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Heartless

11.01.19

Heartless

Ninguém escreve novas versões de contos de fadas como a Marissa Meyer. Neste aqui a protagonista não é a boazinha, mas a má. A Rainha de Copas que tanto queria cortar a cabeça a toda a gente. O desafio aqui foi transformar uma rapariga simples que adorava cozinhar e era amiga de toda a gente numa rainha sem coração. 

 

Catherine é filha de um marquês e uma das moças mais desejadas no reino de Copas. É popular, toda a gente gosta dela e o rei quer fazer dela sua noiva. Mas o sonho de Catherine é abrir uma pastelaria e dedicar-se inteiramente a fazer sobremesas deliciosas. O destino, esse malvado, fará com que ela desenvolva uma relação complexa com o bobo da corte (joker) ao mesmo tempo que é cortejada pelo rei (que não quer).

 

A autora conseguiu uma coisa que para mim resume o sucesso da obra: conseguiu fazer-me desejar que a Catherine tivesse o seu final feliz e fazer-me pensar como aquela moça doce ia virar tão má. Ao mesmo tempo introduz o passado de outras personagens de Alice no Pais das Maravilhas, como o coelho ou o chapeleiro maluco (que aqui não era maluco) e como algumas delas se tornaram assim. A reviravolta torna toda a história para mim muito mais interessante, pois até ali, apesar de gostar de Catherine, o livro estava bastante morno.

 

No final, não chega ao nível de outros livros da autora, mas é uma história que não deixa de ser interessante.

 

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publicado às 21:10

Winter

22.04.18

Winter (The Lunar Chronicles, #4)

 

Com cerca de 800 páginas o último livro das Crónicas Lunares é o maior da série e este peso acaba por se refletir nos seus aspetos positivos e negativos. Esta que deveria ser a história de Winter (a Branca de Neve, que não é das minhas princesas da Disney preferidas sequer, mas que já o segundo retelling dela que leio no espaço de um mês) acaba por ser um atar de pontas de todas as histórias iniciadas em todos os livros, dando assim menos protagonismo a uma protagonista que tinha mais para dar (a Winter era refrescante depois da deslocada Cinder, da destemida Scarlet ou da tímida Cress e até refrescante na maioria das heroínas dos romances). O seu par, Jacin, vivia apenas à sua órbita, quase não criado laços com os restantes membros, tudo o que fez por eles foi apenas para no fim proteger ou beneficiar Winter, o que para mim o tornou ligeiramente plano, pouco denso e desinteressante no geral. 

 

Quanto aos outros finais, tudo aos pares e fofinhos, a Iko acabava por ser refrescante porque era a única que esteve presente em todos os livros sem estar emparelhada com ninguém de maneira tão óbvia. Por estranho que seja admitir, o casalinho preferido acabou por ser a Cinder e o Kai, apesar da má impressão que ele me deixou no primeiro livro, acho que foram as personagens que mais evoluíram e cresceram. Quanto ao final de Levana esperava muito mais...sério, aquela cena parecia um loop infinito de ter um amigo em risco, salvar um amigo e vinha outro amigo e ficava em risco! Alias, um dos pecados capitais deste livro foram os loops, durante a revolução, havia sempre alguém nas mãos da Levana, bem como demasiados protagonistas. É claro que tudo isto não tirou a magia ao livro de atar as pontas e dar um final satisfatório a esta saga, com muitas reviravoltas e falecimentos pelo caminho.

 

E no fim, por que raio este livro ainda não existe em português, quando os outros três estão disponíveis (e o último saiu em 2015)?

 

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publicado às 12:11

Cress

13.04.18

Cress (Crónicas Lunares, #3)

Imaginando uma Rapunzel que em vez de uma torre tem um satélite e é um hacker, em que o equivalente de mãe (ou madrasta - não me lembro como é na história original) é uma taumaturga que apenas a usa em beneficio próprio. E o ladrão que liberta Cress do satélite, é realmente um ladrão sarcástico e com sentido de humor. A isto tudo junta-se a moça que todos querem prender do primeiro livro, o big bad wolf do segundo livro (que vai ter uma situação complicada com a Scarlet) e mais uns quantos. E um casamento real, uma rainha má e outras quantas revelações.

 

Dos três, acho que este foi o que gostei menos. Sim, a Cress era uma fofa e gostei muito dela, a Cinder e o Kai cresceram (e após quase dois livros separados reencontram-se no final deste) e há uma grande quantidade de revelações, ao mesmo tempo que é apresentada um perspetiva diferente, este livro centra-se mais no lado lunar. Coisa que não gostei... e esta parte não é popular, foi o Thorne. Eu gosto um bocadinho dele...mas... acho-o demasiado fabricado. Já tinha achado no segundo livro e neste achei ainda mais. Ele tem piada mas não me me convence.

