 20:11



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