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A Princesa Branca (A Guerra dos Primos, #5)

Após o relance que Isabel de York tinha dado nalguns livros anteriores, sobretudo na Filha do Conspirador e na Rainha Vermelha, estava à espera de muito mais. Afinal, a vida de Isabel é basicamente resumida na frase que ela tantas vezes repente "Eu não sei.".

 

Após quatro livros da Guerra dos Primos (ou Guerra das Rosas), este livro vem contar o que acontece depois do "fim" oficial da guerra, quando Henrique VII se torna rei de Inglaterra e casa com Isabel de York, que era sobrinha de Ricardo III, que foi derrotado por Henrique. E se esta união entre as duas frações poderia ser o fim da história, é na realidade apenas mais um capitulo, pois durante o reinado de Henrique ele vai ser perseguido pelos fantasmas dos príncipes na torre, irmãos de Isabel, que desapareceram misteriosamente e são os verdadeiros herdeiros de Eduardo IV (pai de Isabel e dos príncipes), ao mesmo tempo que Isabel tenta ser rainha de uma corte onde a sua família foi derrotada, mas cheia de traições e segredos.

 

Alguns factos interessantes deste livro: praticamente todas as personagens dos livros anteriores estão mortas, principalmente ao nível de presumíveis herdeiros do trono masculinos. Outras quantas morrem no decorrer deste livro. Isto deu-me uma certa nostalgia, porque este foi um período realmente negro na história de Inglaterra: as lealdades mudavam constantemente e facilmente se perdia a cabeça, para além da devastação de constantes guerras e conspirações, que facilmente levaram o pais e os seus habitantes a um estado de penúria.

 

Quanto ao livro em si, penso que podia ser bem mais pequeno, porque a história parece andar sempre em círculos: Isabel nada sabe, Henrique tem medo de um potencial príncipe de York. A sua relação vive ao sabor destes dramas, e quando parece que finalmente eles se começam a aproximar e a superar as divergências históricas das suas famílias, um novo potencial príncipe surge no horizonte, Henrique fica louco e Isabel nada sabe. Apesar disto, a história prende-nos e sentimos alguma empatia por todas as personagens, tanto quem está no poder, como quem quer lá chegar. Nascer um possível herdeiro real naquele tempo poderia ser uma sentença de morte. Isabel, apesar de nada saber, cria empatia por viver uma vida constantemente dividida entre o dever à sua família e o dever ao marido. Gostei da sua relação com o filho, Artur. O seu outro filho, Henrique, já demonstra o carácter que irá tornar o seu futuro reinado num dos mais marcantes e conhecidos do mundo.

 

Não deixa de ser um livro interessante, com muito drama, que dá um versão sobre os príncipes na torre bastante interessante (e quem sabe se não é a verdadeira?). Afinal, são os vencedores que escrevem a história.

 

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Há uma série sobre este livro.

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publicado às 12:43

Predestinado

19.12.17

Predestinado (Order of Darkness, #1)

Eu gosto dos livros de Philippa Gregory, embora só conheça os da guerra das rosas. Este livro, sendo para um público alvo mais jovem que os anteriores, tem sido alvo de algumas criticas. Eu confesso que não é o melhor que li dela, muito pelo contrário.

 

A história centra-se em dois jovens, em 1453: Luca, que é enviado para registar o fim dos tempos e fazer algumas inquisições sofre fenómenos do diabo e Isolde, um abadessa num convento amaldiçoado para onde Luca é enviado.

 

Luca e Isolde são muito planos e confesso que falta qualquer coisa para sentir mais empatia. Rodeando os protagonistas estão algumas personagens que quase podiam resultar bem: Freize, o criado de Luca com (uma tentativa de) sentido de humor e Ishraq uma criada de Isolde, que foi criada como irmã desta, mas que teve acesso a várias artes como medicina ou de combate numa época em que tal era completamente vedado às mulheres. Também estas personagens pouco são desenvolvidas. A única coisa interessante de todo o livro acaba por ser o mistério do convento, apesar de não primar pela surpresa. O mistério do lobo, que é logo a seguir já não é nada interessante.

 

Eu poderia perder tempo a falar no que este livro poderia ter sido mas não foi, mas o meu interesse nele está abaixo disso.

 

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publicado às 20:53

A rainha branca

02.05.16

 

Esta é a história da infame Isabel Woodville, uma das mais controversas e detestadas protagonistas da Guerra das Rosas que assolou a Inglaterra (e quem leu os outro livros desta série nomeadamente na Filha do Conspirador e na Rainha Vermelha conhecia bem o lado de quem a detestava). E se na Senhora dos Rios (a história da mãe de Isabel) já tínhamos ficado a conhecer o outro lado da história neste livro temos por fim a versão dela (que curiosamente é no primeiro livro da série, embora seja o último que li, não acho que nesta série a ordem seja muito relevante, porque todos os livros contam basicamente partes da mesma história mas de perspectivas femininas diferentes).