 

Como o final para variar ficou em mais um limbo vou já pegar no último livro, Winter, conhecer uma princesa e saber como terminam todas as outras histórias (espero que a Levana tenha um fim relacionado com a Lectumose - a peste lá do sitio).

 

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publicado às 20:50

Scarlet

29.03.18

Scarlet (Crónicas Lunares, #2)

Com cerca de três anos de atraso e já não me lembrado de grande coisa do primeiro livro, decidi continuar a leitura que tinha ficado em espera de melhores dias financeiros. Após o primeiro livro que conta a história de Cinder (uma Cinderela num futuro distópico em que ela é meio ciborgue, meio lunar) este livro conta a história de Scarlet que gere uma quinta após o desaparecimento da avó, que ela procura incessantemente. Esta buscar revelará a Scarlet alguns segredos do passado da avó. Scarlet é inspirado no Capuchinho Vermelho, em que o Lobo não quer só devora-la e a avó não é assim tão indefesa e nem vamos falar do Caçador. Ao mesmo tempo, segue a história começada no livro anterior que acaba por se ligar à história de Scarlet.

 

Ao inicio foi difícil entrar no ritmo da história porque já não me lembrava de muito do outro livro, mas depois de ler a review que tinha feito dele, a história voltou à minha memória. Apesar da maioria dos fãs da saga preferir Scarlet a Cinder, eu penso ao contrário. Não gostei tanto deste livro como o do outro, apesar de ter gostado das personagens, achei algumas partes monótonas (Scarlet em busca da avó, Cinder em fuga). Scarlet é corajosa e destemida e acaba para mim por ser demasiado parecida em muitas coisas com Cinder (na personalidade) o que lhe tira o fator surpresa que o primeiro livro teve. O Lobo é uma personagem interessante e surpreendeu-me com quem era na realidade. Levana continua má como as cobras e foi frustrante para mim ela ter sempre tudo a favor dela, é irritante ninguém conseguir fazer nada contra ela, o que me fez pensar porque ela não chama o seu exercito e invade logo a Terra o tempo que anda com jogos, se são assim tão poderosos como no ataque que há no livro. Fiquei a gostar um bocadinho mais do Kai e acho que este livro explica melhor de certa forma o equilíbrio que ele tem de manter, embora ainda não sou a sua maior fã. E pronto, a história ficou num limbo e não tenciono demorar tanto tempo até ler Cress, o próximo livro que é baseado na Rapunzel. Para quem gosta de contos de fadas numa nova perspetiva está série é must read now!

 

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publicado às 19:26

Cinder

15.06.15

Ai que saudades que eu tinha de um livro assim, que não se consegue parar de ler, com uma história original e um universo novo. 

 

Cinder é passado no futuro, depois da quarta guerra mundial, e tem como palco Nova Pequim, na Comunidade Oriental (confesso que tive alguma dificuldade em imaginar os protagonistas com aparência oriental). Cinder é uma cyborg que é mecânica e vive com uma madrasta má, uma irmã má e uma irmã boa (ainda não tinha dito que o conto é baseado na Cinderela, mas digo que é a melhor versão da Cinderela que já li). Nesta sociedade futurista os cyborgs e os andróides são considerados inferiores e são vitimas de descriminação. Mas voltemos à Cinder: um dia o príncipe  pede-lhe que recupere um andróide que tem informações importantes em sigilo, o que dá origem a uma amizade improvável. Ao mesmo tempo, a praga que faz vitimas em todo o mundo começa a fazer vitimas em Nova Pequim e vão afectar quem é mais querido a Cinder.

 

Eu sei que pela sinopse o livro parece não trazer nada de novo, também fiquei de pé atrás, mas a verdade é que a autora transformou este retelling da Cinderela numa história que pouco tem a ver com a original (a maneira como adapta os pontos chave do conto, como o sapato, é genial), criando uma sociedade utópica muito bem conseguida e uma protagonista corajosa e encantadora, pela qual é impossível não sentir empatia. A má da fita também está muito bem construída, é tão fácil odiá-la! O único ponto que não gostei (e talvez tenha influenciado a nota) foi a atitude do príncipe Kai na parte final do livro (embora tenha uma voz na cabeça que me diga que ele teve uma atitude realista, o meu lado fofinho/romântico ficou com o coração nas mãos). Quase que dá vontade que Cinder no final se torne uma daquelas protagonistas que fica sozinha e é muito feliz com isso. Mas vamos ver o que acontece nos próximos livros, talvez Kai me faça mudar de ideias. Curiosíssima para ler Scarlet e Cress (ouvi dizer que a protagonista já não é a Cinder, portanto alguma desconfiança).

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publicado às 20:05



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