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A Rapariga Que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo (Millennium, #2)

Depois de o primeiro livro desta série me ter surpreendido (apesar de ser obscuro) fiquei curiosa por saber o que iria acontecera seguir a Lisbeth e Mikael, depois de no fim do primeiro livro Lisbeth decidir afastar-se do seu novo amigo por ciúmes.

 

Pela primeira vez na vida Lisbeth Salander esta não tem de se preocupar com dinheiro e resolve aproveitar ao máximo. Enquanto isso Mikael e a Millenium fazem novos amigos que estão dispostos a revelar várias personalidades que estão envolvidas no tráfico de mulheres. Mas estes acabam assassinados e Lisbeth torna-se a principal suspeita. Vitima de perseguição feroz Lisbeth desaparece e a única pessoa que parece acreditar que não é ela a assassina é Mikael.

 

O ritmo inicial da história é calmo, com Lisbeth a desfrutar a sua fortuna e Mikael a envolver-se cada vez mais numa noticia bombástica. Com o assassinato o ritmo torna-se um pouco mais rápido ao mesmo tempo que vão surgindo novas pistas sobre as pessoas do passado de Lisbeth que lhe querem muito mal. Depois, o ritmo acalma, e entra em loop, a policia com poucas pistas e o jogo do gato e do rato. Parece que só Lisbeth e Mikael parecem na verdade descobrir alguma coisa sobre as verdadeiras razões do crime. E por fim o final, com revelações, reviravoltas e experiências de morte.

 

Neste livro Mikael e Lisbeth quase não se cruzam (ao contrário do anterior que passam grande parte dele juntos). Mikael continua com as suas amantes e obcecado por um assunto. Lisbeth continua desconfiada e cautelosa. Mas fora os dois entram em destaque uma variedade de personagens: os policias que perseguem Lisbeth, o dono da agência de investigação onde trabalhava Lisbeth bem como alguns funcionários. Todas estas personagens dispersaram um pouco a acção e os nomes em sueco por vezes fazia com que não fosse fácil lidar com tanta personagem diferente. Penso que este foi o principal ponto para não gostar tanto desta história, demasiados pontos de vista diferentes. Mesmo assim o final é bombástico e deixa tudo em aberto para o livro (final?) da trilogia original, o que acabou por me deixar muito curiosa e com vontade de ler o próximo, apesar de esta rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo não ser tão bom como os homens que odeiam as mulheres.

 

The Girl Who Played with Fire (Millennium, #2) La ragazza che giocava con il fuoco  The Girl Who Played With Fire (Millennium, #2)

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publicado às 21:03

 

A primeira coisa que chama a atenção neste livro é o titulo. Até mesmo quem não aprecia o género já ouviu falar (o que é o meu caso). Este título tem algo de sinistro. É uma frase forte e marcante, que retrata bem o livro: encontramos umas quantas personagens, masculinas, que efectivamente odeiam as mulheres. E depois encontramos um homem e uma mulher (mulher esta que no mínimo se podia quase classificar mais como uma vitima destes homens do que a pessoa que lhes vai dar umas lições) que não gostam dos homens que odeiam as mulheres (mas afinal só outro sádico para gostar de um sádico).

 

Mikael Blomkvist é um jornalista que caiu em desgraça depois de publicar um artigo sobre um empresário, Erik Wenestrom, e ser condenado em tribunal por difamação. Acaba por receber um estranha proposta de Henrik Vagner: escrever a biografia da família Vagner, uma outrora poderosa família que agora se encontra em declínio financeiro, ao mesmo tempo que investiga o desaparecimento de Harriet Vagner que aconteceu nos anos 60. Conhecemos Lisbeth Salander, uma jovem com problemas mas muito inteligente e uma excelente investigadora que chega onde mais ninguém consegue ir. Os dois vão acabar por unir esforços para resolver estes dois mistérios: o que aconteceu Harriet e como derrubar Wenestrom.

 

Para quem não gosta de policiais, com crimes macabros, homens odiosos e completamente doidos, algumas descrições sádicas e um protagonista que gosta de ter a cama quente é melhor irem ler outro livro. Para os outros é um bom livro, arrepiante, mas bem conseguido. Os protagonistas são complexos e densos e conseguimos sentir-nos na pele deles: desde um Mikael dividido entre a ética e a lealdade, a uma Lisbeth que apesar dos seus instintos de auto defesa e isolamento ao mesmo tempo quer sentir-se integrada. Aliás para mim Lisbeth foi o que tornou este livro diferente dos outros policiais: apesar de alguns dos seus métodos serem questionáveis, a forma como leva a bom porto as suas vinganças acaba por ser compreensível. A história, apesar de um bocado descritiva demais em alguns crimes é viciante e embora alguns pontos sejam previsíveis conseguiu surpreender-me.

 

Este livro já deu um filme (ou ao que parece dois!), que confesso que comecei a ver uma vez mas não terminei. Mas também já é normal eu gostar mais do livro do que da respectiva adaptação cinematográfica.

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publicado às 15:59



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