No resumo da história Isabel Woodville é uma viúva pobre que ascende a rainha de Inglaterra por meio da sua beleza (e quem diga magia) e que quando chega ao poder a sua principal preocupação é distribuir toda a riqueza de Inglaterra pelos membros da sua família. Esta atitude irá fazer com que ganhe muitos inimigos o que fará da história dela uma história de revolta. E claro, na recta final do livro temos a opinião da autora sobre o que poderá ter acontecido aos príncipes da Torre, filhos de Isabel e Eduardo IV que foram para a torre e nunca mais foram vistos (nem em vida, nem em corpo).

 

Ao contrário dos outros livros este livro tem uma vertente sobrenatural (em que a família de Isabel por descender supostamente da deusa da água, Melusina, tem poderes e acaba por causar algumas tempestades e agoiros durante a história), o que não sei se me agradou muito, porque visto que se trata de um romance histórico baseado em personagens reais pareceu destoar um pouco dos outros livros (embora os rumores de Isabel ser meio bruxa existissem na realidade, a mãe dela foi mesmo acusada disso mesmo). Outro ponto que é diferente de um romance desta época é que Isabel e Eduardo casaram por amor (ou uma grande dose de luxúria, depende do ponto de vista) e tiveram uma relação em que ela o influenciou muito (excluindo em algumas decisões finais que irão culminar com os príncipes na torre). Foi engraçado ver como por exemplo na Filha do Conspirador, Ana e a sua irmã Isabel odiavam tão fervorosamente Isabel Woodville quando que nesta obra Isabel Woodville mal pensa nelas e referece-se sempre a elas com uma certa dose de pena. Isabel Woodville tem um lado bom e um lado mau: é claramente uma pessoa dedicada a família que defende os que ama com unhas e dentes, mas tem também um lado vingativo e é obcecada com o poder, mas mais uma vez a personagem que mais me aguçou a curiosidade acabou por ser a sua filha Isabel, protagonista de A Princesa Branca, o quinto livro da série. Isabel (filha) demonstrou ter um espírito bastante lutador e muitas vezes numa fase final da obra faz frente às atitudes da mãe. 

 

Foi um livro bom, bem escrito, com uma dose de realidade e invenção equilibradas (possivelmente se fosse uma especialista na Guerra das Rosas detestaria este livro porque é mencionado como sendo demasiado imaginado), mas que não foi o meu preferido da série até agora, pelo contrário ficou entre os que eu gostei menos.

 

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publicado às 20:23

 

Mais um dose de romance histórico e da guerra dos primos pela mão de Philippa Gregory. Confesso que estava curiosa e ao mesmo tempo receosa com este: se nos dois anteriores a perspectiva era dos inimigos da família Rivers, este retrata a história de Jacquetta do Luxemburgo, a matriarca da família, uma jovem nobre francesa que casa com um dos homens mais importantes de Inglaterra, mas acaba por largar tudo por amor e por se tornar mãe de uma das rainha mais icónica de Inglaterra.

 

Jacquetta casa jovem com o Duque de Bedford, que a leva a conhecer o mundo da alquimia, pois crê-se que a familia de Jacquetta tem o dom da Visão devido de serem descendentes de uma deusa das águas. O seu primeiro marido morre e ela fica uma viúva jovem, rica e apaixonada pelo escudeiro do seu falecido marido, Ricardo Woodville. Acabam por casar em segredo, o que provoca uma certa perda de posição por parte de Jacquetta, embora mais tarde esta se torne uma amiga próxima de Margarida de Anjou, a nova rainha de Inglaterra.

 

Jacquetta acaba por não ser uma protagonista tão intensa como as dos outros livros, pois ela própria toma sempre uma posição muito neutra, não a vemos odiar ninguém de morte, acabando por ser Margarida de Anjou, a famosa rainha da casa de Lencastre, que completa esta falta de intensidade emocional (é uma pena que Margarida não tenha um livro só dela, porque é interessante como uma menina doce se transforma numa das mais detestadas rainhas inglesas da altura). Ao longo do livro Jacquetta e Ricardo têm doze filhos e passam a maioria do livro afastados, é nos mostrado como o rei Henrique VI se tornou no rei adormecido e os acontecimentos que deram origem à guerra das rosas (e algumas das batalhas).

 

É um livro interessante que mostra uma perspectiva anterior ao que se passa nos outros livros e que mostra os Rivers antes de serem uma das famílias mais importantes (e odiadas) de Inglaterra. E não percebo porque raio a menina da capa tem um cabelo entre o ruivo e o castanho quando a Jacquetta era loira... mas pronto, é daquelas coisas.

 

Ordem cronológica dos livros desta série que já li até agora (apesar de para mim ser irrelevante estar a lê-los fora desta ordem:

1º A senhora dos rios

2º A rainha vermelha

3º A filha do conspirador (embora este possa ser inserido no meio de a rainha vermelha, pois acção do outro completa o que fica incompleto neste)

 

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publicado às 20:05

 

Após ter lido A Filha do Conspirador que faz parte do retelling de Philippa Gregory da Guerra dos Primos que aconteceu em Inglaterra no século XV decidi que queria ler os restantes livros. Por coincidência encontrei A Rainha Vermelha e A Senhora dos Rios (segundo e terceiro livro respectivamente, por ordem de publicação) em promoção e vieram os dois morar comigo.

 

Margarida é filha da casa de Lencastre e cedo percebe que apesar da sua forte ligação a Deus não pode ir para um convento, tendo de cumprir o dever de dar à luz um herdeiro forte para a casa de Lencastre. Envolta em vários casamentos arranjados e sem amor, é no país de Gales que nasce o seu filho Henrique, traçado desde o berço a ser rei de Inglaterra. Mas a guerra dos primos rebenta e Margarida precisa tornar-se numa sobrevivente, escondendo por vezes as suas crenças para sobreviver num mundo que agora pertence à casa rival da sua, a casa de Iorque. Mas Margarida nunca deixa de lutar pelo poder e pela sua casa.

 

Se foi fácil sentir empatia com Ana Neville n'A Filha do Conspirador, o mesmo já não aconteceu com Margarida Beaufort (e que muda várias vezes de apelido ao longo da história). Margarida é muito devota e muito muito teimosa. Não abandona as suas convicções e com o tempo torna-se bastante dissimulada. Mas a história dela não deixa de ser cativante e a sua inteligência também não. Num tempo em que as mulheres eram vistas como extras e sem poder nenhum, Margarida alia-se aos homens certos para conseguir cumprir o desejo da sua vida: ver o filho Henrique no poder. Mas as voltas e reviravoltas vão ser amargas. A parte mais gira deste livro foi para mim ver os outros lados da mesma história: várias vezes são mencionadas personagens que apareciam no outro livro e é engraçado ver as opiniões iguais e opostas que Ana e Margarida têm delas. E após uma cena em particular entre Margarida e a princesa Isabel de Iorque - que é comprometida com o filho de Margarida - fiquei muito curiosa para ler o quinto volume da guerra das rosas - A Princesa Branca - em que Isabel é a protagonista.

 

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publicado às 17:27

Shame on me, visto que este foi o primeiro livro da Philippa Gregory que li. E não comecei logo pelos preferidos (A Rainha Branca ou Duas Irmãs, Um Rei), fui antes conhecer Anne Neville, uma personagem de que nunca tinha ouvido falar (e imaginem que ela foi rainha de Inglaterra). Mas voltemos a questão de eu nunca ter lido Philippa Gregory. Na verdade apesar de já ter ouvido muitos elogias à sua obra, os livros dela também têm a reputação de ser um pouco fantasiosos de mais e ignorando certos factos. E visto que as obras mais conhecidas dela se passam todas no tempo dos Tudor (e eu conheço bem esse período da historia inglesa) sempre achei que ia detestar os livros dela, ou no mínimo, ficar confusa. Mas então apareceu a Guerra das Rosas (período do qual pouco conheço) e uma promoção.

 

A filha do conspirador conta essencialmente a história de Anne Neville, filha do homem mais influente de Inglaterra (para além do rei) e acompanhamos a sua vida desde que conhece a então rainha (pouco desejada por esta família) Elizabeth Woodville até ao último suspiro de Anne. Ao longo das páginas vemos o seu pai passar de homem poderoso a traidor e a queda em desgraça da sua família. Por fim, ela e a irmã Elizabeth ficam sozinhas numa corte em que são consideradas as filhas do conspirador e em que tudo têm de fazer para mostrar que rejeitam o pai e são fieis à casa de York.

 

Anne é uma narradora com quem muito me identifiquei e a quantidade de reviravoltas que a vida dela dá é impressionante (a roda da fortuna gira e volta a girar). Apesar de tudo ela acaba por não se perder a ela mesma nem as suas crenças. Apesar de ter vivido rodeada de algumas das personagens mais icónicas da época, Anne é uma personagem de que não se sabe muito (por isso este é romance muito fantasioso), embora o que se sabe da vida dela esteja lá quase tudo. A inimizade dela e da irmã com a rainha Elizabeth Woodville também é bastante notória ao longo da história e penso que vai influenciar a minha leitura da Rainha Branca (em que a protagonista é Elizabeth Woodville, e segundo sei uma das personagens mais queridas desta saga da Guerra das Rosas).

 

Coisas que não gostei do livro: a tradução dos nomes para português e o facto de haver tantas personagens com o mesmo nome (sendo este um facto que é adjacente, visto que se baseia em factos reais, logo a autora não podia mudar-lhe os nomes). Fica a nota que à uma série na BBC baseada nesta saga da Guerra das Rosas chamada The White Queen.

 

Foi bom e quero ler mais desta autora.

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publicado às 21:53



